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BOA NOITE!!!

PSDB: feridas não cicratizam

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Deu na revista digital Terra Magazine

Ana Cláudia Barros

Embora o PSDB tenha decidido não fazer um balanço do processo eleitoral, tucanos e democratas expõem as feridas abertas. Vocalizadas pelo presidente do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), e pelo senador tucano Álvaro Dias (PR), as críticas são feitas de parte a parte sobre a condução da campanha de José Serra.

“As declarações de Rodrigo Maia foram absolutamente infelizes, descontextualizadas e, na verdade, desinteressantes e vão para o sentido oposto àquele que devemos caminhar, que é na busca pelo fortalecimento da oposição”, ressaltou Dias, citando as turbulências vividas pelo partido aliado após o processo eleitoral.

O DEM está rachado entre as alas kassabista, ligada ao prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab – que deve migrar para o PMDB -, e a ala ligada ao presidente da sigla. “Atitudes de imaturidade política não servem à oposição neste momento”, destacou Dias, para quem a relação entre os partidos não ficará “estremecida”, haja vista que, para ele, “foi uma atitude isolada (de Maia)”.

Os tucanos sequer fizeram um balanço do processo que culminou na derrota de Serra na corrida ao Planalto. Segundo o senador Sérgio Guerra (PE), presidente do PSDB, foi acordado com as bancadas que não discutiriam este “passado recente” para evitarem a pauta negativa. “E 100% dos parlamentares concordaram”, ressaltou.

Após uma turbulenta reunião com a Executiva Nacional do DEM nesta quarta-feira (8), Rodrigo Maia caracterizou a campanha de Serra como “desastrosa”. E, para o parlamentar, o processo “não agregou nada à oposição”. Maia teve, ao longo do primeiro turno, problemas graves na interlocução com o então presidenciável.

Durante a escolha de quem seria o vice de Serra, o senador Álvaro Dias – apresentado por seu próprio partido como possibilidade para ocupar o posto – foi preterido para dar lugar a um nome imposto pelo DEM, deputado Índio da Costa (RJ).

E foi justamente Dias quem respondeu às críticas de Maia. A Terra Magazine, o senador reiterou o que já havia dito em seu Twitter e a alguns interlocutores próximos: “Não a direção do DEM como um todo, mas a lambança de algumas pessoas atrapalhou (a campanha de Serra)”.

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Posted on 10-12-2010
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Processo de beatificação de Irmã Dulce está previsto para 2011
Nesta sexta, papa assinou reconhecimento oficial do milagre da freira
10.12.2010 | Atualizado em 10.12.2010 – 19:31

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Redação CORREIO

O processo de beatificação de Irmã Dulce está previsto para o primeiro semestre de 2011, comandado pelo Vaticano e pela Arquidiocese de Salvador, segundo declarou em coletiva nesta sexta-feira (10) o cardeal arcebispo de Salvador e primaz do Brasil, Dom Geraldo Majella.

O papa Bento XVI assinou o reconhecimento oficial do milagre de Irmã Dulce, dando autorização para a beatificação – dada pelo pontífice ao prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, Cardeal Angelo Amato, em audiência privada no Vaticano. Agora, Irmã Dulce pode ser chamada de “Bem-aventurada Dulce dos Pobres.”

Segundo o cardeal, houve uma confusão em torno do assunto e Irmã Dulce ainda não pode ser considerada beata, mas com a assinatura do Vaticano e o reconhecimento do milagre da freira, o papa Bento XVI mostra sua intenção de continuar com o processo de beatificação e a expectativa é de que a freira seja conhecida como beata em 2011.

Beatificação

A abertura do processo de beatificação de Irmã Dulce ocorreu em 17 de janeiro de 2000. No ano seguinte foi anunciado o milagre e, em 2002, o processo foi levado para análise do Vaticano.

Para que fosse considerada beata, uma vasta documentação foi encaminhada ao Vaticano, que fez o reconhecimento jurídico, em junho de 2003, sobre a veracidade do milagre atribuído a Irmã Dulce.

Em abril de 2009, a religiosa foi considerada venerável pela biografia. Isso, segundo a Igreja Católica, implica dizer que Irmã Dulce teve uma vida de santidade.

(Correio, comm informações do G1)


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dez
10

Wagner: o garoto de Rodelas

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CRÔNICA/ UM LUGAR

WAGNER MOURA EM RODELAS

Janio Ferreira Soares

Apesar de o título sugerir, Wagner Moura não faz parte de nenhuma receita de sanduíche (queijo, pastrami, duas rodelas de Wagner Moura, alface…). A Rodelas em questão era uma cidade do sertão baiano que sumiu do mapa em 1988 por conta da construção da barragem de Itaparica, cujo processo de inundação parece ter sido uma das cenas mais marcantes aos olhos do então menino Waguinho, embora o péssimo roteiro tenha sido escrito não pelos craques que hoje tem a honra de tê-lo como protagonista, mas por tecnocratas que se lixaram para a história dos rodelenses.

Em recente entrevista a revista Rolling Stone, ele disse: “Lembro-me pouco do que fiz dias atrás, mas me lembro muito da minha infância. E me lembro bem de Rodelas, porque a gente sempre passava as férias lá e depois morou lá. E eu estava lá no momento da mudança, quando construíram uma cidade chamada Nova Rodelas e mudaram todo mundo pra lá. Foi uma experiência antropológica extraordinária. Todas as relações culturais e sociais com o lugar se perderam com a água. Teve muita gente que morreu deprimida, alcoólatra.”

Eu sei bem o que é isso, meu velho Capitão Taoca, porque também sou um órfão de cheiros e sinos; de relâmpagos clareando a curva do rio e da chuva arranhando nas telhas uma balada de ninar gente grande; e, claro, daquele sarro atrás da igreja (a minha, de Santo Antônio da Glória; a sua, de São João Batista) ouvindo a voz do mestre Waldick profetizando que hoje a noite está calma e que a minha alma esperava por ti.

Doze anos antes de Rodelas, Glória também submergiu de uma forma ainda mais crua, pois naquele tempo o extraordinário verde dos tamarineiros e umbuzeiros era a nossa única artilharia diante do oliva que dominava a nação.

E foi assim que José e Alderiva, Ceci e Zé da Silva, filhos, amigos e outras rimas, de repente se viram em terras estrangeiras, deixando pra trás sonhos e boleros sob as águas de um rio prisioneiro e triste, que nem de longe se parece com aquele que de vez em quando ainda corre solto nas lembranças de quem viveu por lá.

Jânio Ferreira Soares, cronista, é secretário de Cultura e Turismo de Paulo Afonso, na parte baiana do Vale do Rio São Francisco;

dez
10

Deu no blog Pimenta na Muqueca (o mais quente e apimentado portal web no sul da Bahia)

Há pouco, durante a cerimônia de assinatura da ordem de serviço das obras da Ferrovia da Integração Oeste-Leste, o presidente Lula falava sobre o Brasil “capitalista”, quando desferiu uma estocada na TV Bahia, afiliada da rede Globo no estado.

Lula dizia que o brasileiro hoje pode comprar aparelho de TV novo. E fez troça:

– Wagner não tem tanta sorte [de aparecer] porque a televisãozinha daqui não publica [mostra] a carinha dele.

A “televisãozinha” foi uma crítica indireta à emissora que pertence à família do falecido Antônio Carlos Magalhães (ACM). Tradicionalmente, a emissora abria pouco espaço aos adversários, até que a Rede Globo exigiu da Rede Bahia, em meados dos anos 2000, uma cobertura mais plural na área política.

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10
Posted on 10-12-2010
Filed Under (Newsletter) by vitor on 10-12-2010

Irmã Dulce, beata baiana

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DEU NO CORREIO

A superintendente de Obras Sociais de Irmã Dulce, Maria Rita Pontes, confirmou que o papa Bento XVI assinou nesta sexta-feira (10) o decreto que formaliza a condição de beata de Irmã Dulce. A formalização do ato somente ocorre a partir da publicação do documento no Jornal do Vaticano, o que deve ocorrer neste sábado (11).

Com a assinatura, a religiosa se torna a primeira beata baiana, ficando a apenas um passo da canonização, quando poderá ser considerada santa. Para ser canonizada, será necessária a comprovação de mais dois milagres, que também deverão ser reconhecidos pelo Vaticano.

A data prevista, que ainda depende da aprovação do Vaticano, é o dia 22 de maio de 2011, um domingo, dia dedicado a Santa Rita de Cássia, de quem a freira leva o nome. Com expectativa de um público estimado em 50 mil pessoas, a cerimônia, que deverá ser presidida por Dom Geraldo, vai ser realizada no Parque de Exposições, em Salvador.

dez
10
Posted on 10-12-2010
Filed Under (Charges) by vitor on 10-12-2010


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Pelicano, no Bom Dia (SP)

OPINIÃO POLÍTICA

Dilma e direitos humanos

Ivan de Carvalho

A presidente eleita Dilma Rousseff tem dado sinais de que sua política externa, no que se relaciona aos direitos humanos, pode apresentar um avanço se comparada à do governo Lula. Até o momento, o exemplo emblemático tem sido o caso da iraniana Sakineh Ashtiani. Mas não se deve apostar desde já que as palavras no intervalo entre a eleição e a posse no cargo de presidente se transformem em ações de governo em caráter permanente. São, por enquanto, apenas uma esperança.

Vale registrar que Sakineh Ashtiani, de 43 anos, que havia sido condenada à morte por lapidação (apedrejamento) sob a acusação, que ela nega, de adultério, foi libertada pelo governo do Irã, assim como seu filho e seu advogado, segundo anunciaram organizações como a Comissão Internacional contra a Pena de Morte e a Lapidação e a ONG Solidariedade Irã, que também vinha acompanhando o caso.

A primeira das organizações citadas assinalou que ainda existem no Irã, atualmente, 21 mulheres e cinco homens nas prisões do país, aguardando a execução da pena de morte por apedrejamento. Essa organização disse que a libertação de Ashtiani se deveu às pressões de líderes mundiais e outras personalidades, citando como relevantes a participação do presidente Lula e da presidente eleita Dilma Rousseff.

Isso nos leva de volta à comparação da abordagem de Lula e de Dilma em relação ao caso específico de Ashtiani e do tema mais amplo dos direitos humanos no Irã. Foram abordagens bem diversas. Lula ofereceu ao governo iraniano acolhida para Ashtiani, caso ela estivesse “incomodando” lá no Irã, ao que o governo iraniano respondeu com uma contida, mas indisfarçável irritação.

E o presidente então rapidamente tirou seu cavalinho da chuva, passando a evitar o assunto, salvo para dizer que seria “uma avacalhação” se o governo de um país (no caso, o Brasil) ficasse criticando as leis de outro país. Ao que parece, sejam quais forem essas leis, seriam incriticáveis. Depois, o Brasil adotou a vergonhosa posição da omissão, ao abster-se de votar, na Comissão de Direitos Humanos da ONU, uma resolução (aprovada) que educadamente recomendava ao governo iraniano o respeito aos direitos humanos.

Já Dilma Rousseff, ainda não empossada, mas já eleita, foi direta ao declarar ser “um absurdo” o programado apedrejamento de Sakineh Ashtiani. Mais importante, discordou da abstenção brasileira na votação da resolução da ONU, assim deixando claro que na sua opinião o Brasil devia ter votado a favor e completou afirmando que ela será sempre contra qualquer punição “medieval”.

Bem, a lapidação não é apenas medieval, é uma pena que vem da Antiguidade, invadindo, no mundo muçulmano, a Idade Média e, passando depois pela Idade Moderna até alcançar a Idade Contemporânea. Mas como a presidente usou a palavra “medieval”, podemos ter certeza que ela condenará também a pena de morte na fogueira, mesmo que aplicada a bruxos e bruxas. No entanto, presos políticos, como os há em Cuba e na China, não são, infelizmente, um fenômeno medieval.

Mas que tratamento a política externa brasileira vai dar aos direitos humanos, em outros casos e outros países? Se postos em um prato da balança os sinais positivos notados até agora e no outro a orientação de política externa característica do PT e a decisão de manter o incrível assessor para Assuntos Internacionais Marco Aurélio Garcia, qualquer resposta parece precipitada. A dúvida é a atitude apropriada por enquanto.

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