Ildeli: pesca para ela

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DEU NO UOL

A equipe de transição da presidente eleita Dilma Rousseff anunciou nesta quarta-feira (8) mais dez nomes para o ministério do futuro governo. A senadora Ideli Salvatti (PT-SC), líder do PT no Congresso, será a ministra da Pesca e Aquicultura; a deputada Mária do Rosário (PT-RS) assume a pasta de Direitos Humanos da Presidência; a jornalista Helena Chagas vai para a secretaria de Comunicação Social; e o atual ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, vai para as Comunicações.

O senador Garibaldi Alves Filho foi confirmado para a Previdência Social; já o senador Edison Lobão vai para a pasta de Minas e Energia. O deputado federal Pedro Novais (MA) vai para Turismo e o ex-deputado Wagner Rossi permanece no Ministério da Agricultura. O senador Alfredo Nascimento volta ao comando dos Transportes e o ex-governador do Rio de Janeiro e vice-presidente de Fundos e Loterias da Caixa Econômica, Federal Moreira Franco, fica com a Secretaria de Assuntos Estratégicos.

“A presidente eleita determinou a seus novos auxiliares que trabalhem de forma integrada com os seus demais setores do governo para dar cumprimento a seu programa de desenvolvimento com distribuição de renda e estabilidade econômica, assegurando a melhoria de vida de todos os brasileiros”, disse a nota.

Na última sexta-feira (3), já tinham sido anunciados os nomes de Antonio Palocci para ocupar a Casa Civil, José Eduardo Cardozo para a pasta da Justiça e Gilberto Carvalho para a Secretaria-Geral da Presidência.

Já na última quarta-feira (24) foram oficialmente anunciados os nomes da equipe econômica: Guido Mantega permaneceu na Fazenda, Miriam Belchior foi escolhida para o Planejamento e Alexandre Tombini para o Banco Central.

dez
08

Ao contrário dos antecessores que terminaram seus mandatos de forma discreta, quando não melancólica, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva preparou uma agenda intensa até o final do mandato. Do dia 10 até o dia 29, Lula deve visitar 16 cidades de 11 Estados brasileiros. Na reta final ele vai percorrer aproximadamente 22 mil quilômetros, equilaventes a quatro vezes a distância entre os extremos sul do Brasil, o Arroio Chuí (RS), e norte, a Foz do Oiapoque .O périplo começa sexta-feira, 10, por Ilheus, na costa sul baiana

Em sua última travessia no poder, Lula passa por Juazeiro do Norte e Missão Velha (CE), São José de Piranhas (PB), Salgueiro (PE), Osório e Canoas (RS), Foz do Iguaçu (PR), Rio de Janeiro (RJ), Anápolis (GO), São Paulo (SP) e Eliseu Martins (PI). Sem contar a pausa para as festas de Natal, possivelmente em São Bernardo do Campo (SP). Há ainda a possibilidade de inclusão de mais cidades na agenda.

Segundo o portal IG, mais do que uma simples turnê de despedida, Lula vai aproveitar para reforçar a marca de obras importantes de seu governo. No Piauí, por exemplo, vai inaugurar um trecho da ferrovia Tansnordestina e, embora esteja a menos de cinco dias do término do mandato, assinar a ordem de serviço do trecho seguinte.

Na Paraíba e em Pernambuco, o presidente vai vistoriar os trabalhos da transposição do Rio São Francisco, a maior e mais polêmica obra de seu governo.

No Rio Grande do Sul, Lula vai inaugurar os túneis da BR-101 em Osório, promessa de várias campanhas. A obra faz parte do Programa da Aceleração do Crescimento (PAC), outra das marcas do mandato. Em Caetés Lula vai inaugurar um posto do INSS mas a expectativa é que a visita se transforme no ato final do governo, com direito a festa e homenagens

(Informações do IG)


DEU NO IG

Terceiro colocado na disputa deste ano pelo governo de São Paulo, o deputado federal Celso Russomanno (PP-SP) apresentou, ao Orçamento da União do ano que vem, emenda de R$ 1,1 milhão que beneficia uma entidade não governamental presidida por ele e administrada em conjunto com familiares.

A emenda para o Instituto Nacional de Defesa do Consumidor (Inadec) é a de maior valor – a menor sendo de R$ 150 mil – entre as 25 apresentadas pelo deputado. O curioso é que, além de autor da emenda, Russomanno também é, segundo a previsão orçamentária apresentada, indicado como “responsável” por administrar a verba destinada à entidade. O deputado nega as irregularidades.

A prática de apresentar emendas para parentes é vedada pela Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). O parágrafo 3º, do artigo 37 da LDO, diz que a destinação não é permitida nos casos em que o “agente político” ou “respectivo cônjuge ou companheiro, bem como parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até o segundo grau, seja integrante de seu quadro dirigente”.

Segundo o site do Inadec, o parlamentar e seu irmão, o deputado estadual por São Paulo Mozart Russomanno (PP), fundaram juntos a ONG em 4 de agosto de 1995. A administração do instituto também teria a participação de outro irmão, o ex-vereador paulista Attila Russomanno (PP), de acordo com o site pessoal do deputado Mozart Russomanno.

Ainda de acordo com a página do Inadec, a ONG, com sede em São Paulo, entre outras atribuições, fornece gratuitamente “informação e orientação jurídica” aos associados em questões relacionadas à defesa do consumidor – uma das principais bandeiras da família Russomano.

Na justificativa da emenda, o deputado explica que, por se tratar de uma “entidade sem fins lucrativos, a receita extra permite a continuidade da prestação de serviço utilitário aos cidadãos”. Ele acrescenta que o serviço “tem conseguido recuperar perdas que, sozinho, o consumidor não seria capaz de conseguir mesmo com o auxílio dos PROCON”.

Ao iG, Russomanno, que não foi reeleito pois disputou a eleição para o governo de São Paulo, disse que apresentou a emenda para o Inadec porque usa o salário parlamentar para arcar com as despesas da entidade. “Como não serei mais parlamentar, fiz uma emenda para o ano que vem para que o instituto continue atendendo gratuitamente as pessoas”, afirmou.

Apesar de vedada por lei, o deputado disse também que não vê irregularidades na prática. “Ninguém paga absolutamente nada. É uma prestação de serviço, não tem nada de errado”, reforçou. Também disse acreditar que a emenda será diminuída pela metade. “Provavelmente a emenda será contingenciada, porque nunca é total, principalmente pelo Ministério da Justiça”.

O deputado ameaçou processar o iG duas vezes durante a entrevista. Na primeira vez disse ao repórter ” (…) vá lá (no instituto) e veja o que é feito porque qualquer coisa que vocês escreverem eu vou processar vocês.” Ao final da entrevista, completou: “Se você não for correto eu vou processar você e o iG. Isso não é uma brincadeira. Eu sou uma pessoa correta, honesta e tenho uma vida construída em cima de honestidade”.


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CLARICE:

Iluminada a começar pelo nome, não apenas esta bela e contraditória cidade do Salvador é sua, querida aniversariante do dia , mas também o mundo inteiro que se abre a sua frente. Seja feliz, mas muito feliz mesmo, e conquiste tudo o que voce merece, a começar pela felicidade (aqui cabe a redundância) e o sucesso plenos: pessoal, amoroso e profissional.

Parabéns de todos que gostam de vc neste BP. E garanto que é muita gente, a começar pelo editor e a revisora deste site blog.

(Vitor Hugo Soares e Margarida)

dez
08
Posted on 08-12-2010
Filed Under (Charges) by vitor on 08-12-2010


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Nani, no Charge On Line

dez
08

OPINIÃO POLÍTICA

Problema mal resolvido

Ivan de Carvalho

O chamado primeiro escalão do futuro governo Dilma Rousseff ainda está longe de ficar pronto, mas o problema principal parece ter sido resolvido, talvez mal resolvido – o espaço que caberá ao PMDB. O grande aliado-concorrente do PT vai ficar com menos do que sonhou e sugeriu, com o mínimo que reivindicou para valer quanto ao número de pastas e com menos do que pedia no que diz respeito à “densidade” política e orçamentária das pastas que lhe estão sendo concedidas.

Alguma dúvida? Atente-se ao pequeno trecho que segue, parte de uma entrevista do líder do PMDB na Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves.

A pergunta: “Legendas como o PSB reivindicam ministérios comandados pelo PMDB. O da Integração Nacional, por exemplo. O que acha?”. A resposta: “Veja bem, o PT tem 15 ministérios, o PMDB tem apenas seis. Fala-se em dispor da Saúde, da Integração… Mas alto lá. O PMDB tem hoje o tamanho que o Lula reconheceu na hora em que apoiamos o governo (em 2007). Tem gente nossa que quer inclusive ampliar a participação.

No princípio do debate para a composição do Ministério do próximo governo era assim que falava o PMDB. E listava, pela voz do mesmo líder: “Os ministérios do PMDB são Saúde, Integração Nacional, Agricultura, Comunicações, Minas e Energia e Defesa.

Bem, ainda é esta a relação. Mas logo deixará de ser. A partir de 1º de janeiro. Está decidido que o PMDB terá quatro ministérios: mantém Minas e Energia e Agricultura. Perde Integração Nacional e Comunicações, duas pastas de grande “densidade” e em troca recebe as pastas da Previdência Social (com um grande orçamento no qual não se pode por a mão, por ser todo amarrado para pagamento de aposentadorias, pensões e outros chamados benefícios) e o Ministério do Turismo, uma coisa que poderia ser uma mão na roda se fosse na França, na Espanha, na Itália, nos EUA, no Egito, em Israel, mas que no Brasil é um negócio raquítico, esquálido.

O Ministério da Defesa continua com o peemedebista de fantasia Nelson Jobim. É um ministério do qual o PMDB não se beneficia e nem pode, através dele, beneficiar o país, pois aos ouvidos de Nelson Jobim o apito do PMDB é absolutamente surdo. Jobim foi uma escolha do presidente Lula, sem pedido nem concessão de aval do PMDB, e continuará no cargo por decisão da presidente eleita Dilma Rousseff, atendendo, inclusive, a pedido de Lula.

O Ministério da Saúde, de alta densidade, foi para o espaço, mas isso não incomoda o PMDB, que tanto no caso de Jobim quanto no do ministro José Gomes Temporão funcionou, como reconhece nos bastidores, como “barriga de aluguel”. Lula pediu ao governador peemedebista do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, que “indicasse” Temporão para ministro da Saúde e Cabral atendeu à solicitação presidencial. Portanto, o PMDB só tinha os ministérios da Defesa e da Saúde na teoria. Na prática, para nada lhe serviam.

Na composição do futuro Ministério, O PMDB está na desvantagem, pois teve que se conformar em trocar os de Comunicações e de Integração Nacional pelos de Previdência e de Turismo. Péssimo negócio. E um prêmio de consolação: o PMDB deve ganhar a Secretaria Especial de Assuntos Estratégicos, aquela famosa Sealopra inventada para Mangabeira Unger. Seria a “cota pessoal” do presidente do PMDB e vice-presidente da República, Michel Temer, que para o posto indicaria o ex-governador fluminense Moreira Franco. O que ainda não se sabe é se a Sealopra continuará aloprada (onde só é possível dar asas à imaginação futurística) ou será reforçada com atribuição de competências objetivas, concretas, de alguma relevância política.

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