dez
04

Polanski: o grande vencedor

O filme ‘The Ghost Writer’, de Roman Polanski, foi este sábado o grande vencedor dos Prêmios do Cinema Europeu 2010. O realizador agradeceu a premiação por videoconferência.

Devido ao processo que está pendente em Los Angeles, desde 1978, por acusações de assédio sexual e ao acordo de extradição existente entre a Estónia e os Estados Unidos, Polanski não se deslocou a Tallín para apreciar de perto a vitória do seu último filme.

Melhor filme, melhor diretor, melhor roteiro, que foi escrito com Robert Harris, melhor ator, para Ewan McGregor, melhor trilha sonora, para Alexandre Desplat, e melhor direção artística, para Albrecht Konrad, foram as categorias em que o filme foi premiado.

A francesa Sylvie Testud recebeu o prémio da melhor atriz, pela sua interpretação de uma mulher que admite a possibilidade de um milagre para a sua doença, em ‘Lourdes’.

O filme ‘Lebanon’, de Samuel Maoz, recebeu os prémio Carlo di Palma, para a melhor fotografia, e FIPRESCI, da imprensa internacional.

‘Carlos’, do francês Olivier Assayas, recebeu o galardão para a melhor montagem e ‘The Illuisionist’ foi considerado o melhor filme de animação.

A festa de gala do cinema europeu entregou ainda prémios de honra ao ator suíço Bruno Ganz, pela sua carreira, e ao compositor libanês, sediado em França, Gabriel Yared, pelos seus contributos ao cinema com bandas sonoras como ‘The English Patient’.

(Informações do portal europeu TSF)


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BOA NOITE!!!

Em entrevista coletiva neste sábado, o primeiro vice-presidente do governo da Espanha, Alfredo Pérez Rubalcaba, garantiu que «não se repetirão» os problemas nos aeroportos, quer no Natal, quer depois.

Rubacalba assegurou que o Executivo está firmemente comprometido a impedir que uma minoria, como qualificou os líderes do movimento, levem novamente os controladores a abandonar os seus postos de trabalho, pondo em risco o interesse geral.

A autoridade espanhola referiu ainda que o «estado de alarme», declarado hoje por um período de quinze dias, se poderá prolongar, caso seja necessário.

Segundo o governo espanhol, a empresa gestora dos aeroportos espanhóis (AENA) precisará de pelo menos «48 horas» para que a normalidade seja completamente reposta nos aeroportos do país, depois da reabertura do espaço aéreo.

(Com informações do portal TSF, de Portugal)

Olha aí, pessoal interessado, que estuda comunicação na Bahia.
A Dow Brasil, multinacional americana líder em ciência e tecnologia, prorrogou as inscrições para o programa de estágios. Os interessados podem se inscrever até a próxima segunda-feira (06), pelo site http://www.vagas.com.br/v321426. As vagas são para estudantes de Comunicação, com habilitação em Relações Públicas, Propaganda, Jornalismo, Produção Cultural ou Marketing, e Engenharia, nas áreas Química, Elétrica e Mecânica. O estudante precisa estar regularmente matriculado em curso superior, com conclusão prevista entre Dezembro de 2011 e Dezembro de 2013. É necessário ter inglês avançado.

O interessado deve ter disponibilidade mínima de 20 horas semanais para estágio. “Competências como pró-atividade, dinamismo e trabalho em equipe são essenciais para o potencial crescimento profissional na Companhia”, destaca o comunicado da Dow. Há, ainda, oportunidades para as áreas de Automação e Controle, Mecânica Industrial, Eletrotécnica e Tecnologia em Processos de Polimerização. Os interessados nessas vagas atuarão nas áreas Automotivas e de Manutenção.

Estudantes concluintes ou que estejam cursando o último semestre dos cursos de Automação e Controle, Mecânica Industrial, Eletrotécnica e Tecnologia em Processos de Polimerização também podem concorrer. Todos devem ter domínio do pacote Office, disponibilidade mínima de 30 horas semanais. Para todas as vagas, a Dow Brasil oferece bolsa auxílio compatível com o mercado, assistência médica e odontológica, alimentação na empresa, transporte e seguro de vida.

Corre quem tever interesse, que falta pouco para terminar o prazo de inscrições.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva antecipou neste sábado o retorno ao Brasil da Argentina para visitar o vice-presidente, José Alencar, internado no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo. Lula tinha previsto voltar ao Brasil às 19h (horário de Brasília), mas deixou a 20ª Cúpula Ibero-Americana, em Mar Del Plata, antes do término da primeira sessão plenária para viajar para a capital paulista, informaram fontes do Governo.

Na Cúpula, após receber uma homenagem, Lula se referiu ao delicado estado de saúde de Alencar dizendo que “está na etapa mais difícil de sua doença”.

Alencar continua internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Cardiológica, segundo a assessoria de imprensa do hospital Sírio-Libanês. De acordo com o mais recente boletim divulgado pelo hospital, na última terça-feira, Alencar havia apresentado piora na função renal e teve de ser submetido a sessões de hemodiálise.

Na quinta-feira, de acordo com a assessoria do hospital, ele teria feito nova hemodiálise. Até as 18 horas de sexta-feira, porém, de acordo com a assessoria de imprensa do hospital, ele não passou pelo procedimento. O vice-presidente não fará nova sessão de hemodiálise neste sábado e permanecerá internado na UTI.

Alencar se recupera de uma cirurgia para corrigir uma obstrução intestinal realizada no dia 27 de novembro. As equipes médicas que acompanham o vice-presidente são coordenadas pelos médicos Raul Cutait, Ademar Lopes, Paulo Hoff, Roberto Kalil Filho e Paulo Ayroza Galvão.

(Deu no IG, com EFE e Agência Estado)


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De um ouvinte em comentário no You Tube:

Salve Rita Ribeiro pelo talento indiscutível

E Salve? Iansã, Eparrey Bela Oyá!!!!
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Nada a acrescentar. Só resta assinar embaixo

( Vitor Hugo Soares )

dez
04
Posted on 04-12-2010
Filed Under (Artigos, Ivan) by vitor on 04-12-2010

Temer no PMDB: duque talvez

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OPINIÃO POLÍTICA

PMDB em estado de sítio

Ivan de Carvalho

É consenso no meio político que o PMDB foi, no segundo mandato do presidente Lula e na campanha eleitoral da presidente Dilma Rousseff, o aliado fundamental.

Para o próximo quatriênio, o PMDB chega com um status mais elevado em relação ao quatriênio anterior, o do segundo mandato do presidente Lula.

Neste caso, o PMDB não deu apoio formal ao candidato do PT a presidente, não lhe deu seu tempo de propaganda gratuita no rádio e na televisão e foi para as urnas dividido praticamente ao meio, como estivera durante o primeiro mandato de Lula. O “PMDB do Senado” (com notórias exceções) apoiava o governo e apoiou as candidaturas do presidente, enquanto o “PMDB da Câmara” colocava-se na oposição.

Mas depois da eleição de Lula para seu segundo mandato presidencial as coisas mudaram. O PMDB da Câmara apoiou o governo Lula. Como não apoiara sua eleição, entrou no governo, como instituição partidária, sem “comer sal e poeira”, na expressão criada pelo governador Jaques Wagner. Então, era compreensível que não tivesse todos os privilégios concedidos aos que travaram a batalha eleitoral ao lado de Lula.

Mas agora é diferente. Como instituição, o PT apoiou Dilma Rousseff, participou da coligação, marcou solidariedade total com a presença do presidente da legenda, deputado Michel Temer, na chapa de Dilma, como candidato a vice. Deu seu tempo de propaganda eleitoral gratuita no rádio e televisão à candidata petista e ajudou-a com sua capilaridade partidária em praticamente todo o território nacional. E com o enorme reforço psicológico que a aliança com o PMDB representava.

Então, era de se esperar que – uma vez que a rainha teria de ser mesmo a presidente Dilma – o PMDB entrasse na história como se fosse o príncipe. Mas nada. Está arriscado até a não ser tratado como duque. Barão, talvez.

A primeira e dolorosa paulada está sendo aplicada no Congresso: uma proposta de emenda constitucional que retira do vice a atribuição de suceder o (a) presidente, caso este fique impedido (por morte, impeachment ou doença gravíssima, incapacitante) de exercer o cargo. O vice continuaria sendo substituto eventual (uma viagem do presidente aqui, outra ali), mas nunca sucessor. Teria que assumir e promover eleições presidenciais em, no máximo, 90 dias ou, se mais de metade do mandato presidencial já houver passado, ver o Congresso Nacional escolher um novo presidente titular. O PT não quer correr riscos, nem mesmo os atualmente previstos na Constituição.

A segunda paulada está sendo ensaiada na formação do ministério do próximo governo. O PMDB exige (e isso já faz tempo) cinco ministros para pastas com “densidade”: dois indicados pelo PMDB do Senado, dois pelo PMDB da Câmara e o quinto na “cota pessoal” do vice Michel Temer. Dilma está oferecendo quatro. Convém esperar o resultado dessa queda de braço.

Outra paulada? Sim, em duas fases.

Primeira fase. O líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves, desconfiado que o PT pretendia passar-lhe a perna, articulou, formou e anunciou um bloco de bancadas partidárias envolvendo o PMDB, PT, PP, PTB e outros, num total de 202 dos 513 deputados da Câmara. O “blocão” atuaria, se preciso, na eleição para a Mesa da Câmara e continuaria ativo, apoiando o governo, e, claro, se defendendo dele. O PT entrou em pânico – e em guerra. Dilma e Lula lançaram-se à operação desmanche e ainda pressionaram Temer para que pusesse panos quentes. A primeira defecção foi o PP. O “blocão” articulado pelo PMDB na Câmara entrou (na melhor das hipóteses) em estado de catalepsia.

Segunda fase. Na quinta-feira, o PT anunciou a formação de um “blocão” no Senado. Sem o PMDB. Mas com PT, PDT, PSB, PC do B, PRB, num total de 29 senadores. Isso dá ao bloco o comando de quatro comissões permanentes no Senado e cargos-chave na Mesa Diretora.

E aí?

dez
04
Posted on 04-12-2010
Filed Under (Charges) by vitor on 04-12-2010

Son Salvador, no Estado de Minas

Mario Minicelli: genio da tragicomédia

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ARTIGO DA SEMANA

VIDA E MORTE DO COMPANHEIRO MONICELLI

Vitor Hugo Soares

“A quem vocês irão chamar quando eu morrer?”. Com esta inquietante pergunta disparada em seu particular estilo de humor, cético e cortante, em face de tudo ou quase todos ao seu redor – donos do poder, sindicalistas, jornalistas, religiosos, parentes, amigos… – o mestre da comédia italiana e mundial, Mario Monicelli, recebia repórteres que queriam dele uma reação sobre a morte de algum companheiro célebre na agremiação do cinema.

A pergunta fica agora dolorosamente no ar diante do suicídio do realizador de obras fundamentais do porte de “Os Companheiros”, “O Incrível Exército de Brancaleone”, “Parente é Serpente” – para ficar em apenas três exemplos de um diretor de vida e obra repletas de lições e aprendizados até o seu desfecho surpreendente – mas de uma espantosa coerência com tudo que ele disse e fez ao longo de seus 95 anos.

Para este jornalista baiano, a notícia da morte do cineasta, descoberta na leitura com olhos de blogueiro em um portal da web editado em Lisboa (TSF), foi o fato mais triste, impactante e transcendente da semana. Mesmo quando comparado ao que se viu e se vê nestes dias de “Tropa de Elite”, em terceira dimensão, na maravilhosa cidade do Rio de Janeiro. Principalmente durante os feitos da Vila Cruzeiro e posterior ocupação do Morro do Alemão, que abrem um novo ciclo de ação e de debates sobre o combate à bandidagem do crime organizado no Brasil.

Um show de mídia, propaganda do medo e lobbies políticos e governamentais, transmitido ao vivo por nossas principais redes de televisão. Por estranha ironia, não faltam nem mesmo narrativas chocantes de deslavados desvios funcionais e corrupção de agentes civis e militares durantes as ações.

As denuncias que se multiplicam, partem de pacíficos trabalhadores que moram na Vila Cruzeiro e no Alemão e seus familiares, espantados alguns, amedrontados outros, desapontados outros tantos, diante da dúvida sobre quem são os verdadeiros heróis e os bandidos dessa história. Casos constrangedores transmitidos em horário nobre da TV.

Alguns já admitidos ou reconhecidos por autoridades de governo e de polícia, que cobram investigações e punições exemplares e urgentes – devidamente levadas também ao conhecimento público, sob pena de aumentar mais ainda o terreno pantanoso da impunidade, além de espalhar dúvidas e ceticismos sobre a ação de combate ao tráfico e ao crime organizado, iniciado como um dos mais espetaculares e esperançosos episódios não só para fluminenses e cariocas, nesta encruzilhada do tempo e do poder que o país atravessa.

Mas voltemos ao começo destas linhas, que o personagem principal aqui é Mario Monicelli, cuja vida foi encerrada no dramático estilo de seus filmes tragicômicos mais impactantes. A cena final de “Parente é Serpente”, por exemplo – um de seus sucessos mais marcantes – que não revelo aqui para não ser um indiscreto contador de final de filmes a quem ainda não os assistiu.

Sou fã de carteirinha de Monicelli desde que vi “Os Companheiros” na tela do Cine Liceu, em Salvador, na época dos primeiros grandes embates estudantis, nas ruas da capital baiana, contra a ditadura. O sindicalismo também começava a ganhar corpo e força com as lutas de resistência do Sindipetro-BA, lideradas pelo falecido líder operário e depois deputado socialista na Constituinte, Mário Lima, reconhecidamente um dos mentores de Lula bem antes da explosão dos metalúrgicos no sindicato do ABC. Na época, o filme exibido quase clandestinamente nos sindicatos, diretórios estudantis e cineclubes, foi uma descoberta fundamental.

Com a morter do realizador, confesso ter sentido crescer outra vez a inquietante sensação de engolir em seco, depois de tantas gargalhadas e experiências informativas, culturais, históricas e sensoriais agradáveis vendo um filme de Monicelli. Algo semelhante à sensação provocada pela notícia da partida de Glauber Rocha, escutada em uma edição do Jornal Nacional e, em seguida, a explosão de choro convulsivo enquanto caminhava tonto pelas ruas do bairro da Barra, sem que os passantes entendessem o que se passava com aquele novo “maluco de rua” de Salvador.

O mestre do cinema italiano sofria muito com um tumor de próstata em fase terminal. Aos 95 anos, criativo e cético como sempre, optou por lançar-se do quinto andar do Hospital San Juan, de Roma. Com Monicelli, morre também a chamada comédia à italiana, nascida em meados dos anos 50. É tempo de orfandade.

Partiu assim o “Balzac italiano, autor de uma gigantesca comédia humana, através de dezenas de filmes, a maioria obras primas”, como sintetizou o jornalista Curzio Maltezi, em Lá República. Vai Monicelli depois de terem partido antes cineastas fundamentais no gênero: Dino Risi, Luigi Comencini, Pietro Germi . E atores eternos da comédia e do drama: Alberto Sordi, Vittorio Gassman, Marcelo Mastroiani, Nino Manfredi e Ugo Tognazzi, entre tantos que se foram.

Sem o “eterno desafiante da censura”, como destaca o “Corriere della Será”, no Obituário do magnífico realizador italiano, resta a pergunta crucial que o jornalista se faz antes de assinar estas linhas: “A quem iremos chamar agora, depois que o companheiro Mario Monicelli se foi?”

Vitor Hugo Soares é jornalista. E-mail:vitor_soares1@terra.com.br

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