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Postado em 03-12-2010
Arquivado em (Newsletter) por vitor em 03-12-2010 10:35

Deu no UOL

Mais um desafio. É assim que Zeca Pagodinho define sua nova turnê, que estreia nesta sexta-feira (3) em São Paulo. “Fizemos só cinco ensaios para esse show, mas ‘tá’ bom. Os músicos estão afinadinhos”, fala o cantor ao UOL Música, por telefone, de seu apartamento no Rio de Janeiro, enquanto interrompe a entrevista para apreciar o pôr-do-sol da varanda do 27º andar, de frente para a Praia da Barra. “Esse é de aplaudir”, relata.

Ser entrevistado não é a tarefa mais divertida para Zeca. Por isso, o cantor tenta a todo momento transformar a burocracia em conversa. Fala do samba, dos amigos, da família. “Noah não vai ao meu show. Está com a agenda cheia. Tem um aniversário atrás do outro para ir”, brinca Zeca sobre o neto de oito meses. “Quando viajo, a gente se fala por telefone. Eu sinto saudade dele, mas também tenho saudade do palco e do povo de São Paulo”, continua, retomando sua turnê ao assunto.

O show na capital paulista faz parte da promoção do recém-lançado “Vida da Minha Vida”, 22º título da discografia de Zeca, que agora recupera os temas românticos para o seu repertório. “O povo sente saudade dos sambas de dor de cotovelo”, ele fala sobre faixas como “Desacerto”, “Hoje Sei Que Te Amo” e “Pela Casa Inteira”. “O samba é bom de qualquer jeito, mas pode vir com um toque melancólico. Mas não muito melancólico, com aquela coisa de botar nego pra chorar, né?”.

Além de músicas do novo trabalho –“não vai ser o disco inteiro”, ele avisa–, estão no show outros sucessos da carreira de Zeca, como “Verdade”, “Samba Pras Moças” e “Deixa a Vida Me Levar”. Está programada ainda uma homenagem a grandes nomes da música. “Tem Nelson Cavaquinho, cem anos de Noel Rosa, de Adoniran Barbosa, cem anos de muitos outros. Tem um bocado de gente para homenagear no palco”.

O novo disco tem colaborações, entre outros, de Alcione, Velha Guarda da Portela, Velha Guarda do Império Serrano, Moacyr Luz, Dona Ivone Lara e Beth Carvalho, a quem Zeca considera sua madrinha no samba e dedica “Vida da Minha Vida”. Nenhum deles, no entanto, deve participar do show. “Bom, não que eu saiba. Porque toda vez aparece alguém. Dudu [Nobre], Arlindo [Cruz], tem sempre um passando na plateia, e aí vai parar no palco também”.

O lançamento da turnê coincide com a semana de comemoração do Dia Nacional do Samba, celebrado nesta última quinta-feira (2). Zeca diz que o cenário para o gênero “‘tá’ legal, ‘tá’ todo mundo trabalhando. O samba não vai morrer, tem que deixar o pessoal cantar, e que se dane. Melhor que ficar aí roubando os outros. Cantar é bom”.

Após a estreia em São Paulo, no Credicard Hall, onde o cantor volta a se apresentar no sábado (4), o show segue para o Rio de Janeiro (Citibank Hall) nos dias 10 e 11 de dezembro, e no dia 17 vai para o sul, na cidade de Pelotas.

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