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Postado em 03-12-2010
Arquivado em (Artigos, Ivan) por vitor em 03-12-2010 10:13

NASA: bactérias em lugar de ETs

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OPINIÃO POLÍTICA

O que há na casa do Pai

Ivan de Carvalho

O mundo científico e o setor da mídia que faz a cobertura da ciência estiveram em estado de alerta nos últimos dias. A Nasa (Administração Nacional de Aeronáutica e Espaço dos Estados Unidos) anunciara para uma importante entrevista coletiva, cujo tema seria a existência de vida diferente da nossa.
Muitos imaginaram muitas coisas. Os mais ingênuos chegaram a supor que poderiam ser anunciados tênues indícios ou sinais de vida extraterrestre inteligente em algum outro astro que não a Terra.
Os mais cautelosos puderam sonhar com o anúncio de mais uma bactéria extraterrestre fossilizada em um meteorito na Antártida.
Outros, menos cuidadosos, terão talvez imaginado que a Nasa revelaria haver encontrado sinais, em Marte por exemplo, de que algum tipo de vida primitivo, em nível de bactérias mesmo, existiu ou talvez, quem sabe, ainda existe no Planeta Vermelho.
Imagino que só um ou outro louco possa ter imaginado que a Nasa comunicaria um contato imediato de terceiro grau com algum extraterrestre. Ah, isso é coisa para o WikiLeaks.
Sinceramente, descartei a hipótese que poderia estar na mente dos mais ingênuos (indícios de vida inteligente fora da Terra) ou dos loucos (a Nasa informar sobre o encontro com um ET). Considerei desimportantes as outras hipóteses aqui mencionadas. Bactérias ETs em meteoritos não são novidade e se elas chegam à Terra neles, elas estiveram nos planetas de onde estes meteoritos se desprenderam. Nenhuma surpresa haveria.
Diante dessas previsões sobre o que poderia ser anunciado na entrevista coletiva da Nasa, fiquei à beira de gargalhadas, como discos-voadores ficaram à beira da cratera lunar em que pousou o módulo da Apolo XI.
É que a Nasa fica procurando bactéria em meteorito, participando de projetos para vasculhar o Universo em busca de emissões de rádio em padrão inteligente, admirando-se publicamente de haver grande quantidade de água em Marte e quantidades surpreendentes do mesmo líquido numa cratera da Lua (astro que era absolutamente seco, morto de sede, coitadinho).
O que é hilário se não fosse um jogo de esconder para a platéia (nós, humanos comuns) é que a Nasa fica ligada nessas ninharias quando sabe perfeitamente que os discos-voadores e outras naves extraterrestres muito mais avantajadas circulam livremente pelo Sistema Solar e, claro, além dele – e na atmosfera e superfície da Terra, inclusive, quando convém, submergindo nos oceanos –, providas devidamente de suas tripulações.
E sabe – mas, claro, não diz – que isto ocorre em nosso planeta, não há milhares, mas há milhões de anos. E sabe que a evolução do planeta e da vida, nele, são monitorados. E sabe também, porque está evidente nos livros sagrados (sagrado vem de secreto e os serviços secretos não desprezam isso) que – raramente, mas com muita eficácia, esses visitantes mudaram ou ajudaram a mudar o rumo da História. Não fosse isto e o homem seria um ser em extinção ou, quem sabe, já extinto no terceiro planeta do Sistema Solar.
Mas tudo bem. A notícia que a Nasa tinha a dar ontem é importante. Uma bactéria que não usa um dos seis elementos que a ciência acadêmica considerava indispensáveis à existência da vida. O que nos faz lembrar que existe a ciência acadêmica, mas não só esta. A vida exige (isto é, exigia) carbono, hidrogênio, nitrogênio, oxigênio, enxofre e fósforo. A bactéria de águas geladas californianas (nem é bactéria ET, pobrezinha) trocou o fósforo pelo arsênio. “Quebrou o paradigma”, observou um cientista. “É como se estivesse vivo de um modo totalmente diferente”, observou outro.
Pois é. Na casa do Pai há muitos habitantes. E uma miríade deles é inteligente. Tenho certeza que Caetano Veloso, desta vez, não diria “ou não”. Ele também é inteligente.

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Comentários

rosane santana on 3 dezembro, 2010 at 15:07 #

Ai, caro Iva, gostaria de ewstar tão certa assim como você sobre outros mundos, além daquele dos 90% da minha cabeça animal, como dizia Raul Seixas, segundo quem só usamos 10% do cérebro.


Ivan de Carvalho on 3 dezembro, 2010 at 19:04 #

Amiga Rosane,
Não foi, como você sabe, só o Raul que afirmou que só usamos 10 por cento de nossa cabeça animal (cérebro). Ele disse porque a ciência já chegara antes à mesma conclusão.
Que considero errada: nós usamos , pelas estimativas, 10 por cento em atividades que os neurologistas e assemelhados imaginam. O que eles não imaginam é que os demais 90 por cento podem estar sendo usados em atividades das quais eles nem suspeitam existirem. Por exemplo: na intercomunicação “inconsciente” com o Universo e o que nele existe.
E nele existem aqueles milhões de outros mundos com seus seres inteligentes (como também existem os que ainda não desenvolveram vida inteligente e aqueles em que a vida inteligente já se extinguiu ou empreendeu emigração).
Mas em nenhum momento suponha que estamos sozinhos. Esta hipótese, pense bem, seria um desperdídio inimaginável perpetrado por Aquilo que planejou tudo.


Ravel on 31 Janeiro, 2012 at 11:22 #

há vidas em outro planeta?


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