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Postado em 01-12-2010
Arquivado em (Newsletter) por vitor em 01-12-2010 10:38

A coluna EM TEMPO, assinada pelo jornalista Alex Ferraz na Tribuna da Bahia está como Deus e o Diabo gostam em sua edição desta quarta-feira. Confiram algumas notas.
A íntegra da coluna de Alex ( o mesmo do blog Inimigo do Rei ) pode ser lida na edição impressa da TB.
(postado por Vitor Hugo Soares)

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Rápido como uma Flexa, Ribeiro!

O Senado vota nos próximos dias o PL 29, quem vem a ser um projeto de lei autorizando as empresas de telefonia a atuarem também como distribuidoras de TVs pagas. O relator do projeto é o senador Flexa Ribeiro, e, como diria José Simão, ele é um predestinado, pois a tramitação deu-se como uma flecha, numa velocidade jamais vista no legislativo federal. O tempo recorde do processo é mais uma demonstração clara da força do tremendo lobby das empresas do setor, resultando em apenas cerca de seis meses de pouquíssimas discussões e alguma burocracia.
Bem, não quero aqui entrar no mérito da questão dos benefícios ou não que tal abertura de mercado trará para o consumidor. Como assinante da Sky há 13 anos e pagando cada vez mais caro, particularmente gostaria de ver uma grande concorrência e preços cada vez menores. E deve ser por essa razão que tem muita rede de TV aí esperneando.
No entanto, merece registro a velocidade com que o projeto de lei foi analisado, em detrimento de dezenas ou centenas de outros que rolam há até uma década ou mais e que beneficiam diretamente o consumidor, sem criar novos espaços para dar ainda mais lucros por parte de empresas de telefonia. É o caso, por exemplo, do fim da assinatura básica. Na Câmara Federal, vários projetos de lei foram apresentados na última década contra essa assinatura de R$ 41 cobrada todos os meses de quem tem telefone fixo. O mais antigo, do deputado Walter Pinheiro, completou 10 anos de idade sem jamais ter sido votado.
Pois é: pelo visto, quem tem bala na agulha mesmo são as operadoras do setor, que faturam, no mercado de celulares, a bagatela de R$ 150 bilhões por ano, cobrando as tarifas mais caras do mundo (isto é real, não é força de expressão) e prestando um sofrível serviço de banda larga, também a mais cara do planeta. Até quando? Só Deus e alguns parlamentares sabem…

Datena falou e disse!
O apresentador da Record, Luiz Datena disse tudo, anteontem, ainda narrando episódios da violência no Rio:
“Tomaram os morros, tudo bem. Agora precisa saber quem está ligado ao crime aqui embaixo.” Hum!

Jobim treme nas bases

Depois de o ministro da Defesa ter dito que é preciso “evitar a venda excessiva de passagens”, referindo-se à previsão de caos nos aeroportos neste fim de ano, em razão do “excesso” de passageiros, eis que a WebJet vem com promoções que chegam a R$ 9 por uma passagem entre Salvador e Ribeirão Preto (SP).
Êita! Ida e volta por R$ 18 é o equivalente a um quarto do valor do táxi do Centro ao aeroporto soteropolitano. Bombou!

Um golpe em Temer? (I)

Passou meio despercebida a notícia de que a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que não permite mais ao vice-presidente suceder o presidente em caso de vacância de cargo. Pela proposta, o vice seria apenas o substituto temporário do titular. Na impossibilidade da volta do presidente, seriam convocadas novas eleições.
Ou seja, poderemos vir a ser o único país republicano do mundo onde o vice não é vice o suficiente para substituir o titular.

Um golpe em Temer? (II)

Pelas regras atuais, o vice sucede o presidente no caso de morte, de impeachment ou de doença gravíssima do titular (Itamar Franco e Sarney, respectivamente, que o digam), completando assim o seu mandato. O projeto altera dois artigos da Constituição e permite ao vice apenas substituir o titular. Em todos os casos mencionados (morte, impeachment, doença gravíssima) seria necessário convocar novas eleições para presidente em 90 dias.
Ou seja: na suposição de a presidente Dilma não poder concluir seu mandato, seriam convocadas eleições em 90 dias. E adivinhem que seria o candidato mais forte? Cala-te boca!

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Comentários

rosane Santana on 1 dezembro, 2010 at 14:40 #

É bom não esquecer que a apreciação (discussão e votação) de PEC exige quorum qualificado, requer dois turnos de votação com aprovação de 3/5 do Senado, que possui 81 Senadores. Pode sofrer emendas e, assim, terá que voltar a poderosa Comissão de Constituiição e Justiça e muita água rola por debaixo da ponte. É só fazer as contas e ver que não é nada fácil.


rosane Santana on 1 dezembro, 2010 at 14:43 #

Assim, a tal PEC parece trabalho de alguém querendo mostrar serviço ao chefe, marcar território, sem chance de frutificar num Congresso de muitos interesses…


rosane Santana on 1 dezembro, 2010 at 14:44 #

Ainda bem!


Augusto Juvenal Gomes on 11 dezembro, 2010 at 9:15 #

“Nova reforma
no português
O verbo ESTAR foi abolido da língua portuguesa, no Brasil. Políticos, empresários, jornalistas de rádio e TV, médicos, advogados, “celebridades” etc. adotaram o verbo TAR. Assim, agora se diz “eles TÃO fazendo isso”, “eu TAVA na novela das seis”, “eu TÔ adotando providências” e nós TAMOS lenhados, digo eu.”
Agradeçamos muito as nossas ,novelas globalizadas,aos nossos prezados comunicadores de TVS,que nos fazem aprender o CARIOQUES:Faz favor,faz um 21,Não é MERMO?


Augusto Juvenal Gomes on 18 Janeiro, 2011 at 11:37 #

Como estou feliz,aprendi tudo errado,porem agora a Rede Globo,suas afiliadas e congêneres,estão me mostrando,como falar.Antigamente eu falava:Faça uma ligação,agora é FAZ uma ligação.Aprendo muitas coisas com os Cariocas,né mermo?E veja que não é o POVÃO que encina,são os Donos da Lingua.Tambem como temos tantos “ESPECILISTAS”Globais para tudo.


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