nov
27

DEU NO IG

Foi encontrado neste sábado, no km 44 da Rodovia Anchieta, sentido litoral, o corpo da jornalista Luciana Barreto Montanhana, de 29 anos. Ela foi sequestrada e morta no dia 11 de novembro passado no estacionamento do Shopping Eldorado, na Zona Oeste da capital paulista, onde frequentava uma academia de ginástica.

O policial Rodrigo Domingues Medina, do Gate (Grupo de Ações Táticas Especiais da Polícia Civil), confessou o crime, segundo apurou o iG. Ele está internado no Hospital da Polícia Militar de São Paulo, na Zona Norte da capital, porque teria resistido à prisão e acabou sendo baleado. Medina foi abordado pelos policiais do DAS (Divisão Anti-Sequestro) da Polícia Civil quando fazia uma ligação de um telefone público.

Segundo a polícia, a vítima foi morta por estrangulamento, no mesmo dia do sequestro. O criminoso usou um lacre de plástico, que é utilizado como algema nas operações policiais. Mesmo após a morte da garota, o sequestrador decidiu telefonar para a família da jornalista e pedir resgate.

O corpo da vítima foi encontrado pela DAS. O caso está sendo conduzido pelo delegado Wagner Giudice, titular da divisão.

nov
27
Posted on 27-11-2010
Filed Under (Multimídia) by vitor on 27-11-2010


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BOA TARDE!

(Gilson Nogueira)
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Desenredo
(Dori Caymmi – Paulo César Pinheiro)

Por toda terra que passo me espanta tudo que vejo
A morte tece seu fio de vida feita ao avesso
O olhar que prende anda solto,
O olhar que solta anda preso

Mas quando chego eu me enredo
Nas tranças do teu desejo
O mundo todo marcado a ferro, fogo e desprezo
A vida é o fio do tempo, a morte é o fim do novelo

O olhar que assusta anda morto,
O olhar que avisa anda aceso
Mas quando eu chego eu me perco
Nas tramas do teu segredo

Ê, Minas, ê Minas
É hora de partir, eu vou, vou me embora prá bem longe

A cera da vela queimando, o homem fazendo seu preço
A morte que a vida anda armando,
A vida que a morte anda tendo
O olhar mais fraco anda afoito, o olhar mais forte, indefeso
Mas quando eu chego eu me enrosco nas cordas do teu cabelo

.

.

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boa tarde!!!

(Gilson Nogueira)

nov
27

deu no COMUNIQUE-SE

A assessoria de imprensa da Polícia Militar do Rio de Janeiro informou a jornalistas que o perfil @Bope_RJ era verdadeiro. Ao Comunique-se, a Secretaria de Segurança Pública confirmou, na noite desta quinta-feira (25/11) ao consultar a assessoria da Polícia Militar (RJ), a veracidade do perfil.

Em resposta à Folha de S.Paulo, a PM RJ também confirmou o mesmo, informou o editor da sucursal da Folha no Rio. Nesta sexta-feira (26/11), no entanto, o cabo PM Toledo, que acompanha o coronel Lima Castro, Relações Públicas do Bope, disse que o perfil é falso.

Segundo ele, o perfil não tem nenhuma relação com a PM e o Bope. O cabo disse que a polícia está “super satisfeita” com as imagens e a cobertura das emissoras de TV.

O fake @Bope_RJ criticava a cobertura da Globo e Record, por mostrar os trabalhos da PM para combater os conflitos no Rio. “Um desserviço prestado pelas aeronaves de Record e Globo”, dizia o perfil.

Na ocasião, a Record alegou que só fazia seu trabalho, enquanto a Globo não se pronunciou, mas, nesta sexta-feira (26/11), por meio de sua assessoria, a emissora carioca contestou a veracidade do perfil, citando a coronel Lima Castro.

O coronel confirmou a falsidade do perfil para veículos como Globo e Folha. Apesar da declaração, desta vez, a Secretaria de Segurança Pública do Rio e a PM-RJ, que inicialmente haviam confirmado a veracidade do perfil, alegaram que apenas o coronel saberia informar sobre o perfil no microblog.

Crescimento

O perfil @Bope_RJ alcançou a expressiva marca de mais de 16 mil seguidores até a tarde de ontem (26/11). O número cresceu drasticamente nesses últimos dois dias.

Para se ter uma ideia do que isso representa, é um crescimento maior do que o que obteve o técnico Mano Menezes. No dia em que foi anunciado como novo comandante da Seleção Brasileira, a conta @manomenezes ganhou 11 mil seguidores.

(Comunique-se é um portal especializado em notícias de bastidores da imprensa)

nov
27
Posted on 27-11-2010
Filed Under (Charges) by vitor on 27-11-2010


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Son Salvador, no Estado de Minas

O Rio e sua gente boa vencerão.

BOA NOITE!!!

(VHS)
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Estação Derradeira
Chico Buarque
Composição: Chico Buarque
Rio de ladeiras
Civilização encruzilhada
Cada ribanceira é uma nação

À sua maneira
Com ladrão
Lavadeiras, honra, tradição
Fronteiras, munição pesada

São Sebastião crivado
Nublai minha visão
Na noite da grande
Fogueira desvairada

Quero ver a Mangueira
Derradeira estação
Quero ouvir sua batucada, ai, ai

Rio do lado sem beira
Cidadãos
Inteiramente loucos
Com carradas de razão

À sua maneira
De calção
Com bandeiras sem explicação
Carreiras de paixão danada

São Sebastião crivado
Nublai minha visão
Na noite da grande
Fogueira desvairada

Quero ver a Mangueira
Derradeira estação
Quero ouvir sua batucada, ai, ai

Presença militar no Rio reforça
pressão para Jobim ficar na Defesa

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ARTIGO DA SEMANA

LOBISTAS EM AÇÃO

Vitor Hugo Soares

No andar de cima, nos escalões médios e nos porões da sociedade brasileira (a deduzir pelas imagens projetadas do Rio de Janeiro para o Brasil e o mundo esta semana) ganha corpo uma onda de “lobbies” em intensidade raramente registrada na história deste País, para ficar na expressão do presidente que se despede.

A ofensiva em curso – do Rio a São Paulo, de Minas à Bahia, de Pernambuco ao Ceará e por aí vai até o Rio Grande do Sul e outros rincões – tem diferentes formas e métodos, mais ou menos recomendáveis moralmente. Revelam aparentemente, no entanto, um mesmo objetivo principal: pressionar a presidente que chega, Dilma Rousseff, na hora das escolhas dos nomes para compor o primeiro escalão de seu governo.

O que deveria teoricamente ser algo simples e natural, dentro do jogo democrático e republicano, tão em voga nas citações retóricas , vira a guerra de foice como a que se instalou há semanas, na fase crucial da transição de poder. Jogo mais ou menos às claras para quem tiver olhos de ver, ou submerso e camuflado, a ponto de ser preciso um desses óculos que permitem enxergar na escuridão em conflitos bélicos, agora usados também no combate ao crime organizado nas favelas cariocas.

Em princípio, não é muito difícil compreender as razões da pressão e do tumulto. Afinal chegou um dos momentos mais aguardados por todos os lobistas de dentro e de fora do país. A hora da divisão dos cargos entre os vencedores. O bolo de chocolate da festa, repartido na escolha dos componentes do primeiro escalão, dos ministros das mais desejadas pastas, de presidentes de cobiçadas estatais, ou diretores das mais suculentas autarquias com seus respectivos e recheados orçamentos.

É este, também, o momento da indicação mais nítida e reveladora, do lado para o qual o novo poder que se instala penderá de fato, além da retórica dos palanques. E de suas tendências mais evidentes. Por exemplo, a implantação definitiva “e pra valer” das chamadas Unidades de Política Pacificadora (UPPs) no Rio de Janeiro, como emblema da política de combate ao crime organizado e à violência, que a petista Dilma Rousseff prometeu espalhar pelo país uma vez eleita.

É chegada, portanto, a hora da pressão em defesa de interesses os mais diversos. A hora de Macunaíma, do “cada um por si e Deus contra”. Em síntese, é hora do “lobby”, que por esta banda de baixo da linha do Equador, em geral, “é associada com corrupção, conversas escusas e tráfico de influencia”, como resumiu o Brasil Econômico em editorial.

A temporada lobista que promete como nunca, diga-se a bem da verdade, não começou nos conflitos dos morros e áreas mais pobres e largadas à própria sorte há décadas no Rio de Janeiro. Não se iniciou com esta espécie de Tropa de Elite em terceira dimensão que se tem visto nas transmissões e noticiários das nossas principais redes de televisão nos últimos dias.

Olhando bem se verá que tudo começou no andar de cima da sociedade e com imagens bem menos chocantes. Praticamente ao mesmo tempo em que a presidente eleita fazia os primeiros movimentos na direção da escolha de seus principais auxiliares no governo.

Isso, dias depois da escolhida sucessora de Lula ter, em vão, buscado recolhimento e repouso na mansão de beira de praia na Bahia, após sair de uma das mais selvagens e desgastantes campanhas eleitorais já vistas no país.

Por indicação do amigo e ex-ministro da Justiça Thomas Bastos, segundo se publicou então, a presidente foi acolhida na mansão de obscuro empresário, na paradisíaca Itacaré, costa do cacau e do dendê, no sul do Estado.Território pontilhado de outras mansões e soberbos “resorts” que hospedam parte expressiva do PIB nacional em férias ou descanso de fins de semana e feriados. Um paraiso dos lobbies, digamos assim.

Aliados mais próximos sussurram que Dilma, cercada de empresários, câmeras fotográficas e de TVs por todos os lados, não demorou a perceber o “equívoco” cometido e tratou de bater em retirada bem antes do tempo previsto, voando para o sossego da casa da filha, em Porto Alegre. Depois viajou para a Coréia do Sul, compondo a comitiva do presidente Lula na cúpula recente do G-20, que praticamente resultou em nada, a não ser sinalizar para o “mercado”, sempre soberano, a continuidade de Guido Mantega no Ministério da Fazenda de seu governo.

Depois vieram as confirmações de Alexandre Tombini, no BC, Miriam Belchior, no Planejamento e, por último, Antonio Palocci , que irá para o “olho do furacão” na Casa Civil. Todos eles do chamado “andar superior”. Na órbita do novo poder que se instala – querendo entrar ou mandando claros avisos de que não aceitam ser ignorados – circulam , com mais ou menos fome, muitos satélites. Ou mais concretamente, raposas e capivaras de um leque de interesses difícil de saciar integralmente, por qualquer governo. Haja lobby.

O Rio de Janeiro destes dias que o diga.

Vitor Hugo Soares é jornalista – E-mail; vitor_soares1@ terra.com.br

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