Wagner: sinais compreendidos na Assembléia

OPINIÃO POLÍTICA

Nilo aproxima-se do consenso

Ivan de Carvalho

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Marcelo Nilo, do PDT, fechou ontem novos apoios – do PSB, do PSL, do PT do B e do PRP – à sua candidatura a novo mandato de presidente da Casa. Uma vez eleito, terá o terceiro mandato consecutivo de presidente, mas como esse terceiro será na próxima Legislatura, não há impedimento legal.
A norma veda que haja mais de uma reeleição de presidentes de casa legislativas, assim como de chefes do Poder Executivo nas esferas federal, estadual e municipal. No caso do Poder Legislativo, no entanto, há uma especificidade – a mudança de Legislatura a cada quatro anos. Quando muda a Legislatura, esta mudança “zera” a reeleição que possa ter havido na Legislatura anterior. Não é como o segundo tempo de um jogo ou uma prorrogação. É um novo jogo, sem relação com o anterior.

Os acordos fechados ontem com os quatro partidos citados confirmam a tendência que parece já haver assumido caráter de irreversível – a de consolidação e consumação da eleição do deputado Marcelo Nilo, do PDT, para um novo mandato de presidente da Assembléia. O PT e o PP são os únicos partidos que ainda não estão incluídos na aliança que dá base à candidatura de Marcelo Nilo.

Ao PT foi oferecida a primeira secretaria da Casa e, embora o partido esteja buscando condicionar a desistência de seu propósito inicial de apresentar candidato a presidente a uma emenda que proíba a reeleição, não há uma fundamentação normativa (uma analogia com o que ocorre no Congresso, por exemplo) a lastrear essa condicionante do apoio.

Quanto ao PP, o deputado Carletto apresentou sua aspiração ao governador, que, conforme se afirma nos bastidores, assumiu a atitude “republicana” de deixar que a própria Assembléia decida sobre seus assuntos internos. Claro que ele não disse ao aliado Carletto que não seja candidato, como não diria (ou só diria, talvez, em caso extremo) a qualquer outro aspirante da base. Em política, é axiomático que não se diz a um aspirante a candidato que não tente, que se é contra.

Mas não é axiomático que um político influente, como é o caso de um governador, tenha uma preferência, não raro guardada em segredo, mas um segredo do qual os políticos que chegam a deputado (entre os quais o mais bobo dá nó em pingo d’água) acabem percebendo sinais

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