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DEU NO IG

Tombini: no lugar de Meireles, com autonomia

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A presidenta eleita Dilma Rousseff decidiu ficar fora do anúncio dos nomes que vão integrar a equipe econômica, que acontece na tarde desta quarta-feira. Dilma optou por se manifestar somente por meio de uma nota oficial, distribuída cerca de uma hora antes da entrevista coletiva convocada para confirmar a permanência de Guido Mantega no Ministério da Fazenda, e a escalação de Miriam Belchior e Alexandre Tombini, que serão alocados, respectivamente, no Ministério do Planejamento e no Banco Central.

Em suas primeiras declarações após o anúncio oficial, os três ministros empenharam-se em assegurar a continuidade da política econômica do governo Lula. Em seu pronunciamento, Tombini disse que não haverá “meia autonomia” do Banco Central, e sim “autonomia operacional total”. “Ela espera nada mais nada menos que o Banco Central, sob a minha liderança, persiga os objetivos do governo, que incluem a meta de inflação de 4,5%”, disse. Assim como ele, Mantega e Miriam empenharam-se em assegurar que manterão a continuidade da política econômica que guiou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A nota distribuída por Dilma para comentar o assunto não foi sequer assinada pela presidenta eleita. O documento foi escrito em nome da “Assessoria de imprensa da presidenta eleita Dilma Rousseff”, apenas confirmou os nomes indicados e pregou a continuidade da política econômica. “A presidenta eleita determinou que a nova equipe assegure a continuidade da bem sucedida política economica do governo Lula, baseada no regime de metas de inflação, câmbio flutuante e responsabilidade fiscal e promova os avanços que levarão o Brasil a vencer a pobreza e alcançar o patamar de nação plenamente desenvolvida”, diz o texto.

Miriam Belchior levará o PAC para o Planejamento
Oficialmente, a equipe de Dilma não forneceu nenhuma informação adicional sobre a decisão da presidenta eleita de não participar do anúncio. Ficou acertado apenas que Mantega, Miriam e Tombini serão encarregados de prestar os esclarecimentos, em coletiva no Centro Cultura Banco do Brasil.

Nos bastidores, entretanto, a versão que circula é a de que Dilma nunca teve planos de participar. Havia até uma expectativa de que presidente Lula convencesse sua sucessora a comparecer ao evento, mas ela não teria cedido ao apelo. ” Será o estilo Dilma de ser”, disse um assessor. Antes da coletiva, Dilma estava reunida no Palácio da Alvorada com Lula, o vice Michel Temer (PMDB-SP) e o deputado Antonio Palocci.

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Comentários

luiz alfredo motta fontana on 24 novembro, 2010 at 17:09 #

Começo revelador

A certeza da tibieza

Fez bem Dona Dilma em não participar, o anúncio pode ser traduzido pela expressão: “era o que poderia fazer”

Dilma venceu Meirelles?

A princípio sim, mas a um custo enorme.

Meirelles, homem do sitema financeiro, foi o real comandante da política econômica de Lula, Mantega cumpriu o seu agradável papel de corroborar e assinar embaixo a todas as medidas ditadas pelo BC.

Bernardo demonstrou à larga ser, a pasta do planejamento, mera tradição, sem nenhuma ação concreta sobre a vida real.

Assim, Mantega mantido não traduz nada, Belchior continuará, caso tenha êxito, posando de dirigente do PAC, embora o período eleitoral, portanto sua serventia, tenha-se exaurido.

Quanto ao novo presidente do BC, funcionário de carreira, falta-lhe a condição de homem de confiança do mercado, atributo exigido desde FHC, o que o igualará ao Mantega.

Fica a pergunta:

Terá Dona Dilma desenvoltura, capacidade, e sobretudo lastro intelectual para gerar e gerir a economia?

Em tendo, qual será a sua orientação?

Teremos a continuidade da amarga transferência de renda para o setor financeiro sob o comando direto da Presidente, ou, oremos todos, terá ela capacidade para interromper esta sangria crônica que nos acompanha desde FHC?

Um começo melancólico, com ares de fadiga.


luiz alfredo motta fontana on 24 novembro, 2010 at 17:20 #

Da famosa “autonomia” que Tombini tenta adjetivar como “total”.

Nenhuma autonomia foi demonstrada nos últimos 16 anos pelo BC.

Esteve sempre de forma disciplinada e perseverante, conforme os interesses interesses do Sistema Financeiro, comungando o dogma sacrossanto e entoando o mantra “JurosAlém Amém”!


luiz alfredo motta fontana on 24 novembro, 2010 at 18:20 #

Uma pergunta singela e pertinente:

Alguém imaginaria um trio tão apagado?

A ausência da presidente, substituida por um ex-deputado, parece ser a medida exata da acanhada equipe formada.


danilo on 24 novembro, 2010 at 21:19 #

e não há dúvida que o Brasil continuará sendo o cassino-mor da banca internacional. e o capital especulativo agradece…


regina on 24 novembro, 2010 at 22:21 #

Hugo: aproveito uma brecha nos comentarios tão sábios do Fontana, para “roubar” um dos seus videos e homenagear nossa querida e nunca esquecida mãe, D. Jandira, no dia do seu aniversário.
Encontro-me fora de casa, mas acompanhada da minha familia, na casa de Gabee, para celebrar o dia de acão de graças, thanksgiving, e renovar o amor que devoto, não so a nossa saudosa mãe, mas a todos os familiares e amigos, abençoadas presenças na minha vida!
http://www.youtube.com/watch?v=BqyabhltqAo&feature=related


MeuPovo on 25 novembro, 2010 at 0:00 #

Quero dizer, aliás, afirmar, que não existe um só banco central, autônomo ou independente na América latina! O único que assim se mostrava, era o argentino! Pois bem, contrariou a presidente Cristina Kirchner, foi ao Supremo para manter-se no cargo e pimba, caiu no sétimo dia! Percebo que Tombini, de voz estridente, não calmo mas não arrogante, tem de mostrar a prudência que o Meirelles é possuidor em grau 10!


MeuPovo on 25 novembro, 2010 at 6:28 #

O Brasil não é o “cassino-mor da banca internacional”. Para todos os mercados do mundo, a depender das circunstâncias e das legislações locais, move-se o capital especulativo. Recordo que o Psol bateu muito nessa tecla, em muito equivocada, deixando a lanterna com Plínio de Arruda Sampaio. Dinheiro não tem pátria e o capitalismo não é um processo civilizatório. Ao contrário, no entanto, o capital é preciso, e urgente sua finalidade para o desenvolvimento econômico e social de qualquer país.


danilo on 25 novembro, 2010 at 13:33 #

sei, sei, mas o fato é q há quase uma DèCADA o Brasil é CAMPEÃO MUNDIAL na tal taxa de juros. e isso só beneficia o capital especulativo internacional, o qual mesmo não tendo uma pátria, ao encontrae em terras tupiniquins ambiente propício para sentar praça, aqui foi ficando e continuará ficando.

portanto, não tem essa de dizer q não é cassino-mor. quem analisa economia sem paixões ideológicas e sem partidarismo bocó, sabe q o Brasil, É SIM, o maior cassino do capital especulativo.


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