nov
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Posted on 22-11-2010
Filed Under (Newsletter) by vitor on 22-11-2010

Geddel: barrado na Infraero?

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DEU NO IG

Derrotado na disputa pelo governo da Bahia, o ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB-BA) tem manifestado o interesse de comandar a Infraero durante o governo Dilma.

A estatal possui um orçamento superior ao de vários ministérios e também bastante visibilidade, pois os aeroportos estão entre os grandes gargalos de infraestrutura do País.

A ofensiva de Geddel, no entanto, não deverá surtir efeito. O governador reeleito Jaques Wagner (PT-BA) já fez chegar aos ouvidos da presidente que não quer Geddel na Infraero.

Assim, Dilma está diante da primeira crise de seu governo, que é como abrigar os aliados de sua candidatura que foram derrotados nas urnas.


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Relíquia: Filme da antiga fábrica de refrigerantes e cristais Fratelli Vita (BA) quando trouxe  Martha Rocha, sua garota propaganda na época, para passar as férias com a família em Salvador após o concurso de Miss Universo ocorrido nos Estados Unidos.

(Vídeo do You¨Tube enviado ao Bahia em Pauta pelo jornalista Ivan de Carvalho )

Darin: “o humano é a essência”

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DEU NO ESTADÃO

Poucos atores argentinos surtem o mesmo efeito no público brasileiro como Ricardo Darín. Portenho de 53 anos, ele é a própria personificação da Buena Onda que tomou as praias do cinema da Argentina na última década. De Nove Rainhas a Abutres, que ele mostrou e debateu com o público da 5ª Mostra Cinema e Direitos Humanos, em São Paulo, passando por O Segredo dos Seus Olhos, Darín esteve na linha de frente de um cinema latino-americano que se provou capaz de abocanhar dois Oscar de Melhor Filme Estrangeiro e fazer milhões de bilheteria.

Em sua segunda passagem por São Paulo (a primeira foi há 30 anos, em férias), ele conversou com o Estado. Antes, gravou entrevista para a TV Estado e pediu para não ser filmado fumando. “Não é que eu seja politicamente correto, mas não quero que as crianças me vejam com cigarro. Não quero incentivar. Prefiro que elas façam pilates, a única coisa que dá jeito nesta dor nas costas que sinto quando viajo.”

Você já disse anteriormente que não costuma aceitar homenagens. Por que desta vez, em uma mostra de cinema de direitos humanos, aceitou?

Justamente por isso. Porque há um tema que é superior ao meu próprio ego. Porque em geral não acho que estou no ponto de receber homenagens. Mas quando me chamaram na embaixada brasileira em Buenos Aires e me contaram que o foco deste festival era justamente os direitos humanos, e que poderia falar disso nesta oportunidade, me dei conta de algo sobre meus filmes que nunca tinha pensado antes.
O quê? O fato de, mesmo indiretamente, tratarem de direitos humanos?

Exatamente! Percebi que O Filho da Noiva fala do direito de envelhecer com dignidade, Abutres, do direito à saúde e segurança, Kanchatka, do direito à memória… Nunca escolhi papéis por este viés, mas de uma forma ou de outra, eles tratam de temas que muitas vezes nós, especialmente na America Latina, não tratamos com o devido respeito.
E falar de forma sutil, em vez de panfletária, pode resultam em efeito ainda maior.

Sim. Acho que esta é a essência e a chave do entendimento humano. Não devíamos tentar impor nada. O melhor caminho para dar nossa opinião é mostrar e expor. Se for de forma artística, melhor. Quando um tema é importante, deve-se deixar que flua.
Assim como em Abutres, em que o tema da máfia dos seguros é escancarado, pessoas de vários países devem se identificar.

Quando o filme estreou em Buenos Aires, foi uma comoção nacional, porque mostra um lado muito cru da nossa realidade. Muitas senhoras saíram abaladas. Mas já estreou na França (e competiu na seção Un Certain Regard em Cannes, em maio), na Espanha… Lá também houve o mesmo choque. Acredito que no Brasil vocês tenham o mesmo problema.

Além do direito à segurança, à justiça, Abutres revela nas entrelinhas a luta pelo direito ao amor, tema que parece hoje tão fora de moda ou cafona na forma como é tratada no cinema, não?

Foi exatamente por isso que aceitei fazer o filme. Quando Trapero me mandou o roteiro, li e vi que, além de um thriller, era, no fim das contas, uma história de amor em um campo minado. E a realidade é muito pior do que o filme. O ser humano pode ser tornar um monstro quando o assunto é sobreviver. Mas o fato é que também encontra formas de amar. E esta é a luta deste casal. Porque o amor é necessário. Amar, afinal, também é uma questão de sobrevivência.
A

Adriana Varela, a incrível “garganta con arena” dos argentinos e da América Latina , interpreta uma das mais belas e significativas composições de seu rico repertório. Vai para o poeta e amigo do BP, Luiz Fontana, e o colunista político da Tribuna da Bahia , Ivan de Carvalho, colaborador deste site blog e amigo mais que especial de seu editor.

(Vitor Hugo Soares)

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Una Canción para La Magdalena

Joaquin Sabina

Si, a media noche, por la carretera
que te conté,
detrás de una gasolinera
donde llené,
te hacen un guiño unas bombillas
azules, rojas y amarillas,
pórtate bien
y frena.
Y, si la Magdalena
pide un trago,
tú la invitas a cien
que yo los pago.
Acércate a su puerta y llama
si te mueres de sed,
si ya no juegas a las damas
ni con tu mujer.
Sólo te pido que me escribas,
contándome si sigue viva
la virgen del pecado,
la novia de la flor de la saliva,
el sexo con amor de los casados.
Dueña de un corazón,
tan cinco estrellas,
que, hasta el hijo de un Dios,
una vez que la vio,
se fue con ella.
Y nunca le cobró
la Magdalena.
Si estás más solo que la luna,
déjate convencer,
brindando a mi salud, con una
que yo me sé.
Y, cuando suban las bebidas,
el doble de lo que te pida
dale por sus favores,
que, en casa de María de Magdala,
las malas compañías son las mejores.
Si llevas grasa en la guantera
u un alma que perder,
aparca, junto a sus caderas
de leche y miel.
Entre dos curvas redentoras
la más prohibida de las frutas
te espera hasta la aurora,
la más señora de todas las putas,
la más puta de todas las señoras.
Con ese corazón,
tan cinco estrellas,
que, hasta el hijo de un Dios,
una vez que la vio,
se fue con ella,
Y nunca le cobró
la Magdalena.

nov
22
Posted on 22-11-2010
Filed Under (Charges) by vitor on 22-11-2010

Frank, hoje. na Notícia (SC)


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OPINIÃO POLÍTICA

Brasil aceita apedrejamento

Ivan de Carvalho

Aconteceu na semana passada, mas só agora tenho a chance de me referir ao assunto. E não é coisa sobre a qual me conceda a comodidade da omissão. O Comitê de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas aprovou, na última quinta-feira, uma resolução na qual manifesta grande preocupação com a prática da lapidação (apedrejamento), flagelação (chicotadas) e amputação como punição no Irã. A resolução foi aprovada com os votos de 80 países.

No entanto, nada menos que 57 Estados representados na ONU tiveram a coragem, perdão, covardia de se omitirem, de se absterem de votar. E um deles foi a República Federativa do Brasil. Infelizmente, este é o nosso país, um dos que se acovardaram ou interessadamente se abstiveram ante a resolução que atingiu o governo celerado do Irã.

É possível que o governo brasileiro haja se amedrontado quanto a contrariar a posição de alguns dos outros 56 países que se omitiram. Se não fizeram objeção quando a ocasião se apresentou, aceitaram.
O medo é uma hipótese razoável, pois recentemente a presidente eleita Dilma Rousseff declarou ser o apedrejamento uma prática “bárbara”, não importando para tal qualificação (ou desqualificação) os usos e costumes iranianos. Seria “bárbara” mesmo com tais usos e costumes.

A hipótese do medo também encontra respaldo na atitude do presidente Lula ante o caso (que foi igualmente o abordado nas declarações de Dilma Rousseff) da iraniana Sakineh Ashtiani e o que provocou a resolução da Comissão de Direitos Humanos da ONU. Lula ofereceu publicamente asilo a Ashtiani, “caso ela esteja sendo causa de incômodo para o Irã”. Mas o que incomodou o Irã para valer foi a oferta de asilo feita por Lula – que depressa se calou e tirou o cavalinho da chuva, possivelmente “aconselhado” pelo inverossímel assessor para Assuntos Internacionais Marco Aurélio Garcia, aquele do top, top, top. Quem fizer tudo ao contrário do que ele aconselhar, acerta.

Sintetizando: o governo Lula votou contra inclinação pública inicial do presidente Lula e contra explícita, elogiável e enérgica opinião e afirmação da presidente eleita Dilma Rousseff.
Então, pode ser que os joelhos não se hajam agüentado firmes. Mas também é possível levantar hipótese bem mais vergonhosa: eventuais (e por enquanto muito pouco relevantes) interesses comerciais teriam levado o Brasil a não manifestar grande preocupação (nem foi uma condenação formal, com esta denominação) com as pedras, os açoites e as amputações punitivas. Curioso, não tenho visto os movimentos brasileiros de defesa da mulher movendo-se nesse caso da condenação de Sakineh Ashtiani. Será que essa paralisia decorre de que a maioria desses movimentos está sob comando das chamadas “esquerdas” e estas simpatizam com a teocracia nada “esquerdista” do Irã? Esses movimentos expliquem isso, se quiserem.

Do que não tenho dúvida é de que a omissão (abstenção) do governo brasileiro no Comitê de Direitos Humanos da ONU foi, moralmente, tão “bárbara” quanto o apedrejamento de Sakineh, condenado pela presidente eleita Dilma Rousseff. Que, cristã como se proclamou este ano, terá em alta conta o perdão dado a Maria Magdalena por Jesus, quando, há quase 2 mil anos, ia ser apedrejada sob a mesma acusação.

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