nov
20

Cristina Kirchner: Malvinas para a Argentina/ Clarin

=======================================================

DEU NA FOLHA.COM

A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, renovou neste sábado a reclamação pelas Ilhas Malvinas ao comemorar o Dia da Soberania Nacional, em uma cerimônia realizada na cidade de San Pedro, 155 quilômetros ao norte de Buenos Aires.

Acompanhada pela maior parte de seu gabinete, a presidente atacou “os colonialismos que existem ainda hoje, como em nossas Ilhas Malvinas”.

“Na escola, nos ensinaram com detalhes cada batalha que permitiu que nos libertássemos do domínio espanhol e, entretanto, foram ocultadas por séculos as lutas que ocorreram contra outros colonialismos e nos que existem ainda hoje, como nas nossas Ilhas Malvinas”, disse.

A Argentina reclama a soberania do arquipélago, que o Reino Unido mantém ocupado desde 1833.

As reclamações são canalizadas por via diplomática desde a guerra no arquipélago em 1982, que terminou com a rendição das tropas da Argentina, então governada por uma ditadura civil-militar (1976-83).

Com informações da France Press em Buenos Aires)

nov
20

Bento XVI:camisinha contra a Aids

=======================================================
Pela primeira vez, um Papa admite a utilização do preservativo “em certos casos”, desde que “para reduzir os riscos de contaminação do vírus da aids. A declaração é de Bento XVI e, segundo a France Press, consta num livro a ser publicado na quarta-feira.

“Em certos casos, quando a intenção é reduzir o risco de contaminação [do VIH], este pode mesmo ser um primeiro passo para abrir caminho a uma sexualidade mais humana, de outra forma vazia”, afirma Bento XVI.

O livro, intitulado “A luz do mundo”, foi escrito por um jornalista alemão e aborda vários temas polémicos, como a pedofilia, o celibato dos padres, a ordenação das mulheres e a relação com o Islamismo.

Até hoje, o Vaticano sempre baniu toda e qualquer forma de contracepção, exceto a abstinência sexual, mesmo relativamente à prevenção das doenças sexualmente transmissíveis.

(Informações do Diário de Notícias, de Lisboa)


============================================================
Blogbar do Fontana – Nos balcões dos bares da vida

QUARTETO EM CY

FORMA – 1964

Luiz Carlos Vinhas (piano)
Otavio (bass)
Ronald (drums)

Arranjos vocais – Carlos castilho

Produção e direção Artística – Roberto Quartin

Quarteto Em Cy – Cybele, Cyva, Cynara e Cylene

Música – “Nanã” (Moacir Santos & Mário Telles)

Letra:

Esta noite, quando eu vi Nanã
Vi a minha deusa ao luar
Toda noite eu olhei Nanã
A coisa mais linda de se olhar
Que felicidade achar, enfim
Essa deusa vinda só pra mim, Nã…
E agora eu só sei dizer
Toda a minha vida é Nanã
É Nanã, é Nanã, é Nanã, é Nanã

Nesta noite dos delírios meus
Vi nascer um outro amanhã
Veio o dia com um novo sol
Sol da luz que vem de Nanã
Adorar Nanã é ser feliz
Tenho a paz, o amor e tudo o que eu quis
E agora eu só sei dizer
Toda a minha vida é Nanã
É Nanã, é Nanã, é Nanã, é Nanã

======================================
Depois da farra do sábado (que não foi brincadeira!) nada melhor para
o boa noite baiano, copm agradecimentos ao poeta paulista.

(VHS)

nov
20
Posted on 20-11-2010
Filed Under (Charges) by vitor on 20-11-2010


=========================================================
Dálcio, hoje no Diário do Povo (Campinas)

nov
20

Nilo e a Assembléia: daqui não saio

=======================================================

OPINIÃO POLÍTICA

A sucessão na Assembléia

Ivan de Carvalho

Está, em princípio, assentado que o presidente da Assembléia Legislativa, deputado Marcelo Nilo, do PDT, será reeleito para o cargo mais uma vez. Concretizado isto, ele estará, a partir do início de fevereiro, cumprindo o terceiro mandato consecutivo de presidente da Casa.

Vale aqui uma breve memória. Em 2006, candidato a governador, Jaques Wagner recebeu o apoio do PSDB da Bahia, que teve o assentimento da direção nacional do partido para divergir da diretriz geral de aliança com o então PFL, hoje DEM. É que, na Bahia, o PSDB e o PFL controlado pelo senador Antonio Carlos Magalhães eram inconciliáveis.

Isso ocorria devido a posição histórica do grupo de políticos abrigados na legenda do PSDB, especialmente de pessoas como Jutahy Júnior – o principal líder do partido –, Marcelo Nilo, Nestor Duarte Neto, entre outros. Inviável a aliança com o PFL, o PSDB aliou-se à candidatura do PT ao governo, representada pelo ex-ministro Jaques Wagner. Havia outros partidos aliados, inclusive o PMDB.

Vitoriosa nas eleições a aliança liderada por Wagner, chegou a hora da divisão dos espaços políticos. Por ser o PSDB o principal partido de oposição ao governo do PT em âmbito nacional, ficaria estranho, senão inconveniente para os dois lados, que na Bahia tucanos participassem do governo chefiado pelo petista Wagner, integrando o Poder Executivo.

Solução: o PSDB seria contemplado em outro Poder – com a presidência do Poder Legislativo. E assim aconteceu: o deputado federal Jutahy, que tinha, na prática, o controle do PSDB da Bahia, indicou para a presidência da Assembléia o tucano mais antigo na Casa legislativa, justamente aquele mais ligado a ele, por laços políticos, de amizade e até familiares. E Marcelo Nilo foi eleito pela primeira vez para presidente.

Foi depois reeleito para presidir a Assembléia no segundo biênio da atual Legislatura. Mas já então por outros motivos. Ganhara a completa confiança e a amizade do governador e a este faltavam alternativas, nos quadros parlamentares governistas, que apresentassem as condições favoráveis encontradas na aspiração de Marcelo Nilo à reeleição.

Por outro lado, Nilo fez o que pode para o PSDB apoiar a candidatura de Wagner à reeleição para governador e, não conseguindo, deixou a legenda em que historicamente militara para se alinhar partidariamente ao governador, o que acabou fazendo sob a legenda do PDT. Por tudo isto, Nilo foi, com o apoio de Wagner, reeleito presidente da Assembléia sem dificuldade, embora em eleição na qual houve adversário, o deputado Elmar Nascimento.

Depois disso, Nilo chegou a ser sondado muito a sério (não quero dizer convidado, pois parece não ter chegado a haver um convite formal) a ser candidato a vice-governador nas eleições de outubro passado. Mas a roda da política rodou e Otto Alencar, que seria um candidato para o Senado, acabou sendo deslocado (para alegria própria e proveito – eleitoral – do governador) para a vice. Isto colocou Marcelo Nilo outra vez como candidato à eleição para presidente da Assembléia. Será em outra Legislatura, de modo que não existe impedimento legal.

Na manhã de ontem, Nilo ganhou o apoio do PC do B. Isto não aconteceria se o PT não houvesse também se resolvido a apoiá-lo. Juntos no apoio, PC do B e PT também estão juntos na tentativa de fazer aprovar um projeto de resolução (a ser apresentado, claro, pelo PC do B), proibindo que haja reeleição na mesma Legislatura. É para evitar – se for aprovado, o que depende do plenário – mais uma eventual reeleição de Nilo para o segundo biênio da próxima Legislatura e dar ao PT uma chance de presidir a Assembléia em tal período. O líder do PT, Paulo Rangel, diz que, sem o projeto de resolução, ele será candidato a presidente agora, como pretendia até poucos dias atrás. Só que agora seria um desafiante, o que não era sua intenção inicial.

Mestre Didi: cultura africana viva

==========================================

Arthur Andrade ( Jornalista) – imprensa@navii.com.br

Em celebração dos 93 anos de Deoscoredes Maximiliano dos Santos – Mestre Didi, sacerdote-artista e mais antigo descendente no Brasil do reino do Ketu, a Secneb – Sociedade de Estudos da Cultura Negra no Brasil realiza o Seminário: Criatividade Âmago das Diversidades Culturais. A estética do sagrado – dia 10 de dezembro no Palacete das Artes, bairro da Graça, a partir das 16h30.

Estudiosos da cultura africana vão debater sobre o papel da criatividade nos mais diferentes ângulos de expressão e comunicação da realidade cultural da sociedade, manifestada através das artes e da religiosidade. O diálogo entre pesquisadores acontecerá de modo dinâmico e interativo na presença do público, que terá acesso livre. Nomes como o de Muniz Sodré, Marcos Terena, Inaicyra Falcão dos Santos, Celso Fernando Favaretto, João Carlos Sales, Olabiyi Babalola Yai, Babatunde Lawal, Geraldo Machado, Wande Abimbola, Feliz Ayoh Omidire, Dalmir Francisco, Nelson Aguilar, José Roberto W. Penteado, Orlando Sena e Maria Brandão estão entre os participantes confirmados.

Após o seminário, às 19h, integrando às comemorações do aniversário de Mestre Didi, será lançado e autografado o livro “Criatividade Âmago das Diversidades Culturais. A estética do sagrado”, que traz exposições e reflexões dos especialistas nacionais e internacionais que participaram do seminário em 2008, em Salvador. O objetivo da publicação é estimular a pesquisa e o debate em torno de conceitos sobre diversidade, criatividade e cultura. Anexo ao livro, um CD com as saudações e cânticos ritualísticos que permearam o evento, com destaque às recitas do Awise Professor Abimbola

SERVIÇO

O Que: Seminário Criatividade: Âmago das Diversidades Culturais. A estética do Sagrado

Lançamento e noite de autógrafos do livro.

Quando: 10 de dezembro de 2010

Onde: Palacete das Artes Rodin Bahia ( Graça)

Horário: 16h30

nov
20

Ulysses:princípios acima de tudo

Severino: olho nos cargos

————————————————————————————————————
ARTIGO DA SEMANA

ULISSES E SEVERINO EM BRASÍLIA

Vitor Hugo Soares

Em cenário ainda de pouca luz e muita sombra começou em Brasília, esta semana, um torneio de fato interessante na disputa pelo poder no País nos anos pós-Lula que começam a se delinear. Um torneio “aperitivo” como o antigo Roberto Gomes Pedrosa ( Rio – São Paulo) , com dimensão nacional, valendo pontos e taça para os vencedores,

Por seus contrastes gritantes, nos primeiros lances, este campeonato de Brasília tanto poderia ser batizado com o nome do paulista Ulysses Guimarães quanto do pernambucano Severino Cavalcanti, ex-parlamentares de comportamentos opostos. Ambos, no entanto, figuras emblemáticas da política brasileira. De ontem e de agora, para o bem e para o mal.

Com alguns lances manjados, ferrolhos defensivos e jogadas surpreendentemente ofensivas e até alguns chutes nas canelas, o torneio político merece atenção: vai revelar em breve – provavelmente até 15 de dezembro, duas semanas antes do Reveillon de 2011 -, quem de fato tem “farinha no saco para vender na feira” no governo da ainda reticente presidente eleita Dilma Rousseff, e seu apressado vice, Michel Temer, do PMDB.

Ah, como observo tudo e escrevo da Bahia, devo reconhecer: Taça Antonio Carlos Magalhães também não cairia mal para denominar este confronto encardido, de fim de temporada, jogado neste período de tempo incerto que faz no planalto central do país.

Revejam, por exemplo, imagens transmitidas em noticiários, nos horários nobres, de algumas redes nacionais de TVs, em seguida à badalada reunião, no começo da semana, das tropas governistas sob o comando de Temer e mais algumas cabeças de facções partidárias, que se julgam coroadas no novo círculo do poder estabelecido pelas urnas de outubro.

Como em velhos tempos, tudo culminou em girândolas de fogos de artifício, a partir do anúncio da formação do bloco capitaneado pelo PMDB e completado pelo PR, PP e PSC. O líder peemedebista na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), logo correu para negar que houvesse, na decisão, quaisquer propósitos de disputas de cargos ou de “confronto” com o PT no governo Dilma.

As imagens, porém, como rezam os princípios mais verdadeiros da comunicação de massa, em geral valem muito mais que mera retórica no histórico confronto entre o adjetivo e o substantivo. E estas (as imagens), mostradas nos noticiários, exibiam com clareza as tropas reforçadas de Temer – ex-ministro baiano Geddel Vieira Lima à frente – preparadas para a guerra, enquanto desciam as escadarias do local do encontro para formar o megabloco. Parecia replay de jogo antigo para furar bloqueios no Palácio do Planalto.

Megabloco, diga-se, que em menos de dois dias acabou batizado mesmo de “blocão”. Graças “a essa mania brega brasileira do ão, como registrou o bem humorado colunista político da Tribuna da Bahia, Ivan de Carvalho, ao comentar o assunto no dia seguinte. Breguice que, desgraçadamente, vai se eternizando também em nossa imprensa.

Se vivo estivesse o nobre timoneiro da democracia, Ulysses Guimarães, teria seguramente alertado aos atuais comandados de Michel Temer: “É o voto, somente ele, que faz a acoplagem dos cidadãos com os homens públicos e o Estado”.

Ou, quem sabe, o velho Ulysses seria mais duro em sua advertência, e diria agora como o fazia no passado de resistência: “O jeito também é força. Se vence obstáculos e antagonismos, é força. “Suaviter in modo, fortiter em re”, eis a receita pessedista dos romanos, que dominaram o mundo. A toupeira quando em seu caminho encontra a pedra, não podendo escalá-la não tem jeito para contorná-la. Morre ao sol, à fome ou à sanha dos inimigos. O PSD foi o laboratório do jeito”.

Na mosca. Mas, como se sabe, Ulysses Guimarães continua no fundo do mar, mesmo que espiritualistas jurem ter visto sua sombra sobrevoando o Planalto Central nestes dias difusos e complicados da política nacional. Vivinho mesmo, em carne e osso, quem circulou por Brasília esta semana foi outro ex-presidente da Câmara, o polêmico ex-deputado Severino Cavalcanti, atual prefeito da pernambucana cidade de João Alfredo, pelo PP.

Severino se deslocou do Nordeste para reforçar as hostes de seu partido, na disputa pelos cargos no pedaço de poder no governo Dilma que imagina lhe caber. Ao velho e conhecido estilo foi direto ao ponto, sem subterfúgios ou meias palavras. Como já fizera no passado, ao exigir do presidente Lula “a diretoria da Petrobras que fura poço de petróleo” para um protegido seu, agora circulou pelo Salão Verde do Congresso com propósitos semelhantes.
Disse que a aliada Dilma precisa jogar duro e mostrar que ela é quem manda. Mas logo tratou de avisar aos outros partidos aliados: ninguém tira do PP o Ministério das Cidades, que dá votos. “Está todo mundo de olho no Ministério das Cidades, mas ele já tem dono e o ministro será Márcio Fortes. O ministro deu a eleição a Dilma porque fez tudo que Lula mandou ele fazer. É uma pasta que dá emprego, dá condições ao povo, por isso, automaticamente, dá voto, proclamou Severino com todas as letras.
Um torneio de profissionais, logo se vê. O fato, no entanto, é que só o PT já levou alguma coisa, ao ter garantida a permanência de Guido Mantega – fiel companheiro da presidente eleita – no poderoso Ministério da Fazendo.
O resto, incluindo o jogo de abafa de Severino Cavalcanti, é de resultado imprevisível, ainda a conferir até 15 de dezembro. Ou depois.

Vitor Hugo Soares é jornalista. E-mail: vitor_soares1@terra.com.br

  • Arquivos

  • novembro 2010
    S T Q Q S S D
    « out   dez »
    1234567
    891011121314
    15161718192021
    22232425262728
    2930