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Postado em 19-11-2010
Arquivado em (Newsletter) por vitor em 19-11-2010 15:17

Dilmas: Emoção ao lembrar campanha

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DEU NO IG

Em pronunciamento feito durante a reunião do Diretório Nacional do PT, nesta sexta-feira, a presidenta eleita Dilma Rousseff chorou duas vezes ao falar do presidente Lula e do papel da militância petista na campanha eleitoral. Foi a primeira vez que a ex-ministra chorou em um evento público desde que foi eleita. Dilma aproveitou o encontro para pedir “maturidade” e “tolerância” ao partido. Segundo ela, o PT precisa “compreender os complexos desafios” do próximo governo e a relação com as legendas de coalizão.
Num momento em que se discute a formação do próximo governo e o espaço que será dado a cada partido aliado na composição dos ministérios, Dilma fez um apelo às lideranças petistas e disse depender do “esforço, da solidariedade e da maturidade política” das lideranças petistas na convivência com as demais legendas.
“Herança bendita”
A ex-ministra afirmou que assumirá a Presidência em posição “vantajosa” graças à “herança bendita” deixada por Luiz Inácio Lula da Silva. Parte desta “herança”, defendeu a petista, ocorreu graças à aliança em torno do governo Lula. Segundo ela, o PT teve maturidade para perceber, durante a gestão petista, que o Brasil era complexo e que era preciso construir uma aliança para governar e estabelecer regras de convivência política em razão da multiplicidade e a diversidade do País.
Dilma afirmou ter certeza de que hoje o partido é mais experiente na ação de governo e também na atividade política – numa referência ao que chamou de “complexa relação entre partido, governo e movimentos sociais”. “Ter características diferentes não significa que não tenhamos um mesmo projeto de transformação de nosso País”.
Para a presidenta eleita, o Partido dos Trabalhadores mostrou, durante o governo Lula, capacidade de “conviver com o diferente” e construir consenso político.
“É importante enfatizar a maturidade do Partido dos Trabalhadores em sua relação com os demais partidos da coligação que vai governar o Brasil a partir de 1º de janeiro.”
Choro
Em seu pronunciamento, Dilma deixou de lado referências aos seus planos de governo porque, segundo ela, o momento agora é de agradecimento. Em seu discurso da vitória, logo após o resultado da eleição para presidente, Dilma não citou o Partido dos Trabalhadores nem saudou a militância. Desta vez, ela se emocionou ao lembrar das viagens feitas durante a campanha, quando, segundo ela, mal chegava no aeroporto e já visualizava militantes com bandeiras e camisetas do PT.
“Andei este País de Norte a Sul, de Leste a Oeste. Tem um fato que quando a gente é candidato que é um verdadeiro abraço de mãe, que é quando você desce do aeroporto e vê, primeiro, a bandeira, uma camiseta e uma imensa solidariedade. Isso até me comove”, disse, antes de interromper a fala e cair no choro.
“E não é que seja sempre uma multidão. Muitas vezes é uma multidão, mas muitas vezes são três, quatro companheiros e companheiras, num município menor. E podem ter certeza que (a militância) está lá, e te acompanha de forma determinada. E estarão contigo em todos os lugares. Para esse partido que apresento aqui meu reconhecimento, minha gratidão”, discursou.
“Três porquinhos”
Ela agradeceu também o trabalho dos coordenadores de sua campanha – o presidente da sigla, José Eduardo Dutra, o deputado federal José Eduardo Cardozo e o ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci Filho, que ganharam o apelido ao longo da eleição de “três porquinhos”. “Os três porquinhos foram muito bem sucedidos na coordenação da minha campanha. Encontrei neles companheiros de todas as horas”, disse ela.
Dilma ressaltou, também em sua fala, seu compromisso com a erradicação da miséria e criticou países avançados que ostentam níveis de desenvolvimento econômico e toleram desigualdades.

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Comentários

luiz alfredo motta fontana on 19 novembro, 2010 at 16:05 #

Cena explícita de sacríficio

A nação compungida clama por sais

Já Temer convoca o “blocão’ em regime de urgência

Resta apenas uma indagação

Por quem chora dona Dilma?


Nivaldo Araujo on 19 novembro, 2010 at 17:40 #

talvez sejam lágrimas de crocodilo


luiz alfredo motta fontana on 19 novembro, 2010 at 18:27 #

Josias de Souza tem uma pista sobre o que teria provocado esta onda de emoção, afinal a “turma” era a mesma:

Deu no blog do Josias

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Turma do mensalão ‘festeja’ Dilma em evento do PT

Se fosse um filme, o título seria: “A volta dos que não foram”. Era, contudo, realidade: uma reunião do diretório nacional do PT.

A estrela do evento foi Dilma Rousseff. Em meio à platéia, compondo a cena, uma roda de coadjuvantes com cara de protagonistas.

Dois ex-presidentes da legenda (José Dirceu e José Genoíno), um ex-presidente da Câmara (João Paulo Cunha) e um ex-líder de bancada (Paulo Rocha).

Em comum entre eles, a nódoa mensaleira na biografia e a companhia que fazem um ao outro no banco de réus do STF.

À espera do julgamento, Dirceu falou de condenação aos repórteres. Nada a ver com o Supremo, naturalmente. Outro tipo de sentença:

“O PT e o PMDB estão condenados a se entenderem e a governarem juntos, com outros partidos que apoiaram a presidente Dilma”. Ah, bom!

A mística da volta é cultuada desde que o filho pródigo voltou e foi celebrado com um vitelo gordo. No caso do PT é diferente.

Como os petistas pródigos nunca se foram, a legenda se privou da festa do retorno. O vitelo gordo serve a outras comemorações -a vitória de Dilma, por exemplo.

No campo pessoal, não há muita razão para fogos. Exceto por João Paulo, reeleito com votação graúda, os demais arrostam dificuldades.

Dirceu, cassado, nem pôde ir às urnas. Genoíno foi à sorte dos votos. Mas a votação que recolheu rendeu-lhe uma constrangedora primeira suplência.

Paulo Rocha também foi ao palanque. Elegeu-se senador pelo Pará. Mas, abalroado pela Lei da Ficha Limpa, depende de uma palavra do STF para chegar ao mandato.


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