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JOÃO GILBERTO, NO CÉLEBRE CONCERTO DO CARNEGIE HALL, EM NOVA IORQUE, EM 21 DE NOVEMBRO DE 1962.

BOA NOITE!

(Gilson Nogueira)

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19
Posted on 19-11-2010
Filed Under (Aparecida, Crônica) by vitor on 19-11-2010

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CRÔNICA/PARTIDA

Saudades e “solidões” que voam…

( dedicada ao Paulo Faya, parceiro do Guinga)

Aparecida Torneros

Ontem, peguei-me amargurada, depois que, por email, recebi a notícia da morte de um grande amigo, com quem troquei, nos últimos 15 anos, muitas vezes, a sensação de um futuro que teríamos juntos e que nunca aconteceu. Estivemos próximos e distantes, por inúmeros momentos. O tempo se encarregou de nos povoar de uma saudade estranha.

Houve ocasiões em que éramos tão cúmplices das nossas histórias de perdas e desenganos pessoais, que bastava uma conversa de cinco minutos, via telefone, e direcionávamos nossos sentimentos para a construção do grande pilar familiar. Podíamos dividir as preocupações com filhos e com seu neto, por exemplo, com seu futuro. Partilhávamos as dores físicas, as necessidades cirúrgicas, o passar dos anos, minhas dores de coluna, suas dificuldades de locomoção, a tal velhice que iniciava em nós um processo lento de despedida da vida.

Faz alguns meses, aconteceu a última vez em que nos falamos, também por telefone, depois de um ano, talvez, meio perdidos um do outro, senti sua voz embargada do outro lado da linha, perguntei o que acontecia, e ele apenas justificou-se estar emocionado por ouvir-me de novo, após tanto tempo.

Contou-me das mudanças de vida nesse período, falou-me que finalmente estava andando sem as muletas que o perseguiram por causa dos problemas no joelho, fora operado e estava recuperado.

Disse-me que mudara de casa e de bairro, que estava bem feliz, com nova companheira, deixara de morar sozinho, já que era viúvo há muito tempo.

Procurei conter também, por minha parte, a emoção de senti-lo de novo, tão próximo pela voz e tão distante, pelos descaminhos da vida. Mesmo assim, nos prometemos, tirar um dia para sairmos e comemorar, em família, com sua filha e neto, o menino que o orgulhava tanto e que ele não cansava de idolatrar. Prometemos nos encontrar para comermos novamente, juntos, aquele peixinho especial que servem num restaurante localizado nas imediações da minha casa. Este almoço, ficamos nos devendo, então, sei agora, pra sempre.

Quando era possível, ele vinha, depois de atravessar a cidade, da Barra da Tijuca até Vila Isabel, para compartilharmos o sabor dos mares, peixes e camarões, o gosto dos oceanos, a face de alguma saudade que voava sobre nós, de vez em quando.

No fundo, nos recentes meses, comecei a me dar conta dos inúmeros familiares, amigos e amigas que tenho perdido e de como vou acrescendo a lista de saudades destas pessoas em mim e das consequentes solidões que elas me provocam.

O meu amigo se foi, preparo-me para ir assistir a missa em sua homenagem. Lembro-me dele em diversas ocasiões, trabalhando ainda como médico em consultório ou hospital, lembro-me dos nossos almoços, das nossas batalhas políticas, das longas reflexões sobre nossos filhos e das muitas confissões sobre nossas angústias de vida.

Houve ainda, momentos de descontração. Ele cantava algum trecho de canção antiga, no telefone. Ríamos, ele tinha sido compositor-estudante no tempo de universitário. Parceiro do famoso Guinga. Uma composição dos dois intitulada – “sou só solidão”, fora finalista e premiada na primeira eliminatória do inesquecível festival da canção de 1967.

Gostava de me relembrar aquela época de jovem romântico compondo músicas em festivais. Uma vez, fui ao google e o avisei que ele estava lá como compositor de uma canção vencedora em algum desses festivais.

Talvez pudéssemos ter aprofundado o convívio, mas não foi o caso. Tivemos aquele bom viver baseado em admiração, respeito e carinho. Era bom sermos referências mútuas de vidas dedicadas ao trabalho e à família.

Sua admiração pelos filhos, a intensa e dolorosa recordação do filho que perdera, ainda adolescente, o orgulho pelo outro filho fotógrafo de moda, a paixão pela filha advogada, que lhe deu o “netão”, sua felicidade em acompanhar o nascimento e crescimento do menino.

Entre muitas declarações de amizade, pudemos construir uma base para sentirmos imensa saudade, daquelas que voam, que permanecem, além da vida, que flutuam no nosso interior, estejamos em corpo ou em alma, em presença ou ausência, em palavras ou silêncio.

Atualmente, sinto que isto pouco importa, meu amigo está aqui, apesar da sua passagem para o outro lado, ele consegue me trazer a lembrança viva da sua voz embargada, concluo que talvez fosse mesmo o prenúncio da nossa despedida que o tivesse levado às lágrimas, enquanto eu não percebi isso, naquele dia.

O que me deixa amargurada não é o nosso adeus nesta Terra, nem tampouco algum medo de um fim que sei não é eterno, pois creio no encontro espiritual, possível e etéreo.

O que me deixa amargurada, na verdade, tem a interface da proposta de sua velha canção premiada, a idéia da “solidão” como uma premissa infame e constante na vida. Penso que podemos sentir saudades do que nunca aconteceu, do que cultivamos somente em sonhos, do que foi fantasia quando projetamos futuros incertos, das realidades que não alcançamos, e dos desejos que não realizamos.

Penso que estas saudades tão marcantes, refletem o vôo dos pássaros sobre os mares, das gaivotas que buscam os peixes para seu alimento.

Meu amigo e eu, ocasionalmente, baixávamos sobre a linha dágua e engolíamos os tais peixinhos, trocando olhares de satisfação e palavras de esperança, como tento encontrar agora, as mesmas palavras carregadas de emoção e agradecimento por ter podido conhecê-lo e ter dividido com ele tantas boas recordações, e ainda, receber esta herança sem preço… carregar comigo as saudades dele, pairando, voando, sobre meu coração solitário e sobre minha cabeça de “mulher mais inteligente que eu conheço” – era como ele se referia a mim, numa confissão quase infantil, tão sincera e tão inconsistente…

Como eu sempre rebatia…- se eu fosse mesmo tão inteligente assim, teria sabido preencher com mais alegria o coração daquele ser que me legou esta saudade estranha, que agora me invade, dando voltas ao meu redor, alada, voejante, insistente, que me faz chorar e rir ao mesmo tempo, que me confunde entre o sonho e a realidade.

Maria Aparecida Torneros, escritora e jornalista, mora no Rio de Janeiro, onde edita o Blog da Mulher Necessária

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Os homens sustentam o passar do tempo com mais facilidade, mas não é por isso que estão liberados para vestir qualquer roupa. Até Brad Pitt pode ficar com anos a mais se investir no estilo errado, como no filme O Curioso Caso de Benjamin Button
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DEU NO IG ( Do blog CHIC-Glória Kalil)

Os homens aguentam muito melhor o passar dos anos do que as mulheres. Homens ficam charmosos quando grisalhos, por exemplo, enquanto as mulheres que deixam os fios brancos podem ter a certeza de envelhecer muitos e muitos anos.

Mas não é por isso que eles estão liberados para vestir o que quiser. Fizemos uma lista para as mulheres com peças que derrubam a aparência de juventude, agora é a vez de uma versão masculina:
. prendedor de gravata
. colete utilitário, do tipo fotógrafo, só está liberado se você for o Ziraldo ou o Zuenir Ventura!
. jeans com vinco
. jeans baggy tipo “santropeito” (acima da cintura, abaixo do peito)
. bermuda com cinto social
. rabo de cavalo com alguns fios brancos
. rabo de cavalo com cabelos brancos
. rabo de cavalo
. tingir o cabelo
. bigode
. ler o menu à longa distância
. achar rebelde Arnaldo Antunes ou qualquer outro integrante dos Titãs
. dizer que o futebol-arte acabou
. usar camisa social como camisa casual, principalmente as de padrão miúdo

nov
19
Posted on 19-11-2010
Filed Under (Multimídia) by vitor on 19-11-2010


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Salve Oxum! Boa tarde

(Gilson Nogueira)

nov
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Posted on 19-11-2010
Filed Under (Newsletter) by vitor on 19-11-2010

Dilmas: Emoção ao lembrar campanha

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DEU NO IG

Em pronunciamento feito durante a reunião do Diretório Nacional do PT, nesta sexta-feira, a presidenta eleita Dilma Rousseff chorou duas vezes ao falar do presidente Lula e do papel da militância petista na campanha eleitoral. Foi a primeira vez que a ex-ministra chorou em um evento público desde que foi eleita. Dilma aproveitou o encontro para pedir “maturidade” e “tolerância” ao partido. Segundo ela, o PT precisa “compreender os complexos desafios” do próximo governo e a relação com as legendas de coalizão.
Num momento em que se discute a formação do próximo governo e o espaço que será dado a cada partido aliado na composição dos ministérios, Dilma fez um apelo às lideranças petistas e disse depender do “esforço, da solidariedade e da maturidade política” das lideranças petistas na convivência com as demais legendas.
“Herança bendita”
A ex-ministra afirmou que assumirá a Presidência em posição “vantajosa” graças à “herança bendita” deixada por Luiz Inácio Lula da Silva. Parte desta “herança”, defendeu a petista, ocorreu graças à aliança em torno do governo Lula. Segundo ela, o PT teve maturidade para perceber, durante a gestão petista, que o Brasil era complexo e que era preciso construir uma aliança para governar e estabelecer regras de convivência política em razão da multiplicidade e a diversidade do País.
Dilma afirmou ter certeza de que hoje o partido é mais experiente na ação de governo e também na atividade política – numa referência ao que chamou de “complexa relação entre partido, governo e movimentos sociais”. “Ter características diferentes não significa que não tenhamos um mesmo projeto de transformação de nosso País”.
Para a presidenta eleita, o Partido dos Trabalhadores mostrou, durante o governo Lula, capacidade de “conviver com o diferente” e construir consenso político.
“É importante enfatizar a maturidade do Partido dos Trabalhadores em sua relação com os demais partidos da coligação que vai governar o Brasil a partir de 1º de janeiro.”
Choro
Em seu pronunciamento, Dilma deixou de lado referências aos seus planos de governo porque, segundo ela, o momento agora é de agradecimento. Em seu discurso da vitória, logo após o resultado da eleição para presidente, Dilma não citou o Partido dos Trabalhadores nem saudou a militância. Desta vez, ela se emocionou ao lembrar das viagens feitas durante a campanha, quando, segundo ela, mal chegava no aeroporto e já visualizava militantes com bandeiras e camisetas do PT.
“Andei este País de Norte a Sul, de Leste a Oeste. Tem um fato que quando a gente é candidato que é um verdadeiro abraço de mãe, que é quando você desce do aeroporto e vê, primeiro, a bandeira, uma camiseta e uma imensa solidariedade. Isso até me comove”, disse, antes de interromper a fala e cair no choro.
“E não é que seja sempre uma multidão. Muitas vezes é uma multidão, mas muitas vezes são três, quatro companheiros e companheiras, num município menor. E podem ter certeza que (a militância) está lá, e te acompanha de forma determinada. E estarão contigo em todos os lugares. Para esse partido que apresento aqui meu reconhecimento, minha gratidão”, discursou.
“Três porquinhos”
Ela agradeceu também o trabalho dos coordenadores de sua campanha – o presidente da sigla, José Eduardo Dutra, o deputado federal José Eduardo Cardozo e o ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci Filho, que ganharam o apelido ao longo da eleição de “três porquinhos”. “Os três porquinhos foram muito bem sucedidos na coordenação da minha campanha. Encontrei neles companheiros de todas as horas”, disse ela.
Dilma ressaltou, também em sua fala, seu compromisso com a erradicação da miséria e criticou países avançados que ostentam níveis de desenvolvimento econômico e toleram desigualdades.

Erenie: solitária e magoada/Veja

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DEU NO BLOG DO JORNALISTA CLÁUDIO HUMBERTO
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Poço de mágoas

Ontem, no enterro da mãe, falecida aos 81, a ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra estava muito abatida. E magoada com a ausência de ex-colegas do governo e o mal que o escândalo fez à sua família.

nov
19
Posted on 19-11-2010
Filed Under (Charges) by vitor on 19-11-2010


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Jarbas, hoje, no Diário de Pernambuco

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19

Aleluia sopra o trombone da oposição

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OPINIÃO POLÍTICA

Novas linhas de ataque da oposição

Ivan de Carvalho

Pela segunda vez depois da fácil reeleição do governador Jaques Wagner em primeiro turno – enfrentando vários candidatos, dentre eles o ex-governador Paulo Souto, do Democratas e o deputado e ex-ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, do PMDB – a oposição encontrou fatos novos para atacar o governo baiano.

Fatos anteriores ou permanentes não são raros. É o caso da violência e da criminalidade que, esteja ou não o governo fazendo os esforços anunciados, continua fora de controle. Ou da educação, cuja qualidade do ensino público, no grau sob responsabilidade legal do estado (ensino do segundo grau), continua péssimo. Aliás, a mesma qualidade pode ser atribuída ao ensino fundamental, de responsabilidade dos municípios.

Não é um fenômeno exclusivamente baiano, pois atinge quase todo o território nacional, devendo-se aí ressalvar os três Estados da região Sul (Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul) e talvez São Paulo. Não que estejam os ensinos fundamental e de segundo grau desses estados às mil maravilhas – e em São Paulo as deficiências são maiores que nos três estados sulinos. Mas no restante do país é uma vergonha e a Bahia não foge à regra. É certo que o atual governo estadual já encontrou uma situação crítica no setor, mas também é certo que ela continuou assim nos últimos quatro anos.

Também é crítica, mais do que isto, um desastre – já era há vários anos e continua cada vez pior – a situação no setor público de saúde. Isso também ocorre na maior parte do Brasil, embora de forma bastante atenuada (se comparamos, por exemplo, ao Nordeste) em São Paulo e nos três Estados do Sul.

Mas citei os setores da segurança, da educação e da saúde para mostrar que motivos para críticas contínuas não têm faltado desde sempre à oposição, inclusive nos tempos em que o PT, hoje no governo, era oposição. Vamos, no entanto, aos dois fatos novos a que me referi.

Um deles mereceu (creio que mereceu mesmo) críticas, recentemente, e convém que a oposição continue atenta ao assunto, pois se o governador Wagner tem atuado como um democrata, seu partido e aliados têm setores que se pautam pela democracia e outros, muito influentes, que não têm em conta a democracia como um valor relevante, e sim como instrumento a ser eventualmente usado, se convém, para atingir outros objetivos.

Daí que a oposição cumpriu seu papel – e não deve abandoná-lo – quando atacou os estudos oficiais visando à criação de um Conselho Estadual de Comunicação, destinado a monitorar a mídia e tomar outras providências. Providências que são como já foram no passado as CPIs (Comissões Parlamentares de Inquérito): sabia-se como começavam, mas nunca se sabia como terminariam.

Ontem, a oposição encontrou uma nova motivação para atacar. E o ataque veio pelas vozes do deputado estadual João Carlos Bacelar, do PTN e dos democratas deputados ACM Jr. e José Carlos Aleluia, este vice-presidente nacional do DEM. Criticaram o fato de a Bahia haver caído, segundo o IBGE, da sexta para a sétima posição em termos de Produto Interno Bruto (tamanho da economia) entre os Estados brasileiros. Foi superada por Santa Catarina, que vinha ensaiando a ultrapassagem há algum tempo. Em um tempo mais remoto, ninguém imaginaria que isso pudesse acontecer. Aliás, segundo Aleluia, parafraseando o presidente Lula, “nunca antes na história deste país a economia baiana ficou atrás da economia de Santa Catarina”.
Aleluia aconselha cuidado para não ser a Bahia ultrapassada no próximo quatriênio também por Pernambuco e Ceará.

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