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Esta é para matar a saudade do editor de duas cidades amadas (Buenos Aires e Paris) . E lembrar uma cantora fabulosa, Adriana Varela, “la garganta con arena” dos argentinos e da admiração deste baiano que adora, sempre que pode, perambular entre Corrientes e Esmeralda.

BOA NOITE!!!

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Anclao En Paris
Tirao por la vida de errante bohemio
Estoy, buenos aires, anclao en paris.
Cubierto de males, bandeado de apremio,
Te evoco, desde este lejano país.
Contemplo la nieve que cae blandamente
Desde mi ventana, que da al bulevar:
Las luces rojizas, con tono muriente,
Parecen pupilas de extraño mirar.

Lejano Buenos Aires, que lindo has de estar!
Ya van para diez años que me viste zarpar…
Aquí, en este Montmartre, faubourg sentimental,
Yo siento que el recuerdo me clava su puñal.

y como habrá cambiado tu calle corrientes!…
¡suipacha, esmeralda, tu mismo arrabal!…
Alguien me ha contado que estas floreciente
Y un juego de calles se da en diagonal…
¡no sabés las ganas que tengo de verte!
Aqui estoy varado, sin plata y sin fe…
¡quién sabe una noche me encane la muerte
Y, chau buenos aires, no te vuelva a ver!
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Ancorado Em Paris

Jogado na vida de errante boêmio
Estou, Buenos Aires, ancorado em Paris.
Coberto de males, caindo de urgencias,
Te chamo, desde este longincuo pais.
Contemplo a neve que cai brandamente
Desde a minha janela que da ao boulevard:
As luzes vermelhas,com tom apagado,
Parecem pupilas de estranho olhar.

Distante Buenos Aires, que lindo deves estar!
Ja vão para dez anos que me vistes partir…
Aqui neste Montmartre, rincão sentimental,
Lembro-me de sentir os paus sua adaga.

Como estara mudada tua rua Corrientes! …
Suipacha, Esmeralda, e tambem teu subúrbio! …
Alguém me contou que estas florescente
E um jogo de ruas estão em diagonal …
Não sabes a vontade que tenho de verte!
Aqui estou travado, sem grana e sem fé …
Quem sabe uma noite me encontre a morte
E, adeus Buenos Aires, não mais te verei!

(Vitor Hugo Soares)

Leonardo: confissão com detalhes

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Vannildo Mendes – O Estado de S.Paulo

BRASÍLIA – Em depoimento de mais de oito horas à delegada Deborah Menezes, da 8ª DP, ao qual o Estado teve acesso, o ex-porteiro Leonardo Campos Alves, autor confesso do assassinato do ex-ministro do TSE José Guilherme Villela, morto com 73 facadas junto com a mulher e a empregada, deu detalhes que tornam incontestável a participação dele e do cúmplice Paulo Cardoso Santana no crime. Ele descreve a posição dos corpos, apetrechos usados pelas vítimas e até a “blusa azul claro de mangas compridas e calça social de cor escura” que a mulher do ex-ministro vestia.

Com realismo de romance policial, ele narrou também como, alguns meses depois do crime, começou a trocar os dólares roubados do casal Villela, depois que o dinheiro obtido com a venda das joias acabou e ele se viu pressionado pelo comparsa. O depoimento, prestado na noite de quarta-feira, segundo a delegada, é coerente com o que foi prestado nesta tarde por Santana, em Montalvânia (MG), onde está preso por outro homicídio. Santana revelou até onde jogou as facas usadas no crime, num rio perto de Montes Claros (MG). A única diferença é que revelou ter lavado as mãos e limpado os vestígios de sangue da roupa antes de sair da casa das vítimas.

Ouvido no mesmo dia de Alves, também em Montalvânia, o lavrador Neilor Teixeira da Mota, tio de Santana, contou à polícia como o sobrinho tornou-se um fanfarrão gastador e mulherengo após o crime. Pressionado pelo tio para revelar a origem do dinheiro que esbanjava em bebedeiras, drogas e programas com mulheres, ele acabou confessando o assassinato de Villela e deu detalhes sórdidos. “Quando ele (Villela) caiu no chão (Santana) começou a esfaqueá-lo com muitas facadas e quanto mais esfaqueava, mais dava vontade de esfaqueá-lo, chegando a dizer que tinha pepinado o velho todo.”

Enquanto a Polícia Civil se engalfinhava em Brasília atrás de pistas falsas e prendia inocentes, Alves e Santana vendiam joias e dólares roubados do casal Villela em Montes Claros. Citado como suspeito desde o início, o ex-porteiro foi intimado duas vezes ainda na primeira fase do inquérito pela delegada Martha Vargas da 1ª DP. Ele veio a Brasília, contou uma mentira à delegada, que se deu por satisfeita, retirou seu nome do rol de suspeitos e ainda pagou suas passagens de ida e volta com dinheiro público.

Perdida, Martha recorreu aos serviços de uma vidente, que a levou a prender três inocentes, em cuja casa foi “plantada” uma prova falsa – uma chave da casa dos Villela. Mais tarde a perícia comprovou que a chave era a mesma fotografada pela polícia quando os corpos foram encontrados em 28 de agosto de 2009. Depois disso, Martha foi afastada do cargo e agora responde processo administrativo. O inquérito passou para a Coordenação de Investigação dos Crimes contra a Vida (Corvida), que apontou a arquiteta Adriana Villela, filha do casal, como única suspeita do crime.

O Ministério Público acatou o relatório da Corvida e denunciou Adriana à Justiça, que por sua vez recebeu a denúncia e estava prestes a marcar a data do julgamento, quando a prisão do ex-porteiro deu uma reviravolta no caso. Alves disse que os dois agiram sozinhos e que não há mandantes no crime. A guerra de versões aprofundou a crise na Polícia Civil.

Nesta quinta, o juiz Fábio Esteves, do Tribunal do Júri, determinou que a 8ª DP saia do caso e entregue todo o material apurado à Corvida, que passa a ser única titular do inquérito. Deborah está inconsolável e disse que vai recorrer. “Esse tipo de guerra é nociva à sociedade e à justiça”, afirmou. “Tudo o que fiz foi contribuir para apurar um crime que caminhava para ficar na impunidade”, explicou a delegada.

O vice-presidente brasileiro, José Alencar, recebeu alta do Hospital Sírio Libanês, onde estava internado desde 25 de outubro por causa de uma obstrução intestinal.

O quadro do vice-presidente, de 79 anos, se agravou depois que ele sofreu um infarto agudo do miocárdio na última quinta-feira.

Segundo um boletim médico, seu quadro cardíaco permanece estável.

Alencar teve uma melhora das complicações intestinais decorrentes de um câncer abdominal que ele enfrenta há anos.

DEU NO IG (Último Segundo)

O réu Marcos Roberto Bispo dos Santos foi condenado nesta quinta-feira a 18 anos de prisão em regime fechado, em virtude da participação no sequestro e no assassinato do ex-prefeito de Santo André, Celso Daniel. Os sete jurados que participaram do julgamento em Itapecerica da Serra (SP) consideraram que a participação de Bispo foi decisiva para o crime, aceitando a tese do Ministério Público de São Paulo de que a vítima foi executada para encobrir um esquema de corrupção e desvio de dinheiro público na prefeitura de Santo André.

Segundo a promotoria, Marcos Bispo, o Marquinhos, foi o mandante do roubo da Blazer usada no sequestro de Celso Daniel, na noite em que ele foi capturado após deixar uma churrascaria de São Paulo. O mesmo Marcos, segundo o MP, dirigiu o veículo com Celso Daniel e esteve no local do cativeiro onde o ex-prefeito foi mantido refém por cerca de 24 horas, além de presenciar o assassinato da vítima.

No entendimento dos jurados, o crime praticado por Bispo foi duplamente qualificado porque não possibilitou defesa da vítima (Celso Daniel) e devido ao fato de o réu ter supostamente recebido dinheiro para dar cabo à vida do ex-prefeito de Santo André. A denúncia do MP foi aceita integralmente pelos jurados.

Bispo foi o primeiro condenado do caso. Restam seis acusados que ainda não têm data para serem julgados. Entre eles está o empresário Sérgio Gomes da Silva, conhecido como ‘Sombra’. Ele é apontado pelo Ministério Público como o mandante do assassinato de Celso Daniel, supostamente para encobrir um esquema de corrupção na prefeitura de Santo André. ‘Sombra’ era amigo e assessor pessoal do ex-prefeito de Santo André.

O acusado acompanhava a vítima na saída de uma churrascaria na noite em que o crime aconteceu. Na versão de ‘Sombra’, os dois foram abordados por um grupo de criminosos, que só não o levaram porque a trava do veículo travou do lado esquerdo onde ele se encontrava, dirigindo o veículo.

Porém, de acordo com o MP, ‘Sombra’ teria simulado o sequestro do ex-prefeito e foi o responsável pela contratação dos criminosos que executaram o ex-prefeito. O promotor Francisco Cembranelli diz que ‘Sombra’ desejava encobrir um esquema de corrupção e desvios de verbas dentro da prefeitura de Santo André.

Apesar de ter sido indiciado no mesmo processo que Marcos Bispo dos Santos, ‘Sombra’ pediu desmembramento do processo e ainda não tem data para ser julgado. Ele aguarda os vários recursos impetrados no Tribunal de Justiça em liberdade.

Foragido

Marcos Roberto Bispo dos Santos, de 37 anos, não estava sentado no banco dos réus no júri desta quinta-feira. O advogado dele justificou a ausência de seu cliente dizendo que ele não foi notificado pela Justiça. Segundo a promotoria, o oficial de Justiça esteve no endereço que Bispo forneceu, mas não o encontrou. Bispo dos Santos é considerado foragido. Ele foi apontado pela promotoria como sendo o motorista de um dos três carros que teriam sido usados no sequestro do ex-prefeito. Bispo dos Santos foi preso em março de 2002 pela equipe da delegada Elisabete Sato, da Polícia Civil de São Paulo, e permaneceu detido por oito anos, sendo solto apenas em março de 2010, graças a um habeas corpus expedido pelo ministro Marco Aurélio Mello, do STF.

nov
18


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BOA TARDE !

Manuela: mudança no Esporte?

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Deu na coluna Poder Online (IG), assinada pelos jornalistas Jorge Felix e Tales Faria)

A presidenta eleita Dilma Rousseff fez chegar ao PCdoB sua vontade de ter a deputada Manuela d’Ávila (PCdoB-RS) no Ministério do Esporte.

Mas o atual ministro Orlando Silva atua fortemente para garantir o apoio do partido e continuar no cargo.

Por que será que a beleza de Manuela incomoda tanto os comunistas?

Severino Cavalvante: agora como antes

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DEU EM O GLOBO

Na guerra de foice entre os partidos da base de Dilma Rousseff, um personagem polêmico reapareceu ontem em Brasília para reforçar as trincheiras de seu partido, o PP: o prefeito de João Alfredo (PE) e ex-presidente da Câmara Severino Cavalcanti (PP-PE) – que já exigiu do presidente Lula “a diretoria da Petrobras que fura poço de petróleo” para um apadrinhado seu. Circulando pelo salão verde da Câmara, Severino disse que Dilma tem de ser dura e mostrar que ela é quem manda na formação de seu governo. Mas aos outros partidos aliados avisou: ninguém tira do PP o Ministério das Cidades. Ministério que dá voto, acrescentou.
A pasta das Cidades está na mira do PT, que já tem 17 pastas; do PMDB, que já tem seis; e do PSB, que quer crescer sua cota de dois ministérios.
– Está todo mundo de olho no Ministério das Cidades, mas ele já tem dono e o ministro será Márcio Fortes. O ministro deu a eleição a Dilma porque fez tudo que Lula mandou ele fazer. É uma pasta que dá emprego, dá condições ao povo, por isso, automaticamente, dá voto – disse Severino.

nov
18

DEU NA FOLHA

Cotado para assumir uma cadeira no Supremo Tribunal Federal, o advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, aprovou a concessão de benefício, contrariando a lei, à mulher de um ministro do tribunal. A decisão é inédita na Advocacia-Geral da União.

Adams revogou um entendimento anterior da própria AGU para conceder, em agosto deste ano, um benefício a Guiomar Feitosa de Albuquerque Mendes, mulher do ministro e ex-presidente do STF Gilmar Mendes. Ela era funcionária da AGU e se aposentou em maio de 2009.

O advogado-geral converteu dois meses de licença-prêmio não usufruídos em dinheiro, o que fere a lei 9.527, de 1997.

nov
18
Posted on 18-11-2010
Filed Under (Charges) by vitor on 18-11-2010


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Pelicano, hoje no Bom Dia (SP)

Michel Temer com Dilma: primeiros arrufos

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OPINIÃO POLÍTICA

Lula, Dilma e PT reagem ao bloco

Ivan de Carvalho

O megabloco, também chamado de “blocão” – essa mania brega brasileira de “ão” vai se eternizando –, cuja formação na Câmara federal foi anunciada, envolvendo PMDB, PP, PR, PTB e PSC, num total de 202 deputados, está sendo vivamente combatido pelo presidente Lula e pela presidente eleita Dilma Rousseff com a atitude de quem não está sequer um pouco preocupado com o assunto.
Despreocupação apenas aparente, porque os sinais de apreensão e até, eu diria, quase pânico, extensivos ao PT, logo se tornaram evidentes. A presidente eleita Dilma Rousseff teve uma reunião com o presidente do PMDB e da Câmara dos Deputados e vice-presidente eleito da República, Michel Temer.
Na sequência, Dilma fez saber que não está preocupada com o blocão e Temer convocou os líderes do PMDB e do PT na Câmara para dizer-lhes (natural e inacreditavelmente declarando à imprensa que não conversou com Dilma sobre o assunto), também em nome da presidente eleita, que ponham um fim no “tiroteio” entre os dois partidos. Coincidentemente, o líder peemedebista Henrique Eduardo Alves e o líder petista Cândido Vaccarezza são, ambos, aspirantes à presidência da Câmara no primeiro biênio da Legislatura. Eles, de certo modo, comandavam o tiroteio.
Importante, também, tendo em conta o grande interesse que o PMDB tem na formação do blocão, as declarações de Temer minimizando a relevância do bloco e até dizendo que não existe ainda, devendo formar-se apenas no início da próxima Legislatura, em fevereiro. Temer confundiu as coisas deliberadamente, ao “esclarecer” que o blocão não tem o objetivo de envolver-se em disputas por espaços políticos na Câmara e no Executivo e que estará sempre em sintonia perfeita com o PT e a presidente Dilma Rousseff. Tem muito a ver com isso. E com a incerteza sobre a relação Dilma-PT, onde o blocão, de “centro”, poderia evitar que as coisas se ponham a desembestar.
Comovente o esforço de Temer em minimizar o que o seu PMDB quer grande. Mais complica o quadro é o presidente Lula afirmar, ontem mesmo, que vê com tranqüilidade a formação do bloco e que – olha aí a coisa – houve conversas sobre o assunto, mas elas não tiveram ainda resultado prático e não existe ainda certeza de que o bloco está sendo formado. “Não aconteceu. Parecia que ia acontecer, mas não aconteceu” e por aí foi Lula. Água gelada na fervura.
Outro detalhe que denuncia a ação enérgica do trio Lula-Dilma-PT contra a consolidação ou ao menos pela minimização possível do megabloco é o que aconteceu com o PP. Ao anunciar a formação do bloco, o deputado Henrique Eduardo Alves, falando pelo PMDB, partido idealizador do blocão, disse que tinha o compromisso formal do PMDB, PR, PTB, PP e PSC, num total de 202 deputados numa Câmara composta por 313. E afirmou: “Este bloco não é para confrontar. É para organizar o trabalho nesta Casa e fora dela, na composição do governo”. Tudo que o governo e o PT não querem. Mas acrescentou: “”Ninguém foi mais importante do que o outro na eleição de Dilma. Apenas queremos que todos se respeitem. Daqui a pouco vão tirar o PMDB do governo”. Dá para entender, não é mesmo?
E porque o governo e o PT não querem o blocão, deram em cima do PP, para começar. Dos 202 deputados do anunciado bloco, o PP – quinto partido em tamanho na Câmara dos Deputados na próxima Legislatura – teria 41. E o PP, que conversaria novamente ainda ontem com o PMDB, passou de certeza a dúvida. Anunciado como participante compromissado (o que não se faz à toa), o PP executou um recuo depois de seu líder João Pizzolatti conversar com o ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha. Se o PP não entrar no bloco, este baixará de 202 para 161 deputados. Valeria muito menos, na medida em que o PT formasse um bloco com o PSB, o PC do B, entre outros, inclusive até, quem sabe, o próprio PP.

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