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Postado em 16-11-2010
Arquivado em (Newsletter) por vitor em 16-11-2010 23:46

DEU NO SITE DE CHICO BRUNO

Direto da Varanda: Chico Bruno

Vai começar o jogo bruto

A presidenta eleita Dilma Vana Rousseff descansou na Bahia, foi a Seul e passou o feriadão da Proclamação da República em Porto Alegre matando as saudades do genro, da filha, do neta e do ex-marido.

A partir de hoje (16), a presidenta eleita começa a comandar pessoalmente a transição.

Durante as viagens seus três mosqueteiros José Eduardo Dutra, Antônio Palocci e José Eduardo Cardozo cuidaram de tomar a pulsação do condomínio de partidos aliados em relação ao futuro ministério.

É a partir de agora que a onça vai beber água.

A partir de hoje, todos vão querer bater a porta de Dilma, o problema é saber como serão atendidos ou se simplesmente não serão.

A partir de hoje, Dilma começará a apresentar ao país como se comportará em relação aos aliados.

Pelo que se conhece dela a relação será formal. Ela deverá manter a distância regulamentar que o cargo de presidenta lhe confere.

Dilma, a meu ver, procurará se manter distante das disputas que o PMDB e PT travam pelas presidências das duas casas do Congresso Nacional.

Ao que parece a dor de cabeça de Dilma será o apetite das tendências do PT, aliás, o partido pretende recuperar os ministérios que perdeu.

Em vista disso, o PMDB, sempre esperto, convenceu os aliados PR, PTB, PDT e PP a aceitarem o mesmo quinhão que possuem com Lula.

Se Dilma acatar essa sugestão, as tendências do PT vão disputar apenas os cargos que já possuem com Lula.

A grande interrogação é o PSB, o partido aliado que mais elegeu governadores.

Logo depois que as urnas se calaram, o PSB reuniu seus líderes em Brasília e bateu o bumbo.

Após esse estardalhaço, o governador reeleito de Pernambuco e presidente do PSB, Eduardo Campos seguiu para uma viagem de férias na Europa e o partido silenciou.

Mas, Dilma já sabe que PSB quer um espaço maior em seu governo. O partido pretende ocupar o Ministério da Integração Nacional, hoje em poder do PMDB, sob a alegação que governa quatro estados do Nordeste com grandes obras do PAC.

Dilma fará questão de mostrar que quem governa é ela, não Lula.

Quem melhor definiu a situação de Dilma foi o governador reeleito da Bahia Jaques Wagner (PT).

– Lógico que Dilma precisa mostrar que o governo dela não é o do Lula para não passar a ideia de que é uma cópia. Ela tem que ter personalidade, e isso ficará evidenciado na montagem do Ministério. Mas ainda não há definições de nomes. Até o momento, as definições são conceituais, disse Wagner

Na verdade o jogo bruto pelos ministérios e presidências de estatais está apenas começando.

Esse jogo é a primeira prova de fogo para Dilma.

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