DEU NO SITE DE CHICO BRUNO

Direto da Varanda: Chico Bruno

Vai começar o jogo bruto

A presidenta eleita Dilma Vana Rousseff descansou na Bahia, foi a Seul e passou o feriadão da Proclamação da República em Porto Alegre matando as saudades do genro, da filha, do neta e do ex-marido.

A partir de hoje (16), a presidenta eleita começa a comandar pessoalmente a transição.

Durante as viagens seus três mosqueteiros José Eduardo Dutra, Antônio Palocci e José Eduardo Cardozo cuidaram de tomar a pulsação do condomínio de partidos aliados em relação ao futuro ministério.

É a partir de agora que a onça vai beber água.

A partir de hoje, todos vão querer bater a porta de Dilma, o problema é saber como serão atendidos ou se simplesmente não serão.

A partir de hoje, Dilma começará a apresentar ao país como se comportará em relação aos aliados.

Pelo que se conhece dela a relação será formal. Ela deverá manter a distância regulamentar que o cargo de presidenta lhe confere.

Dilma, a meu ver, procurará se manter distante das disputas que o PMDB e PT travam pelas presidências das duas casas do Congresso Nacional.

Ao que parece a dor de cabeça de Dilma será o apetite das tendências do PT, aliás, o partido pretende recuperar os ministérios que perdeu.

Em vista disso, o PMDB, sempre esperto, convenceu os aliados PR, PTB, PDT e PP a aceitarem o mesmo quinhão que possuem com Lula.

Se Dilma acatar essa sugestão, as tendências do PT vão disputar apenas os cargos que já possuem com Lula.

A grande interrogação é o PSB, o partido aliado que mais elegeu governadores.

Logo depois que as urnas se calaram, o PSB reuniu seus líderes em Brasília e bateu o bumbo.

Após esse estardalhaço, o governador reeleito de Pernambuco e presidente do PSB, Eduardo Campos seguiu para uma viagem de férias na Europa e o partido silenciou.

Mas, Dilma já sabe que PSB quer um espaço maior em seu governo. O partido pretende ocupar o Ministério da Integração Nacional, hoje em poder do PMDB, sob a alegação que governa quatro estados do Nordeste com grandes obras do PAC.

Dilma fará questão de mostrar que quem governa é ela, não Lula.

Quem melhor definiu a situação de Dilma foi o governador reeleito da Bahia Jaques Wagner (PT).

– Lógico que Dilma precisa mostrar que o governo dela não é o do Lula para não passar a ideia de que é uma cópia. Ela tem que ter personalidade, e isso ficará evidenciado na montagem do Ministério. Mas ainda não há definições de nomes. Até o momento, as definições são conceituais, disse Wagner

Na verdade o jogo bruto pelos ministérios e presidências de estatais está apenas começando.

Esse jogo é a primeira prova de fogo para Dilma.

DEU NO TERRA

A presidente eleita Dilma Rousseff voltou a se manifestar em sua conta oficial no Twitter nesta terça-feira, após ter ficado afastada do site de microblog desde o fim das apurações no dia 1 de novembro. A petista reforçou que continuará na rede social, apesar do grande volume de trabalho.

“Tenho trabalhado muito”, escreveu. “Mas vamos continuar conversando aqui de vez em quando”.

Dilma comentou ainda sua agenda desde o fim das eleições, passando por viagem ao exterior com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, visita ao neto Gabriel e mudança de casa.

“Amigos, não abandonei o Twitter, não. É que ando muito ocupada. Depois de um curto descanso, fui à reunião do G20 com o presidente Lula na Coreia (do Sul)”, escreveu a petista.

Dilma disse que, depois da passagem pelas terras coreanas, visitou o neto Gabriel e que agora está morando na residência da Granja do Torto. A petista agradeceu as “muitas mensagens de carinho” que tem recebido de eleitores e simpatizantes, que definiu como “um grande estímulo”.

Em meio à disputa pelo comando da Câmara dos Deputados e em busca de espaço no futuro governo Dilma Rousseff, o PMDB montou uma ofensiva na Câmara formando um superbloco parlamentar, com cinco partidos, que reunirá 202 deputados. Os líderes do PMDB, PR, PP, PTB e PSC concluíram hoje uma reunião e anunciaram a formação do bloco.

Com isso, o bloco supera em número o tamanho da bancada do PT, que elegeu 88 deputados, e que tinha a prerrogativa de reivindicar a presidência da Casa. “Este bloco não é para confrontar, é para organizar o trabalho nesta Casa e fora dela, na composição do governo”, disse o líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves (RN), candidato à presidência da Câmara.

O superbloco do PMDB reúne quase a maioria dos 513 parlamentares da Câmara, o que vai obrigar a presidenta Dilma a negociar com eles para aprovar projetos de seu interesse e reformas constitucionais. O PMDB e o PT concordam em dividir os dois períodos da presidência da Câmara, primeiro e segundo biênio da legislatura que começará no dia 1º de fevereiro de 2011. O PT, no entanto, quer incluir esse revezamento também no Senado, em que o PMDB tem a maior bancada e o PT a segunda. O líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL), já disse que não concorda que o acordo do revezamento se estenda à Casa.

O bloco é considerado como uma única bancada para efeito de distribuição dos cargos da mesa diretora da Câmara e as presidências das comissões. As maiores bancadas têm mais força também para assumir relatorias de projetos importantes e em comissões especiais

(Deu no IG com informações da Agência Estado)

nov
16

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CRÔNICA

DETALHES

Maria Aparecida Torneros

Como profetizou o Rei Roberto, o tempo pode até transformar todo o amor em quase nada, mas um dia , muitos anos depois, você acorda e não é que lembra dele, por um detalhe, um movimento qualquer do dia-a-dia que faz com que sua lembrança volte, de repente, mesmo que o sentimento tenha se escafedido, o cara reaparece por uma frase que alguém disse, ressuscitado pela magia da memória que devolve o encanto por algum milésimo de segundo. E você se pergunta: onde ficou aquela criatura que me despertou a tal paixão avassaladora daqueles dias da minha mocidade?

Aliás, em tempos de tanto botox, tanta cirurgia plástica, tanta academia, haja “curves”, para conter o avanço da velhice sobre a juventude que se torna objeto de cultivo raro… por seu bom humor e inconsequencia, muito mais do que por sua contaminação de beleza, leveza, soltura de gestos, falta de dores musculares, ou coisa que o valha, pensemos, em contrição e com certa compaixão por nossa caminhada em mundo tão visual, onde parece até que ter peitos e coxas, bundas e faces, etc, etc, conservados em formol, daria a chave para abrir as portas do paraíso…

Como não se curvar diante daquele pequeno detalhe que alguém nos legou para florescer, exatamente, 20, 30, 40 anos depois, como se fora um feitiço virando contra o enfeitiçado? Aí, o som daquela voz antiga volta como num filme, o brilho de certo olhar insistente e pedinte ressurge das cinzas, o desenho de uma boca, de um nariz e até o contorno dos dedos dos pés podem oferecer registro póstumo para um amor que já morreu, uma daqueles transformado em “quase nada”, que, como diz a própria canção , o próprio “quase também é mais um detalhe…

Aí, melhor embarcar na sucessão de “quases”, deixar-se levar pela emoção revivida, anunciar ao velho coração que “tá tudo bem”, que pode se permitir reviver, rememorar, talvez o gosto de um velho beijo, quem sabe o calor de um abraço que virou nada, até a sensação da presença de alguém que a vida já levou para o outro lado, e a gargalhada, seu eco, sua marca, suas piadas, a luz da sua passagem em nossas vidas, pode ser de gente que está viva, nos deu momentos sublimes, e saiu por aí, casando e descasando, como todos nós, buscando pares novos para velhos desejos de sermos felizes…

E estar feliz é exatamente isso, é ter boas recordações, viver intensos encontros, continuar na luta em função de armazenar detalhes tão pequenos que um dia, ora, pode ser hoje e agora, nos tornam pessoas grandes, profundas, maduras, agradecidas por termos lembrancinhas de amores passados, pérolas de brilhos rejuvenescidos, tesouros interiores.

São tantass coisinhas miúdas, patrimônio nosso de cada dia, como o “pão nosso”, como o detalhe nosso, aquele que deixamos marcado em gente que nos ama ou já amou, nos recorda, e até nos reaparece numa manhã de terça-feira, como um presente que o correio deixou de entregar, levou anos na prateleira, e lá vem ele, exatamente no instante em que a gente descobre que estar vivo para reviver, é uma chance única, só nos resta agradecer…

Cida Torneros, jornalista e escritora, mora no Rio de Janeiro, onde edita o Blog da Mulher necessária

nov
16
Posted on 16-11-2010
Filed Under (Charges) by vitor on 16-11-2010


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Aroeira, hoje no O Dia (RJ)

nov
16

Kassab: também contra a fusão

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OPINIÃO POLÍTICA

Democratas escolhem viver

Ivan de Carvalho

O presidente do Democratas, deputado Rodrigo Maia e seu pai, o ex-prefeito do Rio de Janeiro, César Maia, asseguram que já está sepultada a proposta de fusão ou incorporação do DEM ao PMDB, mas afirmam-se convencidos de que ela serviu para “reorganizar a tropa” da legenda. É que a partir do surgimento da proposta, seu presidente, com ajuda de César Maia e alguns outros democratas, entrou em campo em busca da unificação do DEM.

Rodrigo Maia e César Maia estão convictos de que acontecerá a unificação do partido em torno do plano de “fortalecer o DNA conservador” do Democratas, deixando no passado o papel de linha auxiliar do PSDB que o PFL, depois DEM, vinham desempenhando, para dedicar a legenda à construção de uma candidatura própria à presidência da República em 2014.

“Essa hipotética proposta (de fusão ou incorporação ao PMDB) não existe mais. Até Kassab é contra”, disse César Maia em conversa, por e-mail, com o jornal O Estado de S. Paulo, que publicou a respeito matéria assinada pelo jornalista Alexandre Rodrigues. “Hoje, ninguém no DEM defende fusão com o PMDB. Nem no PMDB, segundo se diz”, afirmou César Maia, que também afastou as hipóteses de fusão com o PSDB ou com o PPS.

Na verdade, o PSDB e o PPS estão estudando uma fusão entre eles, segundo admitiu o presidente deste último partido, Roberto Freire, ressalvando que a iniciativa está com o PSDB, o partido maior, pois fusão não pode ser feita com um partido grande por iniciativa de um partido pequeno.

Há um ponto crucial que pode ter contribuído para arrefecer o ânimo de fusão com o PMDB ou até com o PP que lavrava em setores do DEM e que também poderá travar a imaginada fusão do PSDB e PPS ou incorporação deste último pelos tucanos. Trata-se da legislação sobre fidelidade partidária.

Explicando: se há fusão, desaparecem legalmente os partidos que se fundem e surge um terceiro. Imagine-se DEM e PMDB se fundindo e dando origem ao MDB. Este seria um “novo” partido. Estão, os filiados ao DEM e ao PMDB detentores de mandatos eletivos e que quisessem ir para outras legendas estariam livres, sem risco de quaisquer punições, a exemplo de expulsão e perda de mandato. O mesmo ocorreria numa fusão PSDB-PPS. Já no caso de incorporação, o que haveria legalmente seria a extinção de um dos partidos e a migração de seus quadros para o outro. Mas estes quadros (incluindo os detentores de mandatos), poderiam aproveitar a “janela” e optar por outras legendas.
Em síntese: seria a oportunidade de ouro que adesistas buscam para saltarem a cerca e ingressarem em partidos governistas. No caso DEM-PMSB, os democratas adesistas poderiam ir para o PMDB mesmo, se quisessem, mas peemedebistas poderiam ser estimulados a trocar esta legenda pelo PSB ou outra, de modo a enfraquecer o grande rival do PT dentro do governo.

Independente de toda essa questão da fidelidade partidária, a desistência anunciada do DEM de desaparecer é boa para a preservação e o exercício do regime democrático. Há uma faixa do eleitorado – e da sociedade – que o DEM, bem ou mal, representa. Já disse recentemente que o fim deste partido não seria bom para o exercício democrático. Há mais tempo, havia observado, com certa insistência, que o papel de coadjuvante cativo que o PFL-DEM assumira ante o PSDB era (e realmente foi) politicamente contraproducente e um desvio quanto ao que o DEM deveria representar.

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