nov
13
Posted on 13-11-2010
Filed Under (Newsletter) by vitor on 13-11-2010

Herois do Bahia no campo de Pituaçu

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DEU NO CORREIO DA BAHIA

Redação

O Bahia venceu a Portuguesa por 3 a 0 na noite deste sábado (13) e encerrou um período de sete anos longe da elite do futebol brasileiro: com o resultado, conquistado diante de um Pituaçu lotado, o tricolor já está matematicamente classificado para a Série A 2011, a duas rodadas do final da Segundona.

Os dois gols primeiros foram marcados ainda no primeiro tempo por Adriano, artilheiro que não perdoa em Pituaçu. Já aos 4 minutos, ele recebeu de Jael e deu um toquinho na saída do goleiro da Lusa, abrindo o placar, para o delírio dos tricolores. Aos 25, depois de cobrança de escanteio, ele mandou a sobra para o fundo das redes.

Pressão

Mas os sete anos dramáticos, que incluem uma passagem pela Série C e a fatídica noite do desabamento da arquibancada da Fonte Nova, não se encerraram de maneira tranquila. A Portuguesa, ansiosa para entrar no G4, não facilitou a vida do Bahia e Omar, até pouco tempo o terceiro goleiro do time, ajudou a segurar resultado com grandes defesas, se mostrando um verdadeiro paredão.

Teve direito até a pênalti perdido – o segundo que Jael desperdiçou diante de um estádio lotado de tricolores. Adriano foi derrubado na área aos 3 minutos, Jael cobrou novamente no cantinho direito, como fez contra o Coritiba, e o goleiro Weverton caiu certo, defendendo. Depois, pressão total da Lusa, em busca de um resultado positivo. Teve chute colocado de Dodô, chute de Marco Antônio que passou tirando tinta da trave, cobrança de falta de Paulo Sérgio que exigiu que Omar se esticasse todo…

Herói na vitória, Adriano havia prometido fazer três gols na partida – como aconteceu contra o Náutico e contra o ASA – e esteve perto de conseguir. Aos 40, ele recebeu um passe longo e entrou sozinho na área, mas Weverton se esticou todo e conseguiu dar um tapinha na bola, evitando o terceiro gol tricolor. O Bahia também chegou perto novamente com Hélder – em bom passe, Jael deixou o jogador na cara do gol, mas chutou muito em cima do arqueiro do time adversário, que mandou para fora.

Depois dos 30 minutos, o tricolor passou a conseguir administrar mais a bola, tocando e tentando diminuir a pressão em campo. A torcida empurrava o time com gritos parodiando músicas do Mamonas Assassinas e até da rubro-negra Ivete Sangalo. O hino, claro, também era entoado pelos ansiosos torcedores.

No último minuto de jogo, dois escanteios seguidos, Jael rolou para Alison chutar cruzado e, no rebote, Nen só precisou mandar para dentro, fechando o placar e garantindo a vitória que coloca o Bahia, campeão em 1959 e 1988, novamente na primeira divisão do futebol brasileiro.

FESTA EM PITUAÇÚ! FESTA EM SALVADOR! FESTA NA BAHIA INTEIRA COM O TRICOLOR DE AÇO DE VOLTA À PRIMEIRA DIVISÃO DO FUTEBOL BRASILEIRO. O HINO VAI PARA TODA TORCIDA TRICOLOR ,COM DEDICATÓRIA ESPECIAL A DOIS TORCEDORES SIMBÓLICOS DO BAHIA: JOSÉ GENIVAL SOARES, O CHICO DO BAHIA, E GILSON NOGUEIRA, O JORNALISTA QUE GARIMPOU ESTA VERSÃO DO HINO TRICOLOR PARA O BP.

VIVA O BAHIA!


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Album: Caetano Veloso – Certeza da Beleza (Raridades), 2009. “Luz e Mistério” ao vivo, subtitulada.

BOM DIA!!!

nov
13
Posted on 13-11-2010
Filed Under (Artigos, Ivan) by vitor on 13-11-2010

Prefeito Kassab: roupa do Dem ainda serve?

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OPINIÃO POLÍTICA

O destino do DEM

Ivan de Carvalho

Continua a movimentação em torno da possível fusão do DEM ao PMDB ou, se isto se revelar por algum motivo inviável, ao PP, que seria o Plano B dos democratas interessados na fusão.

O principal deles é o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab. Com a derrota eleitoral e possível decadência política do tucano José Serra, seu principal suporte na aliança com o PSDB e deste partido com ele, Kassab, o prefeito vê o PSDB paulista ficar mais sob a influência de Geraldo Akckmin.

Alckmin pode ser considerado e é visto por Kassab como um adversário. Afinal, enquanto nas eleições municipais de 2008 o então governador paulista José Serra apoiava discreta, mas decididamente, a reeleição de Kassab – que fora seu vice na prefeitura e assumira quando Serra deixou o cargo para disputar o governo estadual –, Alckmin ousadamente lançou-se candidato a prefeito, contra Kassab.

Perdeu, como já perdera a eleição presidencial de 2006, disputando com Serra nos bastidores e de público o direito de ser o candidato tucano a enfrentar o presidente Lula naquela ocasião. Alckmin, então, conseguiu o que queria, ser candidato, porque Serra se convenceu de que o PSDB não venceria aquela eleição presidencial e apenas fingiu ir na bola dividida com Alckmin. Na verdade, ele queria mesmo era deixar a bola com este e ir cuidar de outros planos.

Sentindo-se órfão do PSDB, o democrata Kassab é hoje o político do DEM mais em evidência e tem lá suas pretensões de disputar o governo paulista em 2014. Mas ele não tem o controle de seu partido neste momento e, pior, dá conta o noticiário de que ele não acredita na recuperação política e eleitoral do Democratas, hoje sob a presidência do deputado fluminense Rodrigo Maia.

Imaginou-se uma fusão imediata do DEM ao PMDB (que poderia ser rebatizado de MDB, o que seria uma espécie de resgate histórico, ao menos sob o aspecto nominal). O PP, como já assinalado, seria o Plano B. Mas Kassab foi aconselhado por lideranças democratas, incluindo o presidente de honra e ex-senador Jorge Bornhausen (também já agora pouco crente numa recuperação do DEM) a ter paciência. Antes de partir para negociar a fusão seria preciso tomar o controle do partido.

E Rodrigo Maia não vai entregá-lo de boa vontade. Controle que, uma vez tomado, poderia levar o grupo liderado por Kassab até a desistir da fusão, já que estaria com um partido pronto nas mãos – e um partido de porte, ainda.

Kassab e os que estão com ele decidiram esperar até três meses. Se até o fim do prazo houver fracassado a tomada do controle do partido, então voltarão, aí já para agir, à negociação de uma fusão ou, na pior das hipóteses, de dissolução, o que a todos liberaria para cada um seguir o caminho que quiser.

Essa coisa de fusão (que poderia ser, evidentemente, uma simples incorporação do DEM pelo PMDB) está aumentando a tensão entre o PMDB e o PT. Uma tensão já notória pela questão da presidência da Câmara, principalmente, além de espaços postos no Executivo. É que o PMDB, acontecendo a fusão, deixaria de ter a maior bancada na Câmara dos Deputados na próxima Legislatura e ganharia peso incontrastável em todas as situações no Congresso, além de aumentar seu poder de fogo na luta por espaços no Poder Executivo e nas empresas estatais.

Birmaneses à espera da soltura de Suu Kyi

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A líder da oposição birmanesa e Nobel da Paz em 1991, Aung San Suu Kyi, foi posta em liberdade neste sábado , ao expirar a mais recente pena de prisão domiciliar a que foi condenada, em maio de 2009, pela Junta Militar no poder.

Centenas de pessoas aguardaram durante o dia de ontem junto da residência de Suu Kyi, que tem sido também a sua prisão nas últimas duas décadas, a possibilidade de a líder da Liga Nacional para a Democracia (LND) sair à rua um dia mais cedo. Mas, ao cair da noite desmobilizaram a pedido dos dirigentes da LND; estes diziam não terem conseguido obter confirmação da libertação de Suu Kyi.

Por seu lado, responsáveis do regime militar, dirigido pelo generalíssimo Than Shwe, garantiam que a libertação ocorreria hoje, último dia dos 18 meses de detenção a que foi condenada em 2009 . “Só falta determinar a hora”, comentava uma fonte ligada ao Governo.

A libertação da líder histórica da oposição birmanesa ocorre uma semana após as primeiras eleições legislativas no país em duas décadas.

(Informações do portal português TSF)

Dona Canô no TCA: “coitado de meu filho!”

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ARTIGO DA SEMANA

SEGREDOS DOLOROSOS

Vitor Hugo Soares

Os principais diários de Salvador e os grandes jornais do País – com seus estranhos e incompreensíveis cadernos B e suplementos culturais cada vez mais grudados no que acontece ou vem de fora, alheios ou indiferentes ao que se passa diante do nariz -, praticamente ignoraram o principal fato da música e da cultura esta semana no Brasil. Um caso acontecido na capital baiana, é verdade, mas bem emblemático da confusão nestes dias de faz de conta na mídia em geral, na cultura, na política e no poder.

Segunda-feira (08/11) Caetano Veloso saiu do histórico palco do Teatro Castro Alves visivelmente extenuado. Os sinais de tensão e emoção ainda permaneciam à flor da pele do artista, como se ele tivesse acabado de participar de uma experiência semelhante a da maratona enfrentada pela atriz Jane Fonda, no demolidor filme de Sidney Lumet, “A Noite dos Desesperados” (Não se matam mais Cavalos?), jóia premiada do cinema político e social dos anos 70.

Pode parecer exagero, mas esta é a primeira imagem comparativa que vem à cabeça do jornalista diante do espetáculo protagonizado pelo filho querido de Santo Amaro da Purificação, na cidade que o projetou para o País e o mundo. Agora, beirando os 70 anos de idade, Caetano havia acabado de vencer com a mesma garra e brilho (mesmo despedaçado física e intimamente) um teste demolidor.

Quase três horas de música e conversa sobre a vida, a poesia, a juventude e a velhice, os colegas e amigos, a profissão, a família, a religião, a política, a prisão, o exílio, a volta e a permanência. Uma catarse pessoal diante da platéia que ocupava todos os lugares do TCA em festa, como em suas noites mais memoráveis.

Por exemplo, aquela do reencontro (também na incrível década dos 70) de Chico Buarque de Holanda com Caetano na volta do compositor baiano do exílio em Londres, imposto pela censura e o tacape da ditadura que então imperavam por aqui.

Na época, repórter do Jornal do Brasil na sucursal de Salvador, lembro de ter permanecido praticamente o tempo inteiro ajoelhado atrás daquela balaustrada de madeira que separa as partes inferior e superior da platéia do TCA. Isso para não atrapalhar a visão da turma de cima e, ao mesmo tempo, não perder nenhum detalhe, por mínimo que fosse, daquele momento inigualável que meu amor pela profissão e minha paixão pela música me permitiam presenciar tão de perto.

No mesmo lugar de permanente acolhimento “da verdadeira Bahia”, como disse João Gilberto certa vez no mesmo palco, Caetano Veloso encerrou esta semana a temporada 2010 do projeto “Música Falada”. Trata-se, na verdade, de uma experiência baiana de sucesso – infelizmente ainda pouco divulgada na própria Bahia e no resto do país- que reúne no palco e na platéia interativamente, música, comunicação e teatro.

O projeto surgiu em 2007. Foi idealizado pelos apresentadores do programa Roda Baiana, na Rádio Metrópole de Salvador – André Simões, Jonga Cunha e Fernando Guerreiro, este último um autor e diretor teatral de reconhecimento nacional. Um dos principais responsáveis pela notável transformação da cena baiana nas últimas décadas, em termos de integração palco e platéia. O que ajuda a explicar em boa parte o fato de Salvador ter se transformado em verdadeira usina de produção de espetáculos premiados e atores. Wagner Moura, Lázaro Ramos, Wladimir Britcha – entre muitos outros atores e atrizes – que o digam.

“Teatro Falado” segue o formato do programa radiofônico da também inovadora Radio Metrópole, de Mario Kertész. “Roda Baiana” tem sido levado ao palco do TCA em edições períódicas e quase sempre antológicas e com a mesma química que alia inteligência, criatividade, irreverência e bom humor do programa diário no estúdio da rádio. Foi assim também na última segunda-feira, só que com muito mais intensidade.

Principalmente quando o artista foi levado a falar sobre sua prisão e posterior exílio ao lado do amigo e colega Gilberto Gil. “Enlouqueci com a prisão. Sou narcisista pelo fato de ser brasileiro, e o Brasil ficar contra mim foi muito difícil de metabolizar”, disse Caetano num dos momentos mais pungentes do espetáculo. Mas tudo regado, diga-se, com doses generosas de humor, a exemplo das lembranças de vivências com Chico Buarque, em especial do que os dois aprontaram no programa que apresentavam juntos na TV Globo.

Caetano começou o espetáculo cantando “Coração Vagabundo”, sentado num banquinho com seu violão e cercado no palco pela família e muitos amigos. Quase três horas depois deixou a cena interpretando “Tenda dos Milagres”, aplaudido e mais emocionado ainda do que entrou. Foi abraçado e confortado ainda no palco pela mãe, Dona Canô, que acaba de completar 102 anos.

Foi dona Canô quem deu o magnífico toque final de uma noite para não esquecer. Cumprimentada ainda no palco do TCA pelos realizadores do “Música Falada”, em agradecimento pela presença ilustre, a matriarca dos Veloso disse a Fernando Guerreiro, voltando-se para a principal figura da noite: “Coitado de meu filho, ele sofre muito quando fala da prisão e do exílio”. E ela decidiu na hora: “A partir de hoje vou proibir Caetano de falar dos sofrimentos na prisão e do período que foi forçado a passar longe da família e fora do Brasil”.

Grande Dona Canô! Pena que uma noite como a de segunda-feira em Salvador tenha passado praticamente incólume do olhar da imprensa local e nacional. Saudades do Caderno no B do falecido Jornal do Brasil, que seguramente não deixaria um fato como este passar sem informação aos seus leitores.

À exceção – registre-se a bem da verdade – dos belos registros do site da revista “Contigo” (editora Abril) e do portal da Metópole, cuja TV transmitiu tudo via web. Quem sabe daí não sairá mais tarde um vídeo tão sensacional quando o disco ao vivo, gravado durante o encontro histórico de Caetano e Chico Buarque, também no TCA.

A conferir

Vitor Hugo Soares é jornalista. E-mail: vitor.soares1@terra.com.br

nov
13

Prefeito Evilásio Caldas festeja saída da cadeia/Correio

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DEU NO CORREIO (ONLINE)

Redação CORREIO

Dos 43 presos pela Operação Carcará, da Polícia Federal, 42 tiveram pedidos de habeas corpus aceitos pelo Supremo Tribunal Federal na noite desta sexta-feira (12) – e começaram a deixar a sede da PF já por volta das 22h.

Saíram da PF os prefeitos de Cafarnaum (Ivanilton Novaes), Utinga (Joilson Oliveira), Lençóis (Marcos Airton Alves Araújo), Elísio Medrado (Everaldo Caldas) e Aratuípe (Antônio Miranda Silva Junior). Os outros PRESOS, que estão na Cadeia Pública, não foram liberados porque não havia funcionários no local, mas podem sair ainda neste sábado. Deve ficar preso somente Edson dos Santos Cruz, que é apontado pela PF como o líder da quadrilha.

Investigação

Os presos são acusados de envolvimento em um esquema de fraude em licitações e desvios de verbas de merendas escolares, compra de medicamentos e obras com recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). O golpe causou um prejuízo estimado em R$ 65 milhões aos cofres públicos.

Segundo a PF, foram encontradas irregularidades em 20 municípios da Bahia.Entre os presos, estão os prefeitos de Utinga, Joyuson Vieira (PSDB); de Cafarnaum, Ivanilton Oliveira (PSDB); de Lençóis, Marcos Airton Araújo (PR); de Aratuípe, Antônio Miranda Júnior (PMDB); de Elísio Medrado, Everaldo Caldas (PP); de Santa Terezinha, Delson de Gregório (PTB), e de Itatim, Raimunda Silva dos Santos (PSDB).

As demais prefeituras investigadas estão, em sua maioria, nas regiões da Chapada Diamantina e no Centro-sul. São elas: Ibicoara, Brejões, Cândido Sales, Iraquara, Bonito, Santo Estevão, Lamarão, Mulungu do Morro, Souto Soares, Castro Alves, Lafayete Coutinho, Palmeiras e Cravolândia.

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