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Postado em 10-11-2010
Arquivado em (Newsletter) por vitor em 10-11-2010 12:49

Silvio: TV como garantia de  crédito

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DEU NO IG

Um dos principais motivos que levaram o Banco Central e a Caixa Econômica Federal a aprovar o empréstimo de R$ 2,5 bilhões ao Grupo Silvio Santos para salvar o Panamericano foi o fato de o empresário ter dado como garantia a sua TV, o SBT, que é a terceira no ranking de audiência no País.

Segundo o IG apurou, só o SBT fatura por ano R$ 2,5 bilhões, que foi o valor do empréstimo contraído por Silvio Santos junto ao Fundo Garantidor de Crédito para ser injetado no Panamericano.
(IG)

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Comentários

luiz alfredo motta fontana on 10 novembro, 2010 at 17:20 #

Caro VHS

É didático o caso do Panamericano

Pena que passará em branco

As redações dos grandes jornais continuarão sem entender o que ocorre, ou melhor o que deve ter ocorrido.

Vejamos:

Noticia, e informa, o Estadão:

————————————————–
“BRASÍLIA – A fraude de R$ 2,5 bilhões sofrida pelo Banco Panamericano foi encontrada há pouco mais de cinco semanas por técnicos do Banco Central. O problema foi detectado quando eram analisadas operações de crédito vendidas pela financeira do Grupo Silvio Santos aos grandes bancos de varejo. Na análise feita pelo BC, foi constatado que essas instituições haviam adquirido operações do Panamericano em número menor que o declarado pela financeira do empresário Silvio Santos. É como se o comprador declarasse a aquisição de 10 carteiras, mas o vendedor registrava a venda de 50 operações. ”

Para clarear em seguida:

“Ao se deparar com a diferença de números, técnicos do BC passaram a avaliar carteira por carteira para encontrar a causa do problema. Foi um trabalho de mais de um mês. “Chegamos à conclusão de que o Panamericano havia vendido operações e não havia dado baixa no balanço. Por isso, o volume declarado era muito maior que o efetivo”, diz fonte que acompanhou o processo. O erro se repetiu em várias carteiras especialmente de crédito consignado e financiamento de veículos.

Diante do problema, os administradores do Panamericano foram convocados para prestar esclarecimentos ao BC. De pronto, os gestores da financeira admitiram o problema. “Eles reconheceram que mantinham no balanço um ativo que já havia sido vendido”, afirma a mesma fonte. Ao reconhecer a falha, o controlador do Panamericano, o empresário e apresentador de TV, Silvio Santos, tomou a frente das negociações para recuperar a saúde financeira da instituição financeira.

A venda de carteiras é um negócio comum entre bancos de pequeno e grande porte. No segmento de crédito, as instituições são separadas em dois grandes grupos. No primeiro, chamado de “originador”, ficam as casas de menor porte – como o Panamericano – que têm pessoal de vendas pulverizado e abrangência capaz de gerar grande volume de empréstimos e financiamentos.

Uma vez realizada a operação, a instituição menor vende a operação aos grandes bancos, que passam a administrar a carteira. Esse grupo é chamado de “gestor” ou “administrador”. A operação é lucrativa porque o banco pequeno que vende recebe parte do valor total antecipadamente e pode reinvestir o dinheiro em novas operações de crédito. Para o grande, a compra é vantajosa porque ele ganha a rentabilidade dos empréstimos e tem custo administrativo muito menor que a despesa para se oferecer o mesmo crédito em suas próprias agências.”
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O que não informa, ou ignora o jornal:

Cabe ao Banco Central a fiscalização desses ativos, sendo certo, que a fiscalização é feita de duas formas, a primera, dita rotineira, por uma equipe determinada de fiscais, e a segunda, de maneira aleatória, com determinação de quando em quando para a execução de fiscalizações extaordinárias, envolvendo não mais a equipe costumeira.

Para que o rombo atingisse o valor noticiado, por certo, as irregularidades não estão concentradas no tempo, parecem ser, a primeira “olhada’, dispersas no tempo e no espaço.

Aqui, a falha do BC, sem nenhuma explicação, como é hábito na instituição.

Promessas de rigor no acompanhamento serão feitas, e fica o dito pelo não dito, e o “prestar contas” peloo descuído, por acontecer.

Quanto ao socorro do Fundo Garantidor, via empréstimo, cabe apenas louvar a existência deste ente privado,custeado pelo conjunto das instituições financeiras, proporcionalmente aos seus depósitos, o que traduz isonomia.

Aliás, cabe aqui uma observação, muito teriam a aprender, os jornalistas e curiosos em geral, com a espartana administração deste milionário Fundo. Afinal administram dinheiro, e portanto não devem, e nem podem, ser perdulários ou vocacionados ao inchamento tão dileto das instituições ditas oficiais. Costumam ser, os diretores, salvo engano, ainda somente dois, chamados para assessorarem em outros países, a instalação de instituições assemelhadas.

Por outro lado, caso o procedimento fosse o previsto no Manuall, a instituição bancária, teria de ser liquidada, entrando então o Fundo, como o próprio nome indica, como garantidor dos investidopres até, salvo engano, R$ 60.000, 00, que com o perfil do Panamericano, deve traduzir expressiva maioria.

Em lugar da imposição, via acordo, de nova diretoria, como a precista na negociação havida, entraria o tal “liquidante”, figura esta que merece uma análise aprofundada.

O BC ao liquidar, evita responder pela administração, e portanto pelos seus resultados, a conferindo ao chamado “liquidante”, que, e aqui mora a perplexidade, é via de regra, um funcionário aposentado do próprio BC. Note-se, e anote-se, funcionário aposentado, e que não tem em seu curriculum, por óbvio a condição de administrador de banco.

Este “nomeado”, escolhido entre os aposentados, responderá pela sorte de todos.

Aqui uma jaboticaba, tipicamente nacional.

Uma verdade:

Ninguém bradará pela ineficiência do BC em fiscalizar uma carteira tão tradicional e corriqueira, sem maiores artes ou dificuldades, quanto estas que traduzem, ao que noticiam, objeto de fraude, sob os olhares ditos “atentos”, dos fiscais da instituição. Ressalta-se, que em São Paulo, na Avenida Paulista, o BC concentra uma alentada e portentosa Diretoria de Fiscalização, afora a de Normas, entre ouitras.

Ao mais, o conjunto de normas, circulares. portarias e que tais, do BC é tão expressivo que ocupa espaço considerável em qualquer biblioteca especializada, atendendo pela singela sigla de MNI, “Manual De Normas e Instruções”. Ao que parece, neste caso, meio que esquecido.


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