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Postado em 08-11-2010
Arquivado em (Newsletter) por vitor em 08-11-2010 10:04

Na coluna EM TEMPO, editada pelo jornalista Alex ferraz, Tribuna da Bahia publica nesta segunda-feira:
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Quem precisa de uma nova CPMF?

Prepara-se um golpe: recriar a CPMF, aquele imposto sobre o cheque, lembram? Pois é. Para poupar Dilma de contrariar uma das suas promessas de campanha, que foi exatamente a de REDUZIR impostos, estão armando a coisa de um jeito que governadores, Congresso e até mesmo Lula levem a “culpa”.
No entanto, a realidade mostra que não há a menor necessidade de mais um imposto, pois a receita do governo federal cresceu, ao longo do governo Lula, o equivalente a duas vezes a arrecadação da CPMF, mesmo com a derrubada, pelo Congresso, da contribuição sobre movimentação financeira, conforme informação de reportagem da Folha de S. Paulo, publicada no último sábado.
O pior é saber que quase nada desse ganho extra foi aplicado na área de saúde, que, como se sabe, continua em péssima situação (aliás, não é novidade: revendo gravações do programa Chico Total, de Chico Anysio, datadas de 1996, vi diversas piadas sobre morrer na fila de atendimento dos hospitais públicos e coisas que tais). Nem mesmo na época em que a CPMF vigorava, a saúde era plenamente contemplada, pois apenas cerca de 51% do arrecadado com o imposto eram destinados ao setor.

Outro tema polêmico e altamente impopular deverá vir à tona nos próximos dias: a redução do rendimento das cadernetas de poupança (que já remuneram, atualmente, de forma pífia), com o argumento de que só assim o País conseguirá ter juro real de 2%, como deseja a presidente eleita Dilma Rousseff.

Não caiam
nessa
Tenta-se passar a idéia de que quem banca a CPMF é o rico, porque ela incide sobre cheques a partir de certo valor. Bobagem. Rico NUNCA perde. O que eles gastam a mais com o imposto do cheque é fatalmente repassado para os custos do que produzem, a acaba chegando às prateleiras de supermercados, concessionárias de veículo, lojas de departamento etc. E quem dança, mais uma vez, é o povo. Ora, ora!

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Leia íntegra da coluna Em Tempo na edição impressa da Tribuna da Bahia

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