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Postado em 03-11-2010
Arquivado em (Newsletter) por vitor em 03-11-2010 22:16

Dilma e Temer: primeiros movimentos/DN

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O Diário de Notícias, um dos jornais de maior circulação e mais prestígio em Portugal, publica em sua edição desta quinta-feira uma reportagem especial sobre o vice-presidente eleito na chapa de Dilma Rousseff, o deputado e do PMDBé, Michel Temer: “um político influente no Parlamento. Advogado, maçom, filho de libaneses, jogará nos bastidores”, diz o JN , na matéria que Bahia Pauta Reproduz. Confira. (VHS)

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No primeiro jantar que teve este ano com Dilma Rousseff, a nova presidente do Brasil que assume funções no início de 2011, o número dois do novo Governo, Michel Temer, do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), firmou um pacto com a pupila de Lula da Silva: “Teremos liberdade para dizer um ao outro o que queremos e o que não queremos, do que gostamos e do que não gostamos”, confidenciava, em Setembro, à revista Piauí.

Os últimos acontecimentos dão-lhe, no entanto, motivos para um mal-estar logo no arranque. No discurso oficial, após os resultados que lhe davam a vitória, a primeira mulher eleita no Brasil, não deu voz a Temer. Depois, reuniu-se na passada segunda-feira para definir as linhas do Governo e, mais uma vez, manteve o PMDB de fora. Tal como aconteceu ao longo da campanha, Dilma reúne primeiro com o núcleo forte do PT. O PMDB está em segundo plano.

Ninguém duvida, então, que o advogado de São Paulo e doutor em Direito, de 69 anos, será um discreto vice-presidente. Nem por isso menos relevante. Michel Miguel Elias Temer Lulia, filho de libaneses, será um importante homem forte de bastidores, com o trunfo de estar bem articulado no Parlamento, que engloba a Câmara dos Deputados e o Senado.

O ano passado, o Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar destacou Temer, que é autor de livros de direito constitucional de referência. “O maior desafio de um Presidente é o processo de negociação com o Congresso, que é fragmentado, tem muitos partidos e expressa opiniões diferentes”, analisa ao DN a cientista política da Universidade de São Paulo, Maria Hermínia Tavares.

No vídeo de campanha sobre a coligação PT-PMDB, ele, que é maçom, deu o mote para esse trunfo. Uma vez que “o PMDB é o maior partido no Parlamento”, haverá “tranquilidade e pacificação das relações do país.” Além disso, ele será mediador entre os correligionários e a presidente eleita, pois é líder do PMDB, com mandato até 2012, embora se desvincule no fim do ano, para assumir as novas funções. Dilma vai precisar aliar-se a ele para conter as pressões o PMDB.

À revista Piauí, o historiador Luiz Felipe de Alencastro alertou sobre a parceria PT-PMDB: Temer poderia impor-se a Dilma, ainda sem “voo próprio na esfera nacional”, em relação a alguém como o vice-presidente, “que sabe tudo e tem sob comando a maior bancada do Parlamento”. Apesar de não ver perigo nesse fato, levantou a questão de que Temer, com essa força, poderia sentir-se seduzido por uma proposta já tentada durante o governo de Fernando Henrique Cardoso: a instauração do regime parlamentarista, em contexto de crise, numa manobra de votação de uma emenda constitucional. Seduzido, “não que o faça”, alerta.Temer, um homem cerimonioso e que fala sempre pausadamente como se tivesse ensaiado o discurso antes, desdramatizou: Será um governo de “aliança”.

Mas há algumas nódoas incómodas no currículo do novo vice. Está citado no Mensalão do partido Democratas, em Brasília, e pediu explicações à Polícia Federal sobre boatos de que eles teriam meios para convencer o PMDB a escolher outro vice.

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