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Postado em 03-11-2010
Arquivado em (Newsletter) por vitor em 03-11-2010 12:14

Festa republicana em Washington/Reuters/Público

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Deu no PÚBLICO (Portugal)

Terça-feira foi uma boa noite para o Partido Republicano, que conseguiu obter a maioria na Câmara dos Representantes em eleições para o Congresso dominadas pelo descontentamento do eleitorado em relação à atuação da presidência de Barack Obama.

À medida que os resultados foram chegando, entre a noite de terça e a madrugada desta quarta-feira, o mapa dos Estados Unidos ia ficando progressivamente menos azul e mais vermelho. Perto da meia-noite, 40 dos 91 distritos que elegeram Obama em 2008 tinham virado à direita.

A maioria democrata no Senado ficou mais estreita depois destas eleições, mas o partido conseguiu retê-la.

A perda do Senado foi uma possibilidade até pouco antes da meia-noite (4h da manhã em Lisboa), quando a contagem parcial de votos em estados altamente competitivos afastou definitivamente esse cenário.

Harry Reid conseguiu bater a sua adversária republicana Sharron Angle, apoiada pelo Tea Party, numa corrida ultra-disputada até ao último minuto. Até então, o Nevada foi “terra incógnita”, inibindo previsões ou projeções. A vitória de Harry Reid foi simbólica para os democratas, porque ele não era apenas mais um senador em busca de reeleição, mas o atual líder da maioria democrata no Senado. Foi a própria face do partido que foi salva.

Pode não ter sido a noite perfeita para o Partido Republicano, mas o Presidente Obama e os democratas não deixaram de ser os perdedores.

Os republicanos conquistaram mais seis lugares no Senado – incluindo o de Illinois, que pertencera a Obama; Florida, onde o cubano-americano Marco Rubio venceu; e Kentucky, que foi o primeiro triunfo para os conservadores: o oftalmologista Rand Paul, apoiado pelo Tea Party, fez o primeiro discurso de vitória da noite, duas horas depois das primeiras urnas terem fechado.

DE VOLTA

Rand Paul, bem como outros vencedores republicanos, repetiram a enfática rejeição de Washington e das políticas da administração Obama nos seus discursos.

“Eu trago um recado do povo de Kentucky”, começou por dizer Paul. “Um recado com alto e bom som: Estamos aqui para reclamar o nosso governo de volta!”

Às duas da manhã os republicanos tinham conquistado 58 lugares aos democratas na Câmara dos Representantes, quando ainda faltavam apurar 30 lugares. só precisavam de 39 lugares para obter a maioria. Uma vitória que já ultrapassava a “revolução republicana” de 1994, quando o partido derrotou a maioria democrata pela primeira vez em 40 anos, durante o primeiro mandato presidencial de Bill Clinton.

John Boehner, que deverá ser o próximo condutor da Câmara dos Representantes, sucedendo à democrata Nancy Pelosi, disse ontem à noite que, nestas eleições, “o povo americano mandou uma mensagem inequívoca ao Presidente Obama: Mude de direcção”. Foi um discurso sóbrio, em que Boehner disse que “não era tempo para celebrações”.

O Presidente americano ligou a John Boehner e ao senador Mitch McConnell, o líder republicano no Senado, ontem à noite, para dizer que “espera trabalhar com eles e com os republicanos no sentido de encontrar consenso, fazer o país avançar e obter resultados para o povo americano”, segundo um comunicado da Casa Branca.

Obama dá uma conferência de imprensa esta tarde para comentar as eleições.

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