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Luciana Cobucci (Terra)

Direto de Brasília

O vice-presidente eleito Michel Temer (PMDB) será o coordenador político da transição de governo da nova presidente Dilma Rousseff (PT). O anúncio foi feito nesta terça-feira (2), em documento enviado por Dilma ao presidente Lula, em atendimento à legislação, que exige que a relação de nomes que compõem a equipe de transição do governo seguinte seja entregue ao presidente atual.

A escolha de Temer para a coordenação política afasta informações de bastidores de que o PMDB não participaria da equipe de transição. Até agora, o nome de José Eduardo Dutra, presidente nacional do PT, estava sendo divulgado como o coordenador político da transição. Dutra será o coordenador geral da transição. Também integram a equipe de transição o ex-ministro da Casa Civil Antônio Palocci e o atual deputado federal José Eduardo Cardozo.

Os trabalhos da equipe de transição de Dilma devem começar na próxima segunda-feira (8), por determinação do presidente Lula.

José Eduardo Dutra disse nesta terça-feira, ao sair de reunião na casa de Dilma, que foi incumbido pela nova presidente de escutar as demandas dos partidos da chapa aliada. “Hoje começo a escutar como os partidos estão vendo a composição”, disse.

Dutra afastou a possibilidade de que a conversa com os partidos será para definir ministérios e cargos no próximo governo. “Não se trata de formação de governo. Não haverá nessas conversas nenhuma definição sobre isso, essa é uma competência exclusiva da presidente”, afirmou.

Segundo Dutra, a relação de pessoas que compõem a equipe de transição entregue nesta terça-feira ao presidente Lula tem 30 nomes, mas pode aumentar. “Pode ser que ao longo do processo esse número aumente, mas o limite permitido por lei é de 50 pessoas”, declarou.

Dutra se reunirá hoje à noite com o vice-presidente eleito, Michel Temer (PMDB), na residência oficial do presidente da Câmara dos Deputados, para falar sobre as próximas atividades da equipe de transição.

Veja nota enviada pela assessoria de Dilma na íntegra:

A presidenta eleita Dilma Rousseff encaminhou ao presidente Luís Inácio Lula da Silva, em atendimento à legislação em vigor, a relação de nomes que deverão integrar a equipe técnica de transição. Na oportunidade, esclarece que a coordenação política dessa equipe será feita pelo Vice-Presidente eleito Michel Temer, pelo coordenador geral da campanha José Eduardo Dutra, e pelos Deputados Federais Antônio Palocci e José Eduardo Cardozo.

De acordo com o determinado pelo presidente Lula, os trabalhos da equipe técnica de transição serão realizados a partir do dia 8 de novembro

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Comentários

luiz alfredo motta fontana on 2 novembro, 2010 at 15:59 #

Aqui uma boa mostra do “achismo” de articulistas políticos dos novos e tristes tempos.

Inundavam laudas o exílio de Temmer, condenado ao desprezo pela trinca maquiavélica, composta de, pasmem, Dutra, Palocci e Cardozo.

Teses sob tenebrosas reações nos intestinos do PMDB salpicavam bravas colunas.

Será didático ler as mesmas afáveis colunas amanhã, especialmente os parágrafos dedicados ao primor “eujáimaginava”.

Quem ler, sem engasgar, rirá!


luiz alfredo motta fontana on 2 novembro, 2010 at 16:22 #

Acrescentando pequenos detalhes

Cardozo é sem voto, seu brilho advém da já velha e desgastada fórmula de participar de CPIs, é da safra de ACM Neto, Eduardo Paes, entre outros.

Palloci, embora protegido do rei, é apenas oriundo da esquecida República de Ribeirão.

Dutra é aquele que perdeu a Petrobrás.

Poderiam compor a ala carnavalesca petista denominada “restos do que ficou”.

Alguém se lembra da influência de Genoíno, hoje ator secundário de película B, tipo “A lenda da cueca perdida”, ou seria flagrada?

Não há espaço para ilusões, este trio apenas serve de “distração” enquanto as decisões são tomadas.

Caso contrário teríamos uma presidente sem rumo ou GPS. Ou não?


danilo on 2 novembro, 2010 at 18:31 #

dizem que de domingo até o raiar do dia de hoje o PMDB lançou sinais de fumaça por trás das montanhas que cercam o castelo petista.

e significava mensagens de insatisfação pela escanteada sofrida pela tchurma do PMDB diante da celebração da vitória de Dilma. por instantes o PT até acreditou que a contista do castelo era mérito único e próprio dele.

mas alguém lembrou da tchurma de Temer e alguém mais sensato chamou os vermelhos na chincha e deve ter mostrado o contrato prévio onde o PMDB é o avalista [fifty-fifty, meio a meio] desta nova jornada.

o velho PMDB deu uma cotovelada e aí caiu a ficha que o sonho de poder solitário do PT é pura ficção. e obra fabricada para animar a militância na pré-eleição.

vai ser interessantíssimo observar essa briga pelo poder. rsss


luiz alfredo motta fontana on 2 novembro, 2010 at 19:18 #

Fechando o pacote

Uma pergunta singela:

Porque Dilma, do alto de sua eleição se submeteria exatamente a estes três garotos de tão pouca expressão e votos?

Cardozo, Dutra e Palloci são meros figurantes, as decisões certamente estão em mãos e locais outros.


luiz alfredo motta fontana on 3 novembro, 2010 at 3:44 #

Quem diria, São Paulo, o tal berço do petismo, foi reduzido a isto;

Deu na coluna de Mônica Bergamo na folha de São Paulo:

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PEDAÇO DE BOLO

A “cota” do PT de SP no ministério de Dilma Rousseff (PT) está sendo objeto de intensa disputa. Os petistas paulistas consideram que nomes como Antonio Palocci e José Eduardo Cardozo, que pode ir para o Ministério da Justiça, seriam escolhas pessoais da nova presidente e de Lula, e não do partido. E defendem que Aloizio Mercadante, que foi para o sacrifício disputando uma eleição difícil para o governo de SP, atenderia de fato a legenda. São duas as pastas consideradas do “tamanho” do Estado: ministério da Educação e ministério das Cidades.

XADREZ
Em outro movimento, uma parte da bancada paulista está “obcecada”, nas palavras de um dirigente, em permitir que José Genoino (PT-SP), eleito suplente, assuma uma vaga no parlamento. Para abrir lugar, o grupo defende que um dos deputados paulistas assuma um ministério: Cândido Vacarezza (PT-SP). Falta combinar com o próprio, que prefere disputar a presidência da Câmara dos Deputados.

TERCEIRA VIA
Neste quadro, Marta Suplicy (PT-SP) corre por fora. E sem apoio firme do partido, que considera que ela deveria se contentar com o fato de ter sido eleita ao Senado.

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Assim, até um Cardozo se justifica


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