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A sugestão da música para terminar o dia no BP vem do leitor que assina Marco Lino. Ele diz na área de comentário.

“Ave Maria para os religiosos e amantes da boa música.
Improviso magistral de Bobby McFerrin. Confiram”.

Conferido pelo editor. Pura verdade. Bahia em Pauta agradece.
BOA NOITE!!!

(VHS)

Berlusconi: ataque aos gays

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Silvio Berlusconi, primeiro-ministro italiano, reagiu nesta terça-feira aos pedidos de demissão exigidos pela oposição na sequência de mais um alegado caso amoroso, desta feita com uma jovem de 17 anos que teria participado numa das suas famosas festas.

“É melhor gostar de garotas bonitas do que ser gay”, atirou o governante. Este comentário foi considerado agressivo e preconceituoso por associações de defesa dos homossexuais.

Ruby, uma jovem marroquina, teria participado de uma festa em casa do primeiro-ministro e recebido sete mil euros como pagamento de serviços. Mas negou ter mantido relações sexuais com o político italiano.

Apesar dos desmentidos, a imprensa italiana noticiou a existência de um telefonema de Berlusconi para as autoridades italianas, a pedir ajuda sobre uma acusação de roubo que pendia sobre a jovem marroquina. Algo que o governante negou.

“Essa tempestade recente nos jornais é uma tempestade de papel. Vocês verão no final que nada de mais aconteceu além de um ato de solidariedade do primeiro-ministro, sobre o qual eu não me envergonharei”.

(Informações do Diário de Notícias, Lisboa)


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Acabo de retornar do Cemitério Jardim da Saudade, no bairro de Brotas, em Salvador, onde fui com Margarida homenagear nossos  mortos queridos , sepultados por lá.

Na ida , eu e Margarida,  revisora deste site blog,  compramos  rosas para distribuir na visita, como fazemos todo Dia de Finados, a cada ano aumentando a quantidade das flores e, consequentemente, o tanto das perdas e danos no coração. Nesta terça-feira foram 10 rosas vermelhas e 5 amarelas. Muito lindas, por sinal, adquiridas próximo ao cemitério.

Conseguimos estacionar, por coincidência, perto do túmulo de Pedro Milton de Brito, ex-presidente da OAB-BA, ex-conselheiro da OAB nacional, referência baiana em capacidade jurídica e na defesa dos direitos humanos. Amigo querido, compadre, parceiro de largas caminhadas e batalhas, que partiu precocemente, pouco antes de chegar o século XXI, tudo que ele mais desejava ver. Em seu túmulo deixei, como faço todo ano,  a minha primeira rosa vermelha.

Diante da lápide familiar, alguns metros adiante, depositei, com muitas saudades, rosas amarelas e vermelhas para Alaôr, meu pai; Jandira, minha mãe e para meu irmão,  Fernando David, jornalista, que  morreu precocemente,  por um desses enfartes traiçoeiros que surpreendem a vítima na sala de jantar, na flor da vida .

Bem na frente, alguns passos mais, cumprí,  o ritual de saudade de todos os anos diante do túmulo do maluco beleza Raul Seixas. Já passava de uma da tarde e os seguidores do roqueiro baiano estavam a mil. Os violões tocados por fãs e clones puxavam acordes de antigos sucessos de Raulzito e os presentes lembravam do ídolo desde as tardes famosas de rock no tempo do Cine Roma.

Sentada em volta da cova ou debaixo das árvores, a turma puxava tragadas e a garrafa de cana circulava democratica e livremente. Cantei um pouco, lembrei muito do ídolo de juventude, colega de Margarida no Colegio Central da Bahia e no primeiro ano da Faculdade de Direito da UFBa, mas saí com a rosa na mão, pois a turma não parecia aprovar muito esse tipo de homenagem para Raulzito.

Depositei uma rosa vermelha em outro túmulo, este  ocupado bem mais recente.  O de  Dimas Josué Mello da Fonseca, amigo do coração e um dos pilares deste site blog desde sua criação. Moderador e orientador técnico incomparável. Aí, também Margarida deixou  uma rosa,  amarela,  por ela e por todos que amavam e admiravam Dimas.

Na última etapa da visita de Finados, a parada no túmulo de dona Celina, mãe da revisora, sogra do editor. Mais um preito de muita saudade. E rosas amarelas e vermelhas deixadas em sua memória.  Antes, porém, uma reflexão diante do jazigo de Dr Hermenegildo  Cruz (seu Nozinho para os íntimos) um ser  admirável, tio de Margarida.

Depois, em casa, postar no BP a música de Raulzito, escolhida para esta terça-feira de Finados e curtir  lembranças,  embaladas pelas músicas da FM 106.1, da Fundação D. Avelar, que trouxe de volta a prática  de execução de  música clássica no dia de Finados.

(Vitor Hugo Soares, editor, Margarida D. C. Soares, revisora)

Luciana Cobucci (Terra)

Direto de Brasília

O vice-presidente eleito Michel Temer (PMDB) será o coordenador político da transição de governo da nova presidente Dilma Rousseff (PT). O anúncio foi feito nesta terça-feira (2), em documento enviado por Dilma ao presidente Lula, em atendimento à legislação, que exige que a relação de nomes que compõem a equipe de transição do governo seguinte seja entregue ao presidente atual.

A escolha de Temer para a coordenação política afasta informações de bastidores de que o PMDB não participaria da equipe de transição. Até agora, o nome de José Eduardo Dutra, presidente nacional do PT, estava sendo divulgado como o coordenador político da transição. Dutra será o coordenador geral da transição. Também integram a equipe de transição o ex-ministro da Casa Civil Antônio Palocci e o atual deputado federal José Eduardo Cardozo.

Os trabalhos da equipe de transição de Dilma devem começar na próxima segunda-feira (8), por determinação do presidente Lula.

José Eduardo Dutra disse nesta terça-feira, ao sair de reunião na casa de Dilma, que foi incumbido pela nova presidente de escutar as demandas dos partidos da chapa aliada. “Hoje começo a escutar como os partidos estão vendo a composição”, disse.

Dutra afastou a possibilidade de que a conversa com os partidos será para definir ministérios e cargos no próximo governo. “Não se trata de formação de governo. Não haverá nessas conversas nenhuma definição sobre isso, essa é uma competência exclusiva da presidente”, afirmou.

Segundo Dutra, a relação de pessoas que compõem a equipe de transição entregue nesta terça-feira ao presidente Lula tem 30 nomes, mas pode aumentar. “Pode ser que ao longo do processo esse número aumente, mas o limite permitido por lei é de 50 pessoas”, declarou.

Dutra se reunirá hoje à noite com o vice-presidente eleito, Michel Temer (PMDB), na residência oficial do presidente da Câmara dos Deputados, para falar sobre as próximas atividades da equipe de transição.

Veja nota enviada pela assessoria de Dilma na íntegra:

A presidenta eleita Dilma Rousseff encaminhou ao presidente Luís Inácio Lula da Silva, em atendimento à legislação em vigor, a relação de nomes que deverão integrar a equipe técnica de transição. Na oportunidade, esclarece que a coordenação política dessa equipe será feita pelo Vice-Presidente eleito Michel Temer, pelo coordenador geral da campanha José Eduardo Dutra, e pelos Deputados Federais Antônio Palocci e José Eduardo Cardozo.

De acordo com o determinado pelo presidente Lula, os trabalhos da equipe técnica de transição serão realizados a partir do dia 8 de novembro

nov
02
Posted on 02-11-2010
Filed Under (Charges) by vitor on 02-11-2010

Marco Jacobsen, hoje na Folha de Londrina( Paraná) strong>


nov
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Posted on 02-11-2010
Filed Under (Aparecida, Artigos) by vitor on 02-11-2010

ZÉ DIRCEU NA RODA

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Aparecida Torneros

Noite de segunda imprensada no feriadão. Chego do cinema, fui ver a Felicidade Suprema, belo título, mas o filme,apesar de lindas cenas que me trouxeram de volta um Rio de Janeiro romântico e nostálgico, não me entusiasmou. São mais de 22 horas, o telefone toca e é minha mãe, de 84 anos, dizendo para eu assistir o Zé Dirceu, no Roda Viva, que está no ar. Em seguida, ligam mais duas amigas, com o mesmo recado, e lá vou eu, mais uma vez, observar o personagem, o tal que a mídia crucifica nos últimos anos.

Lá está ele, no meio da roda, impávido, bem arrumado, sendo bombardeado, acaloradamente, por um grupo de jornalistas expressivos que parecem organizar as “pegadinhas” do Faustão, e tentam de tudo, para vê-lo escorregar nas cascas de banana que interceptam na sua fala, aliás, atropelam, falam todos ao mesmo tempo, parece uma catarse de grupo, ouve-se bordões, jargões, palavras se repetem, “mensalão”, a importância do PT, a eleição da presidente Dilma ( no dia anterior), o futuro da sua vida pessoal e política, pegam-no no pé, questionam como sobrevive, veladamente, parecem zombar da sua afirmação de que é um consultor, postam-se como se constituissem um tribunal e “quase” julgam-no, ali, aos olhos do povo.

Já cantava o Chico, “tem dias em que a gente se sente, como quem partiu ou morreu, a gente vai contra a corrente, mais eis que chega a roda viva e carrega o destino”.. pra onde? perguntam os questionadores. Para que lado vai o Brasil? O ex-ministro explica suas posições políticas já bastante difundidas com mil versões, fala dos artigos que publica, da sua relação com o presidente Lula, ele conta episódios da sua história quase virando lenda, mas não se furta a sorrir, não se deixa dominar pelo clima intempestivo de alguns dos perguntadores que detonam verbalizações folclorizadas do que vem a ser a construção de um “judas midiático”, que se defende, tanto judicialmente ( ele faz questão de reafirmar o quanto espera sua absolvição no Supremo) e que segue fazendo política, sendo militante do seu partido, sem esconder de todos que isto é lícito, direito este que não lhe tiraram, apesar da cassação para concorrer a qualquer mandato por enquanto.

Os jornalistas se colocam como espectadores, leitores, formam o bloco cuja opinião também sofre as consequencias de uma longa campanha disseminada em cima de notícias veiculadas com frequência, como diz o entrevistado, um verdadeiro julgamento promovido pela tal mídia e uma cassação que ele classifica de política, por motivos que ousa externar em dado instante: talvez para tirá-lo do quadro sucessório, quem sabe?

Fato é que a jornalista Marilia Gabriela, o escritor Augusto Nunes, o representante da revista Época, e outros mais, pareciam querer falar e perguntar tudo ao mesmo tempo, atropelavam-se em palavras, olhares, sorrisos, reclamações, considerações, diante de um Zé Dirceu veemente, concentrado em respostas prontas, fiel a princípios partidários, ideológicos, como um soldado bem treinado, o entrevistado não se deixou levar pelo clima confuso e conduziu sua performance para um ponto de equilíbrio onde foi capaz de oferecer explicações para seu destino de sobrevivente na roda viva da política nacional, permanecendo no centro da discussão, sem mandato, sem cargo político, fenômeno este, que infelizmente, os participantes jornalistas praticamente não abordaram.

Houve até quem questionasse o uso de helicópteros na campanha do seu filho, a Deputado Federal, no Paraná. Havia, por parte dos profissionais uma sede de “pegadinha”, e parecia que nenhum tinha lido os autos do processo ( que na vida do entrevistado é fundamental atualmente) no qual o Zé se empenha em se defender e brada sobre a falta de provas, sobre sua inocência, sobre a possível injustiça de que se diz vítima.

Imaginando que a audiência do programa tenha atingido bons índices, é possível detectar que no ” day after” à eleição da Dilma, uma figura como o Zé Dirceu tem seu papel inegável na história das eleições presidenciais, nas recentes décadas, e desta vez, nem se pode esquecer disso, foi lembrado por um dos jornalistas-perguntadores-julgadores: – Zé, você poderia agora estar sentado na cadeira que a Dilma vai sentar, em que momento isto se perdeu?

Mas eis que chega a Rova Viva e carrega o destino do Zé Dirceu para um programa de televisão. Mais um, talvez um dos mais expressivos onde ele, ao final, fez um balanço sincero, deixou-se contaminar pela certeza de que continua no centro da roda, alvo das atenções, auge da polêmica, diante do respeitoso público.

Maria Aparecida Torneros,  jornalista e escritora, mora no Rio de Janeiro, onde edita o Blog da Mulher Necessária

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OPINIÃO POLÍTICA

Dilma e o comando do Congresso

Ivan de Carvalho

A presidente eleita Dilma Rousseff assumirá o cargo em 1º de janeiro e nessa ocasião talvez já esteja enfrentando os primeiros lances de um sério, mas normal, problema político, relacionado com o Congresso Nacional.
Aliás, no Congresso a situação do governo, sob o aspecto formal, é absolutamente tranqüila. A coligação que apoiou a eleição de Dilma elegeu 311 deputados, o que representa 60 por cento da Câmara dos Deputados. Essa proporção lhe assegura até mesmo o quorum qualificado de três quintos da Casa, suficiente para a aprovação de emendas constitucionais.
No Senado, a coligação que apoiou Dilma obteve resultado ainda mais espetacular, dispondo agora de 58 cadeiras, 70 por cento do total. Poderia aprovar emendas constitucionais até pelo antigo sistema de maioria de dois terços, mudado há tempo, numa iniciativa bastante perigosa, para três quintos, de modo a facilitar alterações na Constituição.
No entanto, essa maioria toda não garante total tranqüilidade. O partido mais importante que Dilma Rousseff tem em sua pose político-parlamentar é o PMDB, cujo presidente, deputado Michel Temer, será o vice-presidente da República durante o mandato de Dilma.
E o primeiro problema será exatamente com o PMDB. Este partido continuará na próxima legislatura com a maior bancada no Senado e, portanto, segundo a tradição (às vezes quebrada) no Congresso Nacional, com o “direito” de indicar o presidente da Casa. Tudo indica que o PT não se enfeitará para reivindicar a presidência do Senado Federal e, portanto, aí não haverá esse problema.
Mas na Câmara dos Deputados é diferente. Na atual Legislatura, o PMDB tem a maior bancada, mas numa atenciosa atitude à fome de poder do PT, concordou em fazer um trato, que cumpriu. O PMDB teria, pela tradição, o “direito” de indicar o presidente da Câmara nos dois biênios da Legislatura, mas cedeu esse privilégio ao PT, quanto ao primeiro biênio. E, magnânimo, reservou para si, na pessoa de Michel Temer, a presidência apenas no segundo biênio.
Ocorre que na próxima Legislatura não será do PMDB, mas do PT, a maior bancada. Aproxima-se o momento em que o PMDB vai cobrar, sem gritaria, que o partido não é disso, mas com muita energia, a reciprocidade. Para ser mais claro, se isto for possível: vai querer que em um dos dois biênios da Legislatura o presidente da Câmara seja indicado pela bancada do PMDB, mesmo sem ter este partido a maior bancada na Casa, da mesma forma que permitiu ao PT, que não tinha a maior bancada, indicar o presidente da Câmara no primeiro biênio da atual Legislatura.
Resta saber se o PT vai dar ao PMDB o que o PMDB deu ao PT. Não será uma questão a ser resolvida com facilidade, vai haver, com certeza, muita resistência dentro do PT a essa reciprocidade. Caso os dois partidos cheguem a um acordo, virá a segunda parte da querela: o primeiro biênio será presidido pelo PMDB ou pelo PT? Isso é meio complicado, porque o partido que presidir no primeiro biênio (estou pensando mais no PT, mas vale também para o PMDB) pode quebrar o acordo e brigar pela presidência também no segundo biênio.
Essas são questões típicas do Congresso, mas a presidência da República, no Brasil, não pode nem imaginar ficar alheia ao assunto. Daí que entre os muitos problemas que terá de enfrentar ao assumir, Dilma Rousseff terá de incluir também este em sua agenda.


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Ao poeta Ildasio Tavares, onde ele estiver.

Boa Noite!!!

(VHS)

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