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Postado em 01-11-2010
Arquivado em (Newsletter) por vitor em 01-11-2010 09:54

Lula e Dilma depois da vitória:afeto

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A presidenta eleita Dilma Rousseff deve iniciar o governo tendo à frente da equipe econômica a dupla Guido Mantega e Henrique Meirelles.

No início da campanha, Dilma chegou a sondar Mantega e Meirelles para saber se eles gostariam de continuar no cargo.

O segundo turno congelou as conversas, mas nos últimos dias, com a estabilização das pesquisas que previram a vitória de Dilma, eles voltaram ao tema.

A ideia de manter Mantega e Meirelles partiu do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Lula disse a Dilma que um dos motivos para o País ter se saído bem durante a crise econômica foi o fato de um ser o contraponto do outro.

Mantega defende juros mais baixos, e Meirelles é mais ortodoxo.

Para Lula, essa divergência de ideias fez com que o governo acabasse adotando as medidas corretas, principalmente durante a crise.

Dilma, por sua vez, não quer mexer em time que está ganhando, e muito menos contrariar uma sugestão de Lula, que será uma espécie de consultor privilegiado do seu governo.

Para permanecerem no cargo, no entanto, tanto Mantega como Meirelles terão que driblar alguns problemas.

O problema de Mantega é doméstico. Ele já está há oitos anos fora de São Paulo, entre Brasília e Rio (antes de ir para a Fazenda, Mantega ocupou o Ministério do Planejamento e presidiu o BNDES), e sua família quer que ele fique em casa, na capital paulista, a partir de agora.

Já o problema de Meirelles é dentro do seu partido, o PMDB. Na repartição de cargos entre as legendas que apóiam o governo, Dilma quer contar o Banco Central na cota do PMDB. Mas os caciques do partido rejeitam a idéia. Acham que o BC não é cargo político, mas técnico. Bem, pelo menos por enquanto.

Mantega e Meirelles evitam falar sobre o assunto. No entanto, para alguns interlocutores, ambos confirmaram que são grandes as chances de aceitarem o convite de Dilma, caso seja oficializado a partir da sua eleição.

Mantega disse a pessoas próximas que estaria pensando na proposta. Meirelles disse a interlocutores que deverá mesmo continuar no governo, e provavelmente no Banco Central.

O Plano B de Meirelles gira em torno de uma incipiente ideia de se criar uma espécie de Ministério da Infraestrutura. Nesse momento, porém, a probabilidade disso acontecer é pequena.

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