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Posted on 01-11-2010
Filed Under (Crônica, Gilson) by vitor on 01-11-2010


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Bahia em Pauta traz para seu espaço principal as palávras postadas no espaço de comentários deste site blog pelo jornalista e poeta Gilson Nogueira sobre a morte de Ildásio Tavares e a sensação de orfandade intelectual e de vazio humano que a notícia provoca em gerações de baianos, como este editor do BP. Confira. (VHS)
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CRÔNICA/UM POETA

BAHIA QUE MORRE

Gilson Nogueira

Abro o computador com a mesma sede de informação que me faz ,no início do dia, ler o jornal. Os olhos batem na notícia da morte de Ildásio Tavares. A sempre mesma dor da perda de um amigo deixa-me sem palavras. No lugar delas, a exclamação: Oh,Deus! E um silêncio se transforma em prece de pedir a Ele que o receba em festa porque o grande poeta Ildásio foi a Bahia em carne e osso. Ao mesmo tempo, a lágrima que chora sua partida estimula o riso por sabê-lo vivo. E ele ,feito santo, de bata branca, parece surgir de sandália de couro no altar de minhas sagradas lembranças.

Eis o homem, magnificamente inteligente, literaturalmente belo, deixando-me orgulhoso por ensinar-me a tratar a poesia como se lapida diamante. Sob o sol de um sábado que iluminava nosso encontro, vivi, um dia, no Porto da Barra, entre uma dose e outra de um uisque honesto, um dos maiores instantes na face da Terra,na companhia de um gênio.

Ao meu lado, Ildásio, dando o terceiro tratamento em um poema que escrevi para meu pai, sacudiu-me o peito de orgulho por ser seu súdito. Senti em sua pena iluminada, no momento, em que ele escrevia ser Gilson mistura de vinagre e mel, a reverberação do som do tambor que saúda o orixá da palavra, o doce cumprimento verbal do boêmio cheio de festa e fantasia e a manha do capoeirista que não temia a cara feia do diabo. Afinal, para mim, e para muita gente mais, Ildásio possuia, no seu jeitão desassombrado, um certo quê de Deus das Letras, um jeito debochado de uma santidade mulherenga. É isso!

Que porra, Ildásio!!! Vai ser fodinha sorrir sem você daqui pra frente ? Ah, tome uma com o Pai!

Gilson Nogueira é jornalista, colaborador e amigo do Bahia em Pauta desde o começo do site blog.

DEU NO IG

A presidente eleita da República, Dilma Rousseff (PT), afirmou nesta segunda-feira, em entrevista ao Jornal Nacional, da TV Globo, que vai evitar fazer anúncios “fragmentados” sobre a montagem do ministério para o próximo governo.

“Não digo que vou anunciar um bloco inteiro, todo o governo, mas eu pretendo não fazer anúncios fragmentados, espalhados, mas fazer por blocos”, disse a petista, que  mais uma vez evitou citar nomes dos ministeriáveis.

Ela adiantou, no entanto, que pretende fazer em breve uma reunião técnica com a equipe de transição de governo. Dilma disse também que pretende reunir governadores para encaminhar as primeiras medidas para questões de saúde e segurança.

‘Manterei todos os princípios do governo Lula’, diz Dilma
Dilma coloca Brasil na lista de países governados por mulheres
Na entrevista, a presidenta eleita falou sobre sua militância contra a ditadura e afirmou que, a partir do momento em que o Brasil se transformou em uma democracia, a vida a levou para “caminhos insuspeitos”.

Ela relatou também que teve de se convencer “aos poucos” após ser sondada pela primeira vez como possível candidata à sucessão presidencial. “Chegar a ser presidente é um sonho que todo brasileiro esconde até o fundo da alma”, disse.

A presidenta afirmou também que chorou, mas “não de uma vez só”, desde que soube que estava eleita. “É preciso que o tempo passe para que você absorva uma notícia desse tamanho, do tamanho do Brasil. E não é uma noticia qualquer saber que você vai ser responsável por esse país imenso, de dimensões continentais”.

Na entrevista, Dilma voltou a afirmar seu compromisso com a manutenção dos pilares da macroeconomia e, assim como havia feito em seu pronunciamento, disse já contar com um crescimento menor dos países desenvolvidos. Declarou também que vê “indícios de que há hoje no mundo uma guerra cambial”. “Acho que tem moedas subvalorizadas. Acredito que uma das coisas importantes são as reuniões multilaterais em que fique claro que nós, por exemplo, iremos usar de todas as armas para impedir o dumping, política de preço que prejudique a indústria brasileira e vou olhar com muito cuidado, porque não acredito que manipular câmbio resolva coisa alguma”, disse.

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Deu na coluna Holofote, assinada pelo jornalista Felipe Patury na edição desta semana da revista Veja:

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Um tempero pra lá de oleoso

“Um dos pedidos que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez à presidenciável petista Dilma Rousseff foi que mantivesse por um ou dois anos o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli. Lula acredita que, propagandeando o pré-sal, Gabrielli construirá sua candidatura à sucessão do governador baiano Jaques Wagner. Até 2012, Wagner convidaria Gabrielli para seu governo – e, então, o presidente da “Petrobras começaria a tocar sua campanha ainda mais à vontade”

O repórter baiano Eliano Jorge, da equipe de Bob Fernandes no Terra Magazine, olha para além das meras aparências, e faz jornalismo de verdade na matéria de análise sobre eleição de Dilma Rousseff publicada em TM, que Bahia em Pauta reproduz. Confira.

(Vitor Hugo Soares)

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ELIANO JORGE

Direto de São Paulo

Pessoas descontentes com a eleição da petista Dilma Rousseff atribuíram aos eleitores da região Nordeste peso decisivo no resultado do segundo turno, neste domingo (31). Porém, os nordestinos apenas aumentaram a vantagem que a futura presidente obteve no resto do País. Considerando apenas Norte, Centro-Oeste, Sul e Sudeste, ela somou 1.873.507 votos a mais do que o tucano José Serra.

E, antes que novos discursos discriminatórios – canalizados contra o Nordeste na internet – se direcionem a outro alvo fácil, o Norte, vale destacar que Dilma também ganharia a eleição sem o saldo positivo de 1.033.802 votos com que os nortistas lhe agraciaram.

O Sudeste, idealizado pelos críticos de nordestinos e nortistas como bastião do PSDB, deu à petista 1.630.614 eleitores a mais do que seu adversário. Esta quantidade supera em 839.695 votos a soma das vantagens que Serra teve no Sul, 656.485, e no Centro-Oeste, 134.434.

Embora o candidato tucano tenha acumulado 1.846.036 votos a mais do que Dilma em São Paulo, ele perdeu no segundo e no terceiro maiores colégios eleitorais do País, Minas Gerais e Rio de Janeiro, respectivamente com saldo negativo de 1.797.831 e 1.710.186.

Leia mais eleições:

http://terramagazine.terra.com.br


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“Salve as Folhas”, a sugestão para esta tarde de perda na Bahia, vem de Regina Soares, lá da Califórnia. Da baia de San Francisco à Baia de Todos os Santos a mesma saudade de um amigo querido e um grande poeta.

(Vitor Hugo Soares)


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Adeus Ildásio! A eternidade para o grande poeta!
Bahia em Pauta decreta luto por uma semana. Todas as honras para Ildásio.

(VHS)

Ildásio: perda imensa

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Maria Olívia

O poeta e cronista do cotidiano da Bahia, Ildásio Tavares, morreu no final da tarde deste domingo, dia 31, aos 70 anos. Ele estava internado no Hospital Jorge Valente, em Salvador, desde o último dia 27, após ter sofrido um Acidente Vascular Cerebral (AVC). O sepultamente será às 16h, no cemitério Campo Santo, bairro da Federação.

Natural da Fazenda São Carlos, hoje cidade de Gongogi, região do cacau no sul da Bahia, Ildásio foi um importante poeta e escritor de sua geração, sendo inclusive inspiração para personagem de Jorge Amado, Ildásio Taveira, o poeta mulherengo de ‘Tenda dos Milagres’. Intelectual respeitado e acolhido nacionalmente, em reconhecido em todo canto de sua cidade da Bahia (como ele gostava de chamar Salvador, a exemplo do autor de Gabriela), dos bares mais populares aos recintos acadêmicos.

Na vida real, Ildásio publicou 42 livros, sendo 15 de poesia. Ele também atuou na música popular, com canções gravadas por nomes como Maria Bethânia, Alcione, Vinícius e Toquinho e Nelson Gonçalves. Escreveu a ópera afro-brasileira “Lídia d’Oxum”, com música de Lindembergue Cardoso, levada às margens da Lagoa do Abaeté, em Salvador, para um público de cerca de 30 mil expectadores.

Em 1962 se formou em Direito, pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) e, em 1969, se formou em Letras também pela UFBA, seguindo carreira como professor de Literatura. Foi tradutor e professor de inglês e literatura americana durante 19 anos. Ildásio Tavares teve três filhos, o administrador de empresas Josias Marques, o radialista Ildásio Tavares Jr. e o diretor teatral Gil Vicente.

Perda imensa para a Bahia!

Maria Olívia é jornalista

nov
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Posted on 01-11-2010
Filed Under (Charges) by vitor on 01-11-2010

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Quinho, hoje, no Diário da Tarde (MG)

nov
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Posted on 01-11-2010
Filed Under (Crônica, Regina) by vitor on 01-11-2010

Depois de Schwarzenegger a Califórnia…

…escolhe entre Jerry e Meg

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CRÔNICA/ MUNDO

DEPOIS DO BRASIL, A CALIFÓRNIA

REGINA SOARES
Direto de San Francisco(Ca)Depois da eleição de 31 DE OUTUBRO no Brasil agora é a vez da Califórnia. Amanhã, 2 de Novembro estaremos dizendo “hasta la vista” a Schwarzenegger e escolhendo outro/a para botar no seu lugar.

Se vocês pensam que nossa tarefa é mais amena do que a escolha entre Dilma e Serra, se enganam.

De um lado, o Democrata Jerry Brown, velho político de carreira, ex-governador da época em que esta que vos fala desembarcava por essas terras. Do outro, a Republicana Meg Whitman, noviça na política, mas com extenso currículo no mundo dos negócios e economia, ex presidente e CEO da eBay de 1998 a 2008, multimilionária, já gastou perto de $142 milhões do seu próprio bolso para alcançar o governo de uma das regiões mais importantes dos Estados Unidos.

Nenhum deles entusiasma os californianos, que atravessam umas das piores crises econômica e altas taxas de desemprego.

A disputa é também acirrada, embora as pesquisas de intenção de voto assegurarem uma pequena margem a favor de Brown, Whitman está jogando tudo, além do dinheiro, na sua capacidade de reerguer o Estado Dourado.

Por ironia do destino, o voto latino poderá resolver essa parada. Aqui, podemos votar com antecedência e por correio, muitos dos votos já estão sendo computados, faltam os dos indecisos. Pelo que parece até aqui, Jerry tem motivos para estar “happy” e Meg “worried”.

Desinteresse geral, mas…

Dentre as proposições de leis, isso mesmo, nós, como eleitores, votamos em varias iniciativas colocadas na célula eleitoral através de abaixo assinados dos eleitores registrados, que, se alcançarem a maioria dos votos, passarão a ser lei, está a legalização, para uso recreativo, do uso da marijuana (cannabis), como o aborto, outro assunto com características “demoníacas”, e talvez possa levantar os ânimos, pró ou contra…é só esperar, pra ver…

Regina Soares, advogada, especializada em eleições nos Estados Unidos, veve há mais de 30 anos na Califórnia e mora atualmente em Belmont, na área da linda Baia de San Francisco, mas sempre de olho na sua não menos linda Baia de Todos os Santos.

nov
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Posted on 01-11-2010
Filed Under (Artigos, Ivan) by vitor on 01-11-2010

OPINIÃO POLÍTICA

Divisão da sociedade

Ivan de Carvalho

Ontem, antes do fim da apuração do pleito presidencial, com a contagem oficial anunciada pelo Tribunal Superior Eleitoral atingindo 99,19 por cento, já estavam disponíveis números capazes de mostrar, grosso modo, como se posicionou a sociedade brasileira, representada por seus 135.804.433 eleitores, conforme o total oficial fornecido pelo TSE.

Citando o que já esteve e continua em todos os noticiários de televisão, rádio e jornais. Compareceram 105.958.167 eleitores e, destes, 98. 852.433 votaram em Dilma Rousseff, governista do PT ou José Serra, oposicionista do PSDB. Dos que compareceram para votar, 7.119.440 votaram em branco ou anularam, deliberadamente (a maior parte) ou não, seus votos.

A abstenção foi alta. Superou a abstenção já elevada do primeiro turno, como, aliás, se esperava, pois já não havia eleições para as Assembléias Legislativas, o Congresso Nacional e muitos governadores de Estados, alguns dos quais com grande ou média densidade eleitoral (São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, Ceará, Pernambuco).

Ontem, segundo o TSE, com aqueles 99,19 por cento de sessões eleitorais apuradas e computadas, a abstenção era de 21,44 por cento, de forma que se pode dizer com grande aproximação, que 21,44 por cento do eleitorado se abstiveram.

De qualquer modo, dos 135 milhões de eleitores brasileiros, 37 milhões presumivelmente não se interessaram em votar em Dilma ou Serra. Dos 99 milhões que votaram em um dos dois candidatos, 56 por cento (55.345 mil, aproximadamente) preferiram a candidata petista do governo Lula e 44 por cento (aproximadamente 43.506 mil) optaram pelo candidato oposicionista, do PSDB.

Esse é o dado básico do qual se há de partir para qualquer análise política abrangente do cenário nacional a partir do pleito de ontem. O eleitorado brasileiro – que, pelo princípio democrático e pela óbvia realidade, representa a sociedade – não embarcou em um só projeto.
O governismo, por um somatório bastante conhecido de fatores favoráveis (esmagadoramente favoráveis em relação aos desfavoráveis), obteve um vantagem de 12 pontos percentuais (desta vez, os institutos de pesquisa eleitoral conseguiram acertar – quem sabe se eles não houvessem errado tanto antes, na campanha para o primeiro turno, os resultados de ontem teriam sido bem diferentes, porque a campanha para o pleito de 3 de outubro poderia ter tomado rumos bem diversos dos que assumiu).

Mas a oposição, mesmo tendo traçado e executado estratégias tão ineficazes quanto equivocadas desde 2005 (razão essencial pela qual perdeu as eleições presidenciais de 2006), conseguiu 44 por cento dos votos válidos. Se temos 56 a 44 por cento, temos um país politicamente dividido (não no sentido de divisão maligna, mas de divisão que evita o esmagamento de um dos lados e enseja o exercício do contraditório democrático, caso a oposição exerça efetivamente, com a eficácia que faltou de 2005 para cá, a função que o eleitorado acaba de lhe atribuir).

Resta ainda assinalar que, apesar do poderosíssimo poder
Executivo federal ao qual lhe cabe se opor (desde que não quando se tratar do interesse público), a oposição não ficou desvalida. Mesmo perdendo cadeiras no Congresso Nacional, manteve os governos dos poderosos Estados de São Paulo (PSDB) e Minas Gerais (PSDB), aos quais acrescentou, ainda no primeiro turno, Paraná (PSDB), Tocantins (PSDB), Santa Catarina (DEM), Rio Grande do Norte (DEM) e ontem elegeu quatro governadores do PSDB: Roraima (Anchieta), Alagoas (Teotônio Vilela, o filho), Pará (Simão Jatene) e Goiás (Marconi Perillo). A eleição deste último foi uma derrota pessoal de Lula, que tudo fez para impedir a reeleição de Perillo. Ao todo, a oposição tem dez governadores, ao que se acresce Omar Aziz, do Amazonas, filiado ao PMN. Com boa vontade, assim, a oposição chega a 11.

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