DEU NO IG (ÚLTIMO SEGUNDO)

Matheus Pichonelli, iG São Paulo | 25/10/2010 17:38

Pesquisa Vox Populi/iG publicada nesta segunda-feira, 25, mostra que, a menos de uma semana das eleições, a candidata do PT ao Palácio do Planalto, Dilma Rousseff, mantém a dianteira sobre o tucano José Serra na corrida presidencial. A ex-ministra da Casa Civil oscilou dois pontos para baixo em relação ao levantamento realizado pelo instituto entre os dias 15 e 17 de outubro e agora conta com 49% das intenções de voto. Com isso, ela tem uma vantagem de 11 pontos sobre Serra, que perdeu um ponto e aparece com 38%.

O número de eleitores que pretendem votar nulo ou em branco ainda é de 6% – mesmo índice contabilizado na última pesquisa. O Vox Populi apontou, no entanto, aumento do número de eleitores indecisos ou que não responderam ao questionário: de 4% para 7%.

Considerando-se apenas os votos válidos, Dilma seria eleita com 57% contra 43% de Serra. De acordo com esse critério, a distância entre os dois candidatos é de 14 pontos, igual à apontada pelo último levantamento. Ainda assim, 88% dos eleitores ainda afirma, porém, que já tem certeza da decisão tomada.

O Vox Populi ouviu 3.000 pessoas em 214 municípios, entre os dias 23 e 24 deste mês e, portanto, já refletem a repercussão de episódios que marcaram o debate presidencial na semana passada, como o tumulto em um compromisso de Serra no Rio de Janeiro. A margem de erro é de 1,8 ponto percentual. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob número 37059/10 em 20 de outubro.

Vantagem

A região onde a candidata do PT tem a maior vantagem em relação ao adversário tucano é o Nordeste: 64%, contra 27%. O Sul é a única região em que Serra tem vantagem sobre a petista: 47% a 39%. No Sudeste, onde está concentrada a maior fatia do eleitorado, ela venceria por 44% a 40%.

Entre os eleitores de Dilma, 53% são homens e 46%, mulheres. Já Serra tem mais apoio entre mulheres (40%) do que entre os homens (36%).

Num momento em que temas religiosos ganharam destaques na campanha, a pesquisa aponta também que Dilma venceria o rival entre eleitores católicos (51% a 39%), católicos não praticantes (53% a 35%) e evangélicos (44% a 41%). Entre os eleitores que não têm religião, a vantagem da petista é de 46% a 38%.

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25
Posted on 25-10-2010
Filed Under (Charges) by vitor on 25-10-2010


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Pater, hoje, ns TRIBUNA (ES)

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Domingo, 31, o País escolherá entre Dilma Rousseff, do PT, e José Serra, do PSDB, quem será o futuro presidente da República pelos próximos quatro anos (com direito a reeleição). Direto de seu observatório localizado de frente para o mar aberto do litoral norte de Salvador, o bem informado blogueiro baiano Chico Bruno focaliza, direto de sua varanda, os agitados e decisivos movimentos dos candidatos, dos partidos e de seus propagandista, na última semana antes da votação no segundo turno. Bahia em Pauta reproduz o texto de Chico. Confira.

(Vitor Hugo Soares)
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Direto da Varanda: Chico Bruno

A reta final

Seis longos dias serão vividos na semana que se inicia nesta segunda-feira (25) por José Serra e Dilma Rousseff que disputam a cadeira ocupada por Lula.

Com certeza crescerá a tensão dos dois e de seus apoiadores.
Dilma Rousseff e José Serra se esforçarão para manter os cabos eleitorais mobilizados.

Só um louco se arriscaria a prever o desfecho desta disputa, principalmente depois do que ocorreu no primeiro turno.
Apesar de que nesta eleição presidencial apareceu louco para tudo.
A loucura anda solta por aí.
Vejam os institutos de pesquisa. Eles continuam se achando a voz do povo, apesar de terem quebrado a cara no primeiro turno.

Tem um instituto que anda fazendo ponderação. É somente esquisito, coisa de amador ou de mal intencionado.
Neste mesmo instituto, os números oscilam como preço na feira, na primeira pesquisa do 2º turno tinha 24% de evangélicos e 12% de outras religiões e ateus.

Na segunda pesquisa os evangélicos caíram para 21% e os ateus e outras religiões para 16%.
Vendo isso é normal uma hora a diferença dar oito pontos percentuais e depois subir para 12.
Como a confiança nos resultados das pesquisas escoou-se pelo ralo, aumenta a tensão nas duas campanhas.

Além disso, o domingo de votação é parte de um feriadão de quatro dias, o que aumenta a possibilidade de uma grande abstenção, afinal a multa para quem se abstém de votar é ínfima.
No Nordeste, quem puxa os eleitores dos grotões para votar são os cabos eleitorais dos candidatos proporcionais.

Essa eleição terminou em três de outubro, por isso dificilmente essas peças funcionarão no próximo dia 31.

Isso pode fazer aumentar a abstenção no Nordeste, haja vista, que apenas no Piauí e Alagoas as eleições para governador serão finalizadas em segundo turno.

Vale lembrar, que no primeiro turno a abstenção foi grande no
Nordeste, com ênfase para o Maranhão.

A falta de confiança nas pesquisas, o feriadão e a abstenção incentivam a tensão e a inquietação nas campanhas de Dilma e Serra.
Por isso, o bom senso indica que só nos resta aguardar as urnas.

Chavez (com Sócrates) visita estaleiro em Portugal

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DEU NO JORNAL DE NOTÍCIAS(CIDADE DO PORTO, PORTUGAL)

IVETE CARNEIRO

Foto: Jorge Magalhães/Global Imagens

Hugo Chavez, presidente da Venezuela, foi ontem a Portugal passar um domingo chuvoso. Segundo o Jornal de Notícias, o diário mais lido do país, editado na cidade do Porto, levou dois navios para transporte de asfalto, um ferry, 12 512 casas para habitação social e 1,5 milhões de computadores Magalhães. E deu ao “amigo José” (o primeiro-ministro José Sócrates) as “duas mãos” e mais de um bilhão de euros.

JN assinala que o dia seria “grande” para cooperação económica entre Portugal e a Venezuela,segundo resumiu Sócrates, o “amigo José”, nos Estaleiros Navais de Viana do Castelo, ainda quando Hugo Chávez ia a caminho da capital do Alto Minho, ao volante ele próprio de um carroautomóvel Mercedes posto à sua disposição pelo governo português. O domingo acabaria com mais uns milhões na balança das exportações portuguesas para a Venezuela, destino que, há três anos apenas, era desprezível.

Eram os únicos números que o primeiro-ministro português trazia na algibeira: em 2007, Portugal exportou para a República Bolivariana “pequenas” coisas no valor de 17 milhões. No ano passado, a conta subiu aos 122 milhões. E este ano, até Agosto, já vai perto dos 100 milhões. Ontem, assinou e apalavrou negócios no valor de 1100 milhões, que, prometeu Sócrates, significam “emprego, dinamismo e estabilidade”.

Hugo Chávez veio com meio governo dar “as duas mãos” ao “amigo José”. Disse-o logo à chegada ao Aeroporto Francisco Sá Carneiro. E repetiu-o depois, entre agradecimentos ao empurrão que o Governo de Sócrates deu, diz ele, à abertura das relações comerciais com a Venezuela.

Em Viana do Castelo, para lá das compras efetivas, Chávez visitou o ferry Atlântida, “bom, bonito e barato”, de que Sócrates lhes falara em Maio, quando visitou a Venezuela. Segundo o jornal português de maior circulação, ninguém confirmou, mas deverá ter ficado firmada a aquisição do navio, encomendado pelos Açores mas rejeitado por não cumprir a velocidade estipulada. Está a sendo adaptado para transporte de passageiros e deverá ver nascer um irmão, em breve. “Quero dois”, disse Chávez.

Ainda em Viana, o presidente venezuelano e o chefe de Governo português viram rubricados memorandos de entendimento para cooperação energética (com a Galp) e cooperação na área da ciência e tecnologias (com a JP Sá Couto dos Magalhães). Perante a “crise capitalista”, diria Chávez, mais tarde, nas instalações da JP Sá Couto, em Matosinhos, “não há mais caminho se não urnirmo-nos”. Veio ajudar Portugal e ser ajudado.

Sócrates agradeceu. E agradeceu. E ainda agradeceu. A ajuda do governo venezuelano à comunidade portuguesa que lá vive, na transferência de verbas para apoio às vítimas das enxurradas na Madeira e na possibilidade de portugueses regressados receberem a sua reforma. E mostrou outra oportunidade de negócio: a energia eólica, na Enercon. “Contamos com vocês!” para quatro projetos de parques eólicos, assegurou Chávez. Que também agradeceu, sobretudo o “maravilhoso” Magalhães, porque só a educação torna um povo livre, disse, citando Simon Bolívar.

(Com informações do JN, Portugal)

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OPINIÃO POLÍTICA

O controle da mídia

Ivan de Carvalho

No que é evidente ser um propósito permanente de submeter a mídia a controles, o governo Lula elaborou, e o presidente enviou, no seu primeiro mandato, ao Congresso Nacional, projeto de lei criando “o Conselho Federal de Jornalismo e os Conselhos Regionais de Jornalismo”. A iniciativa provocou fortes reações tanto dos proprietários dos veículos de comunicação de massa quanto de uma grande parte dos jornalistas, além de outros setores que têm cuidados com a liberdade de expressão e, consequentemente, com a liberdade de imprensa.

Diante dessas reações, o governo deu uma de João Sem Braço, afirmando que fizera a proposta de lei apenas porque a Federação Nacional dos Jornalistas lhe pedira. Ora, a Fenaj andou pedindo mesmo, mas o governo o que mais queria era atender esse pedido. “Peçam logo que eu tenho pressa em atender”, deixava claro, nos bastidores, o governo, interessado em criar um organismo capaz de controlar a atividade jornalística, conforme está expresso no texto do projeto. Mas a reação forte levou a um recuo e o projeto de lei foi arquivado na Câmara dos Deputados.

No entanto, o programa do PT, registrado também como programa de governo de Dilma Rousseff no TSE, onde acabou substituído pelas fortes reações sociais a vários pontos – entre eles o aborto e o tal “controle social” da mídia – bem como o PNDH-3 (Plano Nacional de Direitos Humanos-3), mantêm a coisa. As reações, amplas, eram muito incômodas durante uma campanha eleitoral. Mas, enquanto os defensores do “controle social” da mídia, sinônimo de extinção da liberdade de imprensa, aguardam momento menos embaraçoso para atacar outra vez, a “filosofia” que inspira a tese desse “controle social” começa a dar frutos.

De editorial publicado ontem pelo jornal Folha de S. Paulo, extrai-se a informação de que a Assembléia Legislativa do Ceará aprovou recentemente lei, criando um Conselho Estadual de Comunicação Social. A proposta foi de uma deputada do PT, mas o projeto foi aprovado por parlamentares de todos os partidos. “Temos uma cultura de denuncismo na imprensa”, disse o líder do governo na Assembléia que representa o governador Cid Gomes, do PSB.

Note-se que o projeto praticamente não encontrou resistência na Assembléia cearense e foi muito bem recebido pelo governo. Tanto os deputados quanto o governo cearense devem estar felizes por criarem um instrumento capaz de sufocar a “cultura de denuncismo na imprensa” e, assim, porem-se a salvo de denúncias. Dificultar e impedir denúncias é um grande passo, mas não é o passo final.

O “controle social” da mídia, em seu grau mais avançado, levaria a obter dos meios de comunicação que escrevam, digam ou mostrem o que quiserem os detentores deste controle, vale dizer, o poder político, essencialmente representado pelo governo. Alguém já disse que o fascismo não é impedir alguém de fazer (dizer) o que quer, é obrigá-lo a fazer (dizer) o que não quer.

Quanto ao Conselho Estadual de Comunicação Social do Ceará, entre outras atribuições, terá a função de acompanhar “denúncias relativas a atitudes preconceituosas” nos meios de comunicação, bem como produzir relatórios sobre a programação das emissoras de rádio e televisão, no que se refere “ao cumprimento de suas finalidades educativas, artísticas, culturais e informativas”. Observa a Folha que, em tese, seriam sobretudo atividades “fiscalizatórias” e de “acompanhamento”.

Poderia ser feito pelo Ministério Público, mas o projeto desconsiderou isso e criou um conselho que inclui expressivamente representantes de várias secretarias estaduais, portanto, introduz o Poder Executivo como elemento controlador.

Não duvido de que, passada a eleição presidencial (dependendo de seu resultado), projetos semelhantes ao cearense venham a surgir em outros estados, num ensaio para a tentativa de aprovar uma legislação federal no mesmo sentido liberticida.

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Posted on 25-10-2010
Filed Under (Artigos, Newsletter) by vitor on 25-10-2010

DEU NA FOLHA.COM
DE SÃO PAULO

Pelo menos mais três Estados se preparam para criar conselhos de comunicação com o objetivo de monitorar a mídia, a exemplo do já ocorrido no Ceará, informa reportagem de Elvira Lobato, publicada nesta segunda-feira pela Folha (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL).

O governo de Alagoas, do PSDB, estuda transformar um conselho consultivo em deliberativo, com poder semelhante ao do cearense.

No Piauí, um grupo de trabalho nomeado pelo ex-governador Wellington Dias (PT) propôs a criação de órgão para, entre outras funções, vigiar o cumprimento das regras de radiodifusão.
Na Bahia, governada pelo PT, o conselho seria vinculado à Secretaria de Comunicação Social do Estado.

Nos três casos, há envolvimento do Executivo. Em São Paulo, tramita projeto similar ao do Ceará. A criação dos conselhos foi recomendação da Conferência Nacional de Comunicação, convocada pela gestão Lula.

Entidades da área criticam as iniciativas. A Abert (do setor de rádio e TV) teme a simulação de “clamor para justificar” o controle social sobre a mídia pelo governo federal.

Leia mais na edição impressa da Folha desta segunda-feira

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