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Postado em 24-10-2010
Arquivado em (Newsletter) por vitor em 24-10-2010 14:27

Serra na caminhada do Rio/Terra

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DEU NO TERRA (ELEIÇÕES 2010)

Marcela Rocha
Direto do Rio de Janeiro

Em seu primeiro comício no Rio de Janeiro, neste domingo (24), o candidato do PSDB à presidência da República, José Serra, fez um discurso com foco no Estado e enfatizou o valor que dá à Petrobras, além de criticar o comportamento do presidente Lula ao longo da campanha da candidata Dilma Rousseff (PT).

“O governo foi deixado de lado para ele (Lula) se encarnar em um partido e numa candidatura”, disse o tucano, último político a discursar após uma caminhada pela paz em Copacabana, na zona Sul da cidade. “Precisamos de um governo que tenha caráter, que se traduza na verdade e na honestidade”, acrescentou.

Para cativar o eleitorado carioca, Serra afirmou ter aprendido política no Rio de Janeiro e agradeceu o comício organizado para ele. “Aqui foi onde participei de um dos maiores comícios da minha vida e quis o destino que o maior desta campanha fosse agora no Rio”, disse o tucano, que reforçou a importância do Estado declarando que “o Rio é a nossa identidade nacional. Nenhum outro lugar expressa para o mundo aquilo que é o Brasil”.

Segundo Serra, “nenhum outro lugar neste momento tem a importância estratégica – essencial – que tem o Rio de Janeiro. Essa manifestação mostra que podemos e vamos dar a virada em direção à vitória”. Nos dois maiores colégios eleitorais (São Paulo e Minas Gerais), o PSDB elegeu governadores. Já no Rio, o governador reeleito Sérgio Cabral é do PMDB e apoia a candidata petista à presidência, Dilma Rousseff.

Em seu discurso, o tucano também destacou ser um apoiador da Petrobras desde que era estudante. A estatal é tema sensível ao eleitorado fluminense. “Eu defendo a Petrobras e defendi aqui no Rio quando era líder estudantil, mas como uma empresa estatal que tem de servir ao povo brasileiro e não como cabide de empregos, como instrumento de negócios…de uma aliança espúria”, afirmou ele em referência à coligacao que elegeu Lula em 2002. Serra aproveitou para pedir votos e que as pessoas “convertam quem está indeciso ou quem não está muito no voto do outro lado”.

Ao falar da sucessão presidencial e transição de governo, o presidenciável não poupou elogios ao ex-presidente Itamar Franco na eleição em que Fernando Henrique Cardoso foi vitorioso e também fez referência ao comportamento de FHC durante as eleicoes de 2002. “O governo não pode ser visto como um partido, como um grupo de interesses”, afirmou o candidato, que completou: “para nós, democracia nao é um instrumento para chegar ao poder”.

O comício contou ainda com discursos de Beto Richa, governador eleito pelo Paraná, que pediu “um Brasil ético”, Aécio Neves, senador eleito por Minas Gerais, defendeu “o fim da bandalheira”, e Geraldo Alckmin, governador eleito por São Paulo, fez discurso inflamado pedindo ética e afirmando que o PT significa o atraso e o aparelhamento do Estado.

Enquanto isso, os militantes gritavam pela presença de Fernando Gabeira, que estava no início da caminhada, mas depois não subiu no carro de som.

O ex-presidente Itamar Franco também tocou no assunto Petrobras, levantando um questionamento: “quem garante que ela (Dilma) vai chegar lá e não fará isso (privatização)?”

A caminhada partiu do Posto 6, próximo à divisa entre Copacabana e Ipanema, e estava programada para ir até o bairro do Leme, na extremidade oposta da praia. Mas ao seguir pela orla de Copacabana, ela parou na altura da rua Miguel Lemos, bem antes da metade do trajeto previsto

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Comentários

luiz alfredo motta fontana on 25 outubro, 2010 at 3:01 #

Extra Extra

É possível que Serra, Palmeiras desde criancinha, vire corintiano, dão mais votos que palmerenses, afinal eleição é coisa séria!

Veja o que diz o grande cruzado antifumo:

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Deu na folha de são Paulo:

Na terra do fumo, tucano tenta amenizar fama de antitabagista

Aliados distribuem carta em que Serra promete apoio a lavoura

GRACILIANO ROCHA
DE PORTO ALEGRE

Conhecido nacionalmente pelas restrições ao cigarro que patrocinou quando ministro da Saúde e governador de São Paulo, José Serra (PSDB) tenta amenizar a fama de antitabagista para ganhar o voto de agricultores do Rio Grande do Sul, maior produtor brasileiro de fumo.
Aliados do tucano estão fazendo circular uma carta em que o candidato promete assistência técnica e crédito para as lavouras de tabaco.
No Estado, responsável por cerca de metade da produção nacional, Dilma Rousseff (PT) venceu o primeiro turno por 47% dos votos válidos, contra 41% de Serra.
A vantagem da petista foi mais ampla nas regiões gaúchas que mais dependem economicamente do fumo.
Dilma superou Serra nas dez cidades que lideram a produção no Rio Grande do Sul e, em oito deles, com percentuais entre 56% e 81%. Em Venâncio Aires, campeã nacional da cultura, ela bateu o tucano por 67% a 23%.
Trata-se de uma inversão do resultado de 2006, quando o tucano Geraldo Alckmin prevaleceu sobre Lula em 9 dos 10 principais municípios fumageiros gaúchos.
A carta é um antídoto contra boatos de que Serra, se eleito, trabalharia para extinguir a produção de fumo.
“Minha luta contra os malefícios do cigarro são notórias, desde quando comandava o Ministério da Saúde. Jamais, porém, combati nem denegri o agricultor que luta, através da produção de fumo, para garantir o sustento de sua família”, diz Serra em trecho do documento.
“Em algumas cidades, a Dilma teve mais de 80% dos votos. Por isso pedimos que a carta fosse redigida”, afirma o deputado ruralista Luís Carlos Heinze (PP-RS).
O Brasil é o segundo maior produtor e o principal exportador mundial de fumo. O Sul concentra 90% da atividade.


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