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Posted on 23-10-2010
Filed Under (Newsletter) by vitor on 23-10-2010


Arlindo Cruz e Nana Caymmi no Canecão – RJ 05.06.09
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DEU NO BLOG DA JORNALISTA HILDEGARD ANGEL ( RIO DE JANEIRO)
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Hoje é dia de marcha fúnebre. Um canto triste pela morte definitiva do grande templo da Música Popular Brasileira. Onde foram lançados e projetados todos os grande valores de nossa MPB nos últimos mais de 40 anos. Onde vimos, reunidos, Tom, Chico, Vinicius. Onde assistimos aos shows memoráveis de Roberto Carlos. Onde Ellis Regina viveu seus grandes momentos. Onde Maysa cantou magrinha, deslumbrando todo mundo. Onde vimos Tuca cantar e Maria Bethania correr pelo palco dirigida por Fauzi Arap. Onde Caetano nos emocionou cantando em espanhol. Onde Simone surgiu esplendorosa, pela primeira vez, vestida de branco, e encantou todo mundo. E Marisa Monte, e o Quarteto em Cy, e o MPB-4, ah, meu Deus, quanta história, quantos momentos bonitos pra lembrar! E o Ray Conniff com sua orquestra, fazendo o Rio de Janeiro romântico bailar e bailar. E o Zeca Pagodinho? E as celebrações apoteóticas da Mangueira, Estação Primeira, de fazer a gente chorar? E o Moulin Rouge, com aquele elenco de mulheres belíssimas, pela primeira vez se apresentando fora de Paris, que maravilha, que encantamento! Quantos, inúmeros, incontáveis, grandes espetáculos internacionais e brasileiros! Mas, infelizmente, meus queridos leitores, é irreversível! O Canecão fechou para sempre. Pelo menos naquele local de Botafogo. Pois Mario Priolli é o detentor da marca, e não a UFRJ, que se intitula dona do terreno, mas isso é outra briga que ela agora tem com a Santa Casa da Misericórdia, que diz que a dona é ela…

A juíza da 14ª vara Federal foi inflexível e negou o prazo de 60 dias, pedido por Priolli, para poder retirar seus pertences. Todo o recheio do Canecão é de propriedade de Priolli: mesas, cadeiras, ar refrigerado, palco, urdimento do palco, divisórias, tudo! Esse conteúdo será todo transferido para um galpão e guardado, até Mario definir que destino dará a ele…

Quanto ao destino do prédio, onde por mais de quatro décadas o Canecão valorizou não só nossos grande nomes e talentos como a própria Cidade do Rio de Janeiro, projetando-a nacional e internacionalmente, através dos espetáculos memoráveis, inesquecíveis, é rezar para que não aconteça com ele o mesmo que ocorreu com o prédio ao lado, onde funcionava um bingo, devolvido à UFRJ, que o mantém fechado, mudo, calado. Rezar para que, depois de silenciar a voz da Música Popular Brasileira, a UFRJ não contribua para silenciar também nossa cidade, com mais um prédio fantasma, fechado e deteriorado, sem qualquer destinação…

O Canecão – e é com o coração em pedaços que digo isso – não foi apenas a alma, o coração palpitante de nossa música, durante o período de quatro gerações. Ele foi também o palco de nossos grandes momentos políticos. Ali aconteceram as grandes manifestações finais das duas campanhas vitoriosas de eleição de Lula à Presidência da República. Foi o Canecão também que alavancou a carreira política do hoje governador Sérgio Cabral, desde seus tempos de jovem vereador, franqueando-lhe seu imenso e generoso espaço para os enormes Bailes da Terceira Idade, que garantiram a base eleitoral a Cabral. O Canecão é pé quente! Ou melhor, era…

Resta aqui imaginar qual poderá ser o epitáfio do reitor da UFRJ, Aloísio Teixeira, que tanto lutou para despejar nossa música daqule local, sem conversa, sem acordo, sem possibilidade de choro nem de vela. Qual será, afinal, a inscrição em sua lápide, quando tiver o mesmo destino que nós todos teremos? Quem sabe: “Aqui jaz quem silenciou a alma do mais lindo e importante que a música brasileira já produziu”. Ou será: “Aqui jaz quem enterrou a memória da MPB”. Ou também: “Que Deus o perdoe pelo malefício feito à nossa Cidade Maravilhosa”…


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“Novícia”, de Victor Heredia, interpretada pelo autor em dupla com Chico Buarque de Holanda, é a música da tarde deste sábado, 23, no Bahia em Pauta. Vai como lembrança do belo e pungente show “Entonces”, de Heredia, visto no começo da década pelo editor do BP, Margarida ao lado, no lotado teatro da Avenida Corrientes, quase esquina com Calle Esmeralda.

Emoção à flor da pele durante as mais de duas horas de espetáculo. Na plateia, a grande Mercedes Sosa já com a saúde abalada. Não subiu ao palco naquela noite para cantar ao lado de um de seus compositores do coração e querido amigo de larga caminhada.

Ainda assim, as mãos do editor incharam de tanto bater palmas com as magnicas canções e interpretação de Victor, a manga comprida da camisa molhada de tantdo enxugar os olhos durante a execução de criações como “Razon de Vivir”, “Sobreviviendo” e “Novícia”. Depois vinho, muito vinho, na noite à beira do Rio da Prata.

Uma noite para não esquecer!!!.

(Vitor Hugo Soares)
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Cruzó la línea temprana de su niñez
se puso se vestidito color ayer
y fue como una oración
de otoños sobre sus pies
Herida, ofreciendo vida justo en la esquina
temblando ausente en su desnudez

Sus leves huesos en cruz
meciéndola en suave luz
el tipo que la acaricia
y ella novicia llorándose

Ay donde está su amor
su principito azul
que oscura noche desata
lunas baratas sobre su ajuar
que oscura noche desata
lunas baratas sobre su ajuar

Bebió su copa de olvido y salio otra vez
catorce sueños hundidos ahogándose
la escolta la soledad
oscuro perro sin fe
ladrando a esa luna muerta
que la persigue junto a la sombra de su niñez

Sus leves huesos en cruz
meciendo en suave luz
el tipo que la acaricia
y ella novicia llorándose

Ay donde esta su amor
su principito azul
que oscura noche desata
lunas baratas sobre su ajuar
que oscura noche desata
lunas baratas sobre su ajuar

Cruzo la línea temprana de su niñez
se puso se vestidito color ayer
Bebió su copa de olvido y salio otra vez
catorce sueños hundidos ahogándose
vendiéndose… llorandose… vendiéndose… ahogándose…

Letra: Víctor Heredia
Interpretes: Víctor Heredia y Chico Buarque
Disco: Entonces
Año: 2001

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Edison Peña: sinais de angústia/imgDN

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DEU NO DIÁRIO DE NOTÍCIAS (LISBOA)

O mineiro Edison Peña, um dos 33 homens que no início do mês foram resgatados da mina de São José, numa operação espectacular seguida em todo o mundo, teve de ser hospitalizado na quarta- -feira à noite, em Copiapó, devido a uma crise de ansiedade, noticiou ontem o jornal La Tercera.

Peña, de 37 anos, era um dos mineiros que os médicos mais temiam que entrasse em crise, pois ao longo dos mais de dois meses que passou enclausurado a 700 metros de profundidade, exprimiu as suas dificuldades em suportar a situação nas cartas que enviou à família. Além disso, passava muito tempo correndo, mesmo quando já tinha os pés em ferida.

Este mineiro, também conhecido por ser fã de Elvis Presley, “apresentava sinais clínicos de angústia severa e nós considerámos necessário colocá-lo sob sedativos”, disse ao jornal Jorge Diaz, médico da Associação Chilena de Segurança, que segue os mineiros.

Ao longo dos últimos dias, Peña, que do lado de fora continuou a praticar o seu exercício físico, apresentava instabilidade anímica, crises de angústia e ainda uma grande falta de motivação, notaram os médicos com alguma preocupação. O mineiro tinha vários convites para participar em eventos desportivos nos próximos dias e, por isso, deveria receber alta ontem, continuando a ser seguido por médicos em Santiago do Chile.

Após o resgate da mina de cobre e ouro de San José, a maioria dos mineiros recebeu alta hospitalar nas 48 horas seguintes. Os médicos recomendaram a todos que repousassem pelo menos 15 dias, conselho que a maior parte deles não respeitou. Isto por causa das múltiplas solicitações para participar em eventos públicos e até para dar entrevistas aos media, a troco de quantias milionárias. Peña, solteiro e sem filhos, mostrou sinais de angústia quando estava a discursar na terça-feira numa festa em honra dos mineiros e também numa emissão televisiva que foi difundida sexta-feira.

Além de estarem preocupados com este mineiro, os médicos estão igualmente atentos a outros cinco a seis que têm consumido demasiado álcool. “Estamos a falar de cinco a seis pessoas que tiveram problemas de álcool, nomeadamente durante as últimas comemorações. E isso não ajudou a [melhorar] o estado de saúde dos trabalhadores”, explicou o médico Jorge Diaz.

Entretanto, o La Tercera noticiou que na próxima semana será definida a direção da sociedade comercial que os mineiros vão criar para gerir o seu dinheiro e as suas atividades. O jornal chileno diz que entre os nomes mais falados para dirigir essa mesma sociedade comercial estão os dos mineiros Luis Urzúa, Mario Sepúlveda e ainda Franklin Lobos.

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Posted on 23-10-2010
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Dálcio, hoje no Diário do Povo (Campinas-SP)


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OPINIÃO POLÍTICA

A recuperação de Dilma

Ivan de Carvalho

As pesquisas divulgadas nesta semana pelos quatro principais institutos de sondagem de opinião pública que atuam no ramo eleitoral (o Gallup, o mais renomado do mundo, há anos desistiu de operar em pesquisas eleitorais no Brasil) dão a impressão, quase convicção, de que foi reduzida severamente a expectativa de se ter uma eleição presidencial de resultado incerto no dia 31.

Claro que não dá para dizer que a candidata do PT, Dilma Rousseff, já ganhou. Afinal, muita gente andou dizendo isso sobre à eleição dela já no primeiro turno e o que se viu foi ela, com o PT e o governo, caírem do cavalo e terem que prosseguir na corrida para a votação em segundo turno.

Convém, por isto, fazer sempre as devidas ressalvas. O incidente (agressão pela militância do PT) ocorrido com o candidato da oposição, José Serra, em Campo Grande, cidade do Rio de Janeiro, é o tipo de fato que, não isoladamente, mas somado a outros, poderia ter o potencial de equilibrar a balança.

Mas o fato é que, depois de ficar quase equilibrada nos dias que sucederam à votação em primeiro turno, a balança está no momento desequilibrada em favor da candidata petista e não existem fatos previstos ou previsíveis capazes de restabelecer o equilíbrio. Hoje, Dilma é favorita e José Serra é o azarão. Se ganhar, é zebra.

Uma breve tentativa de entender o que ocorre. A petista Dilma, apesar das opiniões em contrário dos institutos que fizeram pesquisas eleitorais, passou a segunda quinzena de setembro perdendo votos. Principalmente por causa de quatro fatores:

1) o caso de corrupção (tráfico de influência, propina) que atingiu a própria Casa Civil da presidência da República e envolveu a então ministra-chefe Erenice Guerra, “braço direito” de Dilma Rousseff.

2) a questão religiosa, que mobilizou setores católicos e evangélicos, envolvendo questões como a descriminalização do aborto, a criminalização da “homofobia” – gerando aqui o temor de cerceamento da liberdade religiosa –, entre outros temas.

3) a descoberta dos eleitores de que a candidatura de Marina Silva poderia ser a opção para os votos dos eleitores que não tinham entusiasmo nem por Dilma nem por Serra.

4) a linguagem e a postura agressivas e autoritárias do presidente Lula nos palanques, agredindo principalmente a imprensa – cuja avaliação,k segundo as pesquisas de opinião pública, rivaliza com a sua – e reavivando o temor de que o PT venha a por em prática sua diretriz programática de censura à imprensa (sob o nome “controle social da mídia”, lobo vestido em pele de cordeiro).

Bem, no momento quase não se fala no Caso Erenice, que a Polícia Federal engavetou, o PT e o governo fizeram e continuam fazendo uma grande ofensiva para contornar a questão religiosa (a ponto de o bispo Edir Macedo, líder da Igreja Universal do Reino de Deus, que apóia Dilma, defender literal e abertamente o aborto – vídeo na Internet), os eleitores de Marina já se acomodaram e Lula mudou a linguagem, parou de ameaçar, como vinha fazendo quando, na campanha do primeiro turno, imaginava que ninguém poderia tirar a vitória de sua candidata.

Daí, Dilma consegue se recuperar.


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Do poeta paulista e editor do Blogbar, Luiz Fonta, para o editor do BP, na área de comentários:
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Caro VHS

Dando por findo os tratos

Já que os personagens são rasos

Renovando os copos

Porque votos é que coisa outra

Fica aqui uma sugestão

Para esta noite de sábado

Escutar com atenção

O mais baiano dos marilienses

Graças aos cuidados e atenções de Glauber Rocha

Sérgio Ricardo em “Vou Renovar”

que termina a embolada com esta estrófe:

Vou renovar
No rompante da embolada
Deu-se a classificação
Mas vou me livrar do fato
Concluindo a falação
Pra ficar tudo onde está
Eu não me chamo Benedito
E fica o dito por não dito
E o dito por não falar

Tim tim

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Vou Renovar

(Sérgio Ricardo)

Vou renovar
Sou um cantador da classe média
E trago por satisfação
Cantar para o ser humano
Que me ouve com atenção
Do que eu vejo todo dia
Faço verso e melodia
Pra poder ganhar meu pão

Vou renovar
Canto para a classe A
Canto para a classe B
Cantoria popular
Que não é nem A nem B
Cuja fonte está no povo
Onde eu vou buscar o novo
E aprender meu B-A-BA

Vou renovar
Porque é que eu fui classificar
Já está dando uma embolada
Eu me embolei no A com B
Me embolei no B com A
Mas me diga onde é que está
A classe do A sem B
E a classe do B sem A
Não me diga que ela é C
Porque C é comunista
E vai dar muito na vista
E os homens vão te apanhar

Vou renovar
No rompante da embolada
Deu-se a classificação
Mas vou me livrar do fato
Concluindo a falação
Pra ficar tudo onde está
Eu não me chamo Benedito
E fica o dito por não dito
E o dito por não falar

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Rojas: “a briga é entre os políticos”

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DEU NO TERRA MAGAZINE

Por Luciano Borges (BLOG DO BOLEIRO)

“Eu sei como são os políticos. A briga é entre eles. Mas não me interesso muito. Não sei direito quem é a Dilma, o Serra e o que falou o presidente. Não me envolvo nisso” Esta foi a reação do ex-goleiro e atual treinador Roberto Rojas, ao ser perguntado sobre o que acha de ter seu nome envolvido no episódio mais recente da eleição presidencial no Brasil.

Morando em São Paulo, depois de treinar os goleiros do Sport Recife, El Condor (como é conhecido em seu país, Chile) está no mercado. Ele busca para uma equipe para treinar. Aos 53 anos, ele adotou o Brasil como seu país. Os filhos estudam e trabalham em São Paulo.

Nesta sexta-feira, em conversa com o Blog do Boleiro, Rojas disse que “soube por alto” que tinha sido citado pelo presidente da República, Luis Inácio Lula da Silva, e comparado ao candidato tucano José Serra depois que ele foi parar em um hospital do Rio de Janeiro. “Eu vi que o Lula falou alguma coisa, mas não tem problema não. Na hora, nem entendi muito”, disse.

Na última quinta-feira, Lula acusou Serra de ter fingido sentir um mal estar depois de ser atingido por uma bolinha de papel atirada por um manifestante em Campo Grande, no Rio de Janeiro. Daí a comparação com Rojas, que simulou um corte na testa durante a partida contra o Brasil, na eliminatórias da Copa do Mundo de 1989.

Naquele jogo, no estádio do Maracanã, Rojas entrou em campo com uma pequena lâmina afixada em uma das luvas. O Chile já perdia por 1 a 0, quando uma torcedora disparou um foguete sinalizador na direção do gramado. Ele caiu cerca de um metro atrás do goleiro. Rojas caiu, tirou a lâmina e fez um pequeno corte na testa.

Ele saiu de maca, levado pelos companheiros. O partida foi paralisada. Depois de investigações e dos depoimentos de atletas do selecionado chileno, ficou constatada a farsa. O Chile foi suspenso. Roberto Rojas, o zagueiro Fernando Astengo e o técnico Orlando Aravena foram punidos pela Fifa.

O então goleiro e maior ídolo do futebol chileno passou a vítima a vilão. Foi banido do futebol mundial. Não conseguia emprego no Chile. Só voltou a trabalhar no futebol a convite de Telê Santana (1931-2006), então técnico do São Paulo, onde Rojas jogou nos anos 80.

No clube brasileiro, ele se tornou preparador de goleiros e, em 2003, chegou a ser técnico e levou o time à disputa da Copa Libertadores da América depois de 10 anos.

Em 2001, Roberto Rojas foi anistiado pela Fifa. Até hoje, é procurado esporadicamente para falar sobre o incidente do Maracanã. “Eu converso sobre este assunto numa boa. É um episódio que já passou”, afirmou.

Rojas explicou que a decisão de tentar para a partida contra o Brasil e levar o jogo para um campo neutro, tinha sido tomada por ele e o treinador Aravena.

Numa entrevista 10 anos atrás ao diário Gazeta Esportiva, ele afirmou que o time sabia como seria difícil conseguir uma vaga no Mundial de 90, na Itália. “Fiz isso por patriotismo. Claro que errei e não faria de novo. Mas naquele clima da época, foi o que fiz”, falou.

As declarações do presidente Lula, ligando Serra a Rojas, foi feita antes da exibição de imagens um rolo de fita adesiva atingindo a cabeça do candidato tucano, minutos depois da bolinha de papel.

Rojas reagiu de forma tranquilo a esta história. “Não dei muita importância. Não fico chateado. Isso é briga de políticos e não me interesso sobre este assunto”.

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