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Postado em 20-10-2010
Arquivado em (Newsletter) por vitor em 20-10-2010 22:43

DEU NA UOL

Na última etapa de sua viagem por cidades da região metropolitana de São Paulo nesta quarta-feira (20), a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, lamentou a agressão sofrida por seu rival, José Serra, do PSDB, atingido na cabeça por um rolo de fita crepe durante uma caminhada no Rio de Janeiro. Em entrevista à imprensa na cidade de Ferraz de Vasconcelos, a petista ainda aproveitou para fazer referência ao que chama de “campanha difamatória” contra ela.

“Repudio, lamento, sou contra e tenho demonstrado isso sistematicamente”, disse a ex-ministra da Casa Civil, ao comentar a agressão a seu adversário. Ela disse ainda que sua campanha “sempre se recusou a aprovar qualquer ato de violência” e que seu partido já pediu a investigação do incidente para punir os responsáveis.

“Eu acho isso fundamental, porque uma campanha é um momento de festa democrática e de grande alegria”, afirmou a líder nas pesquisas. “Não é possível que a gente tenha campanhas difamatórias nem manipulações”, completou a candidata do PT.

Nesta quarta, Serra participou de uma caminhada no bairro de Campo Grande, onde foi atingido na cabeça por um rolo de fita crepe durante um tumulto que terminou em confronto entre militantes do PT e do PSDB. Ele foi ao hospital, e acabou cancelando o restante de sua agenda na cidade por recomendação médica.

Salto mortal

A petista voltou a negar vínculos de sua pré-campanha com o vazamento de dados sigilosos de membros da cúpula do PSDB e de familiares do presidenciável tucano. A Folha informou nesta quarta que um repórter do jornal “Estado de Minas” foi hospedado às custas do PT, em Brasília, onde se reuniu com integrantes de um comitê da campanha petista para tratar de dados que ele havia reunido.

A petista repetiu que só é candidata desde que deixou o governo, e que atribuir os vazamentos a sua campanha é indevido. “Não é possível, em outubro [de 2009, quando houve os vazamentos] dar um salto mortal e cair em março [quando ela se tornou candidata]. Nós não quebramos sigilo fiscal de ninguém e não fizemos dossiê. Essa é a questão fundamental”, afirmou.

“Não há por parte dos depoimentos na Polícia Federal nenhuma ilação que permita essa conclusão”, afirmou Dilma. Ela disse que o jornalista Amaury Ribeiro Jr. era funcionário do diário mineiro no momento da quebra dos sigilos, entre setembro e outubro do ano passado. Segundo a Folha, o repórter teria pago R$ 12 mil por informações sigilosas de pessoas ligadas a Serra.

Ao ser questionada sobre se via vínculo entre os vazamentos e o senador eleito Aécio Neves (PSDB-MG), que já teve a sua pré-candidatura à Presidência defendida pelo jornal “Estado de Minas”, Dilma disse: “Não vou acusar ninguém, porque não é do meu feitio”. Aécio desistiu da candidatura em dezembro do ano passado. “O próprio jornalista, em depoimento à Polícia Federal, declarou que ele fez o trabalho dentro de um conflito entre dois candidatos à Presidência dos tucanos”, afirmou a candidata.

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Comentários

luiz alfredo motta fontana on 21 outubro, 2010 at 8:33 #

Caro VHS

Helio Fernandes, aquecido e aguerrido, como sempre:

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quinta-feira, 21 de outubro de 2010 | 07:10
Da coragem de fazer os dois “Tropa de Elite” à dignidade de proclamar: “Não voto em Dilma ou Serra,não têm compromisso com a verdade”. E se os 135 milhões de eleitores refletissem igual?

Helio Fernandes

Gosto muito da decisão do cineasta José Padilha de vir a público negando que tivesse assinado qualquer manifesto apoiando candidatos, no caso, disseram que era Dilma. Isso mostra como agem os candidatos, falsificam até assinaturas e convicções.

Fico satisfeito, também, pelo fato de ser a posição que defendo aqui claramente, ficando contra os dois candidatos, votando NULO no primeiro turno e repetindo a decisão no segundo turno. Minha análise para não referendar Dilma ou Serra, tem como base exatamente isso ou isto: as mentiras repetidas, a tentativa de mistificar o eleitor, fazendo como faz Serra, toda vez que fala na televisão: “FAÇA COMO EU, VOTE COM O CORAÇÃO”.

No Jornal Nacional, anteontem, Serra começou dizendo: “Não quis trazer para o debate a QUESTÃO DO ABORTO, acho que era natural, foi a Dilma que trouxe o assunto, só comentei o fato dela ser a FAVOR numa oportunidade e CONTRA logo depois”.

Serra quis mostrar grandeza e generosidade, na verdade era apenas indecisão e medo, a questão do ABORTO, tratada por ele, seria típico boomerang. Então ficou apenas no comentário a respeito da contradição dela, um equívoco total e completo em matéria de rumo e ritmo de campanha eleitoral.

A questão do cineasta da “Tropa de Elite”, deixa o pessoal de Dilma tão ofuscado quanto o pessoal de Serra. Ontem mostrei a falta de respeito à verdade tanto de Serra quanto de Dilma, os dois se dizendo INTRANSIGENTES NA DEFESA DA PETROBRAS, na verdade querem apenas “faturar votos”. Por que não explicam quando DEFENDERAM a Petrobras?

A RELIGIOSIDADE dos candidatos é outro ponto mais do que polêmico, verdadeiramente contraditório. Serra mostrou sua “religiosidade” da seguinte forma hilariante: “Sempre que me despeço de alguém, digo, vá com Deus”. Não viu que além de constrangedora, a “explicação” revela enorme babaquice? (Desculpem).

Na questão da corrupção de “parceiros” de campanha, Serra ficou desesperado, também na “entrevista” ao Jornal Nacional, apanhado em flagrante de falsidade, acobertamento e mentira, tudo num episódio único. Quando falaram no Paulo Vieira (mais conhecido como Paulo Preto), Serra mergulhou de cabeça nesses três itens. Vejamos a posição do presidenciável assim que “Paulo Preto” virou personagem.

11 de outubro: “Nunca ouvi falar nesse nome”.

12 de outubro, lógico, dia seguinte: “Paulo Vieira (nome verdadeiro, de batismo) é altamente competente, de grande importância na campanha”.

16 de outubro: “Não houve desfalque algum, se tivesse havido eu teria sabido, não sou homem de não saber das coisas”.

Estava altamente comprometido, não conseguiu DESMENTIR nada na Globo. Aí partiu para a tentativa de desfiguração do fato. Sendo impossível NEGAR A PARTICIPAÇÃO DE PAULO PRETO, encerrou o assunto com esta CONFISSÃO ESPANTOSA: “Não houve desfalque algum, mas mesmo se tivesse havido, TERIA SIDO COM DINHEIRO particular e não do contribuinte”.

Apesar das provas de que Paulo Preto exercia cargos de importância no governo, Serra, que “nunca havia ouvido falar em Paulo Preto”, justifica o “DESCONHECIDO” e tenta absolvê-lo PELO FATO DO DESFALQUE SER DADO COM DINHEIRO PARTICULAR.

E pelo menos esses 4 milhões (é muito mais, fiquemos apenas aí) vieram de DOADORES. E o que o Serra dirá a eles, já que PROCLAMOU QUE DINHEIRO PARTICULAR PODE SER SUBTRAÍDO, não tem dono?

***

PS – Serra não vai ganhar. Mas se por infelicidade, (a palavra serve para rotular a vitória certa da outra candidata) ganhasse, Paulo Preto (e outros da mesma cor e falta de credibilidade) passariam a ter acesso a DINHEIROS PÚBLICOS. Com o aval do ex-chefe PARTICULAR e agora chefe PÚBLICO.

PS2 – Como ambos são indefensáveis, ao lerem esse libelo sobre Serra, lembrem que serve também, milimetricamente, para Dilma.

PS3 – Fico satisfeitíssimo de estar contra os dois candidatos, não de hoje, mas de sempre. Não quero influenciar ninguém, apenas trocar informações, sem recriminar ou criticar quem votar em Dilma ou Serra.

PS4 – Mas seria grande vitória para o País se nenhum dos dois se elegesse. Sei que isso não é possível, mas tenho certeza de que, haja o que houver, nos reencontraremos.

PS5 – Estaremos juntos na TRINCHEIRA QUE OCUPAREMOS NA DEFESA DO GRANDE INTERESSE NACIONAL. Contra as PRIVATIZAÇÕES e principalmente contra as DOAÇÕES.


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