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Postado em 17-10-2010
Arquivado em (Newsletter) por vitor em 17-10-2010 13:37

DEU NO UOL

A terceira colocada na eleição presidencial, Marina Silva (PV), oficializou na tarde deste domingo a opção pela neutralidade no segundo turno, como a Folha antecipou neste domingo.

Em votação simbólica, a ex-presidenciável referendou a posição para a nova etapa da corrida presidencial.

Dos cerca de 170 votantes, apenas quatro declararam apoio a Dilma Rousseff (PT) ou José Serra (PSDB). Mesmo Fernando Gabeira, o candidato derrotado ao governo do Rio que contou com o apoio do tucano no primeiro turno, preferiu a independência do partido.

Individualmente, os filiados serão liberados para aderir às campanhas da petista ou do tucano. É o que Gabeira faz ao endossar a candidatura de Serra.

“O fato de não ter optado por um alinhamento neste momento não significa neutralidade quanto aos rumos desta campanha”, disse Marina, na convenção do PV em São Paulo, num espaço cultural na Vila Madalena.

Ela leu carta aberta com críticas ao que chamou de “dualidade destrutiva” entre PT e PSDB.

Segundo Marina, os dois partidos pregam a “mútua aniquilação” na disputa entre Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB).

“A agressividade do seu confronto pelo poder sufoca a construção de uma política de paz”, atacou a senadora.

A verde prometeu, ainda, defender sua fé –ela é evangélica– sem contudo usá-la “como arma eleitoral”.

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Comentários

luiz alfredo motta fontana on 17 outubro, 2010 at 18:42 #

Ao menos, o Josias de Souza, não omitiu o óbvio.

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Deu no blog do Josias:

“Segundo o último Datafolha, divulgado na véspera, 51% dos eleitores de Marina pendem para Serra no segundo turno. Outros 23% flertam com Dilma.

Para 55% do eleitorado de Marina, a posição da candidata seria indiferente. Apenas 25% admitiram levar em contra a opinião dela.

Ou seja: Ao não escolher nenhum dos caminhos da bifurcação, Marina conciliou sua vontade pessoal com a indiferença da maioria dos donos dos votos dados a ela.”

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Ao mais, é factível imaginar que o “preço” da opção era muito maior que o da neutralidade, assim poderá ter negociado pequenas vantagens com os dois candidatos.

Ou não?


joemar rios de oliveira on 17 outubro, 2010 at 20:28 #

A corrupção é um problema mundial e ocorre em todos os níveis – dos pequenos delitos diários aos grandes desvios financeiros no poder público e privado. O maior impacto da corrupção é sobre os cidadãos mais pobres, que não têm condições de absorver seus custos. Ao desviar recursos públicos, a corrupção compromete serviços de saúde, educação, transporte e policiamento – justo os mais importantes para as classes menos favorecidas. A corrupção em pequena escala representa um custo adicional ao tornar os serviços inadequados e ineficientes. Imagine, por exemplo, casos em que se paga propina para uma simples emissão de documento oficial. Em outras situações, grandes somas de dinheiro são pagas para obter contratos com o governo ou evitar inspeções burocráticas de rotina. Tudoisso é muito grave. E as conseqüências são ainda mais profundas.

A corrupção corrói a confiança nas instituições e o elo entre a sociedade. Entre os efeitos de longo prazo, estão a fragmentação social e o desrespeito aos direitos humanos. O desvio de fundos afeta a habilidade do governo de prover serviços básicos e de promover desenvolvimento sustentável: econômico, social e político. Além disso, pode prejudicar a saúde e a segurança. Projetos de infra-estrutura acabam sendo planejados incorretamente ou sequer são completados, e o suprimento de remédios e serviços de saúde se tornam escassos. Além disso, a corrupção enfraquece as perspectivas de crescimento econômico. O chamado “custo Brasil”, por exemplo, que inclui a corrupção e a violência como sobretaxas, acabam reduzindo investimentos. Poucas firmas estrangeiras desejam investir em países onde há tal “taxa adicional” de cobrança.

Ao redor do mundo, cada vez mais se reconhece que combater a corrupção é fundamental para se alcançar um governo mais transparente, justo e eficiente. Pelo número de signatários da Convenção da ONU contra a Corrupção, mais e mais países vêm percebendo que o suborno e “jeitinho” retardam o desenvolvimento. A ONU colabora com os governos dos países para desenvolver ferramentas de enfrentamento e prevenção à corrupção. Como essas idéias envolvem questões culturais de cada local, as medidas que funcionam em alguns países podem não funcionar em outros. Mas as boas práticas, e os casos de fracasso, podem ajudar no aprendizado e na elaboração de instrumentos eficientes e adequados à cada situação.


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