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Posted on 16-10-2010
Filed Under (Charges) by vitor on 16-10-2010

Mariano, hoje no Charge Online

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Posted on 16-10-2010
Filed Under (Multimídia) by vitor on 16-10-2010


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Com agradecimentos do Bahia em Pauta ao leitor Jsder Martins, que postou o vídeo de Gil na área de comentários deste site blog.

(VHS)

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Zé Alencar rouba cena em BH/UOL

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou neste sábado que ricos sentem “preconceito” e “medo” diante da possibilidade de a candidata do PT ao Palácio do Planalto, Dilma Rousseff, sair vitoriosa das urnas no próximo dia 31. Durante uma carreata seguida de comício em Belo Horizonte (MG), Lula e Dilma atravessaram um bairro de classe média alta da capital mineira e receberam de alguns moradores que assistiam ao ato sinais negativos indicando os polegares para baixo.

“Sabe, Dilma, aquelas pessoas ricas foram as que mais ganahram dinheiro no meu governo, mas não conseguiram superar o preconceito”, respondeu o presidente, diante dos acenos. “Agora, é o preconceito e o medo de uma mulher ganhar as eleições e fazer mais do que eles.”

Apesar da presença de Dilma e Lula em solo mineiro, quem chamou a atenção no ato político que sucedeu a carreata foi o vice-presidente José Alencar. Ele abriu o evento dizendo que Dilma ganhou o primeiro turno, mas agora é preciso focar na nova fase.

“A regra do jogo é exige que nós ganhemos novamente”, afirmou. Alencar foi o político mais aplaudido durante o evento e foi recebido com gritos de “Viva, Zé Alencar”.

Evocando as raízes mineiras, Dilma, que é nascida em Belo Horizonte, disse que, se eleita, terá um “compromisso sagrado” com a cidade. “Se Deus quiser, serei a primeira presidente do Brasil”, disse. Em um discurso relâmpago, Lula também apelou para as raízes de Dilma ao dizer que “mineiro que é mineiro” não trai o seu torrão”. “A partir de agora, não tem trégua companheiros de Minas Gerais.”

A visita de Dilma e Lula ao Estado ocorre em meio ao esforço da campanha petista para conter o estreitamento da vantagem sobre o adversário tucano José Serra. Esta semana, o ex-governador de São Paulo também fez campanha na cidade, com o reforço do ex-governador Aécio Neves, que se elegeu para o Senado no primeiro turno da corrida eleitoral.
(deu no IG)

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Posted on 16-10-2010
Filed Under (Artigos, Ivan) by vitor on 16-10-2010

Marina Silva: o voto que todos desejam

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OPINIÃO POLÍTICA

A difícil opção de Marina

Ivan de Carvalho

Políticos e jornalistas políticos consideram quase uma certeza – muitos dispensam o quase – que a senadora e ex-candidata a presidente pelo PV, Marina Silva, vai declarar neutralidade entre as duas candidaturas que passaram ao segundo turno, a da petista Dilma Rousseff e a do tucano José Serra. Quase com certeza essa previsão generalizada será confirmada, acredito eu, sem dispensar o quase.
O fato evidente é que Marina, depois de surpreender com uma votação superior a 19 por cento dos votos válidos, no primeiro turno, ficou numa sinuca de bico. Das três alternativas à sua disposição, nenhuma parece adequada a ela.
A primeira seria apoiar a candidatura de Dilma Rousseff, do PT, partido do qual Marina decidiu sair algum tempo depois de apresentar sua demissão do cargo de ministra do Meio Ambiente do governo Lula. Marina deixou o governo por entender que havia ficado sozinha na defesa de seus planos de preservação ambiental.
Veja o leitor como o site Greenpeace Brasil inicia a notícia da demissão da ex-ministra do Meio Ambiente: “Pressionada por setores do agronegócio, governadores de estado e políticos da bancada ruralista, a ministra Marina Silva, do Meio Ambiente, entregou nesta terça-feira sua carta de demissão ao presidente Lula, de caráter irrevogável. Era a última pessoa no governo a defender o meio ambiente e uma política de desenvolvimento sustentável. Com sua saída, a ala do crescimento a qualquer preço, capitaneada pela ministra Dilma Rousseff, venceu o cabo-de-guerra contra aqueles que buscavam conciliar desenvolvimento com sustentabilidade”.
É claro que o Greenpeace é parte, tem lado neste caso, mas a notícia produzida por seu site deixa claro que a grande queda de braço dentro do governo ocorreu entre Marina e – exatamente – Dilma Rousseff. Isso também aparece claramente no noticiário da época na mídia tradicional. É verdade que a hoje candidata do PT a presidente não foi a única pessoa no governo a desgostar Marina.
O próprio presidente Lula entregou o Programa Amazônia Sustentável, elaborado pelo Ministério do Meio Ambiente – aos cuidados do então ministro de Assuntos Estratégicos, Mangabeira Unger, retirando-o da esfera de autoridade de Marina Silva.
Ora, Marina apoiar a candidatura do PT seria, por estas razões, um paradoxo.
E quanto a apoiar a candidatura José Serra, do PSDB? Bem, Serra nunca foi um ativista da preservação do meio ambiente. Agora, na campanha do segundo turno, em busca dos votos verdes, do apoio do PV e – quem sabe Deus ajuda – de Marina, Serra está mais ligado na questão ambiental e acaba de assumir compromissos objetivos com lideranças do PV, à frente Fernando Gabeira (RJ) e Fábio Feldmann (SP). Prometeu observar os dez pontos programáticos apresentados pelo partido e garantiu a colaboração tucana na votação do Código Florestal pelo Congresso Nacional.
Os verdes pró-Serra dizem contar com 70 por cento do PV. Apesar de tudo isso, continua sendo prevista declaração pessoal de neutralidade de Marina, que disso deu sinais logo foi proclamado o resultado do primeiro turno, parecendo ter dificuldade também em apoiar a candidatura de oposição. Entre outras razões, porque o PV não estaria unido com Serra, muito menos com Dilma. Amanhã, o PV decidirá se apóia uma ou outra candidatura e tende a liberar seus diretórios estaduais para apoiarem quem quiserem.
Mas a neutralidade de Marina é outra coisa. A um líder quase nunca a neutralidade é atitude recomendada na política, pois costuma passar a impressão de omissão e a omissão costuma esvaziar e apagar as lideranças. É uma opção que também não favorece a senadora pelo Acre.


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Blogbar do Fontana — Nos balcões dos bares da vida

MAYSA – Convite Para Ouvir MAYSA nº 2

RGE – 1958

Música – Diplomacia

Composição – Maysa

Capa – Foto de Indalécio Wanderley para a revista O Cruzeiro

Letra:

Diplomacia

(Maysa)

Pouco importa a razão da verdade
Que impede a felicidade
De morar no meu coração
Pouco importa se tudo hoje em dia
Se baseia na diplomacia
Que semeia a desunião

Se é preciso ouvir toda gente
Que só diz aquilo que não sente
Que faz pouco da minha aflição
Pouco importa a razão da verdade
Que impede a felicidade
De morar no meu coração

Se é preciso ouvir toda gente
Que só diz aquilo que não sente
Que faz pouco da minha aflição
Pouco importa a razão da verdade
Que impede a felicidade
De morar no meu coração

BOM DIA, MAS BOM DIA MESMO A TODOS OS OUVINTES E LEITORES DO BP.
UMA SAUDAÇÃO DE AGRADECIMENTO E BRINDE ESPECIAIS AO POETA PAULISTA DO BLOGBAR.
TIM TIM

(Vitor Hugo Soares)

Lula com Dilma suam no palanque…

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…na terra do tropicalista Torquato Neto

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ARTIGO DA SEMANA

Do calor de Teresina ao frio de Atacama

Vitor Hugo Soares

Noite de quarta-feira, 13, em Teresina. Faltam menos de duas semanas para a hora da onça beber água no segundo turno que sacramentará ( é bem o termo) o nome do próximo ocupante do Palácio do Planalto. Em cima do palanque governista na capital do Piauí , citada nos boletins meteorológicos, no rádio e na TV, como a mais calorenta do país, o presidente Luís Inácio Lula da Silva faz das tripas coração no papel de privilegiado cabo eleitoral.

Novamente trajado de palanqueiro, o chefe da Nação se esforça para empurrar adiante o carro da campanha de Dilma Rousseff à sua sucessão, na região Norte e Nordeste. Pedaço distante do Brasil onde as pesquisas apontam os índices mais confortáveis da candidata petista, que dá visíveis sinais de derrapagem no resto do País, com o tucano Serra agora colado em seu calcanhar.

Roupa encharcada de suor, sob um calor de 40 graus, Lula esgota seu repertório de “mitingueiro” notório. Capricha no gestual e na retórica; repete casos, reinventa histórias contadas na Bahia e outros estados, renova despedidas já feitas mas que se revelaram (graças à crença e a tenacidade da verde Marina Silva), insuficientes para acabar tudo no primeiro turno como esperava, quando os olhos e ouvidos do mundo estavam todos voltados para o “cara” do Brasil.

Mas, como estão cansados de saber sulistas e nordestinos, o mundo dá voltas. Mais rápidas e surpreendentes ainda em tempos eleitorais. Na noite do comício em Teresina esta semana, sinais cristalinos das mudanças rondavam no ar, quase impossíveis de não serem enxergados até pelo mais míope político, candidato, empresário ou jornalista.

E estas transformações não se resumiam às presenças, destacadas no palanque piauiense, do “galego” petista governador da Bahia, Jaques Wagner, e do socialista Cid Gomes, do Cerá, reeleitos na primeira rodada. Ambos arregimentados às pressas “para dar uma mão” ao presidente, e tentar não deixar derrapar o carro da candidata petista também no Norte e Nordeste, considerados os principais bastiões e as mais ricas e fiéis reservas dos votos que Lula tenta transferir para sua candidata “do coração”.

As alterações são visíveis, também, nas imagens internacionais mais marcantes da quarta-feira, 13. Na noite do palanque quase invisível do Piauí, os olhos e a emoção no Brasil, e no resto do planeta, estão grudados na distante localidade de San Jose, em pleno deserto de Atacama, no Chile sempre emblemático e surpreendente.

Ali, sob um frio de rachar, tão comum nas noites dos desertos em qualquer fase do ano, culmina uma operação de salvamento modelar e sem precedentes na história dos países e da humanidade. Ao mesmo tempo, um dos exemplos mais belos e extraordinários de resistência humana já vistos. Coragem, entrega, capacidade de mobilização de um povo, solidariedade interna e internacional , fé sincera na realização do sonho e da vontade aparentemente impossíveis – além do invejável modelo de consciência política e maturidade de governantes e governados. Tudo misturado.

Resultado: um a um, depois de mais de dois meses do início de um pesadelo medonho, a cápsula-nave Fenix 2 resgata do fundo da terra, são e salvos, todos os 33 mineiros que pareciam irremediavelmente condenados à morte mais terrível depois de um desastre a 700 metros da superfície. Final mais que feliz para uma história que tinha tudo para terminar em tragédia.

Tocantes cenas de emoção por toda parte. Nos gritos de “Viva Chile”, nos cânticos políticos e patrióticos, no batuque dos bumbos das festas e demonstrações de alívio e felicidade que se espalham por um povo e um país , nas cenas dos trabalhadores da mina abraçados por familiares, companheiros, amante e heróicos integrantes das equipes de salvamento.

Em seguida, os resgatados abraçam com força, sentimento de gratidão e reconhecimento a Sebastián Piñera, o tido como conservador dirigente recém eleito presidente chileno, depois de derrotar o candidato dito progressista, apoiado pela ex-presidente Michelle Bachelet, que deixara o poder no Palácio de La Moneda nos braços do povo, com quase 80% de apoio popular nas pesquisas de opinião. Piñeda, de repente, emerge como o “cara” da vez da América Latina e do resto do vasto mundo.

Na quentura do comício de Teresina, no duelo quase final da campanha marcada dos dois lados pela virulência quase insana e a hipocrisia mais deslavada, a questão cultural, a memória histórica, os sentimentos mais éticos e nobres parecem definitivamente rifados dos programas dos candidatos e dos discursos de seus padrinhos e apoiadores.

Nem Lula, nem Dilma, nem qualquer de seus acompanhantes forasteiros ou mesmo políticos locais, parecem se dar conta de que pisam o chão de Torquato Neto. Notável poeta, artista, compositor e jornalista, que tragicamente abriu o gás do fogão e partiu precocemente. Não antes, porém, de produzir uma obra genial. Versos de mestre e composições de músicas transcendentes ao tempo e ao espaço, que elevariam o piauiense de Teresina, aluno de colégio de padres em Salvador, à posição justa de um dos pilares do Tropicalismo, o movimento revolucionário que viraria o Brasil de pernas para o ar e marcaria gerações, inclusive a deste jornalista.

Autor, dentre outras maravilhas, de Go Back . Uma música e uma poesia cuja letra ninguém no Brasil, principalmente governantes, político e candidatos e marqueteiros deveria esquecer. Em especial na parte que diz: “De  repente a madrugada mudou/ e certamente/ aquele trem já passou/ e se passou daqui pra melhor, foi!/ Só quero saber do que pode dar certo / não tenho tempo a perder”.

Grande Torquato! Viva o poeta do Piauí que conhecia como poucos seu país, seus governantes, sua imprensa, seus políticos e a gente que vive no Nordeste e no Sul, no Norte e no Sudeste. Salve!!!

Vitor Hugo Soares é jornalista. E-mail: Vitor_soares1.@terra.com.br


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Nenhuma Dor      
Composição: Torquato Neto/Caetano Veloso

Minha namorada tem segredos
Tem nos olhos mil brinquedos
De magoar o meu amor
Minha namorada, muito amada
Não entende quase nada
Nunca vem de madrugada
Procurar por onde estou
É preciso, ó doce namorada
Seguirmos firmes na estrada
Que leva a nenhuma dor
Minha doce e triste namorada
Minha amada, idolatrada
Salva, salva o nosso amor

Boa Noite !!!

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