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Posted on 15-10-2010
Filed Under (Multimídia) by vitor on 15-10-2010


Deu no IG (Último Segundo)

Os novos números da pesquisa Datafolha sobre o segundo turno das eleições presidenciais apontam que a candidata do PT, Dilma Rousseff, continua à frente de José Serra (PSDB). A petista tem 47% das intenções de voto, enquanto o tucano tem 41%.

Quando são considerados apenas os votos válidos, que desconsideram votos nulos, brancos e indecisos, Dilma tem 54% e Serra 46%.

O cenário é o mesmo da primeiro pesquisa após o primeiro turno. Dilma oscilou um ponto negativamente, mas dentro da margem de erro da pesquisa. O mesmo aconteceu entre os eleitores indecisos, que na semana passado eram 7% e hoje passaram a 8% do total de entrevistados pelo instituto. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

A sondagem do Datafolha também apurou que os temas religiosos, como aborto e casamento gay, não afetaram até agora a maioria do eleitorado brasileiro considerado religioso.

O instituto apurou que Dilma tem 51% da preferência dos eleitores que se dizem católicos, enquanto Serra tem 38%.

Entre os evangélicos, a petista caiu quatro pontos, enquanto Serra oscilou dois pontos positivamente.

Mas essa parcela da população representa apenas 6% do eleitorado total, segundo o instituto.

A maior queda de Dilma aconteceu entre os que se dizem sem religião. No grupo, a candidata caiu cinco pontos percentuais e Serra cresce cinco. Contudo, Dilma ainda lidera no grupo com 45% das intenções de voto e Serra com 40%.

A pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta foi registrada no TSE sob o número 35.746. O levantamento foi feito entre os dias 14 e 15 de outubro com 3.281 eleitores de 202 municípios brasileiros.

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Posted on 15-10-2010
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Dilma na Band

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CRÔNICA DE CAMPANHA

A romaria da beata Dilma

Janio Ferreira Soares

O último debate da Band foi o mais animado de todos e serviu para mostrar aos eleitores um pouco da verdadeira Dilma Rousseff, fato até então exclusivo de alguns petistas e colegas de governo. Marina Silva e Sérgio Gabrielli que o digam.

À vontade, ela mandou diversos cruzados no fígado de um surpreso Serra, além de mostrar um tipo de olhar que, como bem observou Carlos Heitor Cony, lembrou o de Collor. Já eu fiquei mais preocupado com uma pequena veia que se dilatava acima do seu olho esquerdo toda vez que ela se irritava. Culpa da TV de Alta Definição.

Dias depois, quando todos esperavam mais golpes, eis que ela apareceu exibindo um semblante calculadamente divinal durante uma missa no santuário de Aparecida – fato que eu presumo inédito em sua biografia, já que a Folha de São Paulo a flagrou passando batida na hora do sinal da cruz –, como se fora uma cópia sem credibilidade do caipira pirapora da bela canção de Renato Teixeira, Romaria, que, por não saber rezar, foi lá apenas mostrar o seu olhar e pedir a Nossa Senhora que iluminasse a mina escura e funda da sua vida. Serra também fez o mesmo, mas, mostrando certa intimidade, até comungou. A dúvida que fica é até que ponto essas encenações são verdadeiras.

Confesso que não sou a pessoa mais indicada para discorrer sobre este assunto, apesar de batizado, crismado e criado entre tias devotadíssimas, hóstias não bentas e foguetes estocados para iluminar o Céu nas noites frias da trezena de Santo Antônio da Glória. Mas, em conversas com meu amigo Dom Guido, Bispo de Paulo Afonso, fiquei sabendo que esse tipo de fé repentina não convence muito, já que Deus costuma analisar o conjunto da obra e não somente gestos praticados com segundas intenções e sem o aval do coração – a exemplo desses jogadores que apontam para o Céu toda vez que marcam seus gols,dando a entender que só eles fazem tabelinha com o Divino.

Portanto, devagar com o andor, que o santo, apesar de ser de barro, sabe perfeitamente distinguir quem é do ramo ou quem é devoto do pau oco.

Janio Ferreira Soares, cronista, é secretário de Cultura e Turismo de Paulo Afonso, na margem baiana do Rio São Francisco.

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Posted on 15-10-2010
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Pelicano, hoje no Bom Dia (SP)

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Posted on 15-10-2010
Filed Under (Newsletter) by vitor on 15-10-2010


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Os lucros da Google, principal ferramenta de busca e pesquisa na internet, cresceram 32,3 por cento no terceiro trimestre deste ano face ao mesmo período de 2009, superando as expectativas do mercado, que previam um crescimento de 13 por cento.

Entre Julho e Setembro de 2010, a Google teve um lucro líquido de 2,167 mil milhões de dólares (1,55 mil milhões de euros) face aos 1,630 mil milhões de dólares (1,16 mil milhões de euros) do mesmo período de 2009.

Quanto às receitas, aumentaram 23 por cento no terceiro trimestre para 7,286 mil milhões de dólares (5,20 mil milhões de euros).

“O Google teve um excelente trimestre. O nosso negócio principal cresceu muito bem e os novos negócios continuam a demonstrar uma progressão significativa “, disse o presidente da empresa, Eric Schmidt, em comunicado divulgado pela empresa.
(Informações do DN, Lisboa)

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OPINIÃO POLÍTICA

Pesquisas e eleições

Ivan de Carvalho

Durante a pré-campanha (acho que só existe essa figura verbal no Brasil) e a campanha para o primeiro turno do pleito presidencial, as pesquisas eleitorais pautaram severamente a mídia. Também pautaram de maneira quase impositiva o comportamento dos inumeráveis políticos que tendem a apoiar sempre quem eles acreditam que vai ganhar ou que tem mais chances. E pautaram ainda as doações de campanha feitas pelo empresariado, razão pela qual os cofres da campanha de Dilma estiveram bem fornidos e os da campanha de Serra apresentaram conteúdo escasso.

Mas, apesar disso tudo, o eleitorado não foi tão obediente às pesquisas quanto se imaginou. Nos últimos dias da campanha eleitoral para 3 de outubro, por conta de uns fatos e umas mobilizações sociais, o eleitorado forçou um rápido reajuste nas pesquisas. E foi assim que a candidatura da coligação liderada pelo PT foi obrigada a descer dos saltos altos nos quais ostensivamente subira – sem que isto fosse suficiente para evitar o segundo turno, que já havia sido considerado, aí por meados de setembro, como uma impossibilidade.

Todos os institutos de pesquisa erraram ou, se preferirem, o eleitor os enganou. É claro que uns divergiram mais, outros menos, não entre eles, mas da decisão dos eleitores. Agora, estão todos de volta. Desta vez, enfrentam um cenário aparentemente menos complexo, porque são somente dois os candidatos, em um confronto direto, não tem principalmente a candidatura de Marina Silva para enlouquecer as amostragens.

O que tem saído dos principais institutos de pesquisa de opinião impressiona. Vamos tentar sintetizar. A votação da petista Dilma Rousseff no primeiro turno a colocou, considerados os votos válidos, com uma vantagem de 14 pontos percentuais sobre o tucano José Serra.

Então veio a pesquisa Datafolha, publicada domingo (realizada sexta e sábado) e apontou uma queda dessa vantagem de Rousseff sobre Serra para oito pontos. Em seguida, veio o Vox Populi e, com pesquisa realizada nos dias 10 e 11, levantou um pouco a moral petista, aumentando para 9 pontos percentuais (9,1 para ser exato) a diferença entre os dois candidatos.

Mas nem deu tempo para relaxar, muito menos para alguma outra coisa. Porque veio o Ibope, na última quarta-feira, divulgando sua pesquisa realizada entre segunda-feira, 11 e a própria quarta-feira. A pesquisa Ibope veio reduzir a diferença entre Dilma Rousseff e José Serra a seis pontos percentuais. Não eram mais os oito do Datafolha, nem os 9 do Vox Populi, mas apenas seis. Por esse número, se Serra tirar três pontos percentuais da adversária, leva a disputa para o empate, não o empate técnico fundado nas tais margens de erro, mas no empate formal.

Não bastasse o Ibope, que fez sua pesquisa já após o debate entre os dois candidatos na Rede Bandeirantes, veio, ontem, a pesquisa do Instituto Sensus, contratada pela CNT (cujo presidente, Clésio Andrade, apóia Dilma) e realizada dos dias 11 a 13. Conforme o Sensus, considerando sempre apenas os votos válidos (o que elimina os nulos, em branco e indecisos), Rousseff tem 52,3 por cento e Serra, 47,7 por cento. Diferença de 4,6 pontos percentuais. Menos de cinco pontos. Desconsiderando, como fiz em relação às pesquisas dos demais institutos, as margens de erro. Com elas, Serra já terá conseguido o “empate técnico”.

Parece – mas, como estamos comparando pesquisas de diferentes institutos, convém aguardar o próximo Datafolha para comparar sua mais recente com sua próxima pesquisa – que há mesmo, até aqui, uma tendência de redução ou extinção da vantagem obtida pela candidata petista sobre o candidato do PSDB nas urnas de 3 de outubro. E mais: o Sensus aponta rejeição de 37,5 por cento dos eleitores a Serra e 35,4 por cento a Dilma Rousseff. Em setembro, quando o Sensus fez sua pesquisa anterior, estava 40,2 a 32,6 por cento. Note-se que a rejeição a Serra diminuiu quase três pontos e a rejeição a Dilma subiu quase três.


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BOA NOITE!!!

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