Piñera a Urzúa: “você foi ótimo chefe”

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Luis Urzúa, o 33.º mineiro a ser resgatado da mina de San José, saiu da cápsula ‘Fénix 2’ pouco antes das 21h desta quarta-feira histórica e heróica no Chile. Com lágrimas nos olhos, o presidente do Chile disse-lhe “você foi um ótimo chefe”; o mineiro respondeu com o “orgulho de ser chileno”.

Os 33 mineiros encurralados desde 5 de Agosto, a 700 metros de profundidade numa mina do Chile foram já resgatados e recebidos com fortes abraços, “vivas” e lágrimas.

Luis Urzúa, o chefe de turno da mina de San José, recusou-se a abandonar o barco de que era capitão e quis ser o último membro da tripulação a ser resgatado. A sua viagem de 700 metros até à superfície de Atacama acabou há pouco. O presidente Sebastian Piñera disse-lhe que o “seu turno tinha acabado” e o mineiro agradeceu o resgate, mas não hesitou: “espero que isto não volte a acontecer”.

O presidente e os presentes cantaram o hino chileno. Mineiro e topógrafo há 31 anos, Urzúa assumiu o comando do grupo nos 17 dias em que esperaram até serem localizados pelas equipes de resgate.

Ariel Ticona, o penúltimo mineiro a ser resgatado, tem três filhos, dois rapazes e uma menina, que nasceu enquanto o pai estava retido na mina e a quem decidiu chamar Esperanza [Esperança].

Pedro Cortez, de 24 anos, foi o 31.º mineiro resgatado hoje. Pedro, separado e pai de uma menina, é eletricista, mas tornou-se mineiro incentivado pelo amigo Carlos Bugueño, o 23.º mineiro resgatado.

O 30.º mineiro a ser resgatado foi Raúl Bustos, de 40 anos. Raúl é mecânico e tem dois filhos. Trabalhava no estaleiro de Talcahuano, mas, depois do grande terremoto de 27 de Fevereiro, decidiu emigrar para o Norte do país e procurar trabalho na mina.

(Informações do Diário de Notícia, Lisboa)

“Espero que isto nunca mais volte a acontecer. Obrigado a todos, a todos os socorristas e a todo o Chile”. Foram estas as primeiras palavras de Luís Urzúa, o último dos mineiros a chegar à superfície. Neste momento, conversa com o Presidente chileno, Sebastián Piñera, com uma bandeira do país dobrada sobre os ombros e mantendo os óculos escuros para se adaptar ao exterior, mesmo sendo noite em San José.
O 26.º a sair da mina, Victor Segovia, à chegada ao hospital (Mariana Bazo/Reuters)

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out
13
Posted on 13-10-2010
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DEU NA UOL

A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, mantém a dianteira no segundo turno com 49% das intenções de voto, segundo pesquisa Ibope divulgada na noite desta quarta-feira (13). Seu rival, o tucano José Serra, registrou 43%. A pesquisa foi encomendada por O Globo e Estadão.

Votos em branco e nulo somaram 5%, enquanto 3% do eleitorado se mostrou indeciso, diz o Ibope. Se forem considerados apenas os votos válidos, a petista venceria com a preferência de 53% do eleitorado, contra 47% do candidato do PSDB.

Trata-se do primeiro levantamento feito pelo instituto para medir a preferência do eleitorado nesta etapa das eleições.

Encomendada pela TV Globo e pelo jornal “O Estado de S.Paulo”, a sondagem tem margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Foram entrevistadas 3.010 pessoas de segunda (11) a quarta-feira (13).

out
13
Posted on 13-10-2010
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DEU NO IG (ÚLTIMO SEGUNDO)

A candidata do PT ao Palácio do Planalto, Dilma Rousseff, mantém a dianteira na preferência do eleitorado neste segundo turno, aponta nova pesquisa Vox Populi/iG divulgada nesta quarta-feira. O levantamento, primeiro realizado pelo instituto na segunda etapa da eleição presidencial, dá a Dilma 48% das intenções de voto, contra 40% registrados pelo adversário tucano José Serra.

Brancos e nulos totalizaram 6%, mesmo índice de indecisos. Se forem considerados somente os votos válidos, Dilma tem 54,5%, enquanto Serra ficaria com 45,4%. O número exclui da conta tanto os votos em branco ou nulos, quanto os indecisos. Esta última fatia do eleitorado, entretanto, ainda pode migrar para um ou outro candidato até a data da eleição.

Leia também
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A pesquisa Vox Populi/iG contou com 3.000 entrevistas, realizadas entre os dias 10 e 11 deste mês, em 214 municípios. A margem de erro da pesquisa é de 1,8.

A pouco menos de três semanas da eleição em segundo turno, a avaliação positiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva somou 78%. Na amostra, 17% consideraram o desempenho de Lula regular e 4% o avaliaram negativamente. Não souberam ou não responderam 1% dos entrevistados.

Debate

O levantamento mediu também o impacto do último debate entre presidenciáveis, realizado no último domingo pela Band. Entre os entrevistados, 22% disseram ter assistido ao debate, enquanto 77% disseram não ter visto o programa. Entre os que não assistiram, 39% disseram ter ouvido falar do debate e 60% não ouviram falar.

Entre os que assistiram ou tomaram conhecimento do debate, 37% disseram acreditar que Dilma saiu vitoriosa do confronto. Outros 32% deram a Serra a vitória no debate, enquanto 31% não souberam ou não responderam.

Pesquisas

As pesquisas de intenção de voto não são um instrumento infalível de aferição do desempenho dos candidatos na corrida presidencial. Elas são ferramentas que ajudam a mostrar o que pode acontecer no cenário eleitoral. No primeiro turno, o último tracking Vox Populi/Band/iG dava a Dilma 53%, se considerada apenas a conta de votos válidos. Serra, de acordo com a pesquisa, tinha 30% dos votos válidos e Marina Silva (PV), 16%.

Levantamento Datafolha, que errou menos entre os institutos, divulgado logo antes do pleito dava à petista 50% dos votos válidos, contra 31% de Serra e 17% de Marina. Já a pesquisa de boca de urna do Ibope dava à petista 51% dos votos válidos, contra 30% de Serra e 17% de Marina. Dilma, no entanto, saiu da eleição com 46,9% dos votos válidos, Serra teve 32,6% e Marina 19,3%.


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Matriz ou Filial

Nelson Gonçalves

Composição: Lucio Cardim
Quem sou eu pra ter direitos exclusivos sobre ela
Se eu não posso sutentar os sonhos dela
Se nada tenho e cada um vale o que tem
Quem sou eu pra sufocar a solidão da sua boca
Que hoje diz que é matriz e quase louca
Quando brigamos diz que é a filial

Afinal se amar demais passou a ser o meu defeito
É bem possível que eu não tenha mais direito
De ser matriz por ter sòmente amor pra dar

Afinal o que ela pensa em conseguir me desprezando
Se sua sina sempre é voltar chorando,
Arrependida, me pedindo pra ficar

BOA NOITE !!!

out
13

Yonni ´de volta: beijos de Susana

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Recebido com beijos pela amante, uma vez que a mulher com quem é casado legalmente recusou-se a comparecer ao local da operação de salvamento, em razão da presença da “outra”, Yonni Barrios, 50 anos, foi o 21º dos 33 mineradores soterrados, desde o dia 5 de agosto,  a deixar a mina San José, em Copiapó (Chile), a bordo da cápsula “Fênix 2” e chegar à superfície.

Barrios, casado e eletricista, emergiu às 16h33 após percorrer um duto de 622 metros de extensão e 66 cm de diâmetro.

Por causa de seu conhecimento de primeiros socorros, por ter precisado cuidar da mãe diabética quando criança, Barrios acabou responsável por monitorar a saúde dos colegas. Ele era o encarregado de dar injeções e redigir relatórios sobre a situação dos companheiros de resgate.

Em uma carta para sua mulher, Marta Salinas, poucos dias depois do acidente, ele disse que se sentia no inferno.

Marta, de 56 anos, porém, desistiu de ficar no acampamento Esperança após descobrir no local a amante do marido, Susana Valenzuela.

(Informações IG, El Mundo, TSF )

out
13
Posted on 13-10-2010
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DEU NO OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA

ABORTO NA MÍDIA

O debate fora de lugar

Por Alberto Dines

Atenção aborteiros, abortistas, antiabortistas, dilmistas e serristas: retirem o assunto dos palanques. Vocês estão brincando com fogo – literalmente.

Os editais dos Autos da Fé já estão afixados nos templos e nas quermesses, as fogueiras estão preparadas. Guerras santas começam por ninharias (a questão do aborto jamais foi premente) e acabam em banhos de sangue.

Este debate ensandecido e despropositado sobre a descriminalização da interrupção da gravidez está empurrando o país para um modelo de república clerocrata, antirrepublicana, semidemocrática.

E a mídia tem grande responsabilidade neste arranca-rabo infantilóide. Nossa imprensa é, por tradição, sacristã: os grandes jornais sempre correram atrás das batinas e disputaram arcebispos e cardeais para lustrar suas páginas. Jamais chamaram um pastor luterano ou um intelectual agnóstico.

Mãos limpas

Quando se tratou de lembrar os 200 anos de fundação da imprensa brasileira, a presença de Hipólito da Costa como patrono do jornalismo foi determinante para que as comemorações fossem suspensas: além de maçom, denunciou ao mundo as barbaridades da Inquisição portuguesa.

Quando em 2008 o presidente Lula foi ao Vaticano acompanhado por seus entes queridos para assinar uma Concordata com o papa Bento 16, a grande imprensa – toda ela, sem exceção – manteve o assunto sob rigoroso sigilo, na clandestinidade. A pedido do governo. Uma imprensa altiva, libertária, não se importou em autocensurar-se ostensivamente [ver emissões abaixo]. Em nome da fé, vale tudo.

Começava naquele exato momento o ensaio geral para a atual caça às bruxas que fatalmente nos conduzirá ao total desrespeito e esquecimento pelos direitos humanos. Convém lembrar que o 3º Programa Nacional de Direitos Humanos, apresentado pelo governo com toda a pompa e circunstância no final de 2009, foi abortado – a palavra é esta, não existe outra – para acalmar as lideranças católicas e evangélicas (ineditamente irmanadas) que orquestravam a oposição ruralista e da mídia. Os chefes militares adoraram, lavaram as mãos. Os civis também sabem fazer suas guerrinhas sujas.

O retorno

A igreja católica rasgou naquele momento uma corajosa história escrita ao longo de três décadas contra a tortura e o desaparecimento dos presos políticos, só para evitar que a nação brasileira começasse a encarar a possibilidade de debater a questão dos símbolos religiosos em prédios públicos, do casamento gay e… do aborto.

O infalível retorno dos bumerangues traz de volta a questão do aborto – vociferada, enraivecida, envilecida, brutalmente simplificada. E condenada a ser erradicada da nossa agenda política pela radicalização eleitoral que a mídia açula e assopra.


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Deu na revista:

Na coluna Holofote, assinada pelo jornalista Felipe Patury, a VEJA publica em sua edição desta semana:

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Fritura à moda baiana

O prefeito de Salvador, João Henrique, se elegeu pelo PDT, em 2004.

Três anos depois , mudou-se para o PMDB de Geddel Vieira Lima, então ministro da Integração Nacional. Geddel comandou sua campanha à reeleição e, em troca, ganhou a maior fatia da prefeitura. No início deste ano, João Henrique se afastou de seu protetor. Durante a campanha eleitoral, trocou-o pelo governador petista Jaques Wagner. A ruptura formal de João Henrique e Geddel, agora, é iminente. O prefeito acusa seu ex-padrinho de não ajudar a eleger sua mulher, Maria Luiza,  à deputada estadual. Frita os nomeados por Geddel em óleo de dendê, enquanto negocia um acordo com o PR.

out
13
Posted on 13-10-2010
Filed Under (Charges) by vitor on 13-10-2010


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Aroeira, hoje no O Dia (RJ)

Deu na Folha.com

O subprocurador do Ministério Público Federal Eduardo Antônio Dantas Nobre emitiu um parecer favorável à anulação da ação penal em que o banqueiro Daniel Dantas foi condenado a dez anos de prisão sob a acusação de ter subornado policiais participantes da Operação Satiagraha da Polícia Federal.

Caso os ministros do STJ (Superior Tribunal de Justiça) sigam o entendimento do subprocurador, a ação poderá ser considerada nula e a decisão poderá ter efeitos nos outros processos relativos aos supostos crimes cometidos por Dantas e executivos do grupo Opportunity.

Em um parecer sucinto, o subprocurador aponta que a atuação de agentes da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) nas investigações da Satiagraha foi ilegal e por isso a ação criminal contra Dantas deve ser anulada desde o seu início.

A manifestação de Nobre contraria a posição adotada anteriormente por outros membros do Ministério Público Federal em relação à legalidade da participação da Abin na operação da PF.

Nobre emitiu o parecer em uma ação de habeas corpus protocolada pela defesa do banqueiro no STJ. Nesse tipo de causa, a Procuradoria opina na condição de fiscal da correta aplicação da lei.

Os ministros do tribunal que vão julgar o habeas corpus não são obrigados a seguir o entendimento do subprocurador, mas a manifestação dele certamente será usada pelos advogados de Dantas para tentar convencer os julgadores.

De acordo com o parecer de Nobre, houve ilegalidade na investigação pois ocorreu a ocultação da participação de agentes da Abin, com o objetivo de “propiciar a prática, por eles, de atos reservados a agentes policiais, a exemplo da manipulação e análise de diálogos captados por eficiência de interceptações telefônicas”.

O subprocurador valeu-se da prerrogativa da autonomia funcional para contrariar posicionamentos de outros membros do Ministério Público sobre a questão.

No ano passado, a 2ª Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público Federal, órgão consultivo da Procuradoria na área penal e de controle externo da polícia, analisou um inquérito relativo à participação dos servidores da agência na operação da PF.

A câmara de revisão, constituída por três subprocuradores da República, decidiu que a atuação dos agentes da na operação ocorreu de forma auxiliar e secundária, sob a supervisão da PF, e por isso dentro da legalidade.

A decisão sobre o habeas corpus será dada pela quinta turma do STJ mas ainda não há previsão de data para o julgamento da causa.

out
13

Dom Aldo entra na campanha presidencial

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OPINIÃO POLÍTICA

Não podemos ficar calados

Ivan de Carvalho

A advertência constitutiva do título acima foi feita pelo papa Pio XII – antecessor de João XXIII, Paulo VI, João Paulo I, João Paulo II e Bento XVI – sobre uma “cultura de morte” que ele, já então, entendia estar sendo planejada e estimulada. A afirmação-advertência de Pio XII integra o documento apresentado em vídeo pelo arcebispo metropolitano da Paraíba, dom Aldo Pagotto, que busca mobilizar seus diocesanos para a luta contra o aborto, especialmente neste momento eleitoral. O arcebispo alveja nominalmente o PT (e implicitamente sua candidata, Dilma Rousseff) e o governo Lula, inclusive direta e duramente o atual presidente da República. E o faz numa arquidiocese geograficamente situada no coração eleitoral da candidatura petista.
No próprio vídeo, o arcebispo da Paraíba pede aos seus diocesanos que o divulguem ao máximo, naturalmente, suponho, sob o lema “não podemos ficar calados”. A arquidiocese afirmou que não postou o vídeo no YouTube, mas ele está neste site da Internet desde domingo e vem sendo intensamente acessado, apesar de sua duração de 15 minutos.
“A verdade nos salvará”, diz o arcebispo, baseado na promessa de Jesus aos seus seguidores – “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”. E então, provavelmente inspirado na recomendação bíblica, neste caso encontrada no Antigo Testamento, sobre o testemunho da verdade – “Seja a tua palavra sim, sim, não, não” –, dom Aldo abre uma Caixa de Pandora.
Dela, sai uma conspiração em nível mundial para a criação da “cultura da morte”, dentro de um conjunto de elementos dos quais ele destaca o aborto e, em plano de ainda não tão grande relevo, a eutanásia a ser praticada em indivíduos que, mesmo com boa saúde, já não contribuam para a produção. Melhor ver o vídeo para saber com mais detalhes e mais exatidão o que o arcebispo diz, com palavras de fogo, sobre o envolvimento do PT (para o qual, sustenta ele, o aborto é programa de governo) e do governo petista brasileiro com a Organização das Nações Unidas na ação pró-aborto. O arcebispo até pergunta quem financia essa coisa.
Ele acusa, inclusive, tentativa legislativa – feita pelo governismo no Congresso Nacional – de liberar o aborto até o final da gravidez, ao eliminar o único artigo do Código Penal. E diz que o que se planeja para o Brasil também se planeja para “toda a América Latina”. A impressão que o vídeo do arcebispo deixa é a de que buscam-se caminhos sombrios e profundos abismos para reduzir a população mundial: matando os que vão nascer, convencendo aos que já não produzem a pedir para morrer, mas produzindo-se, aí sim, guerras, entre outras coisas.
O arcebispo não usou meias palavras, não usou aquela linguagem floreada ou diplomática de que seus diocesanos devem votar em quem quiserem, segundo sua consciência, e que a Igreja e ele são neutros, mas os diocesanos devem examinar questões como a do aborto e outras para decidir o voto. Ele deu nome aos bois e disse por onde entende que os bois têm andado. “Seja tua palavra sim, sim, não, não”. Não quis ficar naquela categoria bíblica dos mornos: “Porque não és frio, nem és quente, mas és morno, eu te vomito da minha boca”.
Claro, a opção do voto é o diocesano eleitor que vai ter que fazer, segundo seu direito e seu livre arbítrio. O arcebispo já está fazendo a parte dele.

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