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O arcebispo da Paraíba, Dom Aldo Pagotto, partiu para o ataque. Com o cuidado de afirmar antes que “a igreja não se mete em política”, o religioso é mais aberto e mais direto em alguns trechos do video que circula na Internet, desde anteontem, que o próprio candidato do PSDB à presidência da República , José Serra, ou seu vice, Indio da Costa em seus ponunciamentos sobre o aborto, ou nas acusações ao PT e a sua candidata Dilma Rousseff. Até Pio XII é citado pelo dirigente religioso de diocese nordestina.

Quem navegou na internet, nas últimas 48 horas, em pesquisa à procura de matérias sobre aborto, um dos temas mais polêmicos da atual campanha presidencial, seguramente deu de cara com uma resultante surpreendente: um vídeo em que o arcebispo metropolitano da Paraíba, D. Aldo Pagotto, aparece lendo um documento, por ele produzido (mensagem aos seus arquidiocesanos ou diocesanos), na qual pede , explicitamente, que o vídeo seja divulgados por estes, o máximo possível. Cita também, elogiosamente, a seção regional de São Paulo, da CNBB, pela mobilização que decidiu fazer a respeito.

E desanca o PT. Até com mais vigor do que o bispo da diocese baiana de Barra, D. Luiz Cappio condenou o desvio das águas do Velho Chico, compara um atento observador político, que conferiu o vídieo no site Folha.com .

O vídeo revela (ou denuncia) uma conspiração em nível global.

Conspirações à parte, e opiniões pessoais sobre o aborto também , o vídeo do arcebispo, com 15 ninutos de duração, é a própria notícia. Foi postado domingo no YouTube, já tem milhares de acessos. Para localizá-lo, pesquise no Google, sem aspas, a série de palavras: arcebispo Paraíba aborto. Produzido por alta autoridade da Igreja Católica, no dia da padroeira do Brasil, N.S. Aparecida, é assunto ainda mais apropriado. E polêmico e explosivo em qualquer tempo, mas, principalmente, em período de campanha presidencial. Confira.

(Postado por Vitor Hugo Soares, com a colaboração do jornalista político Ivan de Carvalho)

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Comentários

Marco Lino on 12 outubro, 2010 at 15:00 #

Na internet a gente acha o que quer, não Ivan? O supracitado suspendeu as atividades eclesiásticas de um padre (tb deputado e, detalhe, do PT…) por o mesmo criticar o celibato. É mole? Bem disse Platão que pessoas voluntariamente recusariam a luz, a liberdade e prefeririam viver nas sombras da caverna. Servidão voluntária! Reprimem o que há de mais natural no homem, como a sexualidade, em nome de valores medievais e ainda querem manter os demais debaixo do jugo. Abaixo todo o jugo servil, viva a liberdade que a natureza oferece!!! Obs minha, marco.
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Cristãos da Paraíba pedem afastamento de bispo por preconceito contra os pobres
(http://www.cebi.org.br/noticia.php?secaoId=1&noticiaId=1482)
Terça-feira, 5 de outubro de 2010 – 10h17min
Em nota pública, dirigida ao Vaticano e à CNBB, um grupo de lideranças da Igreja Católica da Paraíba e de outros movimentos sociais pediu a substituição do bispo católico de João Pessoa, Dom Aldo Pagotto. O bispo é acusado de preconceito contra os pobres e de desrespeito para com lideranças comprometidas com a causa popular. Sentindo-se “agredidos por suas palavras e atos”, as lideranças afirmam que o bispo trata “os pobres com arrogância e desprezo, enquanto trata com privilégio os ricos e poderosos e seus respectivos interesses”. Veja a íntegra da denúncia:

João Pessoa, 09 de setembro de 2010

Ao Sr. Núncio Apostólico no Brasil, Dom Lorenzo Baldisseri
Ao Sr. Presidente da CNBB, Dom Geraldo Lyrio Rocha
Ao Sr. Presidente do Regional Nordeste II da CNBB, Dom Antônio Muniz Fernandes
Aos membros das instâncias colegiadas da Arquidiocese da Paraíba
Srs. Bispos, nossos Irmãos,

Em carta aberta, nós, Leigos, Leigas, Religiosas, Religiosos, Diáconos e Presbíteros da Arquidiocese da Paraíba, abaixo-assinados, dirigimo-nos respeitosamente aos Srs. Responsáveis pelas diferentes instâncias eclesiais, inclusive as instâncias colegiadas da CNBB, da CNBB Nordeste II e da Arquidiocese da Paraíba, para externar-lhes nossas profundas inquietações em relação à situação comprometedora de nossa Arquidiocese, tendo em vista a já longa sequência de atos deploráveis REITERADAMENTE cometidos pelo Sr. Arcebispo da Paraíba, Dom Aldo di Cillo Pagotto, desde o primeiro ano de sua chegada a essa Arquidiocese (cf. documentos anexos), principalmente no tocante ao seu relacionamento sistematicamente desrespeitoso e preconceituoso em relação aos pobres, à maioria das pastorais sociais (que não apenas não têm contado com seu apoio, antes têm sido por ele hostilizadas). Atos dessa natureza se sucedem, sem qualquer sinal de mudança de atitude por parte de Dom Aldo. Entendemos chegada a hora de apelarmos a quem tem o dever de se posicionar claramente sobre tal situação, que só tende a agravar-se, caso continue prevalecendo o silenciamento ou a omissão diante da lista considerável de atitudes de desdém ou de humilhação a tudo que diga respeito, por exemplo, às CEBs, à CPT, aos leigos, leigas, religiosas ou até a padres e outros grupos pastorais comprometidos com a causa dos pobres, com igual atitude em relação aos movimentos populares, constantemente agredidos por suas palavras e atos, tratando aos pobres com arrogância e desprezo, enquanto trata com privilégio os ricos e poderosos e seus respectivos interesses. Para tanto, não hesita em apelar, quando lhe convém, e de forma unilateral, aos rigores do Código de Direito Canônico, como o fez em relação à suspensão de ordens do Pe. Luiz Couto.

Seu mais recente ato de desrespeito e de preconceito contra os pobres e suas legítimas demandas se deu por meio da imprensa local – na qual aparece com uma freqüência pouco recomendável a um pastor de quem se espera discrição e prudência. Desta feita, numa atitude de afronta a um pleito legítimo e justo como é o Plebiscito pelo limite do tamanho da propriedade da terra, no Brasil, medida já tomada inclusive por diversos países, inclusive a Itália, bandeira amplamente consensual entre as organizações de base da sociedade brasileira (pleito assumido pela CNBB, pelo CONIC e mais de cinqüenta entidades e movimentos populares) e que tem fundamento na própria Doutrina Social da Igreja e nos Documentos da CNBB.

Eis que, sem tomar em conta sequer os documentos que fundamentam a iniciativa, Dom Aldo Pagotto vai ao Correio da Paraíba, em coluna assinada pelo mesmo, em artigo publicado a dois dias do início do referido Plebiscito, e trata de questionar – já a partir do título capcioso de seu artigo “Limite à propriedade produtiva?”- a validade do Plebiscito, tecendo insinuações injuriosas- inclusive de roubo – contra os pobres e contra os movimentos populares. Não contente com a desfeita, volta à sua coluna semanal de domingo, dia 5 de setembro, em pleno período de realização do referido Plebiscito, para reiterar sua posição.

Diante desses fatos graves, em que é o próprio pastor que se mantém intransigente em seu comportamento sistemático de semear o divisionismo em seu rebanho, vimos solicitar encarecidamente às diferentes instâncias eclesiais que os Srs. representam, a substituição do atual arcebispo, Dom Aldo Pagotto, convencidos que estamos, por fatos concretos de que ele não atende aos requisitos pastorais e pedagógicos de um pastor, no cuidado de seu rebanho.

Confiantes em sua prudência pastoral, e aguardando seu pronunciamento e as providências urgentes que o caso requer, expressamos-lhes nossas saudações fraternas.

Alder Júlio Ferreira Calado – Diácono
Elias Cândido do Nascimento – Leigo, Coordenador do MTC/NE-II
Genaro Ieno – Ex-Agente de Pastoral Leigo
Rolando Lazarte – Sociólogo, ex-professor da UFPB
Lívia Lima Pinheiro – Leiga, ex-Membro da Equipe Exec. Setor Juvent.
Romero Venâncio Júnior – Leigo, Professor Universitário
Genielly Ribeiro da Assunção – Leiga
José Brendan Macdonald – Leigo, Assessor na formação de jovens do meio popular
Eduardo Côrtes Aranha – Leigo
Antônio Alberto Pereira – Professor da UFPB
Ricardo Brindeiro – Animador das Pastorais Sociais
Arivaldo José Sezyshta – Coordenador do Serviço Pastoral dos Migrantes do Nordeste
Maria Angelina de Oliveira – Ex-Coordenadora da JOC (nacional e internacional)
José Gilson Silva Alves – Dirigente Sindical (SINTER – PB)
Luiz Lima de Almeida – Dirigente Sindical (SINTR – PB)
Renato Paulino Lanfranchi – Leigo, ativista de direitos humanos
Raimundo Nonato de Queiroz – Educador de Jovens Cristãos
Luciano Batista de Souza – Nós Também Somos Igreja
Luciano de Sousa Silva – Professor da UFPB
João da Cruz Fragoso – Leigo, membro do Grupo Nós Também Somos Igreja
José Marcos Batista de Moraes – Assessor da Past. Juventude/ C.G
Gilma Fernandes B. Madruga – Leiga, Educadora de Jovens Cristãos
Samantha Pollyanna M. Pimentel – Leiga, Educadora de Jovens Cristãos
Íris Charlene Lima de Abreu – Leiga, Educadora de Jovens Cristãos
Janaína Brasileiro Formiga – Leiga, Educadora de Jovens Cristãos
José Washington de Oliveira Castro Júnior – Leigo, Educador de Jovens Cristãos
Magdala Cavalcanti de Melo – Leiga, membro do Grupo Nós Também Somos Igreja
Valdênia Paulino Lanfranchi – Advogada de Direitos Humanos
Pedro Ferreira de Lima – Diretor do SINTRICOM
Luiz Muniz de Lima – Diretor do SINTRICOM
Maria José Moura Araújo – Projeto Sal da Terra
Erasmo França de Sousa – SINTRICOM
Josiana da S. Ferreira – SINDTESP
José Laurentino da Silva – SINTRICOM
Ednalva Costa da Silva – SINTRICOM
Rafaela Carneiro Cláudio – Leiga, Coord. Assembléia Popular
Adenilton Felinto da Silva – Leigo – Educador Popular
Rosa Lisboa – Leiga – Educadora Popular
Gleyson Ricardo A. de Melo – Leigo, Assembléia Popular
Dora Delfino – Leiga, Rede de Educadores do NE
João Batista da Silva – Leigo
José Santana – SINTRICOM
Eulina Pereira Ferreira – Projeto Sal Terra
Gilberto Paulino de Oliveira – CUT
Edmilson da Silva Souza – Leigo
Francisco D. H. dos Santos – Leigo
Eliana Alda de F. Calado – Leiga
Maria de Oliveira Ferreira Filha – Professora da UFPB
Nilza Ribeiro – Leiga


luiz alfredo motta fontana on 12 outubro, 2010 at 17:46 #

Caro Marco Lino

Ivan, o Carvalho, ao que parece está em meio à uma guerra não muito santa.

Nesta luta intestina entre facções da mesma igreja, mimetizada em disputa eleitoral, o que se busca fazer, é atrair incautos simulando iminência de surto abortivo.

Parece Macondo, mas é apenas ranço.

Aqui, com urgência, a receita sempre saudável do velho e bom teatro, o distanciamento de Brechet, e um bom diretor de iluminação, afinal em meo às trevas, os gatos estão pardos como nunca.

Ivan e Pagotto, mais algumas laudas e outros tantos vídeos, e teremos acesa a fogueira, em cada esquina uma bruxa, em cada sorriso feminino uma tentação, deverá ser o lema.

E pensar que no início era apenas pauta política.


Ivan de Carvalho on 12 outubro, 2010 at 22:28 #

Caro Marco Lino,
Que bom ter um leitor tão atento e interessado. Persevere. Espero que “outras tantas laudas e vídeos” possam impedir a fogueira que você teme, mas que não queimaria as supostas bruxas da Inquisição e sim os bruxinhos ainda não nascidos. Como diz o arcebispo, “não podemos ficar calados”.


Ivan de Carvalho on 12 outubro, 2010 at 22:43 #

Ora, Marco Lino,
Quando acabei de enviar o comentário que precedeu este, minha mulher me contou que uma jovem conhecida nossa, solteira, 24 anos, ficou grávida e os pais dela exigem que ela aborte. Ela, graças a Deus, se recusa, mas os pais lhe acenderam a fogueira. Expulsaram-na de casa e avisaram que só entra de novo se abortar. Isso, eu diria, faz parte do “surto abortivo iminente” a que você se refere em suas observações, só que não é iminente, já é presente mesmo.
Espero que no caso acima mencionado o ser humano – inocente e indefeso – em desenvolvimento intra-uterino condenado à morte por sentença dos avós tenha em sua mãe a força que a mantenha se recusando a ser o carrasco.


Marco Lino on 13 outubro, 2010 at 1:03 #

Caro Ivan

Parece que me confundiste com poeta Fontana… Nada direi por ele (que pode defender-se muitíssimo melhor que eu), porém fiquei “honrado” com a confusão. (risos)

Carvalho, os pais da garota citada são tão medievos quanto aqueles que têm pavor do tema aborto, e tão calhordas quanto aqueles que querem faturar politicamente com o tema.

O que Serra pensa diferente da Dilma sobre o aborto?! O que o PSDB defende sobre o aborto, que seja diferente do que pensa o PT? Em que o PNDH de FHC é diferente do enviado pelo Lula – no quesito aborto?

Será que não sabem que Serra, quando ministro, regulamentou a prática?!

Salta aos olhos a questão política por trás do aborto. Pessoas que naturalmente defenderiam a candidatura Serra (nada mais natural) se escondem na questão do aborto para fazer campanha aberta dentro das igrejas. Poderiam ter a grandeza de assumir suas preferências.

PS: Por que a garota engravidou? Sexo “fora do casamento”? Faltou camisinha (ou outro contraceptivo qualquer que a Igreja condena)? Faltou estrutura (de todo tipo) à garota, ao garoto, aos pais, ao Estado e aos escambaus, não? Viu só como esta discussão é medieval? Alguns religiosos brasileiros nunca terão a estatura de um Boff. Não por falta de capacidade, mas por renunciarem a algumas coisas sagradas legadas ao humano pelo divino, como a liberdade e o senso crítico.

PS2: A Igreja continua medieval. Paciência.

Abs


Regina on 13 outubro, 2010 at 1:10 #

Sr. Ivan de Carvalho: Crê O Sr que a cidadã, maior de idade, citada no seu exemplo, estaria em pior situação se ela estivesse amparada legalmente para fazer a escolha? Se acaso a opção é a “recomendação” da familia da citada cidadã, no momento, estariam todos agindo na ilegalidade sem falar no risco de vida.


luiz alfredo motta fontana on 13 outubro, 2010 at 2:03 #

A velha tática.

Elege-se um “monstro”, de preferência anônimo e sem possibilidade de reação, aponta-o e grita:

Olhem, o horror, precisamos salvar a humanidade, acendam a fogueira!!!

Parece argumento dos que defendem a pena de morte e perguntam:

– o que você faria se um crápula abusasse de sua mãe e irmã na sua frente?

Não vamos nem nos ater à fonte, que soube identificar o contágio da “onda abortiva que assola nossas fronteira, colocando emrisco a estabilidade religiosa de toda uma nação”.

Só devemos reconhecer, o “escrevinhador” é privilegiado, te m a fonte na própria casa, nem precisa olhar o mundo ao redor.

Aliás, nem precisa pensar, ou checar informações, só deve, por devoção, reproduzir o inquisidor.

Triste cenário, não é só ausência de idéias e programas de governo, ou até mesmo consciência política que assola o pleito, mas, por contaminação, ao se que se evidencia, um surto, este sim, de psicose, de alucinada reação ao fantasmas de outrora, que justifiquem olhares tão precários quanto medievais.

Quanto ao trocar Fontanas por Marcos é usual, tenta-se desqualificar o Marco.

Ao mais, busca o cândido Ivan, transforemar sítios em meros repetidores das colunas de um tal Paraíba online onde Aldo, o que enxerga hordas avassaladoras, pratica a sua interpretação do mundo segundo a inquisição.

Querem um exemplo?

————————————————–

Escreveu Aldo:

“…Se o leitor notar qualquer outra semelhança ou coincidência, a responsabilidade é do autor do decálogo e não minha, articulista. Cá pra nós, o tal decálogo do Stalin serve de pista para detectar e interpretar certos fatos que acontecem por aí. Vejamos, pois:

1) Corrompa a juventude dando-lhe total liberdade sexual;
2) Infiltre-se e depois controle todos os veículos de comunicação de massa;
3) Divida a população em grupos antagônicos, incitando-os aos discursos sobre assuntos sociais;
4) Destrua a confiança do povo nas Instituições e em seus líderes;
5) Fale sempre sobre a democracia e em Estado de direito, mas, tão logo haja oportunidade, assuma o poder sem nenhum escrúpulo;
6) Colabore para o esbanjamento do dinheiro público. Coloque em descrédito a imagem do país, especialmente no exterior e provoque pânico e desassossego na população, por meio da inflação;
7) Promova greves nas indústrias do país, mesmo greves ilegais;
8) Promova distúrbios e contribua para que as autoridades constituídas não as coíbam;
9) Contribua para a derrocada dos valores morais, da honestidade e da crença na promessa dos governantes. Nossos parlamentares infiltrados nos partidos democráticos devem acusar os não comunistas, expô-los ao ridículo e obrigá-los, sem piedade, a votar somente no que for dos interesses da causa socialista;
10) Procure catalogar todos aqueles que possuem armas de fogo para que elas sejam confiscadas no momento oportuno, tornando impossível qualquer resistência à causa comunista.”
(Paraíba Online – coluna de Aldo Pagotto)

————————————————–

Ivan, o Carvalho, ao que parece, é apenas devotado seguidor.


luiz alfredo motta fontana on 13 outubro, 2010 at 2:34 #

Resumo da ópera

Nesta disputa, nada santa, entre Dilma “não sei quem sou mas o que importa é quem me indicou” e Serra “eu sou igual ao Iznogoud quero ser Califa no lugar do Califa”, o que impera, além do atraso, é a natural disseminação de embates obscurantistas.

Repito:

– “2010, o ano em que a urna enjoou.”

Nunca o peso do voto compulsório se fez tão opressor.

Seja qual for o resultado, perderemos todos um pouco, resta assim preservar as instituições, e sobretudo arejar o debate.

Dor e sofrimento só interessa aos que mercantilizam poções.


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