Capsula Fenix: teste antes da descida/AFP

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DEU NO IG

Após uma série de testes, a cápsula “Fênix”, que será usada para levar à superfície os 33 homens que esperam resgate há mais de dois meses a 700 metros de profundidade, foi colocada no túnel em direção aos trabalhadores levando o paramédico Manuel Gonzáles. É o primeiro passo para o resgate dos mineiros, iniciado oficialmente às 23h20.

O presidente do Chile, Sebastian Piñera, acompanhou de perto a entrada do profissional no túnel. Muitas palmas foram ouvidas quando a cápsula seguiu em direção ao refúgio. Ao ver o equipamento descer, Piñera fez o sinal da cruz e permaneceu no local. As equipes que trabalham no local cantaram o hino do Chile, acompanhadas das famílias dos mineiros, que estão no acampamento.

Antes, a cápsula havia entrado no túnel de resgate e percorrido cerca de 65 metros. No momento em que a Fênix foi colocada no túnel, integrantes da equipe de resgate bateram palmas e cantaram “vamos, vamos mineiros, que esta noite vamos tirá-los daí”.

Eles são observados por familiares dos trabalhadores, alguns dos quais seguram balões com a bandeira do Chile.

O 1º mineiro a ser resgatado é Florencio Avalos, de 30 anos, espécie de cinegrafista oficial do grupo. O resgate completo deve durar 48 horas e, nesse período, a entrada da mina ficará fechada e será aberta somente em caso de urgência.

Segundo o site do jornal “La Tercera”, os próximos da lista serão Mario Sepúlveda Espinace, Juan Illanes Palma e Carlos Mamani Soliz.

Eles são considerados os quatro mineiros com melhor estado de saúde e mais ágeis, para que possam reagir a qualquer imprevisto. Os 10 mineiros mais debilitados deixarão a mina a partir da quinta retirada. Após o resgate, as vítimas serão levadas ao Hospital Regional de Copiapó em aeronaves ou ambulâncias.

Os trabalhadores serão retirados por meio de uma cápsula que será içada por uma grua. Para ajudar no resgate, primeiramente descerão um operador e um médico que avaliará o estado de saúde das pessoas.

Para o resgate, cada um dos trabalhadores recebeu um kit com macacão, jaqueta, manta, meias e roupas de baixo, além de um cinto especial para que pudessem ser monitorados pela equipe e um aparelho de computador que registra frequência cardíaca e sanguínea e pressão arterial. O traje, que tem a cor verde e o nome de cada mineiro bordado, foi confeccionado no Chile com material importado que absorve umidade e transpiração.

As primeiras cápsulas “Fênix” vão levar socorristas ao interior da mina para avaliar a condição física dos trabalhadores, que devem ser dividos em três grupos: os mais habilidosos tecnicamente, os mais debilitados e os mais fortes.

Saiba quem são os 33 sobreviventes da mina
Acompanhe o resgate dos mineiros
Mineiro pede que irmão prepare os pais
Jornal chileno divulga lista com ordem de saída da mina
Mario Sepúlveda, de 40 anos, será o segundo trabalhador resgatado. Casado e pai de dois filhos ele também foi o responsável, nas últimas semanas, por gravar as imagens do interior do refúgio.

Carlos Mamani, de 24 anos, único boliviano entre os presos, deve ser o terceiro e será recebido pelo presidente Evo Morales. Solteiro, Manami trabalhava na mina chilena havia apenas 5 dias.


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BOA NOITE!!!


Na foto de Danilo Vespa (30/3/2010, Folhapress), Serra aparece junto a
Paulo Vieira (de camisa).
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Deu no Folha.com

BRENO COSTA

ENVIADO ESPECIAL A APARECIDA

O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, saiu nesta terça-feira em defesa do ex-diretor de engenharia da Dersa (estatal paulista responsável por obras viárias) Paulo Vieira de Souza.

Conhecido como Paulo Preto, ele foi citado pela candidata Dilma Rousseff (PT) no último domingo, durante debate na Band. Dilma afirmou que ele desviou R$ 4 milhões originalmente destinados para a campanha de Serra.

Em entrevista publicada hoje pela Folha, Paulo Preto, exonerado da Dersa em abril, afirma que Serra o conhece e, em tom de ameaça, diz que “não se larga um líder ferido na estrada a troco de nada”. “Não cometam esse erro”, afirmou.

Após participar de missa solene em homenagem a Nossa Senhora Aparecida, na Basílica de Nossa Senhora, em Aparecida (SP), Serra minimizou a importância do caso, disse não ter lido as declarações do ex-diretor e afirmou que “a acusação contra ele é injusta” e que o engenheiro é “totalmente inocente”.

“Acho curioso dar ao fato uma importância que de fato ele não tem”, disse Serra. “A acusação contra ele é injusta. Não houve desvio de dinheiro de campanha por parte de ninguém, nem do Paulo Souza.”

Perguntado, Serra não respondeu se conhecia efetivamente Paulo Preto. “Ele é considerado uma pessoa muito competente e ganhou até o prêmio de Engenheiro do Ano, no ano passado. Nunca recebi nenhuma acusação a respeito dele durante sua atuação no governo”, disse.

O tucano afirmou que não falou sobre o assunto durante o debate porque a afirmação de Dilma foi feita numa tréplica a que a candidata tinha direito. A acusação de Dilma, baseada em reportagem da revista “IstoÉ”, foi reproduzida em seu programa eleitoral na TV.

O candidato tucano insinuou que, ao jogar na campanha o nome de Paulo Preto, Dilma buscou desviar a atenção em relação às denúncias de lobby na Casa Civil.

“O curioso é que Dilma está preocupada com problemas internos da nossa campanha quando a nossa preocupação é com o destino do dinheiro da Casa Civil, dinheiro público, dinheiro dos contribuintes. Não é dinheiro que algum empresário doou para uma campanha”, afirmou Serra.

O tucano acusou Dilma e o PT de produzir um “factoide para pegar na imprensa”. “Estão fazendo uma tempestade não é num copo, é num cálice de água”, disse.

Serra também negou relação entre o caso e a ausência, na missa, do senador eleito por São Paulo, Aloysio Nunes Ferreira (PSDB). A filha de Paulo Vieira de Souza emprestou R$ 300 mil a Aloysio, quando o tucano ainda chefiava a Casa Civil do governo Serra, para a compra de um apartamento.

“Isso aí é uma coisa de relações pessoais. Não vejo nada de especial nisso”, disse Serra.

MISSA

Serra esteve hoje de manhã na missa solene em homenagem à padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida. O governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), e o vice de Serra, Indio da Costa (DEM), também acompanharam a missa.

O tucano, acompanhado da mulher, Mônica, foi muito assediado e chegou a ser citado no início do sermão do cardeal arcebispo de Belo Horizonte, dom Serafim Fernandes Araújo, que celebrou a missa, acompanhada por cerca de 35 mil fieis, segundo a direção da basílica.

Após a homilia, foi pedido que os fieis orassem “para que os eleitores votem com consciência e que os eleitos atendam os anseios de paz, justiça e desenvolvimento de todos os brasileiros”.

Em seguida, Mônica Serra foi chamada ao altar para receber uma imagem de Nossa Senhora Aparecida, que será levada por ela aos mineiros soterrados no Chile, cujo resgate deve começar hoje à noite.

Bahia em Pauta recebeu do leitor atento e antenado que assina Marco Lino, na área de comentário, um texto opinativo acompanhado de informações relevantes , no espaço da nota sobre o vídeo postado pelo arcebispo de João Pessoa na internet, postado esta terça-feira no Bahia em Pauta. Pela qualidade das observações e pelo interesse das informações agregadas, BP traz a mensagem de Marco Lino, na íntegra, para o espaço principal de opinião deste site blog.
Vale ainda um registro: o comentário de Lino fez ainda o editor perceber o equivoco que havia cometido na hora da postagem, ao editar um texto com informações em bruto em lugar da nota assinada – com crédito também ao jornalista Ivan de Carvalho que chamou a atençao do BP para a notícia publicada no site Folha.com – . Tudo OK agora. Restam os agradecimentos a Marco Lino por sua sempre relevante participação neste blog. Confiram .
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Na internet a gente acha o que quer, não Ivan? O supracitado (arcebispo de João Pessoa) suspendeu as atividades eclesiásticas de um padre (tb deputado e, detalhe, do PT…) por o mesmo criticar o celibato. É mole? Bem disse Platão que pessoas voluntariamente recusariam a luz, a liberdade e prefeririam viver nas sombras da caverna. Servidão voluntária! Reprimem o que há de mais natural no homem, como a sexualidade, em nome de valores medievais e ainda querem manter os demais debaixo do jugo. Abaixo todo o jugo servil, viva a liberdade que a natureza oferece!!! Obs minha, marco.
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Em nota pública, dirigida ao Vaticano e à CNBB, um grupo de lideranças da Igreja Católica da Paraíba e de outros movimentos sociais pediu a substituição do bispo católico de João Pessoa, Dom Aldo Pagotto. O bispo é acusado de preconceito contra os pobres e de desrespeito para com lideranças comprometidas com a causa popular. Sentindo-se “agredidos por suas palavras e atos”, as lideranças afirmam que o bispo trata “os pobres com arrogância e desprezo, enquanto trata com privilégio os ricos e poderosos e seus respectivos interesses”. Veja a íntegra da denúncia:

João Pessoa, 09 de setembro de 2010

Ao Sr. Núncio Apostólico no Brasil, Dom Lorenzo Baldisseri
Ao Sr. Presidente da CNBB, Dom Geraldo Lyrio Rocha
Ao Sr. Presidente do Regional Nordeste II da CNBB, Dom Antônio Muniz Fernandes
Aos membros das instâncias colegiadas da Arquidiocese da Paraíba
Srs. Bispos, nossos Irmãos,

Em carta aberta, nós, Leigos, Leigas, Religiosas, Religiosos, Diáconos e Presbíteros da Arquidiocese da Paraíba, abaixo-assinados, dirigimo-nos respeitosamente aos Srs. Responsáveis pelas diferentes instâncias eclesiais, inclusive as instâncias colegiadas da CNBB, da CNBB Nordeste II e da Arquidiocese da Paraíba, para externar-lhes nossas profundas inquietações em relação à situação comprometedora de nossa Arquidiocese, tendo em vista a já longa sequência de atos deploráveis REITERADAMENTE cometidos pelo Sr. Arcebispo da Paraíba, Dom Aldo di Cillo Pagotto, desde o primeiro ano de sua chegada a essa Arquidiocese (cf. documentos anexos), principalmente no tocante ao seu relacionamento sistematicamente desrespeitoso e preconceituoso em relação aos pobres, à maioria das pastorais sociais (que não apenas não têm contado com seu apoio, antes têm sido por ele hostilizadas). Atos dessa natureza se sucedem, sem qualquer sinal de mudança de atitude por parte de Dom Aldo. Entendemos chegada a hora de apelarmos a quem tem o dever de se posicionar claramente sobre tal situação, que só tende a agravar-se, caso continue prevalecendo o silenciamento ou a omissão diante da lista considerável de atitudes de desdém ou de humilhação a tudo que diga respeito, por exemplo, às CEBs, à CPT, aos leigos, leigas, religiosas ou até a padres e outros grupos pastorais comprometidos com a causa dos pobres, com igual atitude em relação aos movimentos populares, constantemente agredidos por suas palavras e atos, tratando aos pobres com arrogância e desprezo, enquanto trata com privilégio os ricos e poderosos e seus respectivos interesses. Para tanto, não hesita em apelar, quando lhe convém, e de forma unilateral, aos rigores do Código de Direito Canônico, como o fez em relação à suspensão de ordens do Pe. Luiz Couto.

Seu mais recente ato de desrespeito e de preconceito contra os pobres e suas legítimas demandas se deu por meio da imprensa local – na qual aparece com uma freqüência pouco recomendável a um pastor de quem se espera discrição e prudência. Desta feita, numa atitude de afronta a um pleito legítimo e justo como é o Plebiscito pelo limite do tamanho da propriedade da terra, no Brasil, medida já tomada inclusive por diversos países, inclusive a Itália, bandeira amplamente consensual entre as organizações de base da sociedade brasileira (pleito assumido pela CNBB, pelo CONIC e mais de cinqüenta entidades e movimentos populares) e que tem fundamento na própria Doutrina Social da Igreja e nos Documentos da CNBB.

Eis que, sem tomar em conta sequer os documentos que fundamentam a iniciativa, Dom Aldo Pagotto vai ao Correio da Paraíba, em coluna assinada pelo mesmo, em artigo publicado a dois dias do início do referido Plebiscito, e trata de questionar – já a partir do título capcioso de seu artigo “Limite à propriedade produtiva?”- a validade do Plebiscito, tecendo insinuações injuriosas- inclusive de roubo – contra os pobres e contra os movimentos populares. Não contente com a desfeita, volta à sua coluna semanal de domingo, dia 5 de setembro, em pleno período de realização do referido Plebiscito, para reiterar sua posição.

Diante desses fatos graves, em que é o próprio pastor que se mantém intransigente em seu comportamento sistemático de semear o divisionismo em seu rebanho, vimos solicitar encarecidamente às diferentes instâncias eclesiais que os Srs. representam, a substituição do atual arcebispo, Dom Aldo Pagotto, convencidos que estamos, por fatos concretos de que ele não atende aos requisitos pastorais e pedagógicos de um pastor, no cuidado de seu rebanho.

Confiantes em sua prudência pastoral, e aguardando seu pronunciamento e as providências urgentes que o caso requer, expressamos-lhes nossas saudações fraternas.

Alder Júlio Ferreira Calado – Diácono
Elias Cândido do Nascimento – Leigo, Coordenador do MTC/NE-II
Genaro Ieno – Ex-Agente de Pastoral Leigo
Rolando Lazarte – Sociólogo, ex-professor da UFPB
Lívia Lima Pinheiro – Leiga, ex-Membro da Equipe Exec. Setor Juvent.
Romero Venâncio Júnior – Leigo, Professor Universitário
Genielly Ribeiro da Assunção – Leiga
José Brendan Macdonald – Leigo, Assessor na formação de jovens do meio popular
Eduardo Côrtes Aranha – Leigo
Antônio Alberto Pereira – Professor da UFPB
Ricardo Brindeiro – Animador das Pastorais Sociais
Arivaldo José Sezyshta – Coordenador do Serviço Pastoral dos Migrantes do Nordeste
Maria Angelina de Oliveira – Ex-Coordenadora da JOC (nacional e internacional)
José Gilson Silva Alves – Dirigente Sindical (SINTER – PB)
Luiz Lima de Almeida – Dirigente Sindical (SINTR – PB)
Renato Paulino Lanfranchi – Leigo, ativista de direitos humanos
Raimundo Nonato de Queiroz – Educador de Jovens Cristãos
Luciano Batista de Souza – Nós Também Somos Igreja
Luciano de Sousa Silva – Professor da UFPB
João da Cruz Fragoso – Leigo, membro do Grupo Nós Também Somos Igreja
José Marcos Batista de Moraes – Assessor da Past. Juventude/ C.G
Gilma Fernandes B. Madruga – Leiga, Educadora de Jovens Cristãos
Samantha Pollyanna M. Pimentel – Leiga, Educadora de Jovens Cristãos
Íris Charlene Lima de Abreu – Leiga, Educadora de Jovens Cristãos
Janaína Brasileiro Formiga – Leiga, Educadora de Jovens Cristãos
José Washington de Oliveira Castro Júnior – Leigo, Educador de Jovens Cristãos
Magdala Cavalcanti de Melo – Leiga, membro do Grupo Nós Também Somos Igreja
Valdênia Paulino Lanfranchi – Advogada de Direitos Humanos
Pedro Ferreira de Lima – Diretor do SINTRICOM
Luiz Muniz de Lima – Diretor do SINTRICOM
Maria José Moura Araújo – Projeto Sal da Terra
Erasmo França de Sousa – SINTRICOM
Josiana da S. Ferreira – SINDTESP
José Laurentino da Silva – SINTRICOM
Ednalva Costa da Silva – SINTRICOM
Rafaela Carneiro Cláudio – Leiga, Coord. Assembléia Popular
Adenilton Felinto da Silva – Leigo – Educador Popular
Rosa Lisboa – Leiga – Educadora Popular
Gleyson Ricardo A. de Melo – Leigo, Assembléia Popular
Dora Delfino – Leiga, Rede de Educadores do NE
João Batista da Silva – Leigo
José Santana – SINTRICOM
Eulina Pereira Ferreira – Projeto Sal Terra
Gilberto Paulino de Oliveira – CUT
Edmilson da Silva Souza – Leigo
Francisco D. H. dos Santos – Leigo
Eliana Alda de F. Calado – Leiga
Maria de Oliveira Ferreira Filha – Professora da UFPB
Nilza Ribeiro – Leiga

out
12
Posted on 12-10-2010
Filed Under (Charges) by vitor on 12-10-2010


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Elvis, hoje, 12, no Correio Amazonense

Paulo Vieira: acusado por Dilma na Band

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DEU NO FOLHA.COM

ANDRÉA MICHAEL

DE SÃO PAULO

Citado pela candidata à presidência, Dilma Rousseff (PT), como o homem que “fugiu” com R$ 4 milhões da campanha de José Serra (PSDB), o ex-diretor de Engenharia da Dersa, Paulo Vieira de Souza, cobrou, em entrevista à Folha, que a petista apresente provas e que o tucano o defenda.

Paulo Preto, como o ex-executivo da empresa estatal é conhecido, disse que todas as suas “atitudes” foram informadas a Serra. Por isso, diz, o tucano, ele deveria responder às acusações que vem sofrendo.

“Não somos amigos, mas ele [Serra] me conhece muito bem. Até por uma questão de satisfação ao país, ele tem que responder […] Acho um absurdo não ter resposta, porque quem cala consente”.

No domingo, Paulo Preto foi citado por Dilma, durante o debate da Band, para atacar Serra. A petista disse que o rival deveria “se lembrar” de “seu assessor que fugiu com R$ 4 milhões, dinheiro da sua campanha”

As denúncias contra o ex-executivo foram publicadas, inicialmente, pela revista “IstoÉ”. Segundo a revista, tucanos relataram que Preto teria arrecadado R$ 4 milhões, mas o dinheiro não foi declarado pelo PSDB. Tanto Preto quando o partido negam.

Apesar de cobrar explicações de Dilma, Preto afirma que não vai processá-la. “Ela foi pautada por falsas informações publicadas.”

Por meio de sua assessoria, Dilma disse que as referências feitas por ela foram publicadas pela imprensa e são de conhecimento público. A assessoria de Serra não respondeu a recado deixado na noite de ontem.

Inconformado por ter sido retirado da direção da Dersa, segundo diz, por ex-colegas do governo de São Paulo, ele manda um recado para antigos companheiros:

“Não se larga um líder ferido na estrada a troco de nada. Não cometam esse erro”.

Autodeclarado arrogante, Preto, 62, nega ter arrecadado recursos para o partido mas diz que criou as melhores condições para que houvesse aporte de recursos em campanhas.

Isso porque, diz ele, deu a palavra final e fez os pagamentos no prazo às empreiteiras terceirizadas que atuaram nas grandes obras de São Paulo, como o Rodoanel, a avenida Jacu-Pêssego e a ampliação da Marginal.

“Ninguém nesse governo deu condições das empresas apoiarem [sic] mais recursos politicamente do que eu […]”

Ultramaratonista, ele renega o apelido Paulo Preto e diz que, desde criança, sabia o que seria na vida: “rico”.

O engenheiro reafirma sua amizade pelo senador eleito por São Paulo Aloysio Nunes (PSDB), de quem foi assessor durante o governo FHC. Aloysio informou que não irá se pronunciar.

Preto virou réu em ação penal depois de mandar avaliar um bracelete de diamantes comprado sem nota fiscal. A joia havia sido furtada.

À Folha ele afirma que foi vítima de uma armação política por trás do evento. “Armaram, e eu caí, tudo bem. Mas esse negócio de caixa dois, isso não.”

Leia entrevista completa de Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto da Dersa, no site Folha.com

http://www1.folha.uol.com.br/poder

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O arcebispo da Paraíba, Dom Aldo Pagotto, partiu para o ataque. Com o cuidado de afirmar antes que “a igreja não se mete em política”, o religioso é mais aberto e mais direto em alguns trechos do video que circula na Internet, desde anteontem, que o próprio candidato do PSDB à presidência da República , José Serra, ou seu vice, Indio da Costa em seus ponunciamentos sobre o aborto, ou nas acusações ao PT e a sua candidata Dilma Rousseff. Até Pio XII é citado pelo dirigente religioso de diocese nordestina.

Quem navegou na internet, nas últimas 48 horas, em pesquisa à procura de matérias sobre aborto, um dos temas mais polêmicos da atual campanha presidencial, seguramente deu de cara com uma resultante surpreendente: um vídeo em que o arcebispo metropolitano da Paraíba, D. Aldo Pagotto, aparece lendo um documento, por ele produzido (mensagem aos seus arquidiocesanos ou diocesanos), na qual pede , explicitamente, que o vídeo seja divulgados por estes, o máximo possível. Cita também, elogiosamente, a seção regional de São Paulo, da CNBB, pela mobilização que decidiu fazer a respeito.

E desanca o PT. Até com mais vigor do que o bispo da diocese baiana de Barra, D. Luiz Cappio condenou o desvio das águas do Velho Chico, compara um atento observador político, que conferiu o vídieo no site Folha.com .

O vídeo revela (ou denuncia) uma conspiração em nível global.

Conspirações à parte, e opiniões pessoais sobre o aborto também , o vídeo do arcebispo, com 15 ninutos de duração, é a própria notícia. Foi postado domingo no YouTube, já tem milhares de acessos. Para localizá-lo, pesquise no Google, sem aspas, a série de palavras: arcebispo Paraíba aborto. Produzido por alta autoridade da Igreja Católica, no dia da padroeira do Brasil, N.S. Aparecida, é assunto ainda mais apropriado. E polêmico e explosivo em qualquer tempo, mas, principalmente, em período de campanha presidencial. Confira.

(Postado por Vitor Hugo Soares, com a colaboração do jornalista político Ivan de Carvalho)


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Deu no Blog do TOM (editado por Tom Tavares, músico e mestre da Escola de Música da Universidade Federal da Bahia, autor em parceria com o grande Jose Carlos Capinam, da “Sinfonia do Descobrimento”:
< tomtavares10@gmail.com >

“Clique no link e conheça a única música brasileira interpretada por Elvis Presley.

Trata-se de “ALMOST IN LOVE”, composição de Luiz Bonfá, gravada no ano de 1968″.

Tom Tavares
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Bahia em Pauta agradece esta preciosidade garimpada por Tom, baiano de Santana, amigo especial do Bahia em Pauta e de seu editor.

Com admiração

(Vitor Hugo Soares)

Dilma revive com pre-sal estratégia de Lula

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DEU NO TERRA

Claudio Leal

Um dos eixos da campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2006, a peleja das privatizações retorna numa versão 2.0 do marketing de Dilma Rousseff (PT) neste segundo turno.
A Petrobras permanece no centro da estratégia, mas com a roupagem do modelo de extração das reservas petrolíferas da camada Pré-sal. No debate com José Serra (PSDB), na Band, Dilma tentou alterar a agenda – até aqui, pautada pelos tucanos com o aborto e as questões religiosas – e reintroduziu a comparação entre os governos Lula e FHC. Assessorada pelo mesmo marqueteiro do presidente, João Santana Filho, a petista acusou Serra de querer privatizar o Pré-sal.

“Vocês financiavam grupos estrangeiros com dinheiro do BNDES. No limite da irresponsabilidade, financiavam grupos internacionais para comprar patrimônio público brasileiro”, atacou Dilma, num trecho do debate repetido em seu programa eleitoral na TV.

A ideia é intensificar o discurso sobre a insegurança da gestão tucana do Pré-sal. Para sustentar a estratégia, os petistas se amparam nas recentes declarações de David Zylberstajn, ex-genro de Fernando Henrique Cardoso e assessor de Serra no setor de energia, em reportagem do jornal Valor Econômico. “O tema foi pautado por eles”, esquiva-se o ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci, um dos coordenadores políticos de Dilma.

Ex-presidente da Agência Nacional de Petróleo, Zylberstajn aconselhou a Serra que defendesse o modelo de concessões, rejeitado pelo PT. “Não há nenhuma conta que diga que esse sistema é mais vantajoso financeiramente para o governo. Eu, particularmente, acho que qualquer que seja o governo, ter uma estatal comprando e vendendo petróleo é uma janela para a corrupção. É um modelo completamente estapafúrdio”, declarou.

“Não fomos nós. Quando se fala que o modelo de concessões é melhor, como defendeu Zylberstajn, assessor de Serra, isso vira uma coisa que o PSDB introduziu na campanha”, argumenta o presidente do PT, José Eduardo Dutra. “O marco regulatório do Pré-sal teve um embate muito claro, durante a votação da capitalização da Petrobras e do modelo de partilha. O PSDB quis manter o modelo de concessão, privatista, para reduzir o papel do Estado”, acrescenta o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha.

Há dúvidas em relação ao efeito desse discurso sobre o eleitorado. A tendência da campanha é reduzir a complexidade do tema “Pré-sal” a palavras e metáforas mais simples, capazes de ditar o rumo do debate. “A leitura mais simplificada: o Pré-sal é a riqueza que vem do fundo do mar, o passaporte para o futuro”, estabelece Rui Falcão, coordenador de comunicação.
Dilma conseguiu imprimir o tom anti-privatista no embate na Band, mas, quatro anos depois do duelo Lula x Geraldo Alckmin, os tucanos se prepararam para desconstruir a armadilha, embora evitem expor o ex-presidente FHC. “Sabe qual seria o Brasil do PT? O Brasil do orelhão. Ninguém teria celular”, rebateu Serra, defendendo na TV a estatização da Telebras.

Em 2006, o marketing de Lula explorou a nebulosa existente na cabeça do brasileiro sobre o plano tucano de privatizações. Agora, os petistas tentam projetar esse temor para o futuro. “Serra vai evitar esse tema. Ele tem posição contrária à divisão dos royalties (do petróleo) entre todos os Estados. Há diferenças de posições e vamos debater”, aposta o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo.
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Mais Eleições 2010:

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