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09
Posted on 09-10-2010
Filed Under (Newsletter) by vitor on 09-10-2010

A primeira pesquisa Datafolha para o segundo turno das eleições presidenciais aponta vantagem de oito pontos de Dilma Rousseff (PT) sobre o tucano José Serra. Se a eleição fosse hoje, a ex-ministra da Casa Civil seria eleita com 54% dos votos válidos, contra 46% do candidato do PSDB.

Dilma terminou o primeiro turno com 47% dos votos, contra 32% do tucano e 19% de Marina Silva, do PV.

A pesquisa, encomendada pelo jornal Folha de S.Paulo e pela Rede Globo, foi feita no dia 8 de outubro e ouviu 3.265 eleitores em 201 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Quando são considerados os votos em branco ou nulo, Dilma soma 48% dos votos e Serra, 41%.

Segundo o Datafolha, o tucano herdou 51% dos votos recebidos por Marina Silva e a petista, 22%.

Em pesquisa feita entre os dias 1º e 2 de outubro, o instituto apontava vantagem maior da petista sobre o tucano num eventual segundo turno: 52% a 40%.

Os brasileiros voltam as urnas para decidir quem será o próximo presidente no dia 31 de outubro.

out
09
Posted on 09-10-2010
Filed Under (Aparecida, Artigos) by vitor on 09-10-2010

Palhaço Tiririca

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Lá se vão os anos e a democracia ensina a desentender seus meandros ou a ler nas entrelinhas da sua reação através de um genero de votos, do tipo protesto ou zombeteiro, ou pontualmente fiel ao gosto pelo esporte, pela religião, pelo partido, será só isso?

Muito simplista… tem a preferência pela beleza do candidato ou candidata, tipo que agrada os olhos e o resto nem interessa, vale a ilusão da visão do belo. Tem o gosto pela arte do cara ou da figura que canta, dança, empolga, atua, fala bem, representa, etc.

Vale o encantamento pelo animador de auditório, a apresentadora de televisão, o pastor da igreja do bairro, a líder da torcinda, o chefe da comunidade, o representante da associação, do clube da esquina, do time de futebol, da programação de domingo , quem sabe o costureiro versátil e polêmico como foi Clodovil, talvez o índio antenado como era o Juruna, tem lugar para a galhofa, como o rinoceronte Cacareco de anos passados, no Rio de Janeiro, há espaço para o bom jogador de seleção ganhadora de tetra, ou de penta, etc…

Chegou a vez do palhaço, afinal, ele encanta e faz esquecer dos problemas com suas brincadeiras, nos circos da vida afora, é o inconsciente coletivo expressando sua tese certeira, já que o circo está armado, pão e circo é tudo que o povo parece querer.

Raciocínio lógico, votar em quem nos faz zombar de nós mesmos… Raciocínio ilógico, esperar que ele nos salve de tanta brincadeira de mau gosto que nos assola no festival de besteiras que nos engole a todos, quase sempre.

Bem, cantores, palhaços, animadores, pastores, comandantes de times, jogadores, ídolos de televisão ou rádio, etc. etc. estarão sempre apostos para ocuparem postos assim, eletivos, porque caem nas graças do povo ou de boa parcela dele, ainda que somem teorias de como jogar bem o voto que se vota mal ou melhor, de como se jogar fora o voto que não vale quase nada, à primeira vista. Porque, na verdade, vale milhões em termos de reais, ao fim de quatro anos de mandato, com despesas de salários aos eleitos, seus assessores, suas estruturas parlamentares, seus gastos extras, suas mordomias, tudo isso, evidentemente pago por nós, que precisamos mesmo é usar narizes de palhaços e assumir a brincadeira do espelho, espelho meu….

Dize me espelho se há no mundo palhaço maior que eu!

Aparecida Torneros, jornalista e escritora, mora no Rio de Janeiro, onde edita o Blog da Mulher Necessária.

Aparecida Torneros

out
09
Posted on 09-10-2010
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Frank, hoje,9, na Notícia (SC)

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09


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A versão de Imagine como Regina mandou. Agora abriu.
Ficam as duas versões no BP. BOA TARDE!!!

CRÔNICA: UM GÊNIO

IMAGINE

HAPPY BIRTHDAY JOHN!!!

REGINA SOARES

De San Francisco – Califórnia
É difícil imaginar John Lennon com setenta anos, mas a julgar pela festa que está preparada para celebrar seu aniversário, de Los Angeles a Liverpool , ele segue influenciando gerações além do século 20. Sua natureza rebelde e presença de espírito, transpareciam em seus atos, sua música, poemas, escritos e estendiam-se através do mundo com a força que vem, como ele mesmo dizia, do amor.

My role in society, or any artist’s or poet’s role,
is to try and express what we all feel.
Not to tell people how to feel.
Not as a preacher, not as a leader, but as a reflection of us all.

John Lennon

Como membro dos Beatles e na sua carreira depois deles, John mostrou ao mundo, através de suas composições, que rock ‘n’ roll poderia ser mais que uma música de três notas.

We’ve got this gift of love, but love is like a precious plant.
You can’t just accept it and leave it in the cupboard
or just think it’s going to get on by itself.
You’ve got to keep watering it.
You’ve got to really look after it and nurture it.
John Lennon

E o amor foi sempre sua motivação e razão de viver.

It matters not
Who you love
Where you love
Why you love
When you love
Or how you love
It matters only that you love.
John Lennon

Percebendo que a máquina da sociedade é dirigida por maníacos com sórdidos objetivos, nos lembrou da importância de agir em nome da paz.

If everyone demanded peace
instead of another television set,
then there’d be peace.
John Lennon

A dream you dream alone is only a dream.
A dream you dream together is reality.
John Lennon

Nós embarcamos nesse barco nos anos sessenta, nossa geração, íamos em busco do novo mundo.

The thing the sixties did was to show us
the possibilities and the responsibility that we all had.
It wasn’t the answer.
It just gave us a glimpse of the possibility.
John Lennon

E as possibilidades são infinitas…

Imagine there’s no Heaven
It’s easy if you try
No hell below us
Above us only sky
Imagine all the people
Living for today

Imagine there’s no countries
It isn’t hard to do
Nothing to kill or die for
And no religion too
Imagine all the people
Living life in peace

You may say that I’m a dreamer
But I’m not the only one
I hope someday you’ll join us
And the world will be as one

Imagine no possessions
I wonder if you can
No need for greed or hunger
A brotherhood of man
Imagine all the people
Sharing all the world

You may say that I’m a dreamer
But I’m not the only one
I hope someday you’ll join us
And the world will live as one

Regina Soares, advogada , mora em Belmont, na área da Baia da San Francisco, Califórnia.

out
09

João: entre dois senhores

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Vitória da Conquista, sudoeste baiano, terra de Glauber Rocha, recebe a visita do candidato do PT à presidência da República com festa e carreata. Em Salvador o evangélico prefeito João Henrique de Barradas Carneiro corre para agradar a deus e o diabo , dividido entre as campanhas do PMDB do ex-ministro Geddel Vieria Lima e do PT do governador Jaques Wagner, em apoio à candidata Dilma Rousseff. São os movimentos do primeiro dia na Bahia da campanha presidencial no segundo turno, nas ruas e na TV, tema do artigo do jornalista político, Ivan de Carvalho na Tribuna da Bahia este sábado. Bahia em Pauta reproduz. Confira.
(Vitor Hugo Soares)

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OPINIÃO POLÍTICA

O primeiro dia de campanha

Ivan de Carvalho

Reeleito no primeiro turno com mais de 63 por cento dos votos válidos – o candidato a governador do PT em todo o país que obteve maior percentual de votos – Jaques Wagner disse ontem que isso não lhe faz a cabeça, que agora é partir para a batalha do segundo turno e que festa só depois da eleição do dia 31. A fala do governador foi no encontro que promoveu em um hotel de Salvador, quando conclamou a todos para a batalha do segundo turno do pleito presidencial.
Além das pessoas de maior destaque que seria lógico estarem lá, compareceu o prefeito de Salvador, João Henrique, que é do PMDB e estivera pouco antes em uma reunião semelhante promovida pela direção estadual do PMDB. O prefeito, que foi reeleito apesar de um inesperado enfrentamento com uma candidatura petista e em grande parte graças ao apoio que recebeu do PMDB e do então ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, hoje tem apenas relações “formais” com o ex-candidato a governador, segundo já esclareceu o próprio Geddel. Mas não pode sair do PMDB agora, por causa da fidelidade partidária, que lhe custaria o mandato.
A movimentação do que se poderia chamar de primeiro efetivo dia da campanha do primeiro turno na Bahia – coincidindo com o início da propaganda eleitoral gratuita na televisão e no rádio – envolveu mais dois eventos importantes. Um deles, a visita do candidato da oposição, José Serra, a Vitória da Conquista, importante município baiano no qual derrotou a petista Dilma Rousseff no primeiro turno.
Ali, esteve acompanhado das principais lideranças do Democratas e do PSDB da Bahia, bem como recebeu apoio da direção local do PMDB, ainda inconformada com a atitude da candidata Dilma Rousseff de romper o acordo dos dois palanques na Bahia e estimulada por uma disputa tradicional com o PT local.
Mas o terceiro evento de ontem no estado foi justamente a reconciliação (sem beijos e abraços, nem tapas, mas admitindo um ou outro beliscão) do PMDB e do PR, em nível estadual, com a candidatura de Dilma. Não que tenha havido rompimento para efeito do primeiro turno, mas porque a irritação e a mágoa são profundas.
Mas o apoio do PMDB e do PR na campanha de Dilma no segundo turno (quando Dilma excluiu o candidato a governador Geddel e o senador candidato à reeleição César Borges, declarando apoio exclusivo a Jaques Wagner, ela ainda estava convicta de que teria vitória ampla no primeiro turno e não precisava dos votos do PMDB e do PR baianos) era inevitável.
O PMDB e o PR estão coligados nacionalmente ao PT, dando sustentação à candidatura de Dilma Rousseff. Ademais, o presidente do PMDB, Michel Temer, é o companheiro de chapa de Dilma. Isto eliminava qualquer alternativa para o PMDB baiano. Quanto ao PR, a direção nacional do partido é governista e apóia Dilma. Não aceitaria a rebelião da seção baiana. Então, depois de conversas de Geddel com Temer e César Borges com o ex-ministro Alfredo Nascimento, o evento de ontem em Salvador reafirmou o apoio dos dois à candidatura Dilma.
Geddel explicitou que o apoio do PMDB da Bahia “é independente do apoio do PT baiano” à candidata. O governador declarou que não vê problema em Geddel subir no palanque que o PT montar para Dilma. Mas, pelo que Geddel deixou implícito, isto não deve acontecer. E se Dilma julgar necessário subir em um palanque com Geddel na Bahia, será um palanque montado pelo PMDB. Foi, pelo menos, isto que eu entendi.
E, necessário ou não, acredito que ela não vai querer. O apoio do PMDB da Bahia à candidata petista é, digamos, apenas ético, sem nenhum entusiasmo. O PMDB da Bahia vai votar em Dilma “com o coração sangrando”, como disse ontem um prefeito, no evento.

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09

Maria Rita Kehl

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Deu no Comunique-se (portal especializado em notícias de bastidores da imprensa)

Da Redação

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) se mostrou indignado com a situação da psicanalista e psicóloga Maria Rita Kehl que saiu esta semana do jornal O Estado de S. Paulo. No diário, a profissional assinava uma coluna no “Caderno 2” e a demissão aconteceu após a publicação do artigo intitulado “Dois Pesos”, no qual ela elogiava o programa Bolsa Família.

“O Conselho Federal de Psicologia (CFP) repudia a demissão de Kehl, solidariza-se a ela e externa preocupação com a atitude do Estadão que, ao demitir uma articulista que se posiciona de maneira contrária ao discurso do jornal, fere o direito à liberdade de expressão e de pensamento. Ou não é para garantir a diversidade de opiniões que os jornais, além de editoriais, publicam artigos?”, informa o site Psicologia Online.

Embora Maria Rita afirme que foi demitida por “delito de opinião”, a direção do jornal negou que ela tenha saído do veículo pelo artigo citado e alegou que mudanças na equipe de colunistas são normais.

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ARTIGO DA SEMANA

A MADRE DILMA E O PADRE SERRA

Vitor Hugo Soares

Fascinantes, estressados, caóticos, surreais, hipócritas. Assim foram, não necessariamente nesta ordem, os primeiros movimentos dos partidos, dos candidatos, da imprensa, dos coordenadores de campanhas e marqueteiros esta semana. Marcas mais visíveis no reagrupamento das tropas com vistas a disputa presidencial no segundo e decisivo turno entre a ex-ministra da Casa Civil, Dilma Roussef (PT), e o ex-governador de São Paulo, José Serra (PSDB).
No centro de tudo o invencível exercício do dom de iludir, presença histórica e inevitável, há séculos, em eleições no País. Marina Silva, digna e grande vitoriosa nas urnas do primeiro turno, é misturada com a sombra da cruz apontada na forma quase inquisitorial de estigmas e condenações as mais hipócritas e horrorosas sobre cabeças de candidatos e eleitores.
Em alguns casos, o símbolo religioso está nas mãos e nas palavras de crentes de ocasião, de vários credos. Verdadeiros “hereges” de batina, em hábitos de freiras ou de paletó e gravata a proclamar o santo nome de Deus em vão, como dizia em suas pregações o beato Antonio Conselheiro, em Canudos, no sertão da Bahia, no começo do século passado, naquele confuso e conturbado período de transição do Império para a República no Brasil.
“Gente estúpida, gente hipócrita”, diria o baiano Gilberto Gil em tempos mais contemporâneos, sobre esta explosiva mistura de interesses políticos e eleitorais com religião e seus dogmas, que marca os primeiros movimentos do segundo turno da eleição presidencial em pleno século XXI.
Em tudo, ou quase, ambientes estranhos e tonalidades surreais dignos de um conto do argentino Julio Cortazar, a exemplo da “Pequena História Destinada a Explicar como é Precária a Estabilidade dentro da qual Acreditamos Existir, ou seja, que as Leis Poderiam Ceder Terreno às Exceções, Acasos ou Improbabilidades, e aí é que eu Quero Ver”, que fala das incertezas quanto ao futuro quando “o Comitê se reúne e procede à eleição de novos membros do órgão”. Ciro Gomes, que entra na campanha de Dilma e Jorge Bornhausen, na de Serra, que o digam.

Ou a atmosfera de realismo histórico e fantástico de um romance de Mário Vargas Llosa, o notável escritor peruano vencedor do Prêmio Nobel de Literatura 2010 – para honra, gloria a afirmação cultural e política de um continente chamado América Latina. Isso, apesar da envergonhada e pífia cobertura, factual e analítica, dada pela imprensa brasileira – de repente tomada por arroubos beatos na cobertura jornalística sobre a questão do aborto que virou prioritária na pauta dos diários e nos programas dos candidatos – à transcendente vitória do autor de “A Festa do Bode” e “A Guerra do Fim do Mundo”, entre outras obras primas da literatura do continente e mundial.
Que diferença da profusa, profunda e diversificada cobertura do fato mostrada na CNN, e lida nos diários argentinos e seus sites, no México, na França, na Espanha, para ficar em apenas alguns exemplos mais marcantes e significativos. Fica patente, assim, o intrigante contraste com esta campanha eleitoral brasileira, na qual os temas culturais foram praticamente amputados dos discursos dos candidatos, dos programas de governo e das justas cobranças da imprensa.
Durante a semana inteira, inclusive nesta sexta-feira, 8, no recomeço do horário gratuito de propaganda na televisão e no rádio, o que ficou mais evidente foi o fato da candidata do PT, Dilma Rousseff, por exemplo, trocar o salto alto em que andava metida com os coordenadores e aliados, nas últimas semanas de sua campanha no primeiro turno, por hábitos e pregações de quase monja .
É verdade que, em lugar das modestas e tradicionais sandálias franciscanas, a petista optou pelas modernas mas não menos confortáveis Croc, aquelas de fibras sintéticas com furinhos em cima que os estilistas brasileiros, em geral, abominam e consideram a coisa mais feia do mundo, mas que caiu no gosto de norte-americanos e europeus, principalmente de seus dirigentes políticos e celebridades.
José Serra, o candidato do PSDB, ontem esteve no interior da Bahia, acompanhado de seus aliados do DEM, em pregação cerrada contra o aborto. ”Parece todo o falecido monsenhor Magalhães ou o Frei Damião”, compara um antigo morador de nova Glória, no Vale do São Francisco, ao lembrar dos dois conservadores religiosos e seus amedrontadores sermões, em “santas missões” pelo Nordeste, na segundo metade do século passado. Motivo de enormes pesadelos deste jornalista quando jovem.
Só falta a batina preta, como a asa da graúna. Em outra época isso poderia ser ajuda providencial para virar eleição. Hoje, no entanto, é aposta arriscada, ainda mais para um candidato de perfil progressista como o do ex-presidente da UNE. Mas eleição é o diabo, dizem os mineiros. A conferir.
Enquanto isso, saudemos Vargas Llosa, que tanto nos ensina em seus escritos repletos de personagens notáveis, a exemplo do jornalista míope, de “A Guerra do Fim do Mundo” que, aparentemente perdido no sertão baiano, “resgata a experiência de Canudos, narrando-a”. E opinando, evidentemente.
Viva!!! Viva!!!

Vitor Hugo Soares é jornalista. E-mail; Vitor-soares1@terra.com.br


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Noite de saudade dos bons tempos de seresta pede a voz do Velho Boêmio. Dá-lhe, Nelson!
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BOA NOITE!

(Gilson Nogueira)

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