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Posted on 07-10-2010
Filed Under (Charges) by vitor on 07-10-2010


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J. Bosco, quinta-feira,7,no O Liberal (PA)


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Nada a acrescentar além da poesia de Milton
A não ser desejar BOA NOITE aos ouvintes e leitores do BP.

(VHS)

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Psicanalista Maria Rita Kehl

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Está confirmada a demissão da psicanalçista Maria Rith Kehl da equipe de articulistas do jornal Estado de S. Paulo. Entrevistada esta quinta-feira pelo reporter Bob Fernandes, de Terra Magazine, Maria Rita disse ter sido demitida depois de ter escrito, no último sábado (2) artigo sobre a “desqualificação” dos votos dos pobres . Bahia em Pauta reproduz a conversa de Bob Fernandes com a psicanalista, ex-articulista do Estadão. ( Vitor Hugo Soares).
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BOB FERNANDES

A psicanalista Maria Rita Kehl foi demitida pelo Jornal O Estado de S. Paulo depois de ter escrito, no último sábado (2), artigo sobre a “desqualificação” dos votos dos pobres. O texto, intitulado “Dois pesos…”, gerou grande repercussão na internet e mídias sociais nos últimos dias. Bahia em Pauta reprodu a conversa de Bob Fernandes com a psicanalista, ex-articulista do Estadão.
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BOB FERNANDES

Nesta quinta-feira (7), ela falou a Terra Magazine sobre as consequências do seu artigo:
– Fui demitida pelo jornal o Estado de S. Paulo pelo que consideraram um “delito” de opinião (…) Como é que um jornal que anuncia estar sob censura, pode demitir alguém só porque a opinião da pessoa é diferente da sua?

Veja trechos do artigo “Dois pesos”.

Leia abaixo a entrevista.

Terra Magazine – Maria Rita, você escreveu um artigo no jornal O Estado de S.Paulo que levou a uma grande polêmica, em especial na internet, nas mídias sociais nos últimos dias. Em resumo, sobre a desqualificação dos votos dos pobres. Ao que se diz, o artigo teria provocado conseqüências para você…
Maria Rita Kehl – E provocou, sim…

– Quais?
– Fui demitida pelo jornal O Estado de S.Paulo pelo que consideraram um “delito” de opinião.

– Quando?
– Fui comunicada ontem (quarta-feira, 6).

– E por qual motivo?
– O argumento é que eles estavam examinando o comportamento, as reações ao que escrevi e escrevia, e que, por causa da repercussão (na internet), a situação se tornou intolerável, insustentável, não me lembro bem que expressão usaram.

– Você chegou a argumentar algo?
– Eu disse que a repercussão mostrava, revelava que, se tinha quem não gostasse do que escrevo, tinha também quem goste. Se tem leitores que são desfavoráveis, tem leitores que são a favor, o que é bom, saudável…

– Que sentimento fica para você?
– É tudo tão absurdo… A imprensa que reclama, que alega ter o governo intenções de censura, de autoritarismo…

– Você concorda com essa tese?
– Não, acho que o presidente Lula e seus ministros cometem um erro estratégico quando criticam, quando se queixam da imprensa, da mídia, um erro porque isso, nesse ambiente eleitoral pode soar autoritário, mas eu não conheço nenhuma medida, nenhuma ação concreta, nunca ouvi falar de nenhuma ação concreta para cercear a imprensa. Não me refiro a debates, frases soltas, falo em ação concreta, concretizada. Não conheço nenhuma, e, por outro lado…

– …Por outro lado…?
– Por outro lado a imprensa que tem seus interesses econômicos, partidários, demite alguém, demite a mim, pelo que considera um “delito” de opinião. Acho absurdo, não concordo, que o dono do Maranhão (senador José Sarney) consiga impor a medida que impôs ao jornal O Estado de S.Paulo, mas como pode esse mesmo jornal demitir alguém apenas porque expôs uma opinião? Como é que um jornal que está, que anuncia estar sob censura, pode demitir alguém só porque a opinião da pessoa é diferente da sua?

– Você imagina que isso tenha algo a ver com as eleições?
– Acho que sim. Isso se agravou com a eleição, pois, pelo que eles me alegaram agora, já havia descontentamento com minhas análises, minhas opiniões políticas.

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07
Posted on 07-10-2010
Filed Under (Newsletter) by vitor on 07-10-2010

Ciro: metralhadora em ação

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Convidado para ser um dos coordenadores da campanha da petista Dilma Rousseff à Presidência da República, o deputado Ciro Gomes (PSB-CE) considera uma ‘calhordice’ a mistificação religiosa em torno do debate do aborto. Apesar de ter sido afastado da corrida presidencial por decisão do PSB, a mando do Planalto, Ciro garante não ter guardado ressentimento. ‘Eu sou um dos eleitores que potencialmente poderia ter votado na Marina por tudo que aconteceu. Não votei porque sou militante, meu partido tomou alinhamento’, afirma. Reconheceu ainda que a mudança de seu título de eleitor do Ceará para São Paulo foi o ‘maior erro’ que cometeu na vida.

A Marina Silva surpreendeu ao obter 20 milhões de voto, acabando com eleição plebiscitária desejada pelo presidente Lula. Em sua opinião, de onde vieram esses votos?

A substância desse voto é ideológica, é progressista, é um voto exigente, que vota comigo. Eu disse várias vezes: se eu não for candidato, a Marina vai ficar com os meus votos. Ela ficou com parte importante deles, que é essa classe média, com escolarização alta, que percebe que o PT e o PSDB são iguais nas mazelas. São pessoas que não aceitam a redução da política a esse falso maniqueísmo. Percebem a contradição de um PSDB, que prometeu uma coisa e fez outra. E também que percebem a contradição de um PT que falava pela goela num moralismo exacerbado e agora, de vez em quando, manda uma notícia de um escândalo.

E esse voto vai para onde?

Vai para a Dilma. Não tenho a menor dúvida disso.

Não vai para o Serra?

Parte vai, mas a substância vai para Dilma. Se fosse para o Serra, teria ido no primeiro turno. As pesquisas que vão sair agora vão revelar uns 10 pontos de revanche da Dilma sobre o Serra.

O salto alto na campanha da Dilma atrapalhou sua eleição no primeiro turno?

Não é salto alto. Todos os institutos de pesquisa ficaram dizendo que a Dilma ganhou. E aí a gente faz realmente o quê? Eu digo na parte dos profissionais. O que acontece é o seguinte: toca a bola no meio de campo para não errar. Não responde ao ataque, não reconhece o crescimento da Marina. Não houve erro. Como se faz, se estão com 51% em um instituto, 52% em outro? Eu inovo, eu caio na provocação? Eu respondo aos boatos sujos, imundos, que dominaram a internet?

O senhor está se referindo a questão do aborto?

O pior é trazer para a luta política brasileira um homem como o Serra, qualificado, preparado, experiente, homem de valor, e o PSDB trazer em socorro de sua débâcle eleitoral a calhordice da mistificação religiosa. É grave para o País. O Brasil tem uma tradição que o mundo inteiro admira, que é a tolerância religiosa, é o Estado laico. Aí a imundície está tomando conta, essa coisa do ódio religioso, da intolerância trazida para a política.

A disseminação, principalmente na internet, de que Dilma seria favorável ao aborto atrapalhou a sua eleição em primeiro turno? Não acho. A Dilma falou com muita clareza que não é a favor do aborto. A questão é posta em si em termos calhordas, desonestos. Ninguém é a favor do aborto. Isso é um assunto da intimidade da mulher, da família, de seu conjunto de valores morais, éticos, religiosos e uma ação de saúde. Essa é a única discussão possível. O presidente da República tem zero poder nesse assunto. Só quem pode regulamentar esse assunto é monopolisticamente o Congresso.

Mas o assunto ficou…

A mãe da liberdade de imprensa é o Estado republicano laico. Os aiatolás, os talibãs e os seus afins não permitem a liberdade de imprensa, não permitem que as mulheres tenham liberdade. É isso que estamos querendo trazer para o Brasil? É violar essa conquista centenária do povo brasileiro, por oportunismo? Por que o PSDB, que nasceu para ajudar a modernidade do País, resolveu agora advogar o Estado teocrático? O Serra tem de dizer que, na República que ele advoga, primeiro falam os aiatolás, e aí os políticos resolvem o que os aiatolás querem que seja feito.

O senhor acha que o fato de o Lula ter feito criticas à imprensa influenciou negativamente na eleição de Dilma?

Aquilo foi gol contra. A imprensa como entidade é tão essencial à democracia como o ar que a gente respira. Isso não quer dizer que você não possa fazer um debate com o mérito deste ou daquele editorial. Eu, por exemplo, tenho grandes problemas com facções da imprensa conservadora brasileira. Mas amo e protejo os seus direitos. Quando o Getúlio Vargas se suicidou havia contra ele uma campanha violentíssima na grande mídia. Mas ele preferiu se matar do que atentar contra a liberdade da imprensa.

Mas por que o Lula tem esse tipo de comportamento de sempre querer cercear a imprensa?

O Lula nasceu e cresceu mal acostumado com as redações todas favoráveis a ele. E assume a Presidência e meio que replica as práticas conservadoras de manter esse imenso volume de dinheiro público financiando a grande mídia. Creio que ele esperava uma certa reciprocidade. Já devia ter aprendido que isso não vai existir jamais. Eu distingo uma linha editorial do Estado, que é um jornal sério, conservador, que tem seu lado, que tem seus valores. Eu respeito isso mais profundamente do que dois terços dos meus aliados. Respeito o jornal, a posição, a opinião, como respeito Aloysio Nunes Ferreira. Viva São Paulo, que elegeu Aloysio Nunes Ferreira.

Foi melhor do que eleger o Netinho?

Não vou dizer de quem ele é melhor. Vou dizer: viva São Paulo que elegeu Aloysio Nunes Ferreira. É um cara da política, de a gente discutir posições, um cara que tem uma linha. Dou muito mais valor ao Aloysio Nunes Ferreira do que dois terços dos meus aliados de hoje.

Que aliados? O PMDB?

Você que está falando.

O senhor é um dos coordenadores da campanha. O que deve mudar na propaganda eleitoral?

O programa eleitoral tem necessariamente de mudar porque agora ele terá uma dinâmica bipolar, todos os dias e dez minutos iguais. Você tem de politizar muito mais. Agora sim é um plebiscito. Temos de mostrar que há um projeto, que pegou o desemprego em 15% e está com 8%, que pegou a inflação em 24% e está em 5%. É um projeto que pegou o salário mínimo em US$ 76 e agora está quase US$ 300. Então é projeto contra a tentativa de volta daquele outro projeto. O único brasileiro que tem saudade do Fernando Henrique é o Serra.

Pouco antes de sua candidatura pelo PSB ser abortada, o sr. foi irônico e se referiu ao presidente Lula como o ‘santo Lula’.

Minha frase inteira é a seguinte: o Lula é um extraordinário líder político, mas não é um santo. Muitas vezes, acho que os bajuladores do Lula o tratam não como se ele fosse um extraordinário líder político, mas um santo a quem não deve se dar uma opinião negativa. Eu sou leal, parceiro, amigo do Lula há mil anos. Disso ninguém duvida. Agora, a forma de ser leal e amigo não é ficar bajulando, dizendo que está tudo maravilhoso. É dizer o que você pensa com franqueza. Ainda que você também possa estar errado. Quantas vezes eu já não errei?

O senhor ficou magoado com o fato de ter barrada sua candidatura à Presidência?

Mágoa não é a palavra. Fiquei triste para valer porque achei uma violência. Eu poderia ter votado na Marina por simpatia pessoal. Eu sou um dos eleitores que potencialmente poderia ter votado na Marina por tudo que aconteceu. Não votei porque sou militante, filiado a um partido, meu partido tomou alinhamento. Eu acho que o Serra é o atraso. Acho que essa aliança do PT com tudo que tem aí é uma contradição, tem muito problema, tem fadiga de material. Eu hospedaria o meu voto com muita tranquilidade no primeiro turno na Marina certo de que ela não ganharia. Ato contínuo eu votaria na Dilma, sem dúvida. Eu seria esse típico eleitor. As pessoas vão pensar um pouco.

QUEM É

Formado em Direito, filiou-se ao PDS em 1980. Em 1982 foi eleito deputado estadual. No ano seguinte foi para o PMDB e se reelegeu. Em 1988 migrou para o PSDB. Foi eleito prefeito de Fortaleza e depois governador do Ceará. Em 1996 filiou-se ao PPS para concorrer à Presidência da República em 1998. Em 2003 deixou o partido e migrou para o PSB e foi convidado por Lula para assumir o Ministério da Integração Nacional

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07


Deu no portal Comunique-se ( especializado em notícias de bastidores da imprensa)

Izabela Vasconcelos

A colunista do jornal O Estado de S. Paulo Maria Rita Kehl pode ser demitida do veículo após a publicação do artigo “Dois pesos…”, em que fez comentários favoráveis ao programa Bolsa Família, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No mesmo artigo, publicado no dia 2/10, Maria Rita elogia o jornal por se declarar favorável à candidatura do presidenciável José Serra, como uma atitude honesta do veículo.

A informação de que Maria Rita poderia ser demitida pela publicação do artigo foi divulgada pelos jornalistas Luis Nassif, Bob Fernandes e pelo colunista Xico Sá, da Folha de S. Paulo, em seu perfil no Twitter. O caso se espalhou pela internet e já ocupa o primeiro lugar no Trending Topics Brasil, como o assunto mais comentado no microblog. A notícia também circula em blogs e no Blue Bus.

O diretor de Jornalismo do Estadão, Ricardo Gandour, não confirmou a informação, mas disse que a transição de colunistas no jornal é algo comum. “O jornal tem 92 colunistas. Em todo caso, este ano saíram três e entraram outros três, sempre entra e sai, essa transição é normal”, declarou.

No entanto, segundo o Comunique-se apurou, o futuro da colunista ainda será definido. Existe a possibilidade dela sair do jornal, mas o mais provável é que o veículo opte por estudar melhor o foco dos temas tratados por Maria Rita, que é psicanalista e escreve para o “Caderno 2” do veículo.

A reportagem ainda não conseguiu contato com a colunista.

Varga Llosa: semana que vem no Brasil/AFP

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No romance de Llosa, a Bahia como cenário
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Mario Vargas Llosa, 74 anos, notável escritor peruano e da América Latina, é o vencedor do Prêmio Nobel de Literatura 2010, segundo anunciou esta quinta-feira histórica para a cultura do continente, a Academia Sueca. Llosa é autor de obras de sucesso mundial como “Pantaleão e as Visitadoras”, “A Festa do Bode” e “A Casa Verde”, e “A Guerra do Fim do Mundo”, cujo cenário é a Bahia no período das lutas do beato Antonio Conselheiro, em Canudos, na transição do Império para a República. Llosaa é vencedor também do Prêmio Cervantes, o mais importante da literatura em língua espanhola, em 1994.

É o primeiro escritor latino-americano a ganhar o Nobel de Literatura desde o mexicano Octavio Paz, em 1990. “Travessuras da Menina Má” é seu último trabalho, lançado em 2006, disponível no Brasil pela editora Alfaguara.

Segundo comunicado, Vargas Llosa recebeu o prêmio “por sua cartografia de estruturas de poder e suas imagens vigorosas sobre a resistência, revolta e derrota individual”. Peter Englund, presidente do comitê de literatura do Nobel, disse que o escritor ficou “muito comovido e entusiasmado” ao saber da escolha. “Ele é um autor excepcional, e um dos grandes escritores do mundo de língua espanhola”, disse Englund. “É uma das pessoas que estavam por trás do boom literário na América Latina nos anos 60 e 70, e continua trabalhando e crescendo.”

Em entrevista a uma rádio colombiana, Vargas Llosa afirmou que este é um reconhecimento da literatura da América Latina. “Não pensava que sequer estava entre os candidatos”, disse o escritor em Nova York, na primeira reação após receber a notícia do prêmio. De fato, ele nem aparecia entre os possíveis ganhadores nas listas das tradicionais casas de apostas britânicas, que acreditavam na campanha do poeta sueco Tomas Transtomer. “Acredito que é um reconhecimento à literatura latinoa-mericana e à literatura em língua espanhola, e isto sim deve alegrar a todos”, acrescentou ele.

A vitória do Nobel vem acompanhada de uma soma em dinheiro no valor de R$ 2,7 milhões. Em 2009, o prêmio foi dado à escritora alemã Herta Müller, 12ª mulher a vencer o Nobel de Literatura. Em 2008 foi a vez de Jean-Marie Gustave Le Clézio e em 2007, Doris Lessing.

Vargas Llosa no Brasil

Ao longo de sua carreira, Llosa recebeu inúmeros prêmios e condecorações como o Prêmio Rómulo Gallegos (1967), o Prêmio Nacional de Novela do Peru em 1967, por seu romance “A Casa Verde”, o Prêmio Príncipe das Astúrias de Letras, da Espanha (1986) e o Prêmio da Paz de Autores da Alemanha, concedido na Feira do Livro de Frankfurt (1997). Em 1993, recebeu o Prêmio Planeta por seu romance “Lituma nos Andes”. Foi condecorado pelo governo francês com uma medalha de honra en 1985.

Um dos escritores mais respeitados no continente sul-americano, concorreu à presidência do Peru em 1990, sem sucesso. Também é famosa a vez em que deu um soco no rosto do colombiano Gabriel García Márquez, agora seu colega entre os premiados do Nobel, justamente o último sul-americano a ganhar o prêmio. Logo depois do anúncio da Academia Sueca, García Márquez escreveu no Twitter: “estamos quites”.

Vargas Llosa leciona na Universidade de Princeton, em Nova York, e virá ao Brasil na próxima quinta-feira (14) para participar do evento Fronteiras do Pensamento, realizado na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre. Sobre suas aulas, afirma: “Sou basicamente um escritor, não professor, mas gosto de lecionar por causa dos alunos e pela chance de falar a eles sobre boa literatura. Boa literatura não é apenas entretenimento – e é um entretenimento fantástico –, mas também algo que possibilita um entendimento melhor do mundo em que vivemos.”

Em nota oficial, o presidente peruano, Alan García, parabenizou o escritor. “Vargas Llosa é um extraordinário criador da linguagem, um grande romancista, um grande dramaturgo que tem incursionado em todos os cantos da criação”, afirmou.

Vargas Llosa irá à cerimônia de entrega do Nobel em 10 de dezembro – aniversário da morte de seu fundador, Alfred Nobel –, em Estocolmo, e, de acordo com a tradição, será o encarregado de fazer o discurso em nome de todos os premiados, com exceção do Nobel da Paz, realizado em um ato paralelo, em Oslo.

Nos últimos dias foram divulgados os vencedores nas categorias científicas, começando pelo de Medicina, na segunda-feira, para o britânico Robert G. Edwards; o de Física, dividido pelos russos Andre Geim e Konstantin Novoselov, e o de Química, para o americano Richard Heck e os japoneses Ei-ichi Negishi e Akira Suzuki. A rodada de anúncios se encerra na próxima segunda-feira, quando será comunicado o vencedor de Economia.

Obras de Mario Vargas Llosa:

Ficção
“Os Chefes” (1959)
“A Cidade e os Cachorros” (1963)
“A Casa Verde” (1966)
“Conversa na Catedral” (1969)
“Pantaleão e as Visitadoras” (1973)
“Tia Júlia e o Escrevinhador” (1977)
“A Guerra do Fim do Mundo” (1981)
“Historia de Mayta” (1984)
“Quem Matou Palomino Molero?” (1986)
“O Falador” (1987)
“Elogio da Madrasta” (1988)
“Lituma nos Andes” (1993)
“Os Cadernos de Dom Rigoberto” (1997)
“A Festa do Bode” (2000)
“O Paraíso na Outra Esquina” (2003)
“Travessuras da Menina Má” (2006)

Teatro
“A Menina de Tacna” (1981)
“Kathie e o Hipopótamo” (1983)
“La Chunga” (1986)
“El Loco de los Balcones” (1993)
“Olhos Bonitos, Quadros Feios” (1996)

Ensaios
“García Márquez: historia de un deicidio” (1971)
“Historia secreta de una novela” (1971)
“La orgía perpetua: Flaubert y Madame Bovary” (1975)
“Contra viento y marea. Volúmen I” (1962-1982) (1983)
“Contra viento y marea. Volumen II” (1972-1983) (1986)
“La verdad de las mentiras: Ensayos sobre la novela moderna” (1990)
“Contra viento y marea. Volumen III” (1964-1988) (1990)
“Carta de batalla por Tirant lo Blanc” (1991)
“Desafíos a la libertad” (1994)
“La utopía arcaica. José María Arguedas y las ficciones del indigenismo” (1996)
“Cartas a un novelista” (1997)
“El lenguaje de la pasión” (2001)
“La tentación de lo imposible” (2004)

( Postado por Vitor Hugo Soares com informações do IG-Ultimo Segundo , AFP e agências internacionais)

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07


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Vinho Guardado
Danilo Caymmi — Paulinho Tapajós)

Abre a tranca da janela por favor
Que o pior da tempestade já passou
Tem um sol se espreguiçando no jardim
Gritando assim
Abre a porta pra mim
Desfaz a ilusão
Não há mais razão
Não há mais porque
Querer se esconder da vida
Fecha os olhos e desperta por favor
Que o pior da tempestade já passou
Abandona o travesseiro e o cobertor
Que um novo amor
Pode estar pra chegar
Desfaz a ilusão
Não há mais razão
Não há mais porque
Querer se esconder da vida
Eu sei que pra viver um grande amor
Vinho guardado é bem melhor
Tem mais sabor
Porém quando ele envelhece
Se a gente esquece
Pode se estragar
Meu bem conta pra saudade
Que a felicidade
Veio morar em seu lugar

BOM DIA E MUITA PAIXÃO PARA TODOS, QUE PAIXÃO É TÃO ESSENCIAL QUANTO UM BOM VINHO ANTIGO BEM GUARDADO.

(VHS)

out
07
Posted on 07-10-2010
Filed Under (Artigos, Ivan) by vitor on 07-10-2010

Bassuma: na linha de Geraldo Vandré

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OPINIÃO POLÍTICA

O apoio de Bassuma a Serra

Ivan de Carvalho

“Quem sabe faz a hora, não espera acontecer”. Talvez estimulado por estes belos e inspirados versos de Geraldo Vandré, o ex-candidato a governador da Bahia pelo Partido Verde, deputado ex-petista Luiz Bassuma, presidente, no Congresso Nacional, da Frente Parlamentar em Defesa da Vida – Contra o Aborto, não esperou pela decisão do PV e nem mesmo da ex-candidata a presidente Marina Silva para antecipar seu apoio ao candidato José Serra.

A antecipação é lógica. Em 2007 o PT, em um congresso nacional do partido, fecha questão a favor da descriminalização do aborto. Foi, talvez não por isto, mas certamente também não por mera coincidência – pois coincidências não existem, certamente existem as tais sincronicidades apontadas por Karl Jung – o mesmo ano em que a então ministra Dilma Rousseff, que ainda não era nem sequer sonhava em ser candidata a presidente da República, deu uma fatídica entrevista à Folha de S. Paulo.

“Acho que tem de haver descriminalização do aborto. No Brasil, é um absurdo que não haja, até porque nós sabemos em que condições as mulheres recorrem ao aborto. Não as de classe média, mas as de classe mais pobres deste país”. Bem, esta é a declaração, literal, de Dilma Rousseff à Folha de S. Paulo em 2007. A ministra leu a entrevista publicada, não fez qualquer reparo ou pedido de correção. A publicação era fiel.
O PT, partido de Dilma Rousseff, abriu processo contra o deputado Luiz Bassuma, por “militar” contra a liberação do aborto. Juntamente com outro deputado, ele foi suspenso por um ano. “Fui punido por unanimidade”, disse à Folha em entrevista divulgada ontem, na qual frisa que “o estatuto do PT diz que, por questões filosóficas, religiosas, éticas e de foro íntimo nenhum filiado será punido. O último governo quis legalizar o aborto duas vezes e não conseguiu, nós conseguimos impedir”.

O Sr. diz o governo Lula? – pergunta a Folha. E o deputado baiano, que é espírita (os espíritas não admitem o aborto) responde: “O Lula. Aí, em 2009, o PT resolve me punir com um ano de suspensão”. Assim punido, Bassuma decide sair do PT e ingressa no PV. Foi punido porque era contra o aborto? – pergunta a Folha. “Se eu ficasse caladinho, poderia ter ficado no PT até hoje. Eles não queriam que eu liderasse o movimento. Era porque eu defendia a vida, era contra o aborto.

Ora, eu ia escrever sobre mais algumas coisas, mas a importância do que afirma Luiz Bassuma vai me manter no assunto até o fim deste comentário. Ele diz: 1) Que, por “militar” contra a liberação do aborto, foi punido “por unanimidade”. A punição foi imposta pelo diretório nacional do PT; 2) Afirma que o presidente Lula e seu governo quiseram legalizar o aborto duas vezes. Dilma Rousseff era a ministra-chefe da Casa Civil da presidência da República e o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, que foi escolhido por Lula e defendeu publicamente a descriminalização do aborto, como o fez Dilma Rousseff. Esta já não sustenta a proposta, o que para Bassuma caracteriza uma atitude “eleitoreira”. Daí que não pensou duas vezes sobre quem apóia no segundo turno.

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