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Boa tarde a todos!

(VHS)

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Comentários

luiz alfredo motta fontana on 6 outubro, 2010 at 13:46 #

Caro VHS

“mais vale o que nos une”

Ouvir Sérgio Ricardo é prazer renovado.

Um violão seco, pungente, que vibra em recôncavos ampliando a solidão.

Este músico que não compõe simples canções, mas cenas, cenários, olhares, enredos, é puro cinema.

Glauber soube reconhecer um igual, Sérgio Ricardo fé grande, vasto, panorâmico nas empreitadas junto ao cineasta baiano.

Sérgio Ricardo é cinema, como Chico Buarque é literatur, éprosa poética, e Edu Lobo é teatro, é dança. Sorte nossa que convivemos com eles.

/Quanto ao Sérgio ricardo, impossível ficar imune aos seus acordes, à urgência de seus apelos, ao pressentir o inevitável diluir de um desfile de mitos e tragédias.

Sérgio tem esta urgência, esse grito, esse dersprezo pelo fácil, pelo preconceituado.

Reencontrar Sérgio, aqui no BP, é pura ventura, ao mesmo tempó me faz recordar um sentimento de culpa e vergonha ao me deparo com este filho de Marília.

Explico;

Lá pelos idos de setenta e poucos, talvez 74, Sérgio Ricardo levou seu show “Vamos Renovar” para Marília.

Escolheram um teatro improvisado, na verdade um destes salões alugados em finais de semana para festas de casamento, sobretudo daqueles ausentes das colunas sociais.

Improvisaram o palco, arranjaram as cadeiras, umas 50, que chamaram de área vip, e ampliaram, para além de uma cordinha, mais umas 100, que denominaram geral.

Eu, estudante universitário, em visita à terra natal, comprei um ingresso da geral. Era a metade do correspondente em área nobre.

Para meu espanto, e acredito decepção de Sérgio ricardo, a platéia resumiu-se a uns 30 gatos pingados, na sua maioria na geral, e dois ou três felizes portadores de ingresso área vip.

Sérgio iniciou o show entoando “Vamos Renovar”, com o vigor habitual, finda a música, sorriu e disse, meio que triste, meio que irônico:

– Ei pessoal, não fiquem distantes, ninguém mais vai chegar, assim, pulem a corda e venham assistir daqui, é melhor, e cabe todo mundo.

Foram…

Eu fiquei…

Ainda recordo a sensação de desconforto, misto de vergonha, misto de desencanto, de ser , naquela hora e dia, mariliense, como ele, mariliense como muitos, como tantos, que até hoje desconhecem o gênio que cantou toda uma geração.

Caro VHS, tento retribuir teu post, com a edição deste vídeo no Canal do Blogbar:

http://www.youtube.com/watch?v=NT26iaEyHw4

Sina de Lampião, que cantarolo desde sempre.

Abraços!!!

tim tim


vitor on 6 outubro, 2010 at 14:39 #

Bravo, poeta!, mesmo sem saber ainda “o que nos separa”.

Tim Tim


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