Brito: “sem condições”

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DEU NO PORTAL DA RÁDIO METRÓPOLE

O secretário municipal de saúde José Carlos Britto entregou, nesta tarde, a carta de exoneração ao prefeito João Henrique, deixando o cargo. A decisão já foi comunicada oficialmente à Casa Civil. José Carlos Brito informou que não tinha mais clima e nem condições de trabalho e até os telefones da secretaria tinham sido cortados.

Na manhã de hoje, servidores da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e diretores sindicais (Sindseps) realizaram uma manifestação em frente à secretaria, no Comércio, para dar apoio à permanência do secretário. Diante das especulações sobre a possível exoneração de José Carlos Britto, os manifestantes queriam sensibilizar o prefeito João Henrique para que ele não permitisse que interesses políticos interrompessem o trabalho que estava sendo desenvolvido na pasta, após anos de precarização do setor.

out
04

Bispo Crivela: religião é tema sensível

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DEU NO TERRA

Claudio Leal
Direto de Brasília

O senador eleito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (PRB), considera a religião um tema sensível para a campanha de Dilma Rousseff (PT) no segundo turno da eleição presidencial. Para o líder religioso da Igreja Universal, o PT não soube dissipar os boatos negativos sobre Dilma na internet – entre os quais, o de que ela teria dito que “nem Cristo” tiraria a vitória dela em 3 de outubro. “Ela é cristã, pelo menos me disse que era cristã”, garantiu o bispo licenciado. “Pode ter tido seus momentos (de ateia), pelo sofrimento que passou”, concluiu, referindo-se às torturas na ditadura militar.

Crivella participa na tarde desta segunda-feira (4) de um encontro de Dilma com senadores e governadores, no hotel Golden Tulip, em Brasília. Ele defende que o PT crie uma estratégia para combater as dúvidas sobre a religiosidade da candidata. “Vamos ter que elaborar nossos antídotos”, definiu. “Isso prejudicou e nós devemos esclarecer os segmentos religiosos”. A posição de Dilma sobre o aborto também foi explorada na web. Para Crivella, o PSDB voltará a “explorar essas questões que colaram”.

O senador do PRB admite que Marina Silva (PV) tem muitos votos dos evangélicos. “A religião pode se conciliar com a política porque tem bons conceitos morais”. Questionado pelo Terra, na chegada ao hotel, sobre a decisão do bispo Edir Macedo de defender Dilma em seu blog, para resguardá-la de boatos dirigidos ao eleitorado evangélico, Crivella definiu: “Foi uma decisão pessoal. Não conversei com ele. Acredito que se posicionou como cidadão, e não como bispo. Tem direito de fazer isso”.

Mais notícias em Terra (Eleições 2010)

http://noticias.terra.com.br/eleicoes/2010/noticias


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Além da bela sugestão musical, Gilson Nogueira manda um boa noite para todos os leitores e ouvintes do BP


Robert G. Edwards conquista Nobel (Foto: Bourn Hal/Reuters/arquivo)
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DEU NO JORNAL PÚBLICO (PORTUGAL)

O período da escolha dos premiado com o Nobel de 2010 começou nesta segunda-feira, 4, com a premiação em Medicina que recaiu sobre Robert G. Edwards, considerado o pai da fertilização in vitro. Edwards nasceu em 1925 em Manchester, no Reino Unido, e está ligado à Universidade de Cambridge, no mesmo país. Depois do serviço militar na segunda Guerra Mundial, estudou Biologia na Universidade de Gales e na Universidade de Edimburgo, onde completou em 1955 o seu doutoramento com uma tese sobre o desenvolvimento embrionário em ratinhos. Em 1958 integrou o “National Institute for Medical Research”, em Londres, onde se dedicou à fertilização em humanos. A partir de 1963 passou a trabalhar em Cambridge, primeiro na universidade e depois na clínica Bourn Hall, o primeiro centro mundial de bebês de proveta, que fundou com Patrick Steptoe, o ginecologista que foi sempre o seu braço direito nestas investigações.

“A sua descoberta permitiu tratar a infertilidade, uma condição médica que afeta uma larga proporção da humanidade, incluindo mais de dez por cento dos casais de todo o mundo”, explicou a academia sueca, em comunicado. Foi ainda na década de 1950 que Edwards percebeu que a fertilização in vitro poderia ser o caminho para o tratamento da infertilidade, trabalhando, desde aí, em experiências com óvulos e culturas de células. Um empenho que veio a colher frutos a 25 de Julho de 1978, dia em que nasceu o primeiro “bebé-proveta”. Nos anos seguintes, Edwards e os seus colaboradores refinaram as técnicas necessárias e partilharam-nas com médicos do mundo inteiro.

De acordo com dados adiantados pela Assembleia Nobel, até ao momento, o investigador já foi pai de quatro milhões de bebés, muitos dos quais já são adultos e até pais. “Uma nova era da Medicina emergiu, com Robert Edwards a liderar o processo desde as descobertas mais fundamentais às mais correntes (…) O seu contributo representa um marco no desenvolvimento da Medicina moderna”, destaca o mesmo comunicado. Para a descoberta de Edwards em muito contribuíram outros cientistas que concluíram com sucesso as experiências com maturação de ovócitos de mamíferos, nomeadamente ratinhos e coelhos, em tubos de ensaio.

Edwards percebeu, contudo, que nos humanos os ciclos são muito diferentes, comparativamente com animais como os coelhos, conseguindo clarificar como se processa a maturação, que hormonios a regulam e em que condição é possível haver fertilização. Conseguiu fertilizar um óvulo in vitro, pela primeira vez, em 1969, mas este não se subdividiu. Partiu para uma nova fase: recolher óvulos já amadurecidos nos ovários através de uma técnica chamada laparoscopia e que gerou grande polémica na época, a par com os diversos debates éticos e religiosos que lançou sobre recriar vida em laboratório.

25 de Julho de 1978

O dia 25 de Julho de 1978 foi um sábado muito especial para o casal Leslie e John Brown, de Bristol, no Sul de Inglaterra. Mas também foi um sábado especial para muitos casais em todo o mundo, que estavam, até aí, impossibilitados de ter filhos naturalmente. Leslie preparava-se para ser a mãe do primeiro bebê de proveta , uma menina, chamada Louise Brown.

“Comecei a fazer estudos com tecido ovárico humano recolhido em cirurgias. Mas tinha de conseguir fertilizar os pequenos ovos no laboratório”, contou Edwards, em 2003, aquando da celebração dos 25 anos da sua invenção. As primeiras experiências de Pincus e Saunders, com coelhos, tinham mostrado que bastavam 12 horas para o amadurecimento e fertilização dos ovócitos no tubo de ensaio. Ter acreditado que esses resultados poderiam aplicar-se a células humanas custou-lhe vários desgostos. Até que chegou o dia: “Decidi então esperar 25 horas por três ovócitos que me restavam. De repente, foi a alegria. Agora havia esperança para a fertilização in vitro”.

out
04
Posted on 04-10-2010
Filed Under (Charges) by vitor on 04-10-2010


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Samuca – no Diário de Pernambuco

out
04

Dilma e Geddel:as pazes em Brasília

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O vôo de Geddel Vieira Lima

Mesmo depois de fragorosamente derrotado, na eleição para governador da Bahia, pelo ex-aliado e atual adversário Jaques Wagner (PT), domingo,3, o apoio do deputado do PMDB e ex-ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, não é de se jogar fora. Ou, pelo menos, é isso o que pensam alguns cardeais peemedebistas e comandantes de alto coturno da campanha de Dilma Rousseff, que em em Brasília juntam cacos e tentam, a partir de hoje, reagrupar tropas dos dois partidos para o embate decisivo, do segundo turno,  contra José Serra e seus aliados do PSDB e do DEM.

Hoje mesmo, ainda com o copo de mágoas quase cheio pela desfeita e abandono de Dilma na campanha, Geddel foi convocado pelo deputado Michel Temmer, vice da chapa governista, e outros grandolas de seu partido, a pegar o primeiro avião da rota Salvador-Brasília, para “uma conversa” sobre mobilização para o segundo turno.

“Homem de pa rtido”, como fez questão de afirmar em uma entrevista mais cedo na Radio Band-FM-Salvador, o ex-ministro de Lula tratou de preparar a bagagem, com o cuidado de arrumar direitinho dentro dela os quase um milhão de votos conquistados na eleição de ontem. De tarde tomou o rumo da Capital Federal, o mesmo destino de Wagner e os dois senadores (Walter Pinheiro(PT) e Lídice da Mata (PSDB), eleitos ontem pela coligação governista na Bahia.

Bombeiros em Brasília tratam de apaziguar os ânimos entre Geddel , Dilma e Wagner. Diante da preciosa quantidade de votos levada na mala pelo ex-ministro baiano, muita gente aposta que não será difícil selar um novo armistício, a não ser que a candidata petista considere que os votos de Geddel não são tão importantes ou garantidos quanto se pensa.
A conferir

(Postado por Vitor Hugo Soares)

out
04
Posted on 04-10-2010
Filed Under (Newsletter) by vitor on 04-10-2010

Haydil Linhares em cena/img A Tarde

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Perda sem tamanho para o teatro baiano e a arte do País. Foi sepultada na manhã desta sergunda-feira, 4, no cemitério Jardim da Saudade, a atriz e dramaturga Haydil Linhares. Natural da cidade de Itapicuru, no sertão baiano, foi uma das expressões maiores do palco em Salvador, nas décadas dos 60/70, auge do sucesso do chamado Teatro de Cordel da Bahia, comandado pelo diretor João Augusto e contracenando com Harildo Deda e Bemvindo Sequeira em peças memoráveis no Vila Velha e no Teatro Santo Antônio, da UFBA.

Faleceu na manhã de domingo, 3, por volta das 11h, no Hospital Espanhol, onde estava internada desde o último dia 18 de setembro.

A magnífica atriz, formada na Escola de Teatro da UFBA, que seguia atuante nos palcos e como mestra de várias gerações de jovens atores baianos, morreu de falência múltipla dos órgãos, sempre amada por seu público e respeitada por seus colegas de cena e de bastidores, por suas interpretações notáveis e generosidade como pessoa.

Sua única filha, Poliana Linhares, revelou que Haydil sofreu um quadro de infecção respiratória grave, com complicações.

Pesar da cultura

A Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb) divulgou uma nota de pesar sobre a perda da atriz. Na nota, a fundação se refere à Haydil como “dama do teatro baiano”.

“Atriz e dramaturga, Haydil Linhares deixa de herança na memória de todos nós sua forte presença, suas marcantes interpretações nos palcos, na televisão e no cinema, seus textos escritos, sua generosidade no ofício de formar novos talentos, suas contribuições em mais de 45 anos de carreira para a valorização das artes cênicas do estado. A Fundação Cultural do Estado da Bahia e o teatro baiano estão de luto.

Registramos nossos sentimentos aos familiares e amigos que, como nós, se entristecem com esta perda”.

Haydil Linhares, ao  longo de sua trajetória,  fez curso de interpretação da Escola de Teatro e o de direção, concluído em 1979.  Aos 75 anos, 46 de palco, a atriz fez parte da geração de atores que conviveu com a discriminação da profissão, resistindo aos preconceitos e ganhando destaque nos palcos.

“Sou de uma época em que fazer teatro significava estar se prostituindo”, disse certa vez, em declaração à imprensa.

Como atriz, trabalhou com grandes diretores baianos. Em seu primeiro espetáculo, “Stopen Stopen!”, foi dirigida por João Augusto. Haydil também fez trabalhos orientados por Deolindo Checcucci, Márcio Meirelles, Edwald Hackler, entre outros.
Na montagem “O Terceiro Sinal” (Deolindo Checcucci), a atriz de destacou ao lado do também falecido Wilson Mello. Com Harildo Déda e Jussilene Santana, fez “A Mulher sem Pecado”, direção de Ewald Hackler .

Haydil também teve experiências importantes no mundo do cinema. Ela interpretou Norminha, em “Dona Flor e Seus Dois Maridos” e participou dos longas “Caveira My Friend”, “Meteorango Kid”, e “Jardim das Folhas Sagradas”. Na TV, atuou nas novelas “Renascer” e “Porto dos Milagres”, da Globo.

Como dramaturga, escreveu, peças como “Função de um Casamento”,”Ida e Volta”, “O Pique dos Índios ou a Espingarda de Caramuru” e “As Feministas de Muzenza”, comédia criada em parceria com Cleise Mendes. Entre suas atividades, Haydil trabalhou na Fundação Cultural por 15 anos e dirigiu o Teatro Miguel Santana.

(Postada por Vitor Hugo Soares, com informações do jornal A Tarde , em reportagem assinada por Eduarda Uzeda)


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BOM DIA!!!

out
04
Posted on 04-10-2010
Filed Under (Artigos, Ivan) by vitor on 04-10-2010


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No dia seguinta à votação de ontem, no primeiro turno, o colunista político Iva de Carvalho assinala em seu artigo desta segunda-feira, na Tribuna da Bahia, que estava tudo pronto para uma eleição presidencial plebiscitária definitiva já no primeiro turno, dispensando-se assim o segundo. O eleitor disse não e ontem pediu mais tempo para conhecer melhor os candidatos antes de decidir. Bahia em Pauta reproduz o texto de Ivan.

(VHS)

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OPINIÃO POLÍTICA

Uma primeira visão

Ivan de Carvalho

No momento em que escrevo este artigo, ainda não estão encerradas as apurações para governador e presidente, além de para os demais mandatos. Por exigência dos setores técnicos e industriais do jornal, não dá para esperar até o resultado final e temos de nos basear, com os devidos cuidados, ainda em resultados parciais. Daí nos perdoe o leitor eventuais e indesejadas escorregadelas.

Mas se alguma ocorrer, estarei em honrosa e importante companhia. Pois grandes escorregadelas, do alto de seus sapatos de saltos altos, com quedas daquelas que dão pena, mas ao mesmo tempo obrigam a involuntárias gargalhadas até pela surpresa, deram duas pessoas jamais vistas iguais neste país. Uma delas, “o cara do cara”, segundo ele mesmo se qualificou na semana passada ante os eufóricos petroleiros que o festejavam na Bahia. A outra pessoa, o poste que do “cara do cara” recebeu o sopro que, primeiro, lhe deu o nome de Mãe do PAC, depois, lhe deu alma de candidata favorita, agora “supostamente favorita”, a presidente da República.

Estava tudo pronto para uma eleição presidencial plebiscitária e para a vitória definitiva já no primeiro turno, dispensando-se assim o segundo. A linguagem recente da campanha de Dilma, apesar daquelas formais declarações sobre “não subir no salto alto”, era exatamente a linguagem de quem usava saltos Luiz XV – dava até para ouvir aquele toc, toc, toc, quando um dos dois personagens passava.

Aí, a grande lição. O eleitorado desmanchou a eleição plebiscitária,  gerando o fenômeno Marina Silva. A doce jaguatirica morena tirou votos do tucano Serra e da petista Dilma, mais desta, principalmente no final da campanha, e criou uma terceira candidatura consistente, apesar do tempo escasso, melhor diria esquálido, de que dispunha na propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão e também apesar do seu partido nanico, quase burocrático e com uma dissidência adesista, ainda que minoritária.

Por conta disto e por algumas outras coisas que estão “soltas no ar” – tipo liberação do aborto e de certas drogas hoje ilícitas, dentre outras coisas, gerando reação negativa da igreja católica e de amplos setores das igrejas evangélicas – a candidata oficial a presidente perdeu votos no final da campanha, que entrou num clima de quase-pânico, pois o planejamento político governista, para tranqüilidade imediata e melhor proveito em eventuais eleições em segundo turno para governadores de estados, requeria a vitória final já no primeiro turno.

O debate dos problemas do país em segundo turno, com dois candidatos com tempo igual no rádio e televisão, será benéfico ao país, na medida em que obrigue os contendores a se definirem claramente sobre certos assuntos, sem mentir, sem enganar. O eleitorado, não tenho a menor dúvida, tendo em conta a conjuntura e as circunstâncias, votou com sabedoria, ontem. Os institutos de pesquisa não tiveram a competência para medir bem os movimentos do eleitorado a partir de uns dez a doze dias antes das eleições.

Na Bahia, pequenas surpresas. Como as pesquisas eleitorais anunciavam, não haverá o segundo turno para governador. O governador Jaques Wagner, candidato à reeleição, produziu uma pequena surpresa, inclusive para ele próprio, que ainda ontem trabalhava com estimativa de 60 por cento dos votos válidos e conseguiu superar esta marca.

Surpresa um pouco maior foi a produzida pela votação dada ao senador César Borges, muito inferior ao que estimavam as pesquisas eleitorais, inclusive as feitas na semana das eleições. Foi o erro crasso dos institutos de pesquisa na Bahia.

out
04

Dilma e Serra: agora só os dois

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Dos dois lados da disputa não há tempo a perder, nem leite derramado a chorar. No dia seguinte à maratona da campanha e da votação de ontem, PT e PMDB já se movimentam para reorganizar suas forças, rever estratégias e começar a traçar os planos para tentar viabilizar uma vitória na nova fase da disputa.
Na agitada e tensa noite de domingo, enquanto o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ainda contabilizava os últimos votos, os dois lados – Lula e Dilma em Brasília, à frente do PT e Serra e Alkmin, em São Paulo – já convocavam reuniões das equipes de coordenação, para produzir novas agendas e redesenhar a linha da campanha já a partir desta semana até 30 de outubro, véspera do segundo turno.
Segundo revela o portal IG, tanto na equipe da ex-ministra Dilma Rousseff (PT) quanto entre aliados do ex-governador José Serra (PSDB), a palavra de ordem é definir o quanto antes os pontos fortes que podem ajudar a ampliar a vantagem em relação ao adversário. As duas campanhas terão até o próximo dia 31, data da votação do segundo turno, para ganhar fôlego e garantir o resultado nas urnas.
Do lado do PSDB, segundo IG, predomina a preocupação em não repetir erros que custaram as eleições presidenciais de 2002 e 2006. Nos dois casos, o partido conseguiu chegar à segunda etapa, mas perdeu a eleição na reta final. Dentro da legenda, é consenso que o ex-governador de Minas Aécio Neves (PSDB), agora eleito para o Senado,  será peça-chave na estratégia.
Assim que começou a se confirmar a ida ao segundo turno, o nome de Aécio, que recusou a vaga de vice na chapa de Serra, voltou a ser citado como possível coordenador da campanha. Houve até quem cogitasse a possibilidade de uma troca de vice, para fortalecer a chapa de Serra.
Secretário geral da Executiva Nacional do PSDB e representante de Aécio na cúpula tucana, o deputado reeleito Rodrigo de Castro (MG) logo investiu na tese de que o mineiro não deve entrar no comando da campanha. O aliado diz preferir vê-lo como uma espécie de cabo eleitoral de luxo de Serra.

CORAÇÃO LEVE
Em seu discurso, Serra disse estar com o “coração leve” com resultado da votação deste domingo e ainda parabenizou Marina Silva, candidata à Presidência pelo PV
“Coordenação de campanha é carregar piano. Aguentar reclamação. Não vejo o Aécio num papel desses. Ele tem de pedir voto, fazer um apelo e percorrer o país como um fato novo na campanha do Serra”, afirmou Castro ao iG na noite deste domingo.
Na campanha petista, a ordem é demandar do presidente Luiz Inácio Lula da Silva um esforço ainda maior para eleger a candidata. Dias antes da eleição, quando começou a crescer a possibilidade de segundo turno, petistas já se queixavam internamente da postura adotada pelo presidente durante a campanha. Avaliavam que Lula exagerou na dose em comícios e discursos, tirando de Dilma o papel de protagonista da campanha.
A presença do presidente, de qualquer forma, continuará marcante nos programas gravados para o horário eleitoral gratuito, sob comando do marqueteiro João Santana. Com o aumento do tempo de televisão de Serra na nova etapa da disputa, o contraponto à ação liderada pelo chefe da comunicação tucana, Luiz González, também deve ganhar importância na nova etapa.
Cabos eleitorais

Igualmente a campanha de Dilma deve passar por mudanças no que se refere à agenda e mesmo à participação do presidente Lula
Além de contarem com os dois principais cabos eleitorais, Dilma e Serra terão agora à disposição da campanha aliados que venceram as disputas estaduais neste domingo. O time tucano ganhou a chance de exaltar as vitórias de Antonio Anastasia, eleito em Minas Gerais com 62,7% dos votos, e Geraldo Alckmin, que levou a disputa em São Paulo com 50,6%. A conta inclui ainda o governador eleito do Paraná, Beto Richa, que conseguiu se eleger com 52,4% dos votos.
Petistas, por sua vez, comemoram a vitória na Bahia, com os 63,8% dos votos obtidos pelo governador Jaques Wagner, e no Rio Grande do Sul, onde o ex-ministro da Justiça Tarso Genro voltou ao governo com 54,4% dos votos. De quebra, a sigla terá a ajuda do aliado peemedebista Sérgio Cabral, que venceu a disputa pelo governo do Rio de Janeiro com 66% dos votos.
Na segunda etapa das campanhas, tucanos tendem a intensificar a busca por recursos, que acabou prejudicada na primeira fase da eleição. Diante do favoritismo de Dilma nas pesquisas de intenção de voto, aliados de Serra queixavam-se recorrentemente nos bastidores da dificuldade de levantar doações. As promessas, diziam, sempre existiram. Mas em muitos casos não se concretizaram.
Na última prestação de contas, entregue à Justiça Eleitoral no início de setembro, tucanos diziam ter arrecadado R$ 26 milhões. Na mesma época, o cofre de Dilma contava R$ 39,5 milhões.
Nos dois casos, entretanto, a verba foi praticamente toda comprometida na primeira etapa da campanha. Nas mesmas declarações, PSDB e PT alegaram ter gasto, respectivamente, R$ 25,2 milhões e R$ 38,9 milhões.
( Com informações do IG)

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