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Postado em 02-10-2010
Arquivado em (Newsletter) por vitor em 02-10-2010 17:32

Na coluna Em Tempo, assinada pelo jornalista Alex Ferraz, a Tribuna da Bahia publica em sua edição deste fim de semana (sábado e domingo)

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Supremo desserviço à Nação

Foram cerca de seis meses de anúncios diários, em vários horários, em todas as redes de televisão, inclusive nos canais por assinatura. Foram quase três milhões de novos Títulos de Eleitor impressos para atender à demanda da segunda via. Foram horas e horas em imensas filas, sob sol ou chuva. E foram necessárias apenas poucas horas, já quase na antevéspera da eleição, ontem, para o Supremo Tribunal Federal (STF) derrubar a lei que exigia documento com foto mais Título de Eleitor para as eleições deste ano. Agora, basta a identidade…
Deixando de lado o imenso prejuízo financeiro que tal decisão causou aos cofres públicos, visto que centenas de milhões de reais devem ter sido gastos com a veiculação de anúncios e impressão de títulos, concentremo-nos no autêntico deboche que se fez com milhões de eleitores que perderam horas de seus trabalhos, de seus afazeres outros, em torturantes filas, para tirar segunda via do título. Tremendo deboche também se fez com, mais uma vez, com a lei neste país, onde a legislação muda ao sabor das veleidades político-eleitorais, em casuísmos de fazer Ruy Barbosa tremer na tumba.
Decididamente, o STF tem dado mostras de algo que já disse e repito, sempre que for necessário: a Justiça, neste país, trabalha para os poderosos e debocha do cidadão comum.
Só para lembrar, mais uma vez: vejam as liminares que aniquilaram leis municipais de Salvador para favorecer grupos econômicos, em detrimento de um mínimo de conforto para a sociedade, como são os casos da carga e descarga e dos empacotadores nos supermercados.
Depois dessa, quando alguém for preso deveria ter o direito e pedir para que mudem a lei, em vez de ser punido.

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Comentários

luiz alfrdo motta fontana on 2 outubro, 2010 at 18:34 #

Caro VHS

Os Ministros não moram na aldeia

Encastelaram-se

São incapazes de olhar pela janela

Encontram conforto nas togas, que outrora representava erudição

O que os difere do cidadão comum não é o saber jurídico, esta obra de ficção que nenhum operador do direito sabe definir com precisão, mas sim a prosaica indicação do titular do Poder Executivo em exercício.

Desconhecem o sentimento de insegurança da população, afinal, gozam do mimo da vitaliciedade, percebem a maior remuneração da república, não são atingidos por nenhuma avaliação ou mensuração de trabalho, podendo assim, ao mero atendimento de um capricho, adiar, postergar, qualquer decisão, mesmo que em detrimento ao bem estar do cidadão comum.

Desconhecem a aldeia, desconhecem as ruas, eventualmente deixam-se fotografar em algum cenário popularesco, tipo pastelaria em mercado municipal, o que pode até, para os incautos, simular familiariedade com o cotidiano.

Desconhecem a aldeia e os aldeões, suas esperanças, mazelas, decepções diárias, que traduzem como “circunstãncias” que pertinem ao cotidiano de uma figura de direito, denominada, “o comum dos cidadãos”, aquela criatura empírica, que povoa doutrinas e abastece citações sobre o “viver em sociedade”, vida está que certamente estranham e não aspiram.

Vide o mais neófito dos ministros, José Antonio Dias Toffol, “o moço”, epíteto em conformidade com sua idade, e origem, afinal sua terra natal, Marília, SP, que viu nascer Sérgio Ricardo, o eterno compositor de Glauber Rocha, e também, este blogueiro de vagas horas, tem como lema : -“Marília, a cidade ,moça”.

Gostando ou não de seu desempenho na veneranda função, a sociedade brasileira o terá como um de seus ministros até a longínqua data de 15 de novembro de 2037, pois o mesmo nasceu em 15 de novembro de 1967.

Deixará o cargo, antes disto, somente em caso de decisão de foro pessoal, já que inexiste sequer previsão de avaliação de seu desempenho.

Desconhecem a aldeia, mas estão confortáveis no castelo.


luiz alfredo motta fontana on 2 outubro, 2010 at 18:34 #

Os Ministros não moram na aldeia

Encastelaram-se

São incapazes de olhar pela janela

Encontram conforto nas togas, que outrora representava erudição

O que os difere do cidadão comum não é o saber jurídico, esta obra de ficção que nenhum operador do direito sabe definir com precisão, mas sim a prosaica indicação do titular do Poder Executivo em exercício.

Desconhecem o sentimento de insegurança da população, afinal, gozam do mimo da vitaliciedade, percebem a maior remuneração da república, não são atingidos por nenhuma avaliação ou mensuração de trabalho, podendo assim, ao mero atendimento de um capricho, adiar, postergar, qualquer decisão, mesmo que em detrimento ao bem estar do cidadão comum.

Desconhecem a aldeia, desconhecem as ruas, eventualmente deixam-se fotografar em algum cenário popularesco, tipo pastelaria em mercado municipal, o que pode até, para os incautos, simular familiariedade com o cotidiano.

Desconhecem a aldeia e os aldeões, suas esperanças, mazelas, decepções diárias, que traduzem como “circunstãncias” que pertinem ao cotidiano de uma figura de direito, denominada, “o comum dos cidadãos”, aquela criatura empírica, que povoa doutrinas e abastece citações sobre o “viver em sociedade”, vida está que certamente estranham e não aspiram.

Vide o mais neófito dos ministros, José Antonio Dias Toffol, “o moço”, epíteto em conformidade com sua idade, e origem, afinal sua terra natal, Marília, SP, que viu nascer Sérgio Ricardo, o eterno compositor de Glauber Rocha, e também, este blogueiro de vagas horas, tem como lema : -”Marília, a cidade ,moça”.

Gostando ou não de seu desempenho na veneranda função, a sociedade brasileira o terá como um de seus ministros até a longínqua data de 15 de novembro de 2037, pois o mesmo nasceu em 15 de novembro de 1967.

Deixará o cargo, antes disto, somente em caso de decisão de foro pessoal, já que inexiste sequer previsão de avaliação de seu desempenho.

Desconhecem a aldeia, mas estão confortáveis no castelo.


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