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DEU NO COMUNIQUE-SE (portal especializado em notícias de bastidores da imprensa)

Da Redação

A coordenação da campanha do ex-ministro das Comunicações Hélio Costa (PMDB), candidato ao governo de Minas Gerais, anunciou que estuda uma forma para processar o humorista Tom Cavalcante por um vídeos com sátiras a Costa e a seu vice, Patrus Ananias (PT). A coligação liderada pelo peemedebista responsabiliza a campanha de outro candidato ao governo do Estado, Antonio Anastasia (PSDB), pela produção da sátira. Os tucanos negam envolvimento com o vídeo.

“Tom Cavalcante sempre vem com gracinhas. É um irresponsável e precisa ser punido. Nossos advogados estão estudando como acioná-lo na Justiça”, disse o presidente estadual do PMDB, Antônio Andrade, ao jornal O Tempo.

Anastasia afirmou não ter nenhuma ligação com a divulgação da sátira feita por Tom Cavalcante. De acordo com ele, que tenta a reeleição, o vídeo representa apenas “uma manifestação artística”.

No vídeo, Tom Cavalcante satiriza Costa (o qual chama de “Diz Costa”) e brinca com o vice na chapa do candidato, Patrus Ananias (que para o humorista ficou “Pa trás”). No final do vídeo, Tom agradece ao Superior Tribunal Federal (STF) que liberou no começo do mês a sátira aos políticos.

Veja o vídeo:


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Fim de noite, gravada por Maysa em 1964, ao vivo, no LP ” Maysa “, pela gravadora bossa-novista Elenco. A gravação foi feita na Boate Au Bon Gourmet, em Copacabana, no Rio de Janeiro.

BP musicalmente: Boa Pedida!

(Gilson Nogueira )

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01
Posted on 01-10-2010
Filed Under (Charges) by vitor on 01-10-2010


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Duke, no O Tempo (MG)

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01
Posted on 01-10-2010
Filed Under (Newsletter) by vitor on 01-10-2010

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cezar Peluso, enviou, a pedido do ministro Ayres Britto, um ofício ao Procurador-Geral da República, Roberto Gurgel, pedindo que as negociações entre o ex-governador Joaquim Roriz, e o advogado Adriano Borges – genro de Britto – sejam apuradas.

Conforme o iG noticiou nesta quinta-feira (30), Borges e Roriz aparecem em vídeo gravado na casa do ex-governador em que serviços de advocacia são debatidos. O genro de Britto sugere um preço de R$ 4,5 milhões para que ele ingressasse na ação contra a Lei da Ficha Limpa, o que poderia deixar o sogro impedido de participar do julgamento. (Deu no portal IG)


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De Glauvânia Jansen, incansável líder da Caminhada da Lua todos os meses em Itapoã, a mais soteropolitana de todos os pernambucanos que vivem por aqui – amiga querida e colaboradora sempre atenta e leal deste BP-, o editor recebeu e-mail com o poema que merece ser compartilhado com todos os leitores. Bahia em Pauta agradece e manda beijos para Glau.
(Vitor Hugo Soares)

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Vou-me Embora Pro Passado
Jessier Quirino (prosa morena)

Vou-me embora pro passado
Lá sou amigo do rei
Lá tem coisas “daqui, ó!”
Roy Rogers, Buc k Jones
Rock Lane, Dóris Day
Vou-me embora pro passado.

Vou-me embora pro passado
Porque lá, é outro astral
Lá tem carros Vemaguet
Jeep Willes, Maverick
Tem Gordine, tem Buick
Tem Candango e tem Rural.

Lá dançarei Twist
Hully-Gully, Iê-iê-iê
Lá é uma brasa mora!
Só você vendo pra crê
Assistirei Rim Tim Tim
Ou mesmo Jinne é um Gênio
Vestirei calças de Nycron
Faroeste ou Durabem
Tecidos sanforizados
Tergal, Percal e Banlon
Verei lances de anágua
Combinação, califon
Escutarei Al Di Lá
Dominiqui Niqui Niqui
Me fartarei de Grapette
Na farra dos piqueniques
Vou-me embora pro passado.

No passado tem Jerônimo
Aquele Herói do Sertão
Tem Coronel Ludugero
Com Otrope em discussão
Tem passeio de Lambreta
De Vespa, de Berlineta
Marinete e Lotação.

Quando toca Pata Pata
Cantam a versão musical
“Tá Com a Pulga na Cueca”
E dançam a música sapeca
Ô Bapa Hum Mau Mau
Tem a turma prafrentex
Cantando Banho de Lua
Tem bundeira e piniqueira
Dando sopa pela rua
Vou-me embora pro passado.

Vou-me embora pro passado
Que o passado é bom demais!
Lá tem meninas “quebrando”
Ao cruzar com um rapaz
Elas cheiram a Pó de Arroz
Da Cachemere Bouquet
Coty ou Royal Briar
Colocam Rouge e Laquê
English Lavanda Atkinsons
Ou Helena Robinstein
Saem de saia plissada
Ou de vestido Tubinho
Com jeitinho encabulado
Flertando bem de fininho.

E lá no cinema Rex
Se vê broto a namorar
De mão dada com o guri
Com vestido de organdi
Com gola de tafetá.

Os homens lá do passado
Só andam tudo tinindo
De linho Diagonal
Camisas Lunfor, a tal
Sapato Clark de cromo
Ou Passo-Doble esportivo
Ou Fox do bico fino
De camisas Volta ao Mundo
Caneta Shafers no bolso
Ou Parker 51
Só cheirando a Áqua Velva
A sabonete Gessy
Ou Lifebouy, Eucalol
E junto com o espelhinho
Pente Pantera ou Flamengo
E uma trunfinha no quengo
Cintilante como o sol.

Vou-me embora pro passado
Lá tem tudo que há de bom!
Os mais velhos inda usam
Sapatos branco e marrom
E chapéu de aba larga
Ramenzone ou Cury Luxo
Ouvindo Besame Mucho
Solfejando a meio tom.

No passado é outra história!
Outra civilização…
Tem Alvarenga e Ranchinho
Tem Jararaca e Ratinho
Aprontando a gozação
Tem assustado à Vermuth
Ao som de Valdir Calmon
Tem Long-Play da Mocambo
Mas Rosenblit é o bom
Tem Albertinho Limonta
Tem também Mamãe Dolores
Marcelino Pão e Vinho
Tem Bat Masterson, tem Lesse
Túnel do Tempo, tem Zorro
Não se vê tantos horrores.

Lá no passado tem corso
Lança perfume Rodouro
Geladeira Kelvinator
Tem rádio com olho mágico
ABC a voz de ouro
Se ouve Carlos Galhardo
Em Audições Musicais
Piano ao cair da tarde
Cancioneiro de Sucesso
Tem também Repórter Esso
Com notícias atuais.

Tem petisqueiro e bufê
Junto à mesa de jantar
Tem bisquit e bibelô
Tem louça de toda cor
Bule de ágata, alguidar
Se brinca de cabra cega
De drama, de garrafão
Camoniboi, balinheira
De rolimã na ladeira
De rasteira e de pinhão.

Lá, também tem radiola
De madeira e baquelita
Lá se faz caligrafia
Pra modelar a escrita
Se estuda a tabuada
De Teobaldo Miranda
Ou na Cartilha do Povo
Lendo Vovô Viu o Ovo
E a palmatória é quem manda.

Tem na revista O Cruzeiro
A beleza feminina
Tem misse botando banca
Com seu maiô de elanca
O famoso Catalina
Tem cigarros Yolanda
Continental e Astória
Tem o Conga Sete Vidas
Tem brilhantina Glostora
Escovas Tek, Frisante
Relógio Eterna Matic
Com 24 rubis
Pontual a toda hora.

Se ouve página sonora
Na voz de Angela Maria
“- Será que sou feia?
– Não é não senhor!
– Então eu sou linda?
– Você é um amor!…”

Quando não querem a paquera
Mulheres falam: “Passando,
Que é pra não enganchar!”
“Achou ruim dê um jeitim!”
“Pise na flor e amasse!”
E AI e POFE! e quizila
Mas o homem não cochila
Passa o pano com o olhar
Se ela toma Postafen
Que é pra bunda aumentar
Ele empina o polegar
Faz sinal de “tudo X”
E sai dizendo “Ô Maré!
Todo boy, mancando o pé
Insistindo em conquistar.

No passado tem remédio
Pra quando se precisar
Lá tem Doutor de família
Que tem prazer de curar
Lá tem Água Rubinat
Mel Poejo e Asmapan
Bromil e Capivarol
Arnica, Phimatosan
Regulador Xavier
Tem Saúde da Mulher
Tem Aguardente Alemã
Tem também Capiloton
Pentid e Terebentina
Xarope de Limão Brabo
Píluas de Vida do Dr. Ross
Tem também aqui pra nós
Uma tal Robusterina
A saúde feminina.

Vou-me embora pro passado
Pra não viver sufocado
Pra não morrer poluído
Pra não morar enjaulado
Lá não se vê violência
Nem droga nem tanto mau
Não se vê tanto barulho
Nem asfalto nem entulho
No passado é outro astral
Se eu tiver qualquer saudade
Escreverei pro presente
E quando eu estiver cansado
Da jornada, do batente
Terei uma cama Patente
Daquelas do selo azul
Num quarto calmo e seguro
Onde ali descansarei
Lá sou amigo do rei
Lá, tem muito mais futuro
Vou-me embora pro passado.

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01
Posted on 01-10-2010
Filed Under (Newsletter) by vitor on 01-10-2010

Vasco Neto: Bahia de luto

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A Bahia da inteligência , da cultura e da política praticada com integridade e princípios, está de luto. Bahia em Pauta também: Morreu na madrugada desta sexta-feira (01) o engenheiro e professor da Universidade Federal da Bahia, ex-deputado federal Vasco Neto. Ele tinha 94 anos e sofreu uma parada cardiorespiratória. O velório acontece na sede da Faculdade Politécnica da UFBA, no bairro da Federação, e o sepultamento será às 16h, no cemitério Campo Santo, também no bairro da Federação.

Vasco foi professor emérito da UFBA e deputado federal por quatro mandatos consecutivos, entre 1970 e 1986. Ele tinha um forte apreço por trens de ferro devido à influência recebida pelos pais que eram ferroviários no estado de Minas Gerais.

Desta admiração pelo meio de transporte, surgiu a defesa da construção da ferrovia Leste – Oeste, que segundo o acadêmico e parlamentar seria de fundamental importância para a dinamização da economia baiana e, principalmente, para a integração entre a região oeste e o litoral baiano.

O professor Vasco Neto era pai de Graça Azevedo, querida amiga, estimuladora deste Bahia em Pauta desde a sua origem e uma de suas mais competentes e sensíveis colaboradoras. Um abraço de conforto e solidariedade para ela de todos os que fazem o BP neste momento de perda e luto para a Bahia.

(Vitor Hugo Soares, editor, com informações do Correio da Bahia)

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Posted on 01-10-2010
Filed Under (Artigos, Ivan) by vitor on 01-10-2010

O compositor e a candidata:segundo turno é essencial

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No artigo desta sexta-feira na Tribuna da Bahia o jornalista político Ivan de Carvalho comenta sobre a relevância do segundo turno eleitoral. Diz o colunista na abertura de seu texto, que Bahia em Pauta reproduz: O compositor baiano Caetano Veloso, que apóia declaradamente a candidatura de Marina Silva, do PV, a presidente da República, compôs uma bela composição política para sustentar a importância, para o país, da realização de segundo turno nas eleições presidenciais. Mesmo entendimento que, sem a mesma inspiração, já expressei aqui neste espaço, pelas razões que alinhei na ocasião, aliás, muito recente. Confira a análise política de Ivan.
(VHS)
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OPINIÃO POLÍTICA
O compositor e a República
Ivan de Carvalho

1. Em entrevista à Folha de S. Paulo, o cantor e compositor baiano Caetano Veloso, que apóia declaradamente a candidatura de Marina Silva, do PV, a presidente da República, compôs uma bela composição política sustentar a importância, para o país, da realização de segundo turno nas eleições presidenciais. Mesmo entendimento que, sem a mesma inspiração, já expressei aqui neste espaço, pelas razões que alinhei na ocasião, aliás, muito recente.

Caetano Veloso tem suas próprias razões, das quais, aliás, não discordo. Muito pelo contrário. “Eu torço para que tenha segundo turno. Porque o tom que Lula e Dilma estavam na campanha, ela insuflada por ele, era um pouco desmedido. E até irrealista. Eufórico demais. Não era bom. Não era bom que fosse uma eleição no primeiro turno, e uma presidente fosse empossada nesse tom”, disse o compositor.

E explica com absoluta clareza seu raciocínio. Em sua opinião, a realização de segundo turno daria “uma sensação de que há críticas, há gente de olho, há dúvidas na sociedade, que a vida é mais complexa. Aquele negócio de Lula pensar que pode dizer tudo quando chega no comício não é bom. Se a eleição se definisse nesse tom, seria um sintoma de que o Brasil realmente estaria em uma regressão populista primária, que eu suponho que o Brasil não tenha mais idade para estar”.

Creio que é exatamente isto e mais alguma coisa. A vitória em primeiro turno de uma candidatura simplesmente inventada pelo presidente Lula – beneficiados ambos pela imensa popularidade deste último e pela boa avaliação que a grande maioria do eleitorado faz do governo – daria ou dará a impressão de que não existe nem existirá barreira, oposição a qualquer coisa que venha a fazer, se vencedor em primeiro turno, o futuro governo do PT e aliados – estes, talvez, com o tempo, tornando-se perfeitamente descartáveis.

O segundo turno, como observou Caetano Veloso – que, pelo que tem dito ocasionalmente, parece ter consciência política mais bem formada e acurada do que a grande maioria dos políticos brasileiros – será ou seria capaz de mostrar, se vitoriosos, como quase certamente seriam, os atuais governistas na segunda fase do pleito, que há oposição, há resistência, há divergência democrática, há barreiras e diques contra eventuais malfeitorias, a exemplo de algum populismo autoritário.

Até porque populismo autoritário é coisa muito em moda na América do Sul e ligeiramente ensaiada em alguns recentes momentos da campanha eleitoral no Brasil, sob a regência do presidente da República, como diz ele, fora da “hora do expediente”, como se presidente da República tivesse dispensa do expediente em algum momento sem passar o cargo ao vice.

2. O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro César Peluzo, disse tudo em poucas palavras, ao votar pela manutenção legal da exigência de dois documentos (o título eleitoral e um documento oficial com fotografia) para votar. Ao decretar, por ampla maioria (oito votos contra dois) que, apesar de obrigatório o título, o eleitor pode votar sem ele, apenas com um documento com foto, o STF estava determinando “a extinção do título de eleitor”.

O título de eleitor ainda não foi sepultado. Mas já está morto. Você não precisa se preocupar em procurá-lo no fundo do baú. Pegue sua cédula de identidade, vá e vote.

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