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Postado em 30-09-2010
Arquivado em (Newsletter) por vitor em 30-09-2010 09:50

Curtis com Marilyn:sucesso arrebatador

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O cinema sofreu duas enormes perdas nas últimas 48 horas, com as mortes nos Estados Unidos de Toni Curtis, um de seus mais queridos atores, e de Arthur Penn, um revolucionário realizador cinematográfico.

Morreu esta quinta o ator norte-americano Tony Curtis , aos 85 anos. Curtis teve longa e prolífica carreira no cinema norte-americano, com filmes como Quanto Mais Quente Melhor, de Billy Wilder, onde contracenou com Marilyn Monroe e Jack Lemmon, ou Spartacus, com Kirk Douglas. Foi indicado para o Oscar de Melhor Ator por Os Audaciosos. É pai da atriz Jamie Lee Curtis.
Tony Curtis era o nome artístico de Bernard Schwartz, nascido em Junho de 1925 no Bronx, filho de judeus de origem húngara. Fez os seus estudos para ator em Nova Iorque, ao lado de Walter Matthau e Rod Steiger, e chegou a Hollywood com 23 anos. Foi nessa época que, contratado pela Universal Pictures, adotou o nome dartístico com o qual se consagraria mundialmente..

O seu primeiro papel foi o de um dançarino de rumba no filme Criss Cross, de 1949. A partir daí teve uma longa carreira, participando tanto em comédias como em dramas. Em Quanto Mais Quente Melhor vestia-se de mulher e disputava com Jack Lemmon as atenções de Marilyn/Sugar Kane. Em The Boston Strangler desempenhava o papel do assassino Albert DeSalvo e em The Outsider o do veterano da II Guerra Mundial Ira Hayes.

Nos últimos anos da sua vida dedicou-se sobretudo à pintura. Foi casado seis vezes, uma das quais com a atriz Janet Leigh, da qual teve duas filhas, Kelly Curtis, e Jamie Lee Curtis. O seu filho Nicholas (um dos dois do casamento com Leslie Allen) morreu em 1994, aos 23 anos, de uma overdose de heroína. A sua atual mulher, Jill Vandenberg Curtis, tinha menos 42 anos do que ele. Eram casados desde 1998. Em Julho passado, Tony Curtis tinha sido hospitalizado com problemas respiratórios.
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CINEMA PERDE DIRETOR REVOLUCIONÁRIO


Penn: da recusa à consagração
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Na noite de terça-feira, 29, morreu em Nova Iorque o notável diretor de cinema Arthur Penn, aos 88 anos de idade. Segundo informa em uma de suas manchetes de hoje o portal europeu TSF, Penn não havia sido a primeira escolha para dirigir “Bonnie e Clyde”, o filme de ação que o consagraria em Hollywood”.

Mas François Truffaut, a primeira escolha dos argumentistas David Newman e Robert Benton, cujo roteiro fora claramente influenciado pela Nouvelle Vague francesa, estava comprometido com “Fahrenheit 451” e sugeriu o nome de Penn. Este, escaldado por anteriores experiências desagradáveis em Hollywood, começou por recusar o convite.

O primeiro filme de Penn, “Vício de Matar” (1958), western revisionista com Paul Newman no papel de um Billy the Kid entendido como delinquente juvenil, fora literalmente ignorado pelo estúdio.

Burt Lancaster despedira-o das rodagens de “The Train”, substituindo-o por John Frankenheimer, e o produtor Sam Spiegel afastou-o da montagem de “Perseguição Impiedosa” (1966).

Penn era um veterano da II Guerra Mundial formado na escola da televisão e nos dramas intensos que articulavam o desconforto do pós-guerra, “não viu interesse num filme sobre dois ladrõezinho dos anos 1930”, diz TSF na notícia sobre a morte do notável realizador.

Warren Beatty, produtor do filme e igualmente seu ator principal, não largou o osso e lá convenceu o realizador, que ainda chegou a considerar abandonar o projecto durante a pré-produção, sentindo que o roteiro ainda tinha problemas.

E a rodagem não foi um mar de rosas: o ator-produtor e o cineasta andaram às turras, e o diretor de fotografia Burnett Guffey, um veterano da “velha Hollywood”, abandonou a filmagem durante uma semana, enfurecido pela opção de Penn de rodar apenas com luz natural.

Guffey acabaria por ganhar um dos dois Oscares (em dez nomeações) que “Bonnie e Clyde” recebeu em 1968, depois de uma carreira fulgurantemente turbulenta que viu o filme, enjeitado pelo estúdio e arrasado pelos críticos mais veteranos, tornar-se numa sensação aclamada por toda uma nova geração de críticos e de público mais jovens que perceberam a bofetada que se dava ali às convenções do cinema americano.

O filme que Arthur Penn aceitara relutantemente foi o que abriu a porta à “nova Hollywood” dos anos 1970, a geração de Scorsese, Coppola, Spielberg, Lucas, Brian de Palma, Bob Rafelson ou Hal Ashby, o movimento que veio reinventar o modo como o cinema americano era pensado, filmado e mostrado. Sem “Bonnie e Clyde”, não teria havido “Easy Rider”, “A Primeira Noite”, “A Quadrilha Selvagem” e muitos outros.

Arthur Penn, contudo, era o mais improvável dos anfitriões para o fazer. É verdade que Paul Schrader, o argumentista de “Taxi Driver” e “O Touro Enraivecido”, disse dele que “trouxe a sensibilidade dos filmes europeus dos anos 1960 ao cinema americano, e abriu caminho à nova geração de realizadores americanos que estudaram cinema.”

Mas, embora não viesse da “velha Hollywood”, Penn estava longe de ser um “jovem turco”. À rodagem de “Bonnie e Clyde”, tinha já 45 anos de idade e extensa experiência na televisão , onde dirigira por exemplo um dos debates entre John F. Kennedy e Richard Nixon na eleição presidencial de 1960 (que Kennedy venceria).

Tinha igualmente uma carreira de encenador de teatro e, no currículo, o sucesso público e crítico do seu segundo filme, “O Milagre de Anne Sullivan” (1962), adaptação da peça de William Gibson sobre a relação entre a cega-surda-muda Helen Keller e a sua tutora Anne Sullivan.

Penn dirigira primeiro uma produção televisiva da peça e em seguida a encenação teatral que ficou dois anos em cartaz na Broadway, antes de realizar a versão cinematográfica que valeu Oscares de interpretação a Anne Bancroft e Patty Duke, e a primeira de três nomeações (nunca concretizadas) para o Oscar de melhor realizador (as outras foram por “Bonnie e Clyde” e “O Restaurante de Alice”).
(Com informações do jornal Público, Lisnoa, portal TSF e agencias internacionais de notícias)

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