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Postado em 27-09-2010
Arquivado em (Newsletter) por vitor em 27-09-2010 13:30

Venezuela: governo e oposição cantam vitória/AFP
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“Sólida” foi a palavra utilizada por Hugo Chávez para definir a vitória do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) nas eleições legislativas onde votaram 66,5 por cento dos 17 milhões de eleitores venezuelanos.

Os resultados divulgados nesta segunda-feira dão a manutenção da maioria parlamentar ao partido do Presidente venezuelano, com 96 deputados, mas confirmam o crescimento esperado da oposição, que alcança 61 assentos, um número de deputados que lhe permite poder bloquear as leis orgânicas no Parlamento.

O PSUV mantém a maioria, mas perde os dois terços da última legislatura, num escrutínio que Chávez encarou como uma pré-campanha das eleições presidenciais de 2012.

O Parlamento venezuelano foi controlado durante cinco anos por uma esmagadora maioria do PSUV. Agora, a oposição – 32 partidos da direita à esquerda reunidos na Mesa da Unidade Democrática (MUD) – obteve uma percentagem que corresponde a 61 lugares, indicou esta segunda-feira o presidente do Conselho Nacional de Eleições (CNE), Tibisay Lucena.

O Pátria Para Todos (PTT), partido nascido pelas mãos de dissidentes de Chávez, conseguiu dois lugares. Oito assentos estão ainda por atribuir.

“Reforçar a Revolução”

A divulgação tardia dos resultados, por volta das duas da manhã locais, levou a oposição a exigir às autoridades eleitorais a publicação dos números. Nas fileiras chavistas reinava o nervosismo e faziam-se apelos para a oposição “aceitar os resultados”.

“Socialismo bolivariano e democrático. Temos de continuar a reforçar a Revolução. Uma nova vitória para o povo. Parabéns a todos”. Foram estas as palavras que o Presidente venezuelano registou na sua conta do Twitter quando foram anunciados os resultados pelo CNE.

O representante do MUD, Ramón Guillermo Aveledo, pronunciou-se igualmente durante a madrugada após a divulgação dos primeiros números. “Apesar da perversão” do sistema eleitoral, disse, os venezuelanos escolheram um Parlamento plural, recordou, citado pelo jornal venezuelano El Nacional.

O objetivo de Chávez, considerado o líder da esquerda radical na América-Latina, era continuar a controlar dois terços do Parlamento, o que lhe permitiu durante os últimos cinco anos fazer passar as leis orgânicas e controlar as reformas chave para pôr em marcha o chamado “Socialismo do século XXI”, sem ter de negociar com a oposição.

(Informações do jornal Público, de Portugal, e AFP

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