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Posted on 26-09-2010
Filed Under (Newsletter) by vitor on 26-09-2010

Lidice da Mata, senadora…

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…e Protógenes Queiroz: escolhas

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Deu em A TARDE

OPINIÃO

MEUS CANDIDATOS

JC Teixeira Gomes

Evitei escrever sobre eleições, mas, às vésperas do pleito, devo fazê-lo, por insistência de amigos, que vivem perguntando em quem vou votar. Bem, não darei a resposta clássica – “o voto é secreto” – porque, mais do que secreto, ele deve ser consciente. No artigo de hoje eu deveria estar encerrando a série sobre a Rússia, o que farei proximamente, mas, devido à insistência, não vacilarei em falar do pleito.
Em primeiro lugar, acho importante votar. No Brasil, mais do que escolher o melhor, o voto é uma forma de exprimirmos o nosso desagrado com o baixo nível da vida pública. Tal como vem sendo utilizado em nosso país, não chega a ser um instrumento de afirmação democrática, pela falta de independência de grande parte do eleitorado. O pior, porém, é não ter voz, pois sempre vale a pena acreditar que o voto comprado venha a ser alterado na boca da urna, por um lampejo de dignidade política e pessoal do eleitor.
Confesso que ainda não tenho voto para a presidência, mas, honestamente, devo revelar que não votarei no candidato do PSDB. Incomoda-me a excessiva vinculação de Serra com as idéias conservadoras do seu partido e sobretudo com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que sempre aparece na mídia como seu tutor, sem que Serra aja para evitar a incômoda parceria.
Dizem que o eleitorado é desmemoriado. Nem sempre. Afinal, não há como negar que FHC caiu no ostracismo em conseqüência de deliberada decisão do povo brasileiro. Além da habitual arrogância, que o levou a instituir o garrote brutal contra funcionários e assalariados, podemos citar contra seu governo a grave decisão de instituir a reeleição para prolongar-lhe permanência no poder, num país de persistência do voto de cabresto. Imperdoável.
Escândalos como o do projeto Sivam, de controle do espaço área da Amazônia, com denunciada corrupção de influente (e protegida) personalidade ligada ao governo, em fatos obscuros, acabaram em segundo plano, mas não o da compra de votos no Congresso para facilitar a reeleição. E, sobretudo, a grave crise de energia que corroeu o Brasil, com desastrosos efeitos na economia, pela clara incompetência na condução da política energética fundamental para o país.
A tudo isto somemos as privatizações sem critério, transferindo o patrimônio público através de vendas irrisórias, para ceder à globalização. Não foi à-toa que um jovem político em ascensão, como Aécio Neves, recusou o convite de Serra para disputar a vice-presidência, o que deu lugar aos absurdos nomes de políticos sem experiência ou história então lembrados e que apareceram na mídia, para espanto de todos.
Às tontas, pressionado por seus correligionários, o PSDB decidiu-se pelo folclórico e inexpressivo Índio da Costa, logo depois de ter ventilado até o ACM Neto, político regional, sem a menor repercussão no país ou tradição política e administrativa. Era um jogo cego e absurdo. Em suma, Serra, desarvorado, não pensou sequer no exemplo de Tancredo, para convencer-se de que a vice-presidência é um cargo que deve ser respeitado. E olhem que ele é um candidato com mais de sessenta anos de idade.
Bem, tire o leitor suas conclusões. Mas continuarei a não revelar o nome da minha preferência para a presidência, pelo simples fato de que ainda analiso três deles…Direi apenas que, se morasse em São Paulo, já teria pelo menos um candidato para deputado federal: Protógenes Queiroz. Pela luta brilhante desse ex-delegado da Polícia Federal contra a corrupção, enfrentando o poder econômico, político e jornalístico em meio a todas as perseguições. Com ele já conversei longamente, e senti que é um jovem resoluto em suas convicções. Um nome de compromisso e renovação. Não é todo dia que alguém sacrifica cargo e posições em favor da decência e da seriedade na vida pública.
Meu outro candidato disputa o Senado. É uma baiana da melhor tradição do 2 de Julho, voluntariosa, que enfrentou com grande coragem o carlismo em nosso Estado, sendo perseguida, mas sem nunca esmorecer. Competente politicamente, soube colocar os interesses da Bahia e do Brasil em primeiro plano, contra quaisquer ameaças: Lídice da Mata. Ambos exprimem dignidade política. Em suma, creio que por esses dois combatentes o voto será sempre criterioso, útil e patriótico. E, sobretudo, esperançoso

JC Teixeira Gomes, jornalista, romancista, poeta, ex-redator chefe do extinto Jornal da Bahia de grandes combates, é autor de “Gregório de Mattos, o Boca de Brasa”, “Glauber, Este Vulcão”, “Assassinos da Liberdade”(romance), “Tempestade engarrafada”, poesia, um mestre baiano , cidadão do mundo que mora no Rio de Janeiro.

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Posted on 26-09-2010
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Waldez, na edição de hoje(26) do Amazônia Jornal

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Marcos Coimbra:”muito barulho por nada”
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Deu no Correio Braziliense (reproduzido no Blog do Noblat)

A “ÚLTIMA HORA”

De Marcos Coimbra, sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi

Neste domingo, a apenas uma semana da eleição presidencial, temos uma parte menor do sistema político, uma parte importante (mas minoritária) da sociedade e a maioria da “grande imprensa” em torcida animada para que a “última hora” faça com que os prognósticos a respeito de seu resultado não se confirmem.

É natural que todos os candidatos, salvo Dilma, queiram que alguma reviravolta aconteça. Os três partidos que dão apoio a Serra, o PV de Marina Silva, os pequenos partidos de esquerda, todos torcem pelo “fato novo”, a “bala de prata”, algo que a golpeie. Do outro lado, a ampla coligação que Lula montou para sustentar sua candidata (e que formará, ao que tudo indica, a maioria do próximo Congresso) espera que nada altere o quadro.

Hoje, Dilma lidera em todas as regiões do país, jogando por terra as análises que imaginavam que as eleições consagrariam um fosso entre o Brasil “moderno” e o “atrasado”. Era o que supunham aqueles que leram, sem maior profundidade, as pesquisas, e acreditavam que Serra sairia vitorioso no Sul e no Sudeste, ficando com Dilma o voto do Nordeste, do Norte e do Centro-Oeste. Não é isso que estamos vendo.

Ela deve vencer em todos os estados, em alguns com três vezes mais votos que a soma dos adversários. Vence na cidade de São Paulo, na sua região metropolitana e no interior do estado. Lidera o voto das capitais, das cidades médias e das pequenas. É a preferida dos eleitores que residem em áreas rurais.

As pesquisas dão a Dilma vantagem em todos os segmentos socioeconômicos relevantes. É a preferida de mulheres e homens (sepultando bobagens como as que ouvimos sobre as dificuldades que teria para conquistar o voto feminino), de jovens e velhos, de negros e brancos. Está na frente entre católicos, evangélicos, espíritas e praticantes de religiões afro-brasileiras.

Vence entre pobres, na classe média e entre os ricos (embora fique atrás de Serra entre os muito ricos). Lidera entre beneficiários do Bolsa Família e entre quem não recebe qualquer benefício do governo. Analfabetos e pessoas que estudaram, do primário à universidade, votam majoritariamente nela.

É claro que sua candidatura não é uma unanimidade. Existe uma parcela da sociedade que não gosta dela e de Lula, que nunca votou e que nunca votará em alguém do PT. São pessoas que até toleram o presidente, que podem achar que é esperto e espirituoso, que conseguem admirar aspectos de seu governo. Mas que querem que Dilma perca.

Se, então, Dilma reúne ampla maioria no eleitorado e apoios majoritários no sistema político, o que seria a “última hora”? O que falta acontecer, de hoje a domingo?

Formular a pergunta equivale a considerar que o eleitorado ainda não sabe o que vai fazer, que aguarda a véspera para se decidir. Que “tudo pode mudar”.

É curioso, mas quem mais acredita que os outros são volúveis são os mais cheios de certezas, os mais orgulhosos de suas convicções. Mas acham que o cidadão comum (o “povão”) é diferente, que é incapaz de chegar com calma a uma decisão pensada e madura.

É fato que sempre existe uma parcela do eleitorado que permanece indecisa até o final. Já vimos, em eleições anteriores, que ela pode oscilar, saindo de uma candidatura e indo para outras. Conforme o caso, sua movimentação pode provocar resultados inesperados, como ocorreu com o segundo turno em 2006.

Mas aquelas eleições também mostram como acontecem esses fenômenos de “última hora”. Nelas, a única coisa que um quase uníssono da “grande imprensa” contra a candidatura Lula conseguiu fazer foi assustar os eleitores mais frágeis, com baixa informação e baixo interesse por política. Os dados indicam que os eleitores mais informados e com alto e médio interesse em nada foram afetados pela artilharia da mídia (assim como os sem nenhum, que nem ficaram sabendo que havia “aloprados”).

Ou seja: aquela gritaria só fez com que as pessoas mais inseguras a respeito de suas escolhas ficassem confusas, ainda que apenas por alguns dias. Mal começou a campanha do segundo turno, Lula reassumiu as rédeas da eleição e avançou sem problemas até a consagração no final de outubro. É como o título daquela comédia: “Muito barulho por nada”.

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TIVE SIM

CARTOLA
Composição: Cartola
Tive, sim
Outro grande amor antes do teu
Tive, sim
O que ela sonhava eram os meus sonhos e assim
Íamos vivendo em paz
Nosso lar, em nosso lar sempre houve alegria
Eu vivia tão contente
Como contente ao teu lado estou
Tive, sim
Mas comparar com o teu amor seria o fim
Eu vou calar
Pois não pretendo amor te magoar

BOM DIA, MAS MUITO BOM DIA MESMO PARA TODA TURMA DO BP COM CARTOLA E ZECA PAGODINHO PARA DAR A LARGADA.

(VHS))

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