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Postado em 25-09-2010
Arquivado em (Artigos, Ivan) por vitor em 25-09-2010 23:49


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O impacto das mais recentes pesquisa no ânimo das campanhas para a presidência da República e para o governo estadual é tema do artigo do jornalista político Ivan de Carvalho, na edição de fim de semana (sábado e domingo), da Tribuna da Bahia. “As oposições já estavam praticamente entregando os pontos, então veio a pesquisa Datafolha com suas consistentes surpresas.”, diz Ivan no texto que Bahia em Pauta reproduz.
(VHS)

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OPINIÃO POLÍTICA

Governismo teme abstenção

Ivan de Carvalho

Pesquisas eleitorais voltam a apresentar, após um período de convergência de resultados, resultados divergentes. Os do Instituto Datafolha, que causaram alguma apreensão entre os governistas e estimularam moderadamente as oposições – no âmbito federal e, por exemplo, na Bahia – não têm sido “confirmados” pelo tracking Vox Populi/Band.
Mas o impacto da pesquisa Datafolha desta semana foi grande. Um dado nacional: a diferença entre as intenções de voto na petista Dilma Rousseff e no conjunto dos demais candidatos caiu de 12 para sete pontos percentuais. Se Dilma perder mais 3,5 pontos, estes passam para o conjunto dos concorrentes, gerando um empate, e ela deixa de ter a maioria absoluta de “votos válidos”, o que empurra a decisão para o segundo turno.
No caso da Bahia, como já mencionamos ontem neste espaço, a diferença entre o líder nas pesquisas, o governador Jaques Wagner e o conjunto dos concorrentes caiu 11 pontos. Destes, dez pontos foram o quanto desapareceu da diferença de intenções de voto entre o governador (que decresceu cinco pontos) e o ex-governador Paulo Souto (que subiu cinco).
Bem, volto ao âmbito nacional, que nesta eleição é excepcionalmente importante, pelas características políticas da luta que se trava e cujo desfecho pode influenciar de maneira profunda – muito mais do que o governismo busca fazer parecer – o futuro do Brasil a curto, médio e talvez longo prazos.
As oposições já estavam praticamente entregando os pontos, então veio a pesquisa Datafolha com suas consistentes surpresas. Assustaram-se os governistas, animaram-se os oposicionistas.
Demonstração de preocupação maior do governismo com os votos está na atitude da direção nacional do PT, que entrou com uma ação direta de inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal contra a lei que exige a apresentação, para votar, de um documento oficial com foto (cédula de identidade, carteira de trabalho, carteira de habilitação de motorista, carteira de reservista, passaporte).
O PT teme que a exigência implique em aumento da abstenção nas faixas de população com renda mais baixa ou menor grau de instrução, nas quais muita gente não possui esses documentos. Como os petistas e sua candidata a presidente tem nessas faixas do eleitorado seus mais altos percentuais de intenção de voto, o PT, que quer evitar a necessidade de segundo turno nas eleições presidenciais, está correndo atrás do prejuízo.
Um outro motivo de preocupação do governismo relacionada com a abstenção diz respeito ao fato (verificado, por exemplo, nas eleições de 2006) de que os índices mais altos de abstenção ocorrem no Norte e Nordeste, as duas regiões em que is índices de intenção de voto em Dilma Rousseff são mais altos. Em 2006, a abstenção foi de 19% no Norte, de 18 por cento no Nordeste, de 16 por cento no Sudeste e de 15 por cento no Sul.

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Comentários

Regina on 26 setembro, 2010 at 1:11 #

Não devemos/podemos privar nenhum cidadão brasileiro, apto para votar de acordo com a lei, do direito de cidadania, especialmente do direito ao voto. Até no Iraque, em tempo de guerra, eles vão lá lambuzam o dedo de tinta e votam!
Sou contra a obrigatoriedade, tanto quanto sou contra a colocar obstaculos ao voto.


Marco Lino on 26 setembro, 2010 at 9:13 #

No Brasil varonil deseja-se, um grupelho, democracia sem povo. O povo, na democracia deles, é apenas um detalhe – no Brasil nunca foi assim, não é verdade?

O povo serve quando está do seu lado – como em 1994 e 1998. Se muda, é analfabeto, não sabe votar, blá, blá, blá, blá, blá, blá

Eu mesmo sou “analfa de pai e mãe”: se está ruim eu mudo, se bom, deixo!

Já até pedi à minha irmã que tem “formação superior” uma “cola” com os números que deverei digitar no próximo domingo. Separei minha identidade e título.

Ainda bem que terei a semana toda para gravar os números. O problema é que são tantos que fico tonto.

Quem mandou não estudar, desgraçado?!


luiz alfredo motta fontana on 26 setembro, 2010 at 10:32 #

Cara Regina

Tua frase:

“Sou contra a obrigatoriedade, tanto quanto sou contra a colocar obstaculos ao voto.’

Nada mais preciso

Nem mesmo o navegar

Voto deveria ser “apenas” direito, a ser exercido quando precedido da “vontade”.

No lugar de “currais” (leia-se urnas, secções, cartórios) teríamos “acesso” ao direito.

Dona Maria e Seu joão, dos cafundós, assim como Doutor Orostrato e Madame Ormindalinda, do flat, não teriam de ser tangidos à, na maioria das vezes, escolhas estéreis

Partidos e candidatos sentiriam necessidade de programas e idéias que tivessem o condão de atrair o feliz detentor do voto

A imensa “insegurança” que ronda os procedimentos, produziria maiores atenções quanto à lizura da apuração e não da condição do cidadão que resolvesse, livre e altivamente, exercer o seu sagrado direito, sem a excrescência da obrigatoriedade

Mas..

Ao que parece

A turminha do crachá abomina livre trânsito

Adoram exibir crachás que os eleva à condição de “partícipes” sabe-se lá do que!

Claro, e não menos vero, que petistas, os do crachá de ontém, defendem coisa outra que não o acesso,livre.

Voto é direito

Compulsoriedade, neste caso, é resquício de antigos sonhos autoritários

Ah!

Quanto aos grotões, desde os anos 70, o sindicalismo lá chegou e fincou suas bandeiras

Bóia-fria não mora no quintal do Coronel como “dantes na casa de abrantes

Hoje os “gatos” são sindicalizados, e faz parte da marmita, por exemplo, um exemplar da tal CLT

Traduzindo, o PT está lá, caso a memória falhe, agradeçam esse domínio a um certo modismo chamado “politicamente correto”, que grassou nos anos 70, e fez do PT o que ele é hoje. Uma instituição quase tão religiosa quanto aquela que o encorajou


Regina on 26 setembro, 2010 at 14:20 #

Chagaremos lá, meus caros, chegaremos lá, tenho certeza, mas só na medida em que os governos correspondam aos anseios do povo: casa, comida, educação e saúde. Então as oportunidades reais se abrirão e a participação também.
Sem duvida, o voto é um direito, exercido livremente pelo cidadão numa democracia. Não podemos nos vangloriar dos milhões de eleitores se estes chegam as urnas pelo cabresto ou sob pena de punições!
Tin, Tin, Fontana e Lino.


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