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O impacto das mais recentes pesquisa no ânimo das campanhas para a presidência da República e para o governo estadual é tema do artigo do jornalista político Ivan de Carvalho, na edição de fim de semana (sábado e domingo), da Tribuna da Bahia. “As oposições já estavam praticamente entregando os pontos, então veio a pesquisa Datafolha com suas consistentes surpresas.”, diz Ivan no texto que Bahia em Pauta reproduz.
(VHS)

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OPINIÃO POLÍTICA

Governismo teme abstenção

Ivan de Carvalho

Pesquisas eleitorais voltam a apresentar, após um período de convergência de resultados, resultados divergentes. Os do Instituto Datafolha, que causaram alguma apreensão entre os governistas e estimularam moderadamente as oposições – no âmbito federal e, por exemplo, na Bahia – não têm sido “confirmados” pelo tracking Vox Populi/Band.
Mas o impacto da pesquisa Datafolha desta semana foi grande. Um dado nacional: a diferença entre as intenções de voto na petista Dilma Rousseff e no conjunto dos demais candidatos caiu de 12 para sete pontos percentuais. Se Dilma perder mais 3,5 pontos, estes passam para o conjunto dos concorrentes, gerando um empate, e ela deixa de ter a maioria absoluta de “votos válidos”, o que empurra a decisão para o segundo turno.
No caso da Bahia, como já mencionamos ontem neste espaço, a diferença entre o líder nas pesquisas, o governador Jaques Wagner e o conjunto dos concorrentes caiu 11 pontos. Destes, dez pontos foram o quanto desapareceu da diferença de intenções de voto entre o governador (que decresceu cinco pontos) e o ex-governador Paulo Souto (que subiu cinco).
Bem, volto ao âmbito nacional, que nesta eleição é excepcionalmente importante, pelas características políticas da luta que se trava e cujo desfecho pode influenciar de maneira profunda – muito mais do que o governismo busca fazer parecer – o futuro do Brasil a curto, médio e talvez longo prazos.
As oposições já estavam praticamente entregando os pontos, então veio a pesquisa Datafolha com suas consistentes surpresas. Assustaram-se os governistas, animaram-se os oposicionistas.
Demonstração de preocupação maior do governismo com os votos está na atitude da direção nacional do PT, que entrou com uma ação direta de inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal contra a lei que exige a apresentação, para votar, de um documento oficial com foto (cédula de identidade, carteira de trabalho, carteira de habilitação de motorista, carteira de reservista, passaporte).
O PT teme que a exigência implique em aumento da abstenção nas faixas de população com renda mais baixa ou menor grau de instrução, nas quais muita gente não possui esses documentos. Como os petistas e sua candidata a presidente tem nessas faixas do eleitorado seus mais altos percentuais de intenção de voto, o PT, que quer evitar a necessidade de segundo turno nas eleições presidenciais, está correndo atrás do prejuízo.
Um outro motivo de preocupação do governismo relacionada com a abstenção diz respeito ao fato (verificado, por exemplo, nas eleições de 2006) de que os índices mais altos de abstenção ocorrem no Norte e Nordeste, as duas regiões em que is índices de intenção de voto em Dilma Rousseff são mais altos. Em 2006, a abstenção foi de 19% no Norte, de 18 por cento no Nordeste, de 16 por cento no Sudeste e de 15 por cento no Sul.


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O que é bom é inesquecível! Belos sonhos, ouvintes!

(Gilson Nogueira)

set
25
Posted on 25-09-2010
Filed Under (Charges) by vitor on 25-09-2010


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Paixão, hoje na Gazeta do Povo (PR)

set
25
Posted on 25-09-2010
Filed Under (Newsletter) by vitor on 25-09-2010

O exército colombiano matou neste sábado o líder da frente 45 das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), em combates no departamento de Arauca, na fronteira com a Venezuela, segundo divulgaram fontes oficiais.

O comandante da XVII brigada do exército colombiano, o general Rafael Alberto Neira Wiesner, afirmou, em declarações aos jornalistas, que a morte do guerrilheiro conhecido como “Hugo Hernández” «é um alívio para os habitantes da região de Tame», que eram alvo de ataques e extorsões.

O líder, de 35 anos, foi surpreendido quando, segundo o militar, recebia, na companhia de outros rebeldes, um pagamento de um habitante desta zona.

A morte de “Hugo Hernández”, que integrava as FARC há cerca de 17 anos, ocorreu poucos dias depois do desaparecimento do chefe militar do movimento de guerilha.

“Mono Jojoy” foi morto num bombardeio em que também morreram outros 20 guerrilheiros e que ocorreu no departamento de Meta, perto de La Macarena, que foi até há alguns anos um reeduto da guerrilha.

(Informações do portal TSF)

set
25


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BOA TARDE!!!

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25

Willie: carisma em Saratoga

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CRÔNICA/ESPETÁCULO

Com Willie em Saratoga

Regina Soares

Direto de San Francisco (EUA)

O verão não começa sem a abertura dos concertos na Vinha da Montanha, “The Mountain Winery” (http://www.mountainwinery.com/).
No topo de uma elevada colina na cidade de Saratoga na California, o local é, por si só, um deslumbramento: Espetacular vista do Silicon Valley, ambiente acolhedor e refinado, ainda que ao ar livre, cada visita é um evento realmente inesquecível!
O calendário é largo e o preço alto, deixando a tarefa da escolha ainda mais difícil. Dentre os nossos escolhidos estava o show de Willie Nelson, legendário cantor e compositor da musica “country” nos Estados Unidos. Uma figura controversa, não só por seu visual com suas longas tranças grisalhas, bandanna vermelha acompanhando o famoso chapéu de vaqueiro que o tornou um icone da cultura popular americana e reconhecido universalmente, também por sua rebeldia em conformar com as regras sociais e a dureza das leis que não se adptam ao seu modo de viver. Willie travou uma longa batalha com o todo poderoso IRS (Internal Revenew Service) que seria o nosso famoso “Leão”, na década de 80 que o deixou com uma divida de alguns milhões de dólares em impostos atrasados, pagos com a venda do disco duplo “The IRS Tapes” e o apoio popular.
Mas, não vou contar sua historia nem trajetoria musical que, com mais de 200 álbuns desde o começo de sua carreira em 1950, grandes hits que o tornaram uma grande estrela do gênero “Country Americano” é conhecida e reconhecida mundialmente. Quero responder a pergunta que talvez alguns de vocês tenha: Por que Willie?
A resposta é simples: Autenticidade! Nos tempos que vivemos, coisa rara.
Não sendo, nem eu nem meu filho jovem que me acompanhava, fãs da chamada musica sertaneja (country), embora as características do nosso sertão sejam bem diferentes ao equivalente americano, também sofredor e embalado em “blues”, não temos nenhum tipo de restrição a qualquer tipo de musica desde que nos toque, que nos fale, que nos chegue aos sentidos e nos ganhe.
Willie Nelson foi sempre alguém que me interessou conhecer por tudo que já disse e seu carisma ficou evidente em tudo que nos presenteou naquela noite de lua cheia no céu de fim de verão!

Regina Soares é advogada, especializada em eleições americanas, mora na Califórnia há mais de 30 anos e esteve, com o filho Pablo, também amigo e colaborador do BP, no show de Willie Nelson em Saratoga.


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ELEIÇÕES NA HISTÓRIA

MORALIDADE ÀS FAVAS

Rosane Santana

Menos de dois séculos depois da primeira eleição geral, que elegeu os deputados às Cortes de Lisboa, em 1821, o Brasil deu saltos significativos em direção ao aperfeiçoamento do processo eleitoral. Para coibir a fraude, velha prática estimulada pelos barões do Império e pelos coronéis da República, por exemplo, criou-se o título de eleitor, em 1881, e, nos anos 30 do século passado, a Justiça Eleitoral e o voto secreto foram implantados por Getúlio Vargas, que, mesmo derrotando com armas os constitucionalistas de 1932, teve de incorporar algumas de suas reivindicações, no sentido de moralizar as eleições viciadas pelas velhas oligarquias estaduais.

Em 1996, outro marco histórico: a estreia das urnas eletrônicas iniciou o processo de informatização das eleições, que tem atraído a atenção de estudiosos, políticos e eleitores em várias partes do Planeta. A iniciativa tem sido aperfeiçoada ao longo dos últimos anos e caminha para a identificação do eleitor pela impressão digital (biometria), aproveitando os avanços proporcionados pela revolução tecnológica.

Com mais de 135 milhões de eleitores inscritos para votar este ano, de acordo com números do Tribunal Superior Eleitoral, o Brasil é a terceira “democracia participativa”do mundo, atrás da Índia e dos Estados Unidos, segundo o cientista político Jairo Nicolau. Enquanto a urna biométrica não é implantada, definitivamente, com o objetivo de assegurar a lisura das votações em todo o País, o Tribunal Superior Eleitoral determinou que, no dia do pleito, o eleitor apresente, além do título, um documento de identidade com fotografia, fechando uma porta escancarada para a fraude.A medida, aliás, foi aprovada pelo Congresso Nacional no ano passado..

A iniciativa que de há muito deveria ter sido tomada, enquanto não se institui, em caráter definitivo, a votação por meio de biometria, está sendo condenada pelo Partido dos Trabalhadores, que também participou de sua aprovação há um ano.

Mas, quem diria, o PT que se arroga porta-voz da modernidade política no Brasil entrou com processo no Supremo Tribunal Federal (STF) para que aquela corte decrete inconstitutional a exigência do TSE, que faz cumprir uma lei sabidamente correta, no sentido de coibir a fraude num território de dimensões continentais, onde a fiscalização é frouxa e a ação de capangas travestidos de cabos eleitorais, além do abuso de poder econômico e toda sorte de violência, mesmo no século XXI, pode facilitar a ação inescrupulosa de “fósforos”.

Os fósforos, para quem não sabe, eram aquelas personagens que, no Brasil Império (1822-1889), segundo o deputado conservador e testemunha da época, Francisco Belisário Soares de Souza, costumavam votar em lugar de mortos, doentes e ausentes por qualquer motivo, fraudando o resultado das eleições e a autenticidade da representação popular, pedra fundamental do regime democrático.

Sinal de que a iniciativa do TSE atinge em cheio o eleitorado do Bolsa Família, onde estão os geralmente indocumentados eleitores da candidata petista Dilma Rousseff, que fez coro com o partido, e que a eleição, ao contrário do que parece, não deve ser decidida no primeiro turno. Não é outro senão este, o motivo da gritaria petista.

Moralidade às favas.

Rosane Santana é jornalista, com mestrado em História pela UFBA. Estuda o Poder Legislativo, elites políticas e eleições no Brasil.

set
25
Posted on 25-09-2010
Filed Under (Multimídia) by vitor on 25-09-2010


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BOM DIA!!!

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25
Posted on 25-09-2010
Filed Under (Newsletter) by vitor on 25-09-2010

Roriz agora é Weslian

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DEU NO NSN/ESTADÃO

Fora da disputa eleitoral, o ex-governador do Distrito Federal Joaquim Roriz declarou ter a ficha mais limpa do que a de alguns juízes que o avaliaram ‘apenas com base em sofismas’. ‘Me julgaram apegados às luzes dos holofotes, rasgaram a Constituição. Não sofri condenação’, diz Roriz em seu site oficial, em que publicou o documento intitulado ‘Manifesto de Roriz ao povo de Brasília’.

O ex-governador, que desistiu de disputar ao quinto mandato no Distrito Federal, afirmou no documento: ‘Nunca avancei sobre o patrimônio público, nunca sujei minha mão na lama onde chafurdam os corruptos que infelicitam Brasília e o Brasil’.

Ele ainda reafirma sua desistência do pleito e anuncia a decisão de colocar em seu lugar a sua esposa, Weslian Roriz. ‘Não posso mais ser candidato. Mas a eleição correrá em meu nome e o povo de Brasília me honrará elegendo governadora minha amada esposa, companheira de meio século, Dona Weslian Roriz, competente, honrada, humana e digna’, afirmou.

A desistência ocorreu depois de o julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) ter resultado em empate sobre a validade da Lei da Ficha Limpa nas eleições deste ano. Roriz foi considerado inelegível pela Justiça Eleitoral por ter renunciado ao mandato de senador, em 2007, para escapar de processo disciplinar que poderia cassar seu mandato e seus direitos políticos.

O então senador havia sido flagrado em conversa telefônica interceptada pela Polícia Federal (PF) supostamente negociando a partilha de dinheiro de propina.

set
25
Posted on 25-09-2010
Filed Under (Artigos, Vitor) by vitor on 25-09-2010

Dilma: tropeço no Farol da Barra/A Tarde

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ARTIGO DA SEMANA

TROPEÇO COM SALTO ALTO

Vitor Hugo Soares

Recebo em Salvador uma ligação de Brasília. Na outra ponta da linha está um jovem repórter em sua primeira cobertura em escala nacional, mas em cujas corretas informações factuais e observações opinativas sempre agudas e inteligentes confio integralmente. Lembra muito o inquieto Bob Fernandes, recém saído da Escola de Comunicação da UFBA, em seu começo de carreira na redação da Radio JB-FM e sucursal baiana do Jornal do Brasil, que então eu chefiava no bairro de Pernambués.

Conversamos sobre política e Bahia e lamentamos mutuamente a morte do antropólogo Vivaldo da Costa Lima na quarta-feira, 22, (motivo principal do telefonema). Poucos parecem se dar conta da extensão cultural da perda, envoltos no tiroteio da campanha política e do cada um por si dos últimos dias de comícios, animados ou macambúzios pelos números mais recentes das pesquisas dos principais institutos.

Acadêmicos, jornalistas e intelectuais em particular, salvo raras exceções, passam batidos diante do desaparecimento de Vivaldo, pensador, pesquisador e contundente homem de ação que marcou um tempo na Bahia. Na política, inclusive, quando conduzia a restauração do Pelourinho, no primeiro governo de Antonio Carlos Magalhães.

Escurece na capital baiana e na capital do País. Ao telefone, o repórter informa: está parado diante do quartel general de comando da campanha petista, à espera da saída da candidata da coligação PT-PMDB, que voaria dali a instantes para participar, ainda naquela noite, de um comício no Paraná.

No interior do prédio, Dilma Rousseff aguarda o “fim do expediente” no Palácio do Planalto. Em seguida, o presidente Luís Inácio Lula da Silva trocará o terno com gravata de chefe da Nação pela camisa vermelha de cabo eleitoral, antes de também decolar no avião que o levará ao comício paranaense, onde aparecerá horas depois em imagens esfuziantes ao lado de sua candidata “in pectore” .

Antes de desligar vem à tona na conversa considerações sobre o ambiente de evidente e perigoso “já ganhou” no núcleo principal de condução da campanha da chapa da coligação governista. “Salto alto quase geral”, comenta o atento repórter. O comentário confere com registros de Brasília chegados aos ouvidos do autor desta linhas por outras vias. O empenho visível de passar a impressão de “favas contadas”, e, principalmente, apresentar Dilma não mais como candidata preocupada com os resultados das urnas, e sim na condição de executiva sentada na cabeceira da grande mesa, tratando já do futuro governo.

Quase ninguém parece dar importância igualmente aos vídeos da “campanha alternativa” do candidato do PSDB, José Serra, que minutos antes começavam a circular nos múltiplos espaços da Internet, via You Tube, mas já bombavam em quantidade acessos nos mais importantes sites, portais e blogs políticos do país , a ponto de até travar alguns, como revelava em comentário um leitor do Blog do Noblat.

Nos vídeos, em produções marqueteiras caras, de primoroso acabamento técnico e artístico, pontuado por corrosivas mensagens críticas, a imagem de Dilma se transforma em José Dirceu, e cães agressivos são açulados em cena. Nem parece campanha sonolenta do tucano Serra na TV, mas os petistas nem ligam. Ou pelo menos não ligavam até a divulgação, no dia seguinte, da mais recente pesquisa Datafolha, na qual Dilma cai cinco pontos diante de seus adversários em conjunto, o que transforma a antes remota possibilidade do segundo turno no pleito presidencial em algo nem tão distante assim. Marina, sem mud ar o tom, se destaca na “onda verde” que cresce em todas as regiões e pode levar o jogo para a prorrogação. Ou para decisão nos pênaltis.

Desligados os telefone, revejo mentalmente que o “salto alto” não é só em Brasília. No começo da semana, Dilma Rousseff chegou de surpresa em Salvador. Veio gravar cenas para o seu programa eleitoral no Farol da Barra, dias depois de ter alegado problemas de agenda para não subir no palanque do aliado do PMDB, Geddel Vieira Lima.

No cartão postal de Salvador, de público, a petista “rifou” de vez o apoio ao candidato peemedebista. Anunciou no Farol dos grandes eventos, que seu apoio nesta etapa definitiva da campanha é exclusivamente a Jaques Wagner (PT). “Nesse instante eu tenho apoio claro ao governador Jaques Wagner. Geddel nós apoiamos, mas pelas pesquisas, não está bem situado. Tudo indica que a disputa é entre os dois primeiros (Wagner e Paulo Souto). Por isso eu tenho um candidato: Jaques Wagner”.

E ponto quase final, não fossem os resultados das pesquisa Datafolha para o governo da Bahia, divulgados quinta-feira, 23. Wagner, do PT, caiu cinco pontos diante de Paulo Souto, do DEM/PSDB, que subiu cinco em relação à última pesquisa. Geddel cresceu um ponto. São 11 pontos de perda do governista para seus adversários. Sustos na Bahia como em Brasília.

Pelos índices do último Datafolha ainda daria Wagner no primeiro turno. Mas a oposição ganhou o gás que já parecia faltar para tentar empurrar a decisão baiana para novembro.

Salto alto é pouco.

Vitor Hugo Soares é jornalista. E-mail: Vitor_soares1@terra.com.br

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