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Postado em 20-09-2010
Arquivado em (Newsletter) por vitor em 20-09-2010 14:22

Conservadores festejam em Estocolmo/Img.DN

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A aliança de centro-direita liderada pelo primeiro-ministro conservador Frederik Reinfeldt venceu ontem as legislativas na Suécia, um pleito marcado pela ascensão da direita radical, que se estreia no Parlamento. Os resultados provisórios, divulgados até agora, indicam um recuo histórico da esquerda sueca, que durante oito décadas dominou a cena política do país e nunca antes fora derrotada em duas eleições consecutivas. A coligação entre sociais-democratas e ecologistas ficou com 43,6% dos votos, elegendo 156 deputados.
Embora vencedor, com 49,2% e 173 deputados (números provisórios), à frente de uma aliança de quatro partidos, Reinfeldt deverá perder a maioria absoluta que tinha desde 2006, o que poderá forçá-lo a negociar com os Democratas da Suécia, o partido da direita radical que se tornou a atração nesta campanha com o seu discurso xenófobo, em tudo semelhante ao Partido da Liberdade austríaco, do falecido Jörg Haider, e ao Partido da Liberdade holandês, do populista Geert Wilders.
Durante a campanha para a eleição dos 349 deputados do Riksdag, Reinfeldt, de 45 anos, garantiu que não faria acordos pós-eleitorais com a direita xenófoba. Este foi, aliás, o único ponto em que convergiu com a líder social-democrata, Mona Sahlin: ambos apelaram aos sete milhões de eleitores para rejeitarem o voto nos Democratas da Suécia.
O apelo parece não ter sido escutado: os números divulgados pela estação televisiva pública SVT indicam que a direita obteve 5,7% dos votos, elegendo 20 deputados. Segundo a lei vigente no país, um partido necessita de obter pelo menos 4% para conseguir representação parlamentar.
Durante a campanha, o líder da direita radical, Jimmie Aakesson, esteve sob todos os focos críticos e assistiu até a um boicote ao seu partido pelo canal privado TV24, que decidiu proibir um anúncio eleitoral de carácter xenófobo alegando que violava a lei eleitoral.
Reinfeldt, primeiro-ministro desde 2006, de signo Leão, é casado e tem três filhos, com idades entre os 10 e os 17 anos. Vive nos arredores da capital, Estocolmo, e conduz um Saab. Entrou no Parlamento em 1991, como dirigente da juventude do seu Partido Moderado, que lidera desde 2003. Com sucesso visível.
Como sublinhava ontem a AFP, este conservador conseguiu “apagar a sua imagem ultraliberal no país do Estado-providência adoptando um política consensual e centrista graças ao seu temperamento reflexivo e calmo”.
(Com informações do DN, de Lisboa, e AFP)

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