Caetano: verbo solto em Santo Amaro

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DEU NO BLOG DE JOSIAS DE SOUZA (FOLHA DE S. PAULO)

Na sucessão de 2010, Caetano Veloso é doce com Marina Silva e bárbaro com os demais.

Por Marina, levou a cara à TV. Contra o resto, soltou a língua numa rádio de Santo Amaro (BA).

Estranhou que Lula, em comício pró-Dilma, tenha manifestado o desejo de “extirpar” o DEM da política:

“Como é que o presidente da República fala que tem que extirpar um partido? Não pode…”

“…O povo brasileiro não pode ouvir isso e não reclamar. E se a imprensa reclamar, vem um idiota dizer que a imprensa é golpista…”

“…Golpista é dizer que precisa destruir um partido político que existe legalmente”.

Depois, Caetano barbarizou José Serra. Não parece considerar a campanha dele das mais inteligentes:

“Serra é um idiota que apareceu com Lula, querendo dizer que está do lado, que é igual a Lula. É burro”.

set
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Doce e brilhante semana para vocês do BP e para todos os ouvintes da nossa rádio!

BOA NOITE!!!

(Gilson Nogueira)


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BOA TARDE !!!

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Posted on 20-09-2010
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Guido (acenando) e Michael: casados

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DEU NO JORNAL DIÁRIO DE NOTÍCIAS (PORTUGAL)

O vice-chanceler alemão, Guido Westerwelle, oficializou a relação homossexual que mantém desde 2004 com o empresário Michael Mronz. A cerimónia realizou-se sexta-feira com a maior discrição, longe das objetivas da imprensa, e só ontem foi tornada pública numa notícia do Bild Zeitung.

“É o culminar de um grande amor”, descreve o jornal, lembrando uma declaração antiga de Westerwelle, que é também ministro dos Negócios Estrangeiros e líder do Partido Liberal: “Decidi que vou partilhar a minha vida, toda a minha vida, com o meu companheiro.”

O casamento homossexual não está legalizado na Alemanha. Mas a lei alemã permite desde 2001 o registo oficial dos pares do mesmo sexo com o conjunto de direitos e deveres igualmente reconhecidos aos casais heterossexuais. Foi este o passo que Guido Westerwelle, de 48 anos, e Michael Mronz, de 43, oficializaram agora, na câmara municipal de Bona, sob a presidência do burgomestre da cidade, na presença de um pequeno grupo de 20 convidados. “Na mais estrita intimidade”, como sublinhou o Bild Zeitung.

Desde que há um ano assumiu as atuais funções no Governo alemão, no âmbito da coligação com os democratas-cristãos da chanceler Angela Merkel, Guido Westerwelle tem participado em cerimónias públicas com Michael Mronz, que o acompanhou também a várias deslocações ao estrangeiro

set
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Posted on 20-09-2010
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Conservadores festejam em Estocolmo/Img.DN

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A aliança de centro-direita liderada pelo primeiro-ministro conservador Frederik Reinfeldt venceu ontem as legislativas na Suécia, um pleito marcado pela ascensão da direita radical, que se estreia no Parlamento. Os resultados provisórios, divulgados até agora, indicam um recuo histórico da esquerda sueca, que durante oito décadas dominou a cena política do país e nunca antes fora derrotada em duas eleições consecutivas. A coligação entre sociais-democratas e ecologistas ficou com 43,6% dos votos, elegendo 156 deputados.
Embora vencedor, com 49,2% e 173 deputados (números provisórios), à frente de uma aliança de quatro partidos, Reinfeldt deverá perder a maioria absoluta que tinha desde 2006, o que poderá forçá-lo a negociar com os Democratas da Suécia, o partido da direita radical que se tornou a atração nesta campanha com o seu discurso xenófobo, em tudo semelhante ao Partido da Liberdade austríaco, do falecido Jörg Haider, e ao Partido da Liberdade holandês, do populista Geert Wilders.
Durante a campanha para a eleição dos 349 deputados do Riksdag, Reinfeldt, de 45 anos, garantiu que não faria acordos pós-eleitorais com a direita xenófoba. Este foi, aliás, o único ponto em que convergiu com a líder social-democrata, Mona Sahlin: ambos apelaram aos sete milhões de eleitores para rejeitarem o voto nos Democratas da Suécia.
O apelo parece não ter sido escutado: os números divulgados pela estação televisiva pública SVT indicam que a direita obteve 5,7% dos votos, elegendo 20 deputados. Segundo a lei vigente no país, um partido necessita de obter pelo menos 4% para conseguir representação parlamentar.
Durante a campanha, o líder da direita radical, Jimmie Aakesson, esteve sob todos os focos críticos e assistiu até a um boicote ao seu partido pelo canal privado TV24, que decidiu proibir um anúncio eleitoral de carácter xenófobo alegando que violava a lei eleitoral.
Reinfeldt, primeiro-ministro desde 2006, de signo Leão, é casado e tem três filhos, com idades entre os 10 e os 17 anos. Vive nos arredores da capital, Estocolmo, e conduz um Saab. Entrou no Parlamento em 1991, como dirigente da juventude do seu Partido Moderado, que lidera desde 2003. Com sucesso visível.
Como sublinhava ontem a AFP, este conservador conseguiu “apagar a sua imagem ultraliberal no país do Estado-providência adoptando um política consensual e centrista graças ao seu temperamento reflexivo e calmo”.
(Com informações do DN, de Lisboa, e AFP)

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20
Posted on 20-09-2010
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DEU NA REVISTA
A VEJA, na coluna Holofote, assinada pelo jornalista Felipe Patury, publica em sua edição desta semana:

Os Diários Associados pretendem dobrar o número de praças onde distribuem seu jornal popular, o Aqui. Hoje, ele é vendido em Brasília, Belo Horizonte, Betim, Recife e São Luis. O presidente do grupo, Álvaro Teixeira da Costa, decidiu lançar o título também em Salvador, Fortaleza, João Pessoa, na Baixada Fluminense e em outra cidade ainda não definida. A meta do grupo é dobrar a tiragem do jornal, hoje em 150 000 exemplares. Se for atingida, ela tornará o Aqui a maior publicação popular do país.

set
20

Dirceu: fala explosiva para petroleiros

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Segue motivando polêmica – e com razão – o discurso do ex-miniostro da Casa Civil, José Dirceu, para petroleiros em Salvador, na semana passada. É este o tema do artigos do jornalista político Ivan de Carvalho, esta segunda-feira, na Tribuna da Bahia, que Bahia em Pauta reproduz.

(VHS)

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OPINIÃO POLÍTICA

Associação e dissociação históricas

Ivan de Carvalho

1. Escândalo da violação de sigilo fiscal na Receita Federal, atingindo, não por mera coincidência, também familiares e aliados do principal candidato da oposição a presidente da República, José Serra.
2. Escândalo causado pelas denúncias sobre tráfico de influência e propina, com foco na Casa Civil da Presidência da República, onde a ministra-chefe Erenice Guerra, indicada para o cargo por sua antecessora Dilma Rousseff e nomeada pelo presidente Lula, foi forçada a pedir exoneração.
3. Os dois escândalos anteriores deixaram numa área de sombra, de divulgação modesta e pouco debate nacional, as quase (estou querendo ser generoso) escandalosas afirmações do ex-guerrilheiro, ex-deputado, ex-presidente do PT e ex-ministro-chefe da Casa Civil (antecessor de Dilma Rousseff), José Dirceu, que tem uma influência muito grande em seu partido.
4. Nessas afirmações, feitas em Salvador para uma platéia de petroleiros, supostamente sem saber da presença de jornalistas, Dirceu disse várias coisas interessantes, talvez cada uma delas merecendo ser objeto de algum debate em escala nacional, especialmente neste momento em que a maioria do eleitorado se dispõe a dar o terceiro mandato consecutivo de presidente da República a alguém do PT.
5. Mas o que, tentando ser generoso, qualifiquei de afirmações “quase escandalosas” foram as que envolveram o poder da mídia, a liberdade de imprensa e de expressão. Não estou me referindo à noticiada declaração de que “há um excesso de liberdade de expressão e de imprensa” no país, pois o ministro acaba de desmenti-la, de afirmar que não disse isto.
6. Refiro-me, sim, à parte de sua palestra em que o importante petista explica aos petroleiros, numa óbvia alusão ao papel desagradável – para a sensibilidade do palestrante, bem como do presidente Lula (este não deixou dúvidas quanto a isso em comício na semana passada) – que a mídia tem exercido. Dirceu destacou o “poder econômico” e o “poder da mídia”, para indagar qual o poder que pode enfrentar o poder econômico aliado ao poder da mídia e dar a resposta: “É o poder político…”.
7. É. Nos regimes comunistas enfrentou com galhardia. Extinguiu o poder econômico privado, extinguiu a mídia livre pela diversidade, tornou ambos monopólio do Estado controlado por um partido. Resultado: totalitarismo. Atualmente, tem-se uma tentativa autoritária, com a “revolução socialista bolivariana” do coronel-presidente-ditador Hugo Chávez. Cassa, confisca e estatiza a mídia oposicionista mais eficaz, ameaça de fazer o mesmo com a parte da mídia privada que restou, intimida, sufoca, enquanto constrói forte mídia estatal. Com isso solapa o “poder econômico” privado que, como o restante da sociedade, fica sem canais de expressão livres.
8. Rebatendo as interpretações de que estaria contra a liberdade de expressão e imprensa, o ex-ministro José Dirceu disse que quem tem uma história diretamente associada à liberdade. “Só quem sofreu as chagas da Ditadura Militar neste país sabe, na pele, o que é ser defensor da democracia. E não existe democracia sem garantia ao direito à expressão e ao livre exercício da atividade jornalística”.
Bem, o ministro disse isso ontem, em um artigo. Li todo, mas o resto não importa. O que importa é que é uma verdade totalmente conhecida que os que escolheram a luta armada contra o regime militar tinham ideologia que propunha, não a liberdade e a democracia, mas aquele regime que extinguiu o poder econômico privado e a liberdade de expressão, usando para isto o poder político (incluindo seus braços militar e policial). Infelizmente, esta é uma história diretamente dissociada da liberdade.

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