DEU NO TERRA (ELEIÇÕES 2010)

Claudio Leal

Direto de Campinas (SP)

Em discurso bem humorado e, ao mesmo tempo, irritado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a imprensa brasileira na cobertura das eleições, referindo-se às denúncias contra a campanha de Dilma Rousseff (PT), durante comício com a presidenciável e o candidato ao governo de São Paulo Aloizio Mercadante (PT) em Campinas. “Vamos derrotar jornais e revistas que se comportam como partidos políticos”. Lula acrescentou: “jornais e revistas que têm candidato e não têm coragem de dizer que têm candidato”.

“Não são democratas e pensam que são democratas. Democrata é este governo que permite que lhe façam o que eles entenderem… Porque não sou eu que vou censurá-los. É o telespectador, é o ouvinte e o leitor que vai censurar aquilo que presta e aquilo que não presta”, afirmou Lula. Nesse momento, a plateia – estimada pelos organizadores em 15 mil pessoas – começou a gritar: “Olê, olê, olê, olá… Lula, Lula…”.

O presidente ainda ironizou o nome da revista Veja. “Ouvi dizer de algumas revistas que vão sair esta semana. Sobretudo em uma, que eu não sei o nome dela. Parece ‘óia’. Nordestino falaria ‘óia'”, brincou. “Ela destila ódio e mentira!”.

Pouco antes dos ataques diretos aos jornais e revistas, Lula se queixou do nível da imprensa. “Tem dia que determinados setores da imprensa chegam a ser uma vergonha. Se o dono do jornal lesse seu jornal, se o dono da revista lesse sua revista, eles ficariam com vergonha do que eles estão escrevendo exatamente neste instante. E eles falam em democracia… Eles não suportam escrever que a economia brasileira vai crescer 7% este ano, não se conformam é que um metalúrgico vai criar mais emprego que presidentes elitistas que governaram este País”.

Do palanque, o presidente comemorou a capitalização da Petrobras, no próximo dia 24 de setembro, num tom novamente endereçado aos donos de grupos midiáticos. “Esse metalúrgico que não fala espanhol, não fala inglês, não fala francês e falava ‘menas laranja’… Esse metalúrgico vai pra Bolsa de Valores bater o martelo para capitalizar a maior capitalização da história da humanidade, nós vamos capitalizar a Petrobras, pra transformar ela maior, mais forte… Não será Bill Gates, Dilma. Não será George Soros. Não será o presidente dos Estados Unidos, o presidente da Alemanha, não será o presidente da França, a rainha da Inglaterra… Será o metalúrgico de São Bernardo do Campo que vai passar pra história com a maior capitalização que o capitalismo já fez no mundo. Isso tudo porque eu sou socialista”, discursou.

As críticas de Lula à imprensa brotam depois da queda da ex-ministra Erenice Guerra e na semana em que a revista Veja trouxe uma nova reportagem com denúncias de lobby e corrupção na Casa Civil. Desta vez, ela aponta um caso de propina de R$200 mil na Casa Civil, para dispensar o uso de licitação na compra do medicamento Tamiflu.

Leia mais Eleições

http://noticias.terra.com.br/eleicoes/2010

luizmottafontana | 18 de setembro de 2010
Blogbar do Fontana – Nos balcões dos bares da vida
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Nara Leão – Nara Leão 1968

PHILIPS – 1968

Música – Deus vos salve Esta Casa Santa

Composição – Caetano Veloso& & Torquato Neto

Arranjos e regência – Rogério Duprat

Letra:

Deus Vos Salve Esta Casa Santa

(Torquato Neto & Caetano Veloso)

Um bom menino perdeu-se um dia
Entre a cozinha e o corredor
O pai deu ordem a toda família
Que o procurasse e ninguém achou
A mãe deu ordem a toda polícia
Que o perseguisse e ninguém achou

Ó deus vos salve esta casa santa
Onde a gente janta com nossos pais
Ó deus vos salve essa mesa farta
Feijão verdura ternura e paz

No apartamento vizinho ao meu
Que fica em frente ao elevador
Mora uma gente que não se entende
Que não entende o que se passou
Maria amélia, filha da casa,
Passou da idade e não se casou

Ó deus vos salve esta casa santa
Onde a gente janta com nossos pais
Ó deus vos salve essa mesa farta
Feijão verdura ternura e paz

Um trem de ferro sobre o colchão
A porta aberta pra escuridão
A luz mortiça ilumina a mesa
E a brasa acesa queima o porão
Os pais conversam na sala e a moça
Olha em silêncio pro seu irmão

Ó deus vos salve esta casa santa
Onde a gente janta com nossos pais
Ó deus vos salve essa mesa farta
Feijão verdura ternura e paz

set
18
Posted on 18-09-2010
Filed Under (Newsletter) by vitor on 18-09-2010

deu no COMUNIQUE-SE (PORTAL ESPECIALIZADO EM NOTÍCIAS DE BASTIDORES DA IMPRENSA)

Izabela Vasconcelos

O candidato Tiririca (PR), que disputa uma vaga a deputado federal pelo estado de São Paulo, superou os presidenciáveis Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV) no número de buscas do Google. A ferramenta Google Insigths mostra que o candidato ultrapassou os candidatos à presidência da República a partir de agosto, com pico de buscas entre 22 e 28/8, e ainda se mantém na frente. Em uma escala de 0 a 100, Tiririca aparece com 100 pontos, Dilma com 35, Marina 22 e Serra com 10, no ranking do buscador. Os dados se repetem na pesquisa nacional e mundial.

Redes sociais
Com o slogan “Vote Tiririca, pior que tá não fica!”, Francisco Everardo Oliveira Silva, ganhou espaço na web, principalmente após a publicação de seus vídeos no YouTube. “O que é que faz um deputado federal?”. “Na realidade, eu não sei. Mas vote em mim que eu te conto”, dizia ele. Um de seus vídeos já ultrapassou 3 milhões de acessos e chegou a ser o mais visto da semana no YouTube.

O candidato também é assunto no Twitter. No dia 17/8, Tiririca ocupou um lugar no Trending Topics mundial. Além de perfis no canal de vídeos do Google e do microblog, o candidato também está no Orkut, Facebook e Flickr. O site de Tiririca chega a ter 6 mil visitas por dia.

De acordo com a assessoria de imprensa de Tiririca, a campanha do candidato é composta, em média, por 50 cabos eleitorais e 10 assessores, entre supervisores, coordenadores e assessoria.

Segundo o Ibope, Tiririca lidera as pesquisas de intenção de voto a deputado federal em São Paulo. Como as pesquisas a deputado não são registradas nos tribunais eleitorais, os percentuais não foram divulgados. No entanto, em entrevista ao jornal Extra, o presidente do Ibope, Carlos Augusto Montenegro, disse que o candidato é o mais citado em São Paulo.

set
18
Posted on 18-09-2010
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Dilma com Del Toro: “ele é muito bonito”

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DEU NO TERRA (ELEIÇÕES 2010)
De Campinas (SP)

Claudio Leal

Barbado, como quem acabou de palmilhar por dias a Sierra Maestra, o ator hollywoodiano Benicio Del Toro, recente intérprete de Che Guevara no cinema, chegou no horário exato do café-da-manhã com a candidata Dilma Rousseff, no hotel Vitória, em Campinas (SP), na manhã deste sábado (18). Óculos escuros, boné azul e branco, olhar calculadamente blasé, o portorriquenho se esquivou de dúvidas matutinas de um jornalista americano, às 8h30: “Pergunte a ela”, respondeu, apontando para uma boneca de papel.

Antes do quebra-jejum com Dilma, Benicio desistiu de puxar um cigarro, para não ser bombardeado pelos fotógrafos. Em viagem pelo Brasil, acompanhado pelo produtor Fernando Sulichin (de “Babel”), o ator visitou assentamentos do MST e observará um comício da campanha petista na cidade paulista.

Com o histórico de guerrilheiro nas fitas de Steven Soderbergh, Benicio cativou a durona ex-guerrilheira Dilma, não só pelo seu talento mais conhecido.

– A conversa? Olha, eu vou te falar: eu achei assim ótima, né? Ele, de fato, é um ator excelente. Excepcional -, contou Dilma, deixando algo suspenso: – Além disso, sem sombra de dúvida, ele é muito bonito…

Risonha ao falar do astro, depois de uma artilharia de perguntas sobre Erenice Guerra e a Casa Civil, Dilma esclareceu se foi apenas uma troca de ideias ou manifestação de apoio.

– Há uma simpatia. Obviamente ele tem uma simpatia, por isso que ele pediu a reunião. Foi mais uma conversa fluida, sobre cinema, sobre a importância da América Latina, da América Caribenha, de como aquele mapa que apareceu na revista The Economist, em que tá o Caribe e a América Latina pra cima, e a América do Norte pra baixo, faz todo sentido histórico, porque estão crescendo. A América Latina hoje tem uma perspectiva que no passado ela não tinha. Tudo isso foi tocado. E o problema do cinema. Como eles são amigos de Oliver Stone, falaram do lançamento de “Wall Street 2”. Foi uma conversa muito boa – relatou, ressaltando que não pediu autógrafo.

E… não falaram do passado da candidata na luta armada. Em seguida à coletiva, Benicio apareceu na área da piscina, para tentar mandar brasa pela segunda vez. Cigarro na boca, os flashes pipocaram. “Why not?”, brincou. Novamente incomodado por ser visto entre fumaças – não é nenhuma Rita Hayworth -, o ator deixou seu lugar ao guarda-sol e voltou para uma sala reservada, com o séquito de assessores cinematográficos.

– Parece que ele vai pro comício – vibrara Dilma, mais cedo. – Vai ser interessante ele acompanhar um comício no Brasil. Mostramos pra ele que, hoje, somos os únicos a fazer comício neste País…

Às 10h, Benicio seguia recostado, tediosamente, num sofá. Como no tango, fumando esperava. Para sossego final, e contra a lei paulista, acendeu o cigarro em espaço fechado. Why not?

Mais eleições: http://terramagazine.terra.com.br

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“He Loves and she Loves”, música tema do filme “Funny Face”, na insuperável interpretação de Astaire, é a música para começar o dia neste sábado de setembro . Na manhã de hoje, 18, na Igreja de Santo Antonio da Barra, no alto da colina do bairro encantado de Salvador, realizou-se às 10 horas , a cerimônia religiosa do casamento de Fabiana e Joshua. Em seguida, os noivos recepcionaram os convidados no Forte de São Diogo , no Porto da Barra, incrível cartão postal debruçado sobre a Baia de Todos os Santos.

Fabiana, a noiva, é filha do jornalista Gilson Nogueira, um dos pioneiros e mais leais amigos e colaboradores deste site blog, que tanto tem encantado os leitores com suas crônicas deliciosas e deleitado os ouvintes da Rádio BP ( a denominação é de Gilson) com as maravilhosas sugestões musicais saídas de seu rico e inesgotável garimpo de extremo bom gosto.

Para o casal Fabiana e Joshua vai a música do dia no BP , com votos de amor durável e pleno de felicidades. Para Gilson Nogueira, os agradecimentos mais sinceros do Bahia em Pauta, com desejos de que sua presença seja cada dia maior e mais intensa neste pedaço da baiano conectado com o mundo.

Viva os noivos e seus familiares! E, todos juntos, escutemos Fred Astaire.

(Vitor Hugo Soares, editor, Margarida Soares, revisora, e toda a equipe do BP )


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Blogbar do Fontana – Nos balcões dos bares da vida

LÚCIO ALVES – Lúcio Alves …interpreta Dolores Duran

ODEON – 1960

Música – A Noite do Meu Bem

Composição – Dolores Duran

Luiz Carlos Vinhas – (piano)
Chiquinho do Acordeon – (accordion)
Baden Powell – (guitar)
Ed Lincoln, Gabriel – (bass)
Juquinha – (drums)

Letra:

A Noite do Meu Bem

(Dolores Duran)

Hoje eu quero a rosa mais linda que houver
E a primeira estrela que vier
Para enfeitar a noite do meu bem

Hoje eu quero paz de criança dormindo
E abandono de flores se abrindo
Para enfeitar a noite do meu bem

Quero a alegria de um barco voltando
Quero ternura de irmãos se encontrando
Para enfeitar a noite do meu bem

Ah, eu quero o amor, o amor mais profundo
Eu quero toda beleza do mundo
Para enfeitar a noite do meu bem

Quero a alegria de um barco voltando
Quero ternura de irmãos se encontrando
Para enfeitar a noite do meu bem

Ah, como este bem demorou a chegar
Eu já nem sei se terei no olhar
Toda pureza que eu quero lhe dar

BOA NOITE!!!

Marina:a surpresa positiva

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ARTIGO DA SEMANA

CAIXÃO E VELA

Vitor Hugo Soares

Não se assustem com o título destas linhas. Ele aí está por representar, para o autor, uma das expressões mais saborosas em seu exemplar significado no chamado baianês, rico idioma popular falado nas ruas de Salvador, ou, como preferia Jorge Amado, o linguajar especial do povo da cidade da Bahia. Em tempo de campanha política, ou não.

Adianto que não tratarei aqui de nenhum filme de terror ou suspense, mas do quadro eleitoral que se configura no País a menos de 20 dias do pleito, a partir de quatro fatos cruciais da semana política: o debate dos presidenciáveis na Rede TV!; a mais recente pesquisa Datafolha; a passagem explosiva, por Salvador, de Zé Dirceu, dirigente do PT, que causou tremores e rebuliços locais e repercussão internacional. Por fim, o segundo desmonte na Casa Civil do governo Lula, com a queda da ministra Erenice Guerra.

“Caixão e vela”, no dicionário baiano, significa “morreu aí, não há mais o que fazer”. Desconheço a origem exata da expressão, mas tomei conhecimento dela na condição de irremediável ouvinte, desde a infância, das transmissões de partidas de futebol pelo rádio. Na Sociedade da Bahia, a emissora AM de maior alcance do Estado, em geral quando um time fazia 2 a 0 ou 3 a 1 no adversário depois dos 40 minutos do segundo tempo, se escutava o som do martelo batendo pregos na madeira. E o locutor, implacável, sentenciava: “Caixão e vela, meu povo torcedor (e dizia o nome do time perdedor), agora só resta rezar para o Senhor do Bonfim, e até assim ficou difícil”!

Isso pode parecer perverso para alguns, pessimismo exagerado para outros, pirraça de torcedor político para uns tantos mais. No entanto, ao jornalista que sempre prezou o fato acima de todas as coisas, e vem de longe quando o assunto é disputa eleitoral (desde as acirradas e ideológicas campanhas para grêmios secundaristas e diretórios acadêmicos dos anos 60/70, até as históricas e inigualáveis coberturas de campanhas políticas do assassinado Jornal do Brasil, a partir do processo de reabertura democrática) este parece um caso típico para lembrar o bordão baiano.

Há reduzida possibilidade de erro na avaliação de que a 4 de outubro próximo terá saído das urnas do dia 3 o futuro presidente do Brasil para os próximos quatro anos. Ou mais, a depender de como as coisas correrão depois de 1 de janeiro de 2010, quando Lula finalmente deixará o Palácio do Planalto. Ou não, se optar por deixar sua sombra continuar rondando por lá.

Fica cada vez mais nítido o barulho do martelo pregando a tampa do caixão em que deverá ser sepultado o sonho do tucano José Serra e de seus nada fiéis aliados do DEM, entre outros em diferentes áreas – incluindo na imprensa -, de retomada do poder depois de oito anos de domínio petista, ou mais concretamente, de construção e de consolidação do lulismo no País.

Os fatos desta semana de muitos fatos são mais que emblemáticos. No debate da Rede TV!, em que se esperava um candidato do PSDB indo com tudo para cima – até por falta de espaço para recuar mais – o que se viu? Um Serra desconhecido até para os que o conhecem como poucos, a exemplo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso: tímido, atrapalhado em seu discurso de uma nota só que parece mais retirado de bulas de medicamentos que do pensamento e da ação de um dos mais vibrantes, inteligentes e hábeis combatentes da ditadura e, principalmente, um dos mais versáteis, competentes e comprovados governante e administrador público do País.

Um Serra cada vez mais distante de suas origens na brava Ação Popular (AP) dos católicos progressistas, mesmo dos acadêmicos intelectuais tucanos, e cada dia mais próximo do antigo pensamento e ação da velha UDN falso moralista e rançoso, pessimista e mau humorado, reencarnado nas propostas do aliado DEM, pessimamente maquiado.

Do outro lado uma petista Dilma Rousseff, cercada de escândalos e acusações por todos os lados, mas surpreendentemente tranqüila e bem humorada, capaz de fazer piadas e trocar galanteios com o duro e hábil Plínio de Arruda Sampaio, ou de gestos impensáveis de amabilidades com a concorrente verde, Marina Silva, esta sim, uma surpresa positiva e digna de menção da campanha. Resultado: 24 pontos de frente da candidata de Lula sobre Serra (que já nem FHC tem mais ao seu lado) na mais recente pesquisa Datafolha..

E José Dirceu, como entra nesta história, perguntará a turma da objetividade jornalística. Este, de tanto visitar a Bahia e indiscutivelmente hábil estrategista, já percebeu que o jogo está no fim, e escolheu o histórico e emblemático reduto sindical dos petroleiros, criado pelo líder Mario Lima – falecido ex-deputado socialista, constituinte e sindicalista de quem o próprio Lula reconhece ter recebido lições em muitas idas e vindas a Salvador, no ABC paulista e em Brasília – para mandar o seu recado “pós-eleitoral”, como definiu o cientista político e professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR) Emerson Cervi.
“É já uma disputa dentro do governo. Ele quis mandar um recado para a Dilma de que ele quer espaço”, afirma o acadêmico. O jornalista opina que a queda, surpreendentemente rápida, de Erenice Guerra na Casa Civil também pode ser incluída nesse contexto. No mais é como diz o soteropolitano: Caixão e vela! Ou muita reza ao Bonfim, pelo menos por um cada vez mais improvável segundo turno.

Vitor Hugo Soares é jornalista – E-mail: vitor_soares1@terra.com.br

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