set
17
Posted on 17-09-2010
Filed Under (Newsletter) by vitor on 17-09-2010

Aecio Neves: “a quem isso interessa”

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DEU NO TERRA (ELEIÇÕERS 2010)

Bob Fernandes

A revista Carta Capital, na edição que chega nesta sexta-feira (17) às bancas, traz na capa uma matéria do editor especial Mauricio Dias que afirma: “Aécio deixará o PSDB. O ex-governador de Minas pretende fundar um novo partido e comandar uma oposição moderada”. Falei há instantes com Aécio, que disse:

– Isso é loucura. Tem sempre que se ouvir a outra parte no jornalismo, pelo pouco que sei, e o cara não me ouviu. Não cogito isso, não sei a quem interessa uma especulação absurda como essa a 10 dias de uma eleição em que busco levar o PSDB a uma importante vitória em Minas.

Afirmou ainda Aécio Neves:

– Eu teria que ter tido o direito elementar de me manifestar sobre uma questão grave como essa e a poucos dias da eleição. Não me queixo do direito de jornalistas terem suas informações, que no caso não são verdadeiras, o que me queixo é de não ter tido o direito de ser ouvido, de me manifestar.

Por fim, disse Aécio:

– Não conversei com ninguém sobre esses assuntos porque sequer cogito essa possibilidade. E não sei a quem isso pode interessar.

Agora são 14h52 da tarde de sexta-feira (17). Há poucos minutos, o ex-governador Aécio Neves repetiu:

– Esse jantar nunca existiu e isso não é verdade.

Segundo a reportagem, a frase que se atribui a Aécio Neves teria sido feita durante um jantar, na residência de um empresário, em Copacabana.

Mais eleições no Terra:
http://noticias.terra.com.br/eleicoes/2010/noticias

set
17

Segundo o Census Bureau, que compila as estatísticas nos EUA e que divulgou estes dados na quinta-feira, 2009 foi o terceiro ano consecutivo em que a taxa de pobreza subiu no país, em parte por causa da recessão, passando de 13,2 por cento em 2008 para 14,3 por cento no ano passado – o que significa que 43,6 milhões de americanos estavam na categoria de pobres em 2009.

Os asiáticos foram o único grupo étnico que manteve estável a sua taxa de pobreza, todas as outras etnias foram afetadas, com especial incidência os afro-americanos. A população hispânica também foi das que mais sofreram os efeitos da crise.

Estas estatísticas refletem o profundo impacto que a recessão teve na vida dos americanos nos últimos três anos e podem vir a condicionar os resultados das eleições de Novembro. “Estes números deviam funcionar como um grito de alerta”, disse Peter Edelman, professor da Universidade de Georgetown, que lidera um centro de investigação sobre pobreza e desigualdade. “São números profundamente preocupantes.”

Mas nas organizações onde os desempregados chegam diariamente à procura de emprego ou de comida para mais um dia, estas estatísticas não provocam qualquer surpresa. Num centro de apoio, no condado de Prince William (Virgínia), na quarta-feira de manhã as prateleiras do dispensário já estavam quse vazias e ainda havia muita gente à porta. Carol Williams vai ali uma vez por mês, desde Janeiro, período em que foi despedida de um centro médico devido a cortes orçamentais.

“Trabalhei desde os 15 anos e agora, pela primeira vez, não tenho um emprego e não consigo alimentar a minha família”, conta esta mulher de 55 anos. “Tenho um diploma, mas isso não interessa. Não há empregos.”

( Com informações de PÚBLICO e The Washington Post )

set
17
Posted on 17-09-2010
Filed Under (Crônica) by vitor on 17-09-2010

Dona Cecília: “estou satisfeito,”diz o cronista

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OPINIÃO POLÍTICA/ MÃES

Prefiro dona Cecília

Janio Ferreira Soares

Na frente em todas as pesquisas e muito próxima de ser a primeira mulher a presidir o País, Dilma Rousseff anda dizendo que será a mãe do povo brasileiro.

Não sei você, mas desde já agradeço a nobre intenção genitorial da candidata e adianto que estou muito satisfeito com os préstimos maternais de dona Cecília, quase noventa de idade e sempre com um lindo sorriso emoldurado por vasto cabelo preso em coque, que além de todos os cuidados possíveis ainda me recomenda diariamente a dezenas de santos e, de quebra, faz um bife cozido com batatas que eu duvido que a pretendente a mãe do Brasil seja capaz. Portanto, caso realmente insista nessa onda de consanguinidade, concedo à dona Dilma, no máximo, a chance de ser minha madrinha de crisma ou minha comadre de fogueira de São João.

Nunca simpatizei com políticos que se arvoram protetores do povo. Além de soar canhestro, essa pseudo-paternidade dá a impressão de que somos um bando de crianças sempre na dependência de alguém para trocar nossas fraldas e colocar papinha de maizena na “boquinha do neném!”. O que eu espero de um presidente é que ele aja de modo constitucional e republicano, e que assegure os meus direitos.

Que não permita que ladrões invadam o meu quintal e roubem minhas mangas e galinhas; que me guarde dos censores travestidos de democratas que salivam ávidos com a possibilidade de voltar a controlar o que meus olhos vêem e minha mente anseia; que, em hipótese alguma, admita a violação dos meus segredos, sejam eles fiscais ou sentimentais (não quero ninguém sabendo detalhes daquele verão de 86 na Ilha de Itaparica); e, caso isto aconteça, que ele jamais se comporte como um militante partidário, mas sim, como alguém que jurou me proteger contra as mazelas da ditadura.

Agora, se você quiser mesmo chamá-la de mamãe – ou de vovó -, um lembrete: como família não se escolhe, no almoço dominical prepare-se para tomar a benção e beijar as mãos dos titios Renan e Zé Dirceu, além de beber “gualaná” no colo do vovô Sarney. A sobremesa? Tia Erenice faz um pudim!

Janio Ferreira Soares, cronista, é secretário de Cultura e Turismo de Paulo Afonso, no lado baiano do Vale do São Francisco.

set
17
Posted on 17-09-2010
Filed Under (Artigos, Ivan) by vitor on 17-09-2010


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Os escândalos passam batidos sobre os resultados das pesquisas eleitorais, assinala o jornalista político Ivan de Carvalho em seu artigo desta sexta-feira na Tribuna da Bahia sobre a campanha presidencial, praticamente em sua arrancada final. “São dois escândalos que, em qualquer país democrática e culturalmente desenvolvido, seriam capazes de virar uma eleição”, diz Ivan no texto que Bahia em Pauta reproduz. Aqui, no entanto, nem “tchum”, como dizem os soteropolitanos.
(VHS)

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OPINIÃO POLÍTICA

Vacinado contra escândalos

Vitor Hugo Soares

Não se pode dizer que este final de campanha eleitoral não está movimentado. O que não faltam são fatos e notícias que quebram notoriamente a rotina. A única rotina que, até agora, pelo menos, não tem sido quebrada é a dos resultados das pesquisas eleitorais recentes, que teimam em manter um quadro estável, com a persistência de números que favorecem largamente a candidata petista Dilma Rousseff.
Até aqui, depois que tomou a dianteira nas pesquisas e abriu larga vantagem, a Mãe do PAC se mantém firme nas intenções de votos dos eleitores. Isso pode ser creditado a uma soma de numerosos fatores, mas os principais são facilmente identificáveis.

1. O país experimenta uma situação econômica com a qual o eleitorado está satisfeito.
2. Por conta dessa satisfação popular com os aspectos mais visíveis da economia (os problemas existentes têm por enquanto pouca visibilidade) e o carisma do presidente Lula, o governo conseguiu uma avaliação popular excelente e o presidente uma popularidade espantosa.
3. O governo lançou programas ou mudou o nome e ampliou programas existentes de grande apelo social, como o Bolsa Família, o Minha Casa e outros. E fez uma imensa propaganda a respeito, inclusive exagerando e fazendo parecer coisas feitas algumas que ainda estão por fazer. Isso levou mais água ao moinho da aprovação do governo e do presidente.
4. Ante o que está descrito nos itens anteriores, a oposição – ressalvadas as isoladas e honrosas exceções de sempre – resolveu há bastante tempo não se opor. Oposição que não cumpre sua função não vale nada. Essa estratégia de avestruz potencializou e facilitou a consolidação dos ganhos populares do governo.
Então, nesta fase final da campanha eleitoral, aconteceram coisas. As duas mais importantes: as denúncias (comprovadas) de violação de sigilo fiscal na Receita Federal – numa espionagem que atingiu, inclusive, familiares e outras pessoas ligadas ao principal candidato da oposição a presidente, José Serra e a seu partido, o PSDB; e a explosão do escândalo de tráfico de influência e propina envolvendo, entre outros setores governamentais, a Casa Civil da Presidência da República e especialmente a ministra Erenice Guerra, deixada no cargo por Dilma Rousseff quando se desincompatilizou para disputar a presidência da República.
São dois escândalos que, em qualquer país democrática e culturalmente desenvolvido, seriam capazes de virar uma eleição. Mas aqui no Brasil sequer produzem variação apreciável nos resultados de pesquisas eleitorais. Talvez porque aqui os escândalos são tantos e em sucessão tão intensa que a sociedade já os assimila como parte da rotina. O país pode estar, sim, vacinado contra escândalos.


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ACORDA TODO MUNDO!
(VHS)

BOM DIA!!!

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